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46 Capítulo 22 - Como não adorar uma vingança


Notas iniciais
Sabe o que me motiva muito a continuar?
Os comentários e recomendações de vocês, deixa eu explicar: ultimamente estou sofrendo um 'aperrengue' aqui em casa, assim tenho os meus colapsos de vou ou não continuar com a fic... ai sempre leio algumas rewiens antigas e novas, além das recomendações para me deixar otimista.
Espero muito que gostem do capitulo.. terá um pouco de hentai!

Antes de começar a estória. Coloquei o hentai em negrito, mesmo não sendo um hentai bem detalhado, já que tem crianças lendo minha fic. Sem problemas, não irá interferir em nada!

Beijos!

— Acho que não poderei levar meus documentos para o trabalho com esse temporal.

Mallu abriu a porta do banheiro, segurando com a outra mão um copo com algum remédio dissolvido, assim encontrando James com um objeto no seu colo, assim ela se aproximou com cautela.

— O que você... — o objeto era seu único álbum de infância, esta pegou rapidamente.

O rapaz de covinhas ficou atordoado com a rapidez brusca da garota. Depois se levantou e arqueando a sobrancelha esquerda, perguntou:

— Quem é o rapaz?

A mais velha do casal engoliu em seco, porém não olhou o rapaz, somente seguiu até seu guarda-roupa, o abrindo em seguida para colocar o álbum dentro e fechar o par de portas com uma chave. James olhava as costas dela, que se esticaram e depois voltaram ao normal, provavelmente estava respirando ou engolindo algum sentimento como ela fazia boa parte das vezes.

Ela virou apenas o pescoço para focar no rosto curioso do moreno, assim virou o resto do corpo e apoiando este no guarda-roupa.

— Que rapaz? — ela esboçou um sorriso divertido e James não entendeu o motivo. O que seria divertido?

— O menino de cabelo louro escuro com olhos verdes?

— Menino — ela sorriu olhando para o teto.

— Sim, menino. Quem é?

Ela o encarou depois de bufar. Colocou a chave dentro da camisa.

— Seu namorado, minha Lilith! — mostrou seu meio sorriso debochado.

— Sério? Ele é o que seu? — interrogou, ignorando a brincadeira.

Ela suspirou — fechando os olhos – derrotada. Em seguida mordeu os lábios com pesar no rosto.

— Alguém que me conhece muito bem.

James realmente não estava entendo nada, e do nada ficou irritado com as meias frases dela. Bufou alto, fazendo Mallu prestar atenção, preocupada.

— O que foi?

— Você! E sua atitude de ficar longe, mesmo estando perto.

— Do que está falando? — ela desencostou do guarda-roupa.

— Meias afirmações. Por que não pode dizer tudo diretamente?

Ela estava preocupada com as atitudes do rapaz, mas mesmo assim tentou quebrar o clima pesado.

— Você deve ser lento! — ela soltou um pequeno riso, porém desfez, após olhar a expressão dura do rapaz. Mordeu o lábio, arrependida. — O que você quer?

— Que diga a verdade!

Por um segundo, James notou Mallu quase voltar seu olhar para o guarda-roupa, mas não fez, olhando para o rapaz de cabelo negro.

— Você está afim do Arthur é isso?

James arregalou os olhos, tentou protestar, mas apenas conseguiu soltar algo sem sentido por causa do gaguejo.

— Mas por que todo esse tempo você ficou de olho em mim?! Por que quis me propor isso?! — ela fitou ele, seus olhos castanhos claros estavam brilhando com a emoção da interrogação. Ela esboçou um sorriso vitorioso. — Você também está afim de mim, não é?

Quem era aquela garota? Mallu? Não podia ser. Os olhos dela estavam diferentes do jeito tímido e comportado dela. Ela notou a ansiedade do rapaz, fazendo sumir aquela expressão nova que mostrara, esboçando um sorriso travesso e rindo. Ela é louca!

— James! Você é mesmo muito idiota! — ela ajeitou o cabelo em um rabo de cavalo. — Quanto tempo estamos namorando?

Ela se sentou no canto de sua cama.

— Quatro dias...

— Pois é, quatro dias. Agora responda as duas perguntas que te fiz! — pediu. — Está afim de Arthur?

“Estou afim de um cara?!”, ele pensou e, do nada, acenou a cabeça concordando. Engoliu em seco com sua atitude.

Mallu sorriu como se achasse que aquilo tudo não se passasse de uma brincadeira.

— Está afim de mim?

Ela deitou na sua cama, parecia mais solta do que de costume, fechou os olhos por isso não percebeu a concordância do rapaz, fazendo este ir para cima da cama dela e olhar o rosto dela em seguida. Engraçado, ele estava afim de duas pessoas com sexos diferente, ou seja, o tornava bissexual, certo?!

Mas não podia negar que estava mais afim de Arthut que Mallu, já que o arqueiro era mais solto com seus sentimentos e Mallu o deixava inquieto com os sentimentos que ela tentava acabar sozinha, os engolindo como se fosse ar. Porém, algo nela ainda o deixava intrigado – quase apaixonado – desde que a conheceu na festa, além de atraído pela garota, viu nela algo além de uma carinha fofa e linda, uma...

— Está afim de mim? — repetiu, abrindo os seus olhos castanhos.

Continuando, uma garota que aparentava certa melancolia e carência por afeto. Ela os escondia muito bem com aquele sorriso bobo e divertido, palhaçadas e indiretas constantes, muito mais que Sofia que sempre mostrava, mas fingia está bem com aquele ar duro.

“Sinto atração por garotas estranhas!”, pensou ao beijá-la, ainda não aceitava o fato de sentir algo por Arthur.

— Você quer? — ele dizia, acariciando a barriga da garota, após levantar a regata.

James antigo estava pronto para aparecer por tanto tempo escondido. Sim, o rapaz de olhos brilhantes e excitados a queria muito e agora, mesmo que o novo James achasse cedo demais para isso. Principalmente com ela. Uma garota como ela.

Ela sorriu travessa como sempre, colocou suas pernas em volta da cintura do rapaz e os apertou.

— Não sou o que realmente aparento ser, sabia?! Além do mais sou mais velha que você, então não fale comigo como se eu fosse a criança.

Ele riu da fala mandona da Mallu, assim beijou o pescoço dela.

— Sou mais experiente que você — ele sussurrou com um tom de desgosto do que orgulho másculo. Ela percebeu e sorriu, aproveitando para agarrar a camisa e beijando sua boca. — Mallu!

— Você quer? — ela propôs séria, apoiando suas mãos nos ombros dele. — Eu preciso aproveitar essa semana, mas se não quiser... O que foi?

Ele sorriu incrédulo.

— Pensei que você fosse como aquelas meninas frescas.

— Pensei que você fosse um galinha, mas vejo que tem medo — ela o desafiou, fazendo este calar e continuar com o beijo.

Com a continuação dos beijos pelo rosto da menina, ele tirou a camisa desta, interrompendo o beijo para arrancar com carinho a camisa pelo pescoço já vermelho em alguns lugares. Ela sempre focada nos movimentos do rapaz e este nos dela, ele sabia que esta é virgem, fazendo que tudo fosse calmo, mesmo sabendo que a situação não é correta. Ela deveria fazer com alguém melhor do ele, alguém que ela gostasse de verdade, então por que queria isso com alguém que sente atração?!

— Sou uma garota triste, mesmo sorrindo sempre — ele franziu o cenho sem entender, fazendo esta ficar sem graça e rir, sem jeito. — Não gosto que as pessoas me compreendam, porque me sinto vulnerável, na real me sinto frágil quando gosto de alguém... como agora.

Ele sorriu satisfeito com a confissão dela, então ela gosta dele. Este parou de beija-la, a deixando só de calcinha e sutiã, assim deitou-se no lado dela.

— O que mais? — perguntou, apoiando sua cabeça com a mão.

— O que?

— Conte-me mais; você é interessante!

Ela riu e segurou a camisa do moço que a fitou sem entender.

— Tira que eu conto! — ele riu surpreso, cedendo ao pedido dela e tirando a camisa, porém ela ficou decepcionada.

— Quero você só de cueca!

Não teve como controlar, este gargalhou incrédulo, fazendo a garota corar aborrecida, pois não achava graça. Como alguém com uma carinha tão linda e fofa, pudesse ser tão saliente de um jeito bem sensual, e não vulgar. Incrível James ter encontrado uma garota assim e está na cama com ela.

— No! Se contar eu fico apenas de box!

Ela corou, virando o rosto para outro lado, ele beijou a bochecha dela.

— Certo! Vou falar um pouco sobre mim...

(...)

Passou quase uma hora de conversa, assim James tirou a roupa que faltava para ficar apenas de box, porém ambos queriam mais.

— Então você visita muito seu irmão...

— Sim, por isso moro um pouco perto do cemitério.

Ele deu um sorrisinho para a garota, este que compreende a perda de um ente querido.

— Também perdi alguém que amei muito. Meu pai. Ele era um policial.

— Pelo menos sua mãe não te odeia, não é?

— Não, espera, sua mãe te odeia?

Mallu balançou sua cabeça confirmando a pergunta do rapaz que ficara incrédulo com a descoberta.

— Porque, ela acha que eu o matei e eu também atrapalho a nova relação dela.

— Como assim?

— Já contei muita coisa, namorado de mentira. — ela mudou de assunto para cortar o clima estranho.

O rapaz não fez nada com a provocação, apenas olhou a moça — de roupas intimas cor azul escuro, com o cabelo amarrado e meio bagunçado — com outros olhos e com o desejo diferente e mais intenso. Ela notou e o abraçou seu braço.

— Quero você agora!

— É reciproco! — ela sorriu e o beijou em seguida.

O clima voltou, fazendo James esquecer a palavra ‘errado’ e pensar no que queria agora: Mallu. Fazia tempo que não ficava com alguém daquela forma, e Mallu é dos tipos que você sente atração e ao mesmo tempo (depende da aproximação intima)_ quer protege-la; ele não sabia se era os dois, mas sabia que pelo menos tem atração por ela. E muito mesmo.

Ele já havia tirado a roupa da morena, tocando em um de seus seios com delicadeza e a beijando sua barriga, esta gemia demostrando está bem excitada. Descendo os beijos até suas pernas que estavam abertas, ele beijava sua coxa, esperando um protesto dela, até ela dizer:

— Irá continuar com isso? Porque já é uma tortura! — ela puxou uma gaveta ao lado da cama, com seu braço livre, para tirar um objeto prateado e pequeno. Camisinha. — Não estou afim de ser mãe tão cedo assim.

Ele ficou mais surpreso com a situação. Ela mandando em um momento como este, daquele jeito. “Ela é incrível”, pensou James, “E sua voz assim...”, Ele desceu seu box, enquanto a garota o beijava pelo pescoço e passeava sua mão sobre o peito do rapaz. Ele começou a beija-la novamente e abrir as pernas desta de uma vez

— Se doer me avisa!

Ela teve que sorrir com a preocupação do rapaz, mas antes de dizer algo irônico, ele a penetrou, assim a fazendo gemer de dor, mas minutos depois de prazer.

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Ela acordou meio atordoada. Sentindo alguém segurar sua cintura.

— Mike! — ela chamou seu amigo, até sentir um perfume masculino diferente. Um que a fazia sorrir de forma diferente. — Dante!

Ela sussurrou, em seguida com muito cuidado, ela tirou o braço magro e definido do rapaz, que dormia como uma criança. Sofia Walter fitava o rapaz, rindo do modo calmo que ele estava e relembrando que este não era tão calmo assim.

Sofia de repente ficou vermelha ao pensar em algo, e hesitando com fracasso, começou a mexer a boca, falando mudo alguma frase, mas interrompia no final com o constrangimento que só ela sabia o motivo. Virou o rosto para o teto e em seguida olhou para o relógio da cômoda. Ainda não dera meia noite, poderia voltar para casa.

Poderia, mas seu corpo e consciente não queriam. Tudo por causa dele. Dante. Seus beijos, abraços e como a segurava. Sofia balançou a cabeça, percebendo como esboçava um sorriso idiota no rosto.

— Essa sou eu? — fizera uma pergunta pra si mesma, ainda incrédula com a situação e riu em pensamento. — Complicada!

Levantou da cama e com coragem arrastou os pés até o banheiro, onde possuía um espelho de grande – quase de corpo inteiro -; a morena tirou a camisa xadrez do seu amigo Dante, para ver seu corpo seminu. Via as cicatrizes do sequestro quase sarando, mas procurava uma cicatriz especifica. Difícil apenas uma entre tantas, já que sua barriga mostrava arranhões visíveis, cascas de corte de faca quase sarados, por causa dos pontos que levara. Então encontrou algo especifico na coxa direita, uma marquinha rosa com aparência seca e puxada, bem pequena e bem significativa.

— Angelina, como pude te esquecer... — sussurrava para si mesma, sentada no chão do banheiro. Um choque térmico se fez, já que seu corpo estava quente e o chão era gélido. — Ainda por cima é a Angel... Sofi, você é estupida!

Ela olhou para seu reflexo, pensativa como sempre. Esboçou um sorriso diferente quase anormal, seus olhos ajudavam na expressão desafiadora com aqueles olhos escuros e brilhantes de vingança.

— Vamos jogar de novo, Angelina! — sua voz era mansa e lenta, como se ela quisesse ver o movimento de seus lábios. Fechou os olhos se lembrando da antiga ‘amiga’ de cabelo lilás.

“— É assim que eu faço com traidores, Sofi!”, é assim que a Walter se lembrava, do sussurro sem arrependimento da garota de olhos artificiais.

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— Lord!

O rapaz de cabelo negro e orelhas de gato da mesma cor abriu os olhos azuis opacos, assim vendo novamente seu reflexo na água do lago. Sorriu de canto, ao ver outro ser ao seu lado e ao lado de seu pet, Kuro. Um rapaz baixo de cabelos brancos e longos, sorria de um modo meio assustador mais ao mesmo tempo curioso pela expressão do semi-gato.

— Hitsugaya!

— Já faz tempo que não me chama, depois da nossa vitória...

— Preciso de você!

Falou com controle, assim se levantando e limpando os resquícios de terra em sua roupa azul com detalhes metálicos. O rapaz pálido olhava com atenção para L.C. desafiador.

— O que você quer? — perguntou desconfiado, claro, as loucuras que L.C. provoca sempre alguém acabada mal no fim... boa parte era o próprio ‘bolador’.

— Quer acabar com uma certa garota... vingança, exatamente.

— E o que eu ganho com isso, Lord!

Lord alargou o sorriso mostrando, como sempre, os seus dentes salientes. Sabia que o mago do gelo perguntaria isso e como resposta disse.

— Irei te entregar o Luke — o mago sorriu dando a intenção de ter gostado do acordo. — Topa, mago?

O guerreiro levantou a mão e o rapaz de cabelo branco rebelde esboçou um sorriso e apertou a mão com força.

— Ainda pergunta! — exclamou o mago, fazendo L.C gargalhar e balançar a cabeça, admirado. — Porém quem é?

Kuro chegou aos poucos e começou a ronronar na perna de seu dono.

— Angelina, mas conhecida nos jogos como Angel.

— Angelina? — Hitsuagaya arregalou os olhos, incrédulo. — Angelina é a Angel?

— A conhece? — o moreno franziu o cenho, fitando o rapaz pálido.

— Sim... um pouco.