Our Valentine's Day
1 Capítulo único - Nosso dia dos namorados
Notas iniciais
Fico feliz se você está lendo isto aqui, e um obrigada logo adiantado, comentem quando terminar, pode ser? Eu amaria, vou responder todas. ♥
Tentei deixar bem fofo, mas sei que se está aqui também gosta de Hentai, não? AHEUAHEUA
Pois é, eu a-m-o, quem não? Oxe! u.u
Desculpe minha pessoa por qualquer erro. ♥
Quase 5000 palavras, aguenta a pressão? Kkkkkkkk. *3*
Our Valentine's Day
Arrogante, mal agradecido, idiota que reclama de absolutamente tudo, bipolar, despreocupado e grosso. Lindo, forte, sensual, excitante, superprotetor e preocupadíssimo.
Ok, Gajeel poderia ter vários defeitos, mas por outro lado, tinha muitas, mas muitas qualidades. Nós estávamos namorando há três meses, e que três meses. Confesso que foi muito difícil expressar meus sentimentos àquele idiota carrancudo, mas aos poucos ele também conseguiu expressar os seus, que fez com que eu ficasse totalmente rubra e trêmula sem saber o que dizer a respeito, não que Gajeel estivesse muito diferente de mim na época. Foi em uma noite em que eu me preparava para ir para casa que eu recentemente havia comprado. Digo que foi bem engraçada sua declaração, ele mais gaguejava do que falava, e eu nada dizia, detalhe.
–– Levy, e-eu... eu acho que a-amo você também!
Foi mais ou menos assim que aconteceu, pois umas duas semanas atrás eu havia dito a mesma coisa a ele, mas com a certeza de que eu o amava. Era inevitável não contá-lo sobre o que eu sentia, já doía no meu peito a vontade de libertar aquilo. Jet e Droy discordavam muitas vezes de nossas lutas e afins juntos um do outro, acho que percebiam nossos sentimentos recíprocos.
Ah, Jet e Droy, meus grandes amigos que não saíam de perto de mim. É claro que a reação de ambos não foi muito aceitável após contarmos sobre o namoro sério entre nós dois, como esperado, mas depois de um mês eles finalmente abaixaram a guarda e aceitaram-nos de boa.
Desde que Gajeel me salvou do ataque de Laxus percebi algo estranho em mim mesma, e depois daquilo, não nos desgrudamos, achei que depois disto nós não nos falaríamos muito, mas foi totalmente o contrário. Fiquei muito sem jeito quando ele me pediu para que fizesse dupla comigo para irmos à ilha Tenrou, ah, aquela ilha, foi o dia em que Gajeel meio que se declarou que gostava da minha presença e que queria me proteger, foi algo meio ambíguo, creio eu.
–– Então, não saia do meu lado...
No fundo eu amei o que ele havia dito, mas para mim aquilo não passava de uma simples amizade por parte dele, isso também mudou no fim dos jogos mágicos quando eu me declarei a ele na festa de comemoração, e vocês já sabem no que deu.
Não me esquecendo do dia em que todos foram dançar aquela valsa, foi inesquecível para mim, percebi seu ciúme de Jet e Droy que queriam dançar comigo a qualquer custo, conversamos muito enquanto dançávamos juntos.
Enfim, agora, depois de longos três meses, finalmente era o dia dos namorados, o dia dos namorados. Preparei-me ao máximo para não morrer de vergonha quando desse um presente a ele. Sei que ele nem sabia qual o dia, e muito pior me daria um presente por ter aquela bela personalidade única sua, mas eu não deixaria passar aquele momento, nós ainda não éramos cem por cento íntimos a ponto de dar presentes, por isso, eu iria mudar aquilo completamente.
