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44 Capítulo 20 - Encontro duplo


Notas iniciais
É romance esse capitulo!
u_u Estou preparada com o L.C/ Sofia do meu lado e alguns personagens do OWO e outros que eu criei desde pequena. Então manda haver com as ameças de morte.
Alguns sabem o motivo da minha demora, mas tenho que desculpar. Eu demorei demais.
Espero que comece as férias logo, assim terei mais tempo.
Aproveitem o capitulo.

Não era exatamente o que a Sofia imaginava de encontro. James e Mallu, além do casal estranho: Dante e Sofia.

Ambos os casais estavam em um restaurante típico para jovens. James olhava para os lados, onde possuíam adolescentes se divertindo ou outros que mexiam mais em seus aparelhos e comiam do que conversar em grupo. O rapaz de covinhas fitou sem querer sua ex que olhou para ele, ela franziu o cenho e mexeu a cabeça em direção da Mallu. Ato que significava: Você está namorando ela?

E como resposta recebeu um levantar de ombros e um sorriso fraco, já que James sabia que não era bem um namoro, mas não podia negar que gostava da Mallu e sentia que esta também sente algo por ele, só esperava que não fosse decepção, nojo e critica sobre ele antes... agora ele pensava que seu eu anterior era muito criança. Agia como moleque.

A mesa onde os quatro — estavam esperando a garçonete ou garçom para atende-los – possuía um clima silencioso. Dante como sempre não gostava de tanta companhia, Sofia mesmo sabendo do motivo daquilo, não podia negar que estava nervosa e incomodada; James, nem se fale, ver sua ex e sua ‘atual ‘ no mesmo local, estava fazendo ele ter quase um treco naquele restaurante.

‘Jovem de 17 anos tem uma parada cardíaca em um encontro duplo’, o rapaz já podia imaginar o embaraço que seria.

— O que vocês desejam? — falou a garçonete desinteressada, usando seu bloco digital para anotar os pedidos de uma vez.

Incrível que mesmo nessa época, usavam ainda serviços humanos em restaurante. Claro, só que poucos usavam para mostrar um jeito diferente de agradar as pessoas.

Os casais olharam para a mesa e cada um viu uma tela onde mostrava os pedidos, assim clicaram nas suas escolhas alimentares.

— Seu nome é Cathy — disse James, curioso, sem dá o tom de pergunta ou afirmação, mas via o crachá da moça.

A garçonete de cabelos ruivos trançados, tirou sua visão do bloco e olhou com deboche para o rapaz que sorria de modo gentil. Ela abriu a boca para soltar alguma frase calma e sarcástica, mas de repente fechou... abriu...fechou novamente e esboçou um sorriso diferente.

— Sim, sou Cathy e você é?

Mallu notou o tom diferente na moça, quase como seu tom estivesse querendo atacar uma presa de forma doce e víbora. A menina mais velha revirou os olhos. Pois, não acreditava que estava rolando um clima entre ‘seu namorado’ e a empregada do restaurante. Ela bufou e olhou para janela, porque estava sentindo algo ruim lá dentro.

“Mallu cedo demais pra sentir ciúmes!”, reprovou a si mesmo. Assim olhou para a janela a procura de alguma coisa.

— James — disse. Assim virando para tela. — Eu só queria saber para a gente enviar nossos pedidos para você, Cathy!

Ele deu um meio sorriso, olhando para tela.

— Pronto! — ele disse esboçando com um sorriso no rosto. — Acho que todos já enviaram. Certo?!

Todos afirmaram menos Mallu que estava perdida com os olhos vagando pela janela. James notou e tocou na mão da garota, que sobressaltou.

— O que? — ela recuperou do susto e olhou para James. — O que foi?

— Seu pedido?

Ela pensou um pouco e disse baixinho e desinteressado.

— O mesmo que o seu! — assim seu foco voltou para a janela.

Claro que James estranhou, mas voltou seu olhar para a garçonete do sorriso de lábios vermelhos. Ele ia falar algo, porém Sofia se meteu no lugar.

— Pode se retirar, moça! — seu tom era calmo, mas mostrava um pingo de advertência que a empregada entendeu.

A mulher que estava de pé deu uma olhada na Sofia como o restante do grupo da mesa, pelo menos a Mallu era a única que esboçou um sorriso amigável com a situação, já os rapazes fitavam estranhos.

— Você não gostaria de algo mais? — ousou voltar o olhar para James que focou nela com educação.

Agora sim, aquela mulher queria briga com a Sofia. Mas infelizmente não podia fazer isso ou estaria encrencada. Sofia percebeu que a Mallu a fitava e sorria.

— James não quer nada! Aproposito nenhum de nós queremos nada — Mallu olhou para a garçonete com um meio sorriso desafiador. — Obrigada, por perguntar para a gente! Mas estamos com fome, pode se apressar, ‘plis’!

A mulher desistiu de bater-papo com o rapaz e foi atender os pedidos, meio emburrada. Sofia teve que abafar um riso e Dante, perdido, sussurrou para ela:

— O que foi isso?

— Pensei que tinha percebido que a garçonete estava dando em cima do James! — disse ela e assim chutou o joelho do seu ex.

— Sério? — perguntou o rapaz de covinhas, agora processando tudo e percebendo lento demais.

Mallu revirou os olhos e teve vontade de bater na cabeça lenta do rapaz. Mas sem querer soltou.

— Por favor, o garanhão não notou?! — ela bufou, mas percebeu que foi burrice. Estava agindo como uma namorada ciumenta e ele não merecia saber disso. Agora não.

Ela deu uma olhada no rapaz que meio esboçou um sorriso vitorioso. Ela fechou os olhos e pensou em se matar. Ele percebeu o tom de ciúmes, assim voltou a olhar a janela e segurou o pingente de seu colar.

— Isso está ficando interessante! — Sofia sussurrou para Dante.

— Você gosta de novela por acaso, porque isso está parecendo uma! — sussurrou também.

Ela bufou e sentiu seu celular tocar. Assim disse:

— Gosto de fatos e assim aprender com eles!

Ela pegou o celular, percebeu que tinha uma mensagem e assim leu.

“Outra surpresa, gatinho!”

Ela engoliu em seco. Como assim outra surpresa? Angeline ou Angel, tanto faz como é chamada, a fazia tremer de raiva e medo. Ela se lembrou da primeira vez que viu Angeline. Esta estava com o Jack vendo uma propaganda OWO e do nada apareceu ela.

Não podia negar que mesmo bonita e fofa, ela apresentava um ar diferente. Ameaçador. Algo nela fazia Sofia sentir raiva. Mas a garota pensou que era o motivo de ter encontrado a Angel no jogo. Não, era algo mais. Parecia um passado que ela não deveria ter se esquecido.

Alguém entrou no restaurante. Precisamente três pessoas. Um era Jack, outra era um rapaz que tinha um ar nerd e tímido e a outra... fala sério... Angeline. O seu amigo puxa saco viu sua amiga, Sofia, deu um sorriso divertido e foi cumprimenta-los.

— Oi, Sofia e pessoal... — ele deu uma olhada na garota que olhava a janela. Seu rosto brilhou. — Fala sério, você é a Mallu?!

A apresentadora olhou para o rapaz e sorrio gentilmente para ele.

— Sim! Mas não quero que todo mundo saiba... — disse em meio sorriso.

Jack entendeu e olhou para a mesa. E perguntou:

— Você e James estão namorando?

— Não!

— Sim! — ele sorrio cínico para a Mallu que teve vontade de bater nele e ao mesmo tempo beija-lo.

Mas invés disso ela disse:

— Um namoro meio que fingido. Por uma semana, nada demais! — ela fitou o rapaz que não curtiu o comentário dela, ela deu um sorriso vitorioso.

— Podemos sentar?

— Claro, vocês podem! — Dante disse.

Assim Jack e Angeline sentaram ao lado da Sofia e o rapaz tímido ao lado do James. Sofia notou uma certa semelhança com um arqueiro tarado que conhecia no jogo OWO, só que ambos esse era tímido.

— Assim, esse é o Erik e levou um pé na bunda da amiga dele.

Bingo. Agora poderia ter mais certeza que é Kire, já que de trás para frente o nome poderia ser Erik, mas quem sabe seja coincidência.

— Para Jack! Ela só deve está mentindo... ela tem cabeça o suficiente para não namorar um rapaz do jogo. Principalmente o Lord Cat. Lembre-se ele deu um fora na Emilly e ela era bonita.

— Espera, como assim o L.C, Kire... que dizer Erik? — perguntou Sofia nervosa e Dante notou o assunto da conversa, assim se interessando pelo assunto em questão.

— Ela disse que estavam namorando. E assim Erik anda todo deprimido.

‘Então era por isso que Alanis queria falar comigo?! Eu não tenho sorte mesmo!”, pensou desanimada. Olhou para Dante que parecia se divertir, assim deu uma cotovelada nele. Seu sorriso se alargou.

— Deixa disso, Jack. Você deveria ajudar seu amigo.

— Aqui estão seus pedidos!

Assim a moça levou para cada um, fitando o rapaz de covinhas que aproveitou e tascou um beijo nos lábios da Mallu, que ficou atônica.

— Por que isso? — ela sussurrou sem jeito. Seu rosto estava vermelho.

— Gosto quando fica sem graça.

A frase a deixou mais vermelha fazendo ela olhar para seu prato e comer, ignorando assim James.

Sofia ignorou a saga do casal fofo (James e Mallu) e fitou aproximação de Angeline e Jack meio sem jeito. Franziu bem o cenho. Não estava gostando do seu raciocínio.

— Então Jack, você está namorando alguém?

O rapaz ficou sem jeito com a pergunta e sem querer deu uma ‘olhadela’ na Angeline, que não notará. Sofia gemeu por dentro. Não podia ser verdade.

— Não estou namorando.

Ele confessou e ela ficou um pouco aliviada, porque mesmo não tendo, a Sofia percebeu que ele estava afim da Angeline.

— Esse não é meu pedido... — falou Dante para garçonete. — É dessa violenta aqui.

Este apontou de forma desinteressada para Sofia que olhou para a comida que estava comendo. Vish, nem perceberá que era comida do Dante.

— Dante, eu acho melhor comer o que eu pedi, porque já estou devorando o seu.

Ele a encarou e esta fazia uma expressão de ‘ops, foi mal’. Além de ter notado a mudança drástica da expressão para uma quase assassina ou, melhor, ciumenta. Ele notou que a Walter fisgava seu olhar na garçonete.

Ele teve que controlar o sorriso. Sofia Walter com ciúmes dele?

— Este é um encontro de casais... então vocês são namorado, suponho!

Aquilo era praticamente uma pergunta e, claro, uma reza para que a resposta seja não. Sofia foi dizer, olhando para sua comida. Ela estava zangada, mas controlou numa boa. Era algo mais que ciúmes.

— Não!

A garota riu, sem esconder que sua prece fora atendida.

— Que pena, Sofi! Ele é bem bonito.

Dante estranhou. Como ela sabe o nome da Sofia? E logo a forma tão intima? Ele notou que Angeline estava meio tensa, mas virou a cara para conversar com a Mallu e Jack.

— Sim. Parece que é! — Sofia respondeu com indiferença.

— Verdade, acho que ele já sabe que ficou em um dos centros de rea...

Sofia se levantou bruscamente e fitou a garçonete com ódio.

— Catherina, eu suponho que deva atende os outros e deixar minha vida em paz.

A outra esboçou um sorriso vitorioso e convencido.

— Então você se lembra de mim, Walter! Pensei que essa sua arrogância e indiferença era com todo mundo, mas você sabia quem era eu.

— Sofi... o que está? — Jack falou, ficando junto de Angeline que grudara no rapaz.

Sofia Walter então lembrou de algo quando viu o rosto da Angeline naquele momento. Algo que esquece há tanto tempo.

— Eles não sabem... humm, pensei que não curtia mentir.

Sofia estava tensa e com raiva. Aquela menina queria estragar tudo. Ela fez algo que dificilmente ela faria, saiu da mesa com calma e olhou para Cathy. Olhos nos olhos, Sofia interrogou:

— O que você quer? Pensei que ferrara a minha vida o suficiente.

— Não sei — a garçonete via um traço de desespero na Sofia. E gostou disso. — Que tal muitas coisas... tipo o rapaz?

O Dante não gostou do tom daquela garçonete. Levantou-se mais foi impedido pela Sofia que sorriu.

— Ele não prefere vadias mentirosas. Prefere as violentas! — seu olhar mudou. — É melhor lembrar do que aconteceu com você, Cathy. Não me importo se dizer para eles.

Todos na mesa não entendiam a discursão. Sofia Walter apenas sentou-se e disse:

— Eu já chamei o gerente... se quiser esse emprego é melhor se comportar.

— Só podia ser a criança de um centro de reabilitação.

Garçonete saiu com passos fortes. Sofia notou a expressão curiosa de cada um e tenebrosa disse:

— O que foi?

— Queremos saber o que ocorreu! — disse Jack.

— Acho que...

Sofia interrompeu Angeline.

— Quando mais nova eu era conhecida como uma garota exemplar, mas ataquei cinco garotas com um bastão de basebol, as feri sem piedade. Depois disso, fiquei um pouco alterada, me levaram para os centros de crianças com distúrbios violentos. Sai dali depois de um tempo, meu pai e mãe conseguiram fazer com que ninguém soubesse disso, porque sabiam que pessoas com distúrbios violentos e depressivos não possuíam muita chance de ter uma vida normal. Sofrem preconceito e agressões e voltam aos centros de novo.

Ela tomou um gole de seu suco e, sem ninguém notar, uma lágrima caiu dentro do copo do suco. Ela mordeu o lábio e deu um sorriso, fitando todos.

— Acho que agora vocês devem dizer algo.

Erik olhou para Sofia. Não a conhecia e agora sabia que esta era uma problemática, e ouvira muita coisa de pessoas assim. Muita coisa ruim. Ele se levantou.

— Tenho que ir.

Ela mordeu mais ainda o lábio inferior. Fitou os outros com medo. Angeline olhou para Jack e disse com tom fraco.

— Desculpe, Jack e Sofi. Mas não posso ter relação alguma com gente assim.

Sofia sorriu sarcástica (pela mente) com a frase da Angeline. Pena, que só Walter sabia o motivo daquilo. Ela se retirou, em seguida Jack também.

— Jack? — Sofia disso, o fitando.

Ele olhou com compaixão e disse:

— Sofi, Angeline tem razão e além do mais, meu avô saberá disso. Desculpe!

Ótimo, perdeu o amigo e o emprego. Quer saber quem liga para o emprego nesse momento?! Sofia não ligou. Olhou para o amigo que deu as mãos para Angeline e assim saíram do restaurante.

Sofia via aos poucos seu mundo desabar, mas se recompões. Viu os olhares de Mallu e James que expressavam um ar meio incomodado. Sofia se levantou após comer o que podia, pegou seu dinheiro e deixou na mesa.

— Desculpe-me por intrometer. Vou indo!

Notou que estava chovendo e as gêmeas não iriam vir por causa disso.

— Mallu tenha um bom encontro.

Assim Sofia se retirou e colocou umas notas no balcaão para a garçonete. Como um comunicado de: Obrigado por ferrar a minha vida novamente.

— Vocês pagam para mim!

E assim se retirou. Dante foi em seguida.

— Não sabia que Sofia era uma criança problemática. Pensei... sei lá, ela briga e ameaça, mas ela é até normal, não é como dizem sobre gente com distúrbios violentos e depressivos.

Mallu olhou para a janela e se lembrou de algo muito triste.

— Não tenho medo dela. Para mim, Sofia é uma boa pessoa. Além do mais, eu já tive ameaças quando criança de ir para esses centros... mas não fui e estou muito bem.

Ele pegou a mão dela, mas esta retirou. Fitou ele e demorou a dizer algo, o fazendo ficar meio preocupado.

— Não me beije daquela forma!

— Por que? Não somos...

— Somos. Fingidos, mas somos. Porém, não lhe toma o direito... — seu celular tocou e esta rapidamente foi atender de cara emburrada. Alguns segundos depois seus olhos brilharam e ela alargou um sorriso lindo. — Tudo bem, lindo! Irei rapidinho!

James franziu o cenho e sentiu uma pontada de ciúmes. Mas jogou o sentimento para longe como se fosse uma bola.

— Certo. Certo. Acho que irei dormir por ai mesmo. Beijos, rapaz!

Ela desligou o celular. E mostrou um sorriso para James, esquecendo da conversa deles.

— Acho que terminamos o encontro... né?!

Ela perguntou. James não gostou e disse:

— Acho que não, vamos anda mais um pouco depois de comermos.

— Mas está chovendo! E tenho que pegar uns papeis na minha casa para o trabalho.

— Então eu vou com você! — disse.

— Nossa!! — revirou os olhos. — Nem te convidei.

— Preciso conhecer a casa da minha namorad...

— De mentira! — completou meio irritada, percebendo que a garçonete vinha na direção deles.

— Se quiser... mais que isso, cabeça quente...

Ela mordeu os lábios e viu James pagando tudo. Este com um sorriso no rosto. Ela não curtiu aquele sorriso debochado e assim virou o jogo.

— Só se dizer que sentiu ciúmes quando eu falei com meu colega de trabalho...

— Eu não senti!

Respondeu rápido demais. Engoliu em seco pela sua estupidez. Ela sorriu vitoriosa, vendo ele ficar sem graça.

— Então... vamos, namorado de mentira!

Ele fez uma careta decepcionada e despediu da garçonete. Mallu estava tão satisfeita que não se importou com a ousadia da mulher.

Assim James ousou pegar na mão da pequena mulher, que não negou o gesto, saindo dali, com o guarda-chuva dela. Eles caminharam até o apartamento, mas no meio do caminho notaram Sofia e Dante abraçados em um beco e com os lábios unidos.

James e Mallu se entreolharam. Ficaram sem jeito. Não pelo flagra, mas pelo fato do que queriam um com o outro.

Notas finais
Será que terá hentai? Ou algum ecchi no próximo capitulo? O.O