Our World
8 7. I love you
Notas iniciais
Algumas semanas se passaram, e, em uma dessas, veio a de provas, que quebrou as pernas de alguns alunos. Do nosso grupo, nem tanto, apesar de que o Kouyou quase pegou recuperação em inglês, não fosse o esquema de cola. O mesmo usado na prova de álgebra e geometria, que, como sempre, eu tirei 10.
Graças a essa maldita semana, eu e o pequeno pouco pudemos dar uns amassos.
Podia notar que ele ficava irritado quando tentava prolongar um beijo, ou até descer para o meu pescoço, e eu o parava.
“Temos de continuar com os estudos!”
Bem, eu queria me matar por pará-lo, mas foi necessário.
Ele reconheceu o esforço assim que recebeu a nota da prova de matemática.
— Oito!!
— Sério?!
— Hai!!
— Taka, estou muito orgulhoso de você!!
— Não teria conseguido sem você, senpai!
— Pelo que eu vi, você só se comprometeu por causa de alguns sinais...
— É... E por causa disso, a Mishima-sensei pediu para continuar com as aulas...
— Sem problemas! Mas agora, que tal comemorarmos?
Ele mal respondeu, eu já estava devorando aqueles lábios carnudos, e logo as nossas línguas começaram a se roçar.
Batalhando por espaço.
Reconhecendo o sabor.
Delicioso.
Determinado, o pequeno desceu para o meu pescoço.
Me lambendo.
Eu o parei.
Antes que ele pudesse reclamar por eu tê-lo interrompido, ataquei o lóbulo de sua orelha esquerda.
Ele gemeu, mostrando o quanto gostara.
Comecei a brincar com aquela parte.
Mordi e lambi.
Em seguida, fui até o seu pescoço, com a intenção de marcá-lo.
— Ah, senpai!
Minhas mãos começaram a passear pelo seu corpo.
Comecei a massagear seu pequeno quadril.
Sua expressão era tão excitante.
Sua boca entreaberta.
Respirando fortemente.
Vermelha.
Os olhos fechados.
As sobrancelhas levantadas.
Derrubei-o na minha cama, ficando por cima dele.
A regata revelava que seus mamilos estavam eretos.
Sua mão adentrou a minha camisa.
De repente, uma voz me trouxe à realidade.
“Ele não está pronto.”
Puta merda, como eu queria mandar o dono dessa voz para o inferno!
Tive de fazer a coisa certa.
Parei, e meio confuso, ele parou também.
— O que houve?
— Eu acho que devemos parar por hoje.
— Por quê?
— Porque a partir de agora, eu pouco poderei me controlar, pequeno.
— ... Tudo bem...
— E outra, o pessoal tá esperando...
— Verdade...
— Certo, me dê vinte minutos e eu te encontro no seu quarto?
— Hai.
— Desculpe, Taka... Eu só não quero que ocorra tão rápido...
Dei um beijo em sua testa, e ele suspirou, frustrado.
— É, você tem razão, senpai. Também não quero que ocorra tão rápido. Mas é que eu esqueço tudo quando estou com você...
— Eu também... Precisamos nos controlar.
— Hehe... Bem, estarei te esperando no meu quarto.
— Vinte minutos!
— Ok!
Demos mais um selinho, e ele saiu.
Corri para o banheiro e liguei o chuveiro em água gelada, procurando me acalmar, e acalmar o meu “amigo”.
Deus, que bom que ele não notou o meu estado.
De qualquer forma, em menos de vinte minutos eu já batia à porta de Ruki.
Não demorou muito para que ele viesse à porta.
Estava com os cabelos molhados.
E frios.
Notei quando fui beijá-lo.
“Então ele também, huh?”
— Vamos?
— Sim! O Uruha quer discutir o que vamos fazer nas férias...
— Que, graças a Deus, começam daqui a uma semana!
— Né!
.
As férias logo chegaram e logo chegou o dia marcado para viajarmos.
Combinamos de nos encontrar no aeroporto.
Lá estávamos, esperando por Ruki e seu vizinho.
Para explicar, o tio do Aoi mora em Okinawa, e em todas as férias, ele nos convida para passar um fim de semana lá, enquanto que ele viaja para o exterior, chamamos também o pequeno, que só foi permitido de vir sob a condição de seu vizinho vir junto. Bem, não teve problema pedir isso ao Shiroyama-san, como ele disse, “Quanto mais, melhor!”
— Calma, Aki! Ele já tá chegando!
— Eu sei, mas é que faz cinco dias que eu não o vejo! Eu tô nervoso!
— Relaxa, criança! Olha pra trás!
Lá estava ele.
Usando uma regata por debaixo de um colete transparente, uma calça preta rasgada.
Lindo.
E ao seu lado, o tal Miyavi.
Cabelos pretos, bem repicados.¹
Mal consegui cumprimentá-lo, e o pequeno já me sufocara com um abraço apertado e um beijo carente, que chamou a atenção de um casal idoso que passava.
— Estava com saudades, senpai!
— Eu também, pequeno!
— Hey, calma aí vocês dois, senão o alarme de incêndio vai disparar!
— Minna-san,² esse é o Ishihara!
— Miyavi desu!
— Ei, eu ouvi muito de você!
— Hah, não mais que eu ouvi de você, “Senpai”!
— Ah! Akira, ou Reita, se preferir!
— Uruha!
— Aoi!
— Kai!
— O Taka-chan também me falou muito sobre vocês! Era Shiroyama-senpai e Takashima-san de um lado, Kai-san de outro... Ah, eu agradeço muito por terem me chamado! Juro que se ficasse mais um dia com a cara nos livros, eu iria me matar!
— O Miyavi faz biologia, na faculdade de Tókio!
— Não brinca! Eu estou pensando em fazer biologia!
— Sério?!
— Sim! Será que você poderia me mostrar os materiais depois, Miyavi-san?
— Com certeza, Kai-kun!
.
— Caramba, que viagem cansativa!
— Estou com as costas doendo!
— Como assim? Nem demorou tanto! Bem, Ruki e eu vamos dar uma volta na praia. Querem algo?
— Não, podem ir!
— Então, descansem!
— Haaai, kaa-san!³
— Besta!
Uruha e Aoi foram direto para o quarto, enquanto que Miyavi e Kai ficaram conversando na sala.
De qualquer forma, agora eu estava com o meu loirinho, podíamos fazer o que quiséssemos.
— Nee senpai...³³
— Nani?
— Você... Quer... Tentar hoje...?
— Só se você estiver pronto, Taka.
— ...
Ele apoiou a cabeça no meu ombro.
Envolvi-o com um braço.
Beijei sua testa.
Seu nariz.
Sua boca.
Quente.
Suspendi seu corpo, fazendo com que ele me envolvesse com suas pernas, e me abraçasse forte.
— Taka, eu sei que você não está pronto ainda, mas podemos tentar outra coisa...
— Nani?
Escorreguei a mão pelo seu tronco, indo até o cós da sua calça.
Ele prontamente entendeu.
Seus olhos brilharam.
Em menos de três minutos estávamos de volta, cumprimentamos Kai e Miyavi, que estavam assistindo TV, e subimos até o quarto que íamos dormir.
Deitei-o na cama e ataquei o seu pescoço, me deliciando com seus gemidos.
Aquela pele branquinha logo estava avermelhada.
Lógico que eu fiquei com consciência pesada, mas não suficiente para que eu parasse com aquilo.
Lá estavam os mamilos eretos, me convidando para que eu os atacasse.
Massageei-os.
Atritando rapidamente, ainda sobre a regata.
Ataquei seus lábios, lubrificando-os com a minha língua.
Ele fechou os olhos fortemente, e levou a minha mão até o cós de sua calça.
Eu mal podia acreditar que estava prestes a tocá-lo.
Desafivelei seu cinto lentamente, vendo-o mostrar um olhar de súplica para que eu fosse mais rápido.
Tirei o botão da casa.
Abri o zíper.
Escorreguei levemente a calça.
Ele estava usando uma cueca tipo infantil azul, com planetas desenhados.
Saturno estava um pouco molhado.
Que coisa mais fofa.
Ele me apressou, envergonhado.
Estiquei o elástico e escorreguei o pequeno pedaço de pano.
Revelando o seu pequeno falo.
Rosado.
— Ah, Taka, é tão lindo!
Morrendo de vergonha, ele tentava esconder o rosto com as costas das mãos, resmungando algo ininteligível.
Ele olhou para mim, e com um murmúrio, me pediu para que eu o tocasse.
Envolvi toda a sua ereção com uma mão, e comecei o movimento.
Suas pernas tentavam se fechar, todavia, por uma vontade maior, elas se abriam mais.
— Aah!
Tão macio.
Imperceptivelmente, seu quadril começou a se mover no meu ritmo, que já estava consideravelmente rápido.
Além disso, ele estava gemendo, e alto.
Sussurrando algumas coisas das quais eu pouco pude entender.
— Isso! Ah! Tão... Bom... Hn!
Atritei a glande, que já estava bem úmida.
— Aaah! É... É diferente... Ah!
“Diferente”?
O que ele quis dizer, afinal?
- Sen-senpai... Eu... Eu vou...
— Me chama, pequeno!
— Reitaaah!!!
Ele se desfez na minha mão.
Levei o conteúdo esbranquiçado, e ainda quente, até a boca, provando.
Delicioso.
No mesmo instante, ele desmaiou de sono, como um bebê.
Arrumei suas roupas e o cobri com o lençol. Aproveitei o descanso dele para tomar um banho gelado.
Estava começando a ficar frequente.
Não que eu me importava.
Depois do banho, deitei ao seu lado e fiquei afagando seus cabelos.
Alguns minutos depois, ele acordou e me beijou.
— Nee... Arigatou, senpai...
— Sabe, eu cheguei perto da insanidade com aquilo, pequeno... — Ele virou de bruços, escondendo o rosto no travesseiro. – Aliás... Naquela hora...O que você quis dizer com diferente?
— ...
— E então?
— Ah, desculpa, senpai! É que... É que eu já tinha me tocado antes...
— Hein?
— Desculpa, descuulpaa!!
Pude ver o quão vermelhas as suas orelhas estavam.
Era inevitável.
Eu tive de provocá-lo.
— Taaka, como você é pervertido!
— AAAH! Foi só uma vez! Culpa sua!
— Culpa minha?!
— Foi antes da gente começar a namorar. Eu não sabia o que fazer... Ah, droga!
— Espera... Você fez pensando em mim?
Ele fez que sim com a cabeça, depois virou-se, ficando de costas para mim.
Envergonhado.
Não aguentei.
O abracei por trás.
E ele começou a acariciar os meus braços.
— Sabe... É diferente... A sensação... Quando você me toca... É... Melhor...
Ficou de frente para mim.
— Taka, acho que é impossível expressar o quanto eu te amo, mas vou tentar.
Tirei uma mecha de cabelo do seu rosto, e pus atrás de sua orelha.
O beijei.
Demoradamente.
Explorando cada canto da sua boca.
Ele suspirou.
Adentrei sua regata, sentindo o calor da sua pele contra a minha mão.
— Hey, a janta tá pronta! Desçam logo!
Nos entreolhamos e começamos a rir.
— Parece que hoje não é o nosso dia.
— Verdade!
— Vamos logo, senão o Miyavi não vai parar de encher o saco.
— Vamos.
Descemos, levemente mal-humorados.
Como sempre, o Kai fez a comida, mas Miyavi o ajudou.
Depois da janta, Miyavi ficou contando piadas, e depois ficamos vendo um filme.
Fomos dormir às três da manhã, parecendo um bando de zumbis.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~le.gen.da.Q~~~~~~~~~~~~~~~~~
¹- De acordo com as minhas pesquisas *metidasemmotivoQ*, o visual da época era o do pv "Kekkon shiki no uta" (esse: http://www.jpopasia.com/img/album-covers/1/6998-kekkonshikinoutakise-uh7x.jpg)
²- Minna-san: Pessoal (do jeito educado n.n)
³- Kaa-san: Mãe (UAHAUAH Reita é a mãe Q)
³³- Nee: Forma carinhosa de chamar a atenção ♥
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