♪ {Our Valentine‘s Day} ♪
A guilda estava tediosa, eram 10h, e sem missões, como sempre os garotos brigavam e se batiam, principalmente Natsu, Gajeel e Gray. Aproveitei esse momento para comprar uma caixa rasa e comprida para colocar meus chocolates que eu iria preparar para ele em algum mercado próximo. Saí de fininho antes que alguém me visse, consegui com muita sorte. Fui para a lojinha bem perto dali e comprei às pressas para ir a minha casa, mais ou menos depois de cinco minutos Gajeel apareceu por trás de mim, senti sua presença.
–– Oe, aonde pensa que vai? –– perguntou desconfiado, me arrepiei com seu tom de voz.
–– E-Em casa!
–– Já? Pensei que ficaria aqui até à noite –– disse, eu ainda me presenciava de costas a ele –– Quer que eu te leve?
–– Não, não! Aconteceram alguns imprevistos... –– me lembrei de algo importantíssimo, vir-me-ei a ele –– Ah! V-Você pode ir... lá em casa hoje à tarde?
Sim, eu tinha feito esse convite sem nenhuma malícia, e como eu sabia muito bem que Gajeel também não era de pensar malícias o tempo todo, não me importei em pedir, era à tarde que eu daria os chocolates a ele. Gajeel me olhou estranho após o dito.
–– Na sua casa? Pra quê? –– ergueu uma sobrancelha.
–– Pra... Não vou dizer, vai ter que ir! Às 17h, certo? Arrume-se, use uma roupa mais casual, se tiver... –– tentei não parecer nervosa.
–– Tá bom... Espero ser por uma boa causa. –– ele posicionou seus dois braços na altura de sua cabeleira espessa e macia, eu fiquei um pouco irritada com o que ele havia falado.
–– Por quê? –– franzi o cenho –– Não quer ir à casa da sua própria namorada? Não está satisfeito comigo?
–– O que é isso tudo, baixinha? Por que ficou tão irritada? –– sorriu sensualmente, ruborizei –– É claro que estou satisfeito, você é minha namorada, não?
Logo, ele me deu um beijo lento com mais ou menos 5 segundos de duração, retribuí, senti pouco da sua língua, com que me fez ficar chateada por querer mais, mas não era tempo para aquilo, não naquela hora, quem saberia mais tarde...
–– D-Desculpe, mas agora eu preciso mesmo ir, não esqueça.
–– Não vou, não se preocupe. –– sorriu virando-se para entrar novamente a guilda.
Soltei um longo suspiro e agradeci por ele não ter percebido a sacola com a caixa em minhas mãos, pois o que Gajeel tinha de lindo, tinha de curioso.
Fui apressadamente para casa com medo de meu tempo esgotar, eu ainda teria que me arrumar, pelo menos minhas roupas já estavam prontas em cima da cama, só faltava um delicioso banho para finalizar. Eu queria que fosse o primeiro e melhor dia dos namorados de nossas vidas.
Ao chegar a casa (ainda bem que era próxima), fui à cozinha para começar a fazer os chocolates, resolvi fazer amargos, talvez fosse a preferência dele, eu não sabia o certo, passei um tempão para terminar.
Cinco horas depois –– 15h00m
Finalmente meu forno havia avisado que estavam prontos, corri até a cozinha para tirá-los, e pela sorte, estavam deliciosos após a experimentada que dei em um deles. Sem muita delonga, fui até o banheiro e tomei um longo banho, fiz uma hidratação no cabelo e uns tratos em minha pele, eu estava bem perfeccionista e nervosa. Era a primeira vez em que Gajeel entraria a minha casa, também dei um rápido trato nela.
Quando saí do banho me dei conta que já eram 16h, assustei-me por lembrar de que eu ainda tinha que achar um laço para pôr na caixa, me arrumei às pressas e mexi em todas as gavetas em busca de algo para prendê-la, mas sem sucesso nenhum, me desesperei e pensei rápido, a primeira coisa que me veio à cabeça foi Lucy, ela com certeza poderia ter uma, peguei a caixa já com os chocolates e corri até sua casa pedindo que desse tudo certo.
* * *
–– Lu-chan, Lu-chan! –– bati desesperada em sua porta, ouvi passos até lá e parei.
–– Levy-chan? O que houve? –– perguntou assustada ainda descalça.
–– Você teria um laço para eu colocar nesta caixa?
–– Ah, acho que tenho sim, entre! –– sorriu enquanto abria passagem, entrei rapidamente.
Ao entrar, Lucy foi apressada até seu quarto e me chamou junto, a segui um pouco ociosa, eu usava um vestido rosado com uma fita ao meio, meu cabelo estava mais arrumado por causa da hidratação e minha pele, nem se falava. Enquanto Lucy procurava o laço em uma gaveta de seu quarto, ela quebrou o silêncio.
–– Gajeel? –– se virou com uma fita roxa e um olhar malicioso.
–– Obrigada. É... –– corei um pouco –– Dia dos namorados.
–– Caramba, é verdade, o que tem na caixa? –– perguntou sentando-se a meu lado na cama e me vendo embrulhá-la.
–– São chocolates amargos, sei que é bem clichê dar isso a um namorado, mas como é o nosso primeiro juntos, eu quero dar algo mais leve. –– corei.
–– Acho fofo o namoro de vocês! Algo bem inocente, correto?
–– É-É, acho que sim...
–– Ou vocês já fizeram...?
–– Não! Não fizemos! –– a interrompi, absurdamente rubra, ela riu depois de minha face.
–– Brincadeira –– soltou uma risada ––, mas nunca pensou em... fazer?
–– Não sei o certo. O Gajeel é tão focado em lutar e ficar mais forte... acho que ele não liga pra isso.
–– Pode até ser, mas fiquei de olho, homens são homens! –– disse a frase imitando Elfman, rimos desesperadas juntas.
Sem perceber, meia hora já havia se passado, dei um pulo da cama ao ver o horário. Lucy levantou-se comigo já sabendo do que se tratava.
–– Melhor ir, ou se atrasa!
–– Obrigada novamente, Lu-chan, até algum dia. –– sorri indo até a porta junta dela.
* * *
Enquanto eu ia para casa, já eram 16h30, só faltava mais meia hora para que Gajeel chegasse a minha casa. Antes de chegar, pensei várias maneiras de como me portar diante dessa situação tão embaraçosa, como dizer “eu te amo” ou até um simples “fique comigo para sempre”, era difícil dizer algo que você só disse uma vez, às vezes eu pensava que ele não poderia nunca ser romântico, pensei...
No momento em que cheguei à frente de minha casa, levantei minha cabeça e vi Gajeel com sua cara emburrada pela demora, recostado à parede ao lado da porta. Arregalei os olhos, perplexa, como ele poderia ter sido adiantado justamente hoje? Pensei. Ele usava uma blusa branca, e por cima um casaco preto, suas calças eram sociais e um sapato elegante até demais para o mesmo.
–– Até que enfim! –– reclamou se erguendo da parede, eu estava sem conseguir me mover, não era bem assim que deveria ter sido.
–– V-V-Você veio cedo demais! Seu idiota! –– gritei muito corada, não era para ele me ver arrumada naquela hora.
–– Ok, mas eu fiquei curioso, só pensava nisso, então eu vim logo achando que não havia problema... –– foi andando até mim e acabou por ver a caixa em minhas mãos –– O que é isso aí? Por que está tão bem embrulhado? Deixe-me ver.
–– Não! Não é pra você ver agora! –– puxei para o lado oposto, ele arregalou os olhos com mais curiosidade ainda, puxou um pouco mais forte.
Nem precisou muita força para a caixa cair no chão, fazendo alguns chocolates voarem.
Abri a boca em um “o”. Como Gajeel conseguia acabar com tudo com apenas um ato? Era incrível, e eu continuei imóvel, Gajeel mudou sua expressão para um tanto assustado.
–– D-Desculpe... Eu não queria... –– se sentiu culpado dando um passo para trás.
–– NÃO QUERIA, MAS FEZ, SEU IDIOTA! –– gritei, meus olhos lacrimejaram, mas eu segurei as lágrimas.
–– Eu já me desculpei! –– aumentou o tom de voz fazendo eu me assustar.
–– Desculpas não vão funcionar... Tudo o que eu planejei foi arruinado, eu pensei que poderia ser um dia dos namorados perfeito pra gente, mas acabou em briga, como sempre. Acho que não somos feitos um para o outro... –– não aguentei e deixei as lágrimas se soltarem, minha cabeça estava abaixada e meus olhos fechados com força.
–– Dia dos namorados? –– ouvi sua voz mudar para surpreso –– Era isso?
–– Era! Sei que pode achar bobagem, mas pra mim não é. Por isso, antes de ficar reclamando entenda que...
Antes que eu me desse conta do acontecido, ele subiu meu rosto em uma velocidade incrível e seus lábios se apoderaram do meu em um passe rápido, me surpreendi imensamente, quase sempre era eu que iniciava um beijo, era sempre um beijo fraco que eu dava, mas já era a segunda vez que ele tinha iniciativa comigo.
Sua língua estava bem mais hábil que o normal, explorava toda minha boca, e com suas mãos ele segurava minha nuca pegando um pouco de meus cabelos finos e azulados, logo ele passou uma de suas mãos para minha cintura e ao mesmo tempo fazia uma deliciosa massagem nela, segurei um de seus braços ainda com algumas lágrimas grudadas em meu rosto. Mais cinco minutos e eu já sem quase fôlego algum, não queria parar, e sei que ele também não, mas o ar havia se esgotado, então, nos separamos lentamente, Gajeel aproveitou e mordeu meu lábio inferior, gemi baixo com um pouco de dor, pois seus caninos eram realmente afiados.
–– Eu sinto muito, Levy –– ele parecia nervoso limpando o resto de minhas lágrimas –– Eu acabei com tudo, me perdoe...
–– Tudo bem... Não tem problema... –– eu iria dizer que aquele beijo tão gostoso já era um ótimo pagamento, e como.
Quando me toquei, Gajeel pegava a caixa que derrubara, morri um pouco de vergonha, pois ainda tinha um chocolate dentro dela. Ele o pegou e jogou em sua boca, logo um sorriso singelo apareceu em seus lábios, ruborizei.
–– Delicioso, assim como você –– ok, eu apenas quase tive um infarto, desde quando Gajeel era assim? –– Quem fez?
–– Idiota! Fui eu... –– corei olhando para o chão.
–– Sério? Nossa, você é boa mesmo! –– arregalou os olhos como uma criança.
–– Fico feliz que tenha provado –– sorri timidamente e olhei o horário, eram 17h –– Quer entrar?
–– Claro, vai ser legal conhecer sua casa pela primeira vez! –– sorriu, fomos até a porta.
Eu até havia me acostumado com nossas brigas, até porque Gajeel gostava muito de reclamar, mas naquele dia ele parecia diferente, mais tranquilo e pervertido, aquela sua frase não saia da minha cabeça, e entrar a minha casa só me deixava mais envergonhada.
Entramos, Gajeel olhava as extremidades e mexia em algumas coisas que eram minhas, eu não me importava, até porque minhas “preciosidades” estavam no quarto, e era óbvio que ele não iria até lá, certo...?
–– Gihi, sua casa é legal!
–– Obrigada –– sorri ––, tem algo de legal pra fazermos nesse dia tão especial?
–– Hm... –– pôs a mão no queixo, pensativo –– Que tal me mostrar o resto da casa?
Não sei o motivo, mas não achei uma boa ideia, com certeza ele iria querer ver meu quarto, não por motivos impuros, mas curiosos demais, e eu esperava algo mais romântico, mas como era o Gajeel que estava comigo, achei que não desse certo.
–– Tem certeza? Podemos fazer outras c...
–– Venha, venha, quero ver! –– disse me puxando até os outros cômodos.
Cozinha, banheiro, jardim, biblioteca... quarto.
Ok, eu não consegui impedi-lo, eu estava tão feliz que tudo havia dado certo que acabei deixando-o entrar em meu quarto.
–– Caramba, seu quarto tem uma cama de casal? –– perguntou sentando-se nela, tremi.
–– É-É, não percebi quando comprei a casa, mas ela é ótima, muito macia.
–– É verdade, deve ser ótimo dormir nela –– meus pelos se ouriçavam a cada palavra –– Oe, o que é isso aqui no chão?
Gelei no momento em que ele pegou um desenho que eu havia pedido para Reedus fazer dele há um tempo antes mesmo de namorarmos, por um momento ele não tirou os olhos do desenho, alguns segundos depois seu olhar se redirecionou para mim que permanecia corada.
–– Ér...
–– Desculpe... –– eu disse interrompendo-o.
–– Pelo quê?
–– Tenho um desenho seu sem permissão! –– na verdade, eu não sabia o que falar, então, isso foi a primeira coisa que veio em minha cabeça.
–– Permissão? Mas nós somos namorados, não?
–– Mesmo assim eu...
–– Na verdade, eu também tenho “alguns” desenhos seus lá em casa. –– disse na minha frente um tanto vermelho, o encarei sem fala.
–– C-Como? –– gaguejei mais forte.
–– Reedus fez pra mim, creio que ele também me desenhou, não é?
–– Foi... e-então acho que não tem problema...
–– É... –– levantou-se da cama e foi até mim que se presenciava em pé.
–– O que foi? –– o encarei um tanto confusa.
–– Eu te amo. –– resmungou um tanto baixo, mas o ouvi perfeitamente, obviamente fiquei mais vermelha que os cabelos de Erza, não era normal Gajeel falar aquelas coisas, na verdade, era impossível.
–– P-P-Por que está dizendo isso agora?
–– Você queria um dia dos namorados perfeito, não é? Podemos fazer isso... –– com certeza Gajeel estava muito diferente, chegava a me dar um pouco de medo da sua expressão séria.
Por um momento olhei em seus olhos, assustei-me ao vê-los bem vermelhos, vermelhos de desejo. Eu mentiria se dissesse que não pensei em sexo quando ele tocou neste assunto, fique um pouco sem jeito com aquilo, era impossível ele estar pensando em dormir comigo, e já estava anoitecendo, um perigo extremo!
–– Mas estar com você já é o suficiente. –– soltei rapidamente para não gaguejar.
–– Sabe, Levy –– tocou meus cabelos lentamente –– Estou sentindo algo estranho, não sei, uma sensação nova...
–– S-Sensação nova?
–– É, estou sentido uma vontade enorme de te agarrar. –– era incrível como ele dizia aquelas coisas com tranquilidade, eu por dentro já explodia.
–– F-Faça isso!
–– O quê?
–– Me... a-agarre...
Gajeel fez um rosto estranho, talvez confuso, abaixou-se enquanto eu ficava na ponta dos pés, nossos lábios se encostaram levemente, então começamos um ritmo frenético com nossas línguas, lá fora a lua já começava a aparecer, provavelmente já fosse quase 18h, eu ainda não sabia o que poderia acontecer, mas sabia que Gajeel estava explodindo hormônios pelo quarto. Passei meus dois braços por seu pescoço e aprofundei o beijo, eu não queria soltá-lo de modo algum, ele parecia querer o mesmo, seria possível eu estar pronta para aquilo? Pensei novamente.
Mais ou menos seis minutos, Gajeel foi ainda me beijando até a porta do quarto, não percebi, mas logo ele a trancou, eu ouvi o barulho da tranca e o empurrei um pouco de leve, muito ofegante.
–– O que você...
–– Você quer? Se não, eu posso ir embora, ou então fazemos outra coisa...
–– N-Não é isso, mas fazer isso agora não é precipitado demais? –– o encarei com os lábios entreabertos.
–– Não sei, mas estou com um desejo de te ter incrivelmente forte, nunca pensei sentir isso um dia por alguém. –– senti minhas bochechas entrarem em combustão, Gajeel estava um pouco corado, mas não chegava nem perto de meu nervosismo.
–– Desde quanto você é a-assim? –– segurei sua blusa com minhas duas mãos.
–– Eu posso não ter te contado, mas às vezes eu tenho sonhos...
–– Sonhos...?
–– E-Estranhos com você!
–– Como assim? –– fui inocente até demais nesse ponto, mas eu não ia acreditar que...
–– Eróticos.
Nesse momento senti um frio percorrer minha espinha, era possível Gajeel ser tão pervertido? Eu também não era inocente, pois às vezes eu sonhava comigo e ele fazendo coisas até demais do aceitável.
Eu não disse mais nada, apenas novamente fiquei na ponta dos pés e o beijei de forma avassaladora, logo ele retribuiu, aos poucos ele ia descendo seus braços a minhas pernas e a levantou até a altura de sua pelve, naquela posição era possível beijá-lo de uma forma mais fácil e deliciosa, bendita hora de querer ser um pouco mais alta.
–– Nervosa? –– ele me perguntou ainda na mesma posição, meu rosto estava como uma pimenta.
–– U-Um pouco... –– suspirei sem ar –– Você sabe o que fazer?
–– Não. Eu achava que não pelo menos, mas é como se algo dentro de mim me mandasse fazer isso...
–– Eu te amo! –– afinal, não era momento de vergonha, até porque aquele momento seria único para nós dois, um dia que eu nunca esperava acontecer tão cedo...
Com o dito ele voltou a me beijar do mesmo modo de antes, mas agora ele andava até a cama lentamente, seus braços largos e fortes me seguravam bem e eu já sentia certo líquido invadir o lugar onde unem minhas coxas, arrepiei-me forte quando senti um volume misturado com uma pulsação deliciosa vindo de seu íntimo, gemi juntamente com Gajeel quando mexi um pouco o quadril fazendo nossas intimidades se esfregarem lentamente, eu também percebia um espasmo em meu próprio sexo.
Meu nervosismo estava tão forte que ficou um pouco difícil de respirar, eu nunca pensei em ficar com tanto medo. E se eu não satisfizesse Gajeel? Ele ainda iria me querer? Meu corpo não era bonito o suficiente, pelo menos não para mim, então, eu queria saber o que fazer.
Gajeel me deitou na cama e parcialmente ficou por cima de mim com um rosto sem expressão, eu já estava com a mente nublada e minha respiração era rápida, muito rápida. Com o ato que fizemos até o momento fez com que meu vestido subisse um pouco, senti vontade de abaixá-lo por conta da vergonha, mas ao mesmo tempo eu queria ser possuída pelo meu homem.
–– Tão linda, minha Levy... –– disse do nada com um rosto sério e excitante.
–– Arr... –– gemi quando sua mão começou a massagear minhas coxas levemente.
–– Posso? –– perguntou enquanto segurava a barra de meu vestido com a intenção de subi-lo.
–– F-Faça o que quiser... –– virei o rosto com vergonha.
Gajeel sorriu sensualmente e subiu meu vestido devagar, balancei meu corpo para ajudá-lo no percurso, finalmente quando o retirou todo voltou a me beijar, só ali percebi que eu já estava seminua, mas não deixei de agarrá-lo, senti seu coração bater muito forte.
Seus braços fortes seguravam meus dois pulsos, e depois de mais um beijo ele foi retirando lentamente seu casaco e logo depois sua blusa, abrindo botão por botão, me torturando. Levei minhas mãos até os demais botões de sua camiseta sem pensar e bem devagar, mas ainda deitada, e demonstrei que eu já estava precisando dele, só ali percebi o que eu estava fazendo, corei mais, se é que era possível.
–– Calma, baixinha, tudo tem sua hora. –– sorriu malicioso enquanto retirava toda a camiseta e deixava a mostra seu peitoral bem definido.
–– Aahn... –– eu só sabia gemer –– N-Não é como se eu estivesse desesperada...
–– Eh? Então não é? Ok.
Então, ele atacou meu pescoço voluptuosamente, mordia, beijava, lambia e tudo mais. O modo em que se deparavam nossos trajes era injusto e suas calças já estavam me dando agonia.
Segurei seu ombro com força e arranhei aquela região enquanto eu me arrepiava com o toque de sua boca ainda em meu pescoço, descobri que ali era uma área realmente sensível de meu corpo, eu já estava enlouquecendo.
Abri minhas pernas o máximo que pude para que Gajeel se encaixasse em meu quadril, tentei não ficar muito tensa, mas eu definitivamente não estava conseguindo. Não sabendo o que fazer, me sentei um pouco na cama o empurrando de leve para se afastar por um momento.
–– O que houve? –– me perguntou preocupado.
Lá fora a noite já havia aparecido explicitamente, levei um de meus braços para a janela e a fechei com a cortina, de lá saía muita luz e obviamente eu ficaria mais nervosa que o normal.
–– Ligue... –– apontei para o abajur ao seu lado, ele seguiu meu dedo até ele e me obedeceu.
O quarto ficou com um brilho calmo, não muito claro nem muito escuro, era possível ver todo corpo de Gajeel, e, consequentemente ele estaria vendo o meu, respirei fundo e passei minhas pequenas mãos em seu abdômen e o arranhei.
–– Arr... –– pela primeira vez ouvi um gemido sensual de Redfox, o tão forte Dragon Slayer do metal, não me segurei e me senti ficar mais excitada.
–– Gajeel, v-você nunca fez isso, certo?
–– É-É. –– percebi um pouco de vergonha em sua fala.
–– É que você me parece tranquilo... –– corei.
–– Tranquilo? Como assim?
–– E-Eu estou muito nervosa, Gajeel, não sei o que fazer e tenho medo de falhar...
–– E... quem disse que eu estou tranquilo? –– daí eu o vi muito vermelho, ele havia ficado realmente fofo.
–– Eh?
–– Eu também estou nervoso, Levy –– e beijou minha testa ––, mas se eu me mostrar inseguro, será pior pra você, não?
O quê? Gajeel está tentando se sentir seguro para não me assustar? Ele realmente me ama tanto assim? Foi o que pensei ao ouvir aquilo, só aquela simples frase me deixou mais apaixonada e excitada.
–– Eu te amo muito mesmo, Gajeel... –– coloquei a mão na boca por conta da vergonha e cerrei os olhos.
–– Eu te amo mais. –– sorriu voltando a me beijar.
Após muito, mas muito tempo naquela mesma etapa já estava me deixando entediada, Gajeel estava sendo bonzinho até demais. Passei minhas duas mãos para abrir o feixe de meu sutiã, logo, morrendo de vergonha pelo tamanho de meus “atributos”, fechei os olhos esperando o que ele faria.
Senti sua mão segurar a alça do sutiã e puxá-lo para liberar meus seios, e foi o que ele fez, tremi com o ato e abri os olhos devagar, Gajeel olhava para eles como se estivesse com fome, enrubesci e levantei meus braços na altura de minha cabeça, como se eu estivesse me rendendo aos seus encantos.
Ele tocou meu seio esquerdo lentamente, logo fez um movimento circular enquanto beijava meu pescoço, soltei um gemido alto e fino. Como um simples toque me deixava assim? Levou seus lábios para o seio direito e beijou meu mamilo rijo e rosado, gemi mais uma vez e segurei sua cabeleira para que ele não parasse, a sensação era deliciosa, com a outra mão ele massageava meu outro mamilo e o apertava com o dedo, eu sentia sua respiração quente, com certeza ele estava com vergonha assim como eu.
Um tempo demasiado naquele local, ele voltou sua atenção a meu rosto e me beijou mais uma vez, nem um momento sequer eu parava de roçar minhas duas pernas uma na outra, eu tinha certeza que minha calcinha estava em um estado crítico, as fechei com força quando vi Gajeel olhar para ela bem curioso. Ele sorriu e usou sua força um tanto devagar para abrir minhas pernas, gemi com a abertura e tampei meus olhos. Senti seu dedo forte deslizar de baixo para cima pela minha entrada ainda por cima da calcinha, me contorci na cama e gemi baixo, meu nervosismo havia aumentado de novo. Sem muitas delongas, Gajeel começou lentamente e retirar minha calcinha e a jogou em algum lugar do quarto, o encarei por um momento, e sim, ele olhava minha intimidade com fervor.
Sem perceber abri minhas pernas melhorando sua visão, e eu havia me depilado “ali” por algum motivo, me senti uma vidente. Vi-o descer um pouco até seu rosto chegar por aquela região, gelei. Ao primeiro toque de sua boca ali, me deixou atordoada, revirei os olhos e gemi ao sentir sua língua querendo abrir passagem pelo meu sexo e chegar a meu clitóris, era uma sensação de outro mundo. Gajeel lambia com sua língua quente em toda minha intimidade, sugava meu clitóris com uma experiência que me impressionou, meu pudor já tinha sumido para outro mundo, meus gemidos saiam sozinhos e com a intensidade que ele se movia lá.
–– A-Ahn, Gajeel, isso é... –– me contorci.
–– “Isso é...”?
–– M-Muito bom! –– falei em um grito quando o senti me penetrar um dedo em mim, talvez o médio.
Senti uma sensação estranha se apoderar do meu corpo, senti minha intimidade se contrair e meu quadril se mexeu automaticamente. Seria possível aquilo ser o esperado orgasmo?
–– A-Aaahhh, eu... eu... –– senti um líquido jorrar de dentro de mim.
–– É bom? –– perguntou me encarando e cessando os movimentos com o dedo, eu arfava feito louca e nem conseguia mais falar.
–– É... –– suspirei.
Gajeel me encarou por alguns segundos, logo depois começou a retirar o cinto de sua calça, tremi, mas com muita vontade de ver o que poderia ter por atrás. Jogou seu cinto no chão e retirou a calça, arregalei os olhos e virei o rosto sem graça quando vi um volume fora do normal aparecer atrás de sua cueca Box preta, meu Deus, aquilo era o seu...?
Ele voltou para me beijar e eu retribuí, no momento apenas um fino tecido vindo de Gajeel atrapalhava nosso futuro ato de amor, fui arranhando suas costas e cheguei até a alça de sua cueca e a puxei um pouco para baixo, ele sorriu e levou minha outra mão para que eu descesse sozinha, corei brutamente.
–– O-O quê?
–– Pode tirar. –– sorriu.
Desci sua cueca até aparecer seu membro pulsante, virei meu rosto novamente, não vou mentir que senti um pouco de medo, Gajeel retirou o resto que faltava e me beijou pela enésima vez, massageou meus cabelos lentamente e se encaixou novamente em meu quadril, nossos sexos se encostaram um pouco, gemi baixo enquanto ele me abraçava.
–– Posso? –– perguntou.
–– S-Sim, venha... –– entrelacei minhas pernas em seu quadril másculo e o abracei.
E me penetrou com força, gritei com uma dor terrível e perfurei suas costas com minhas unhas, o ouvi resmungar alguma coisa em meu ouvido e parou os movimentos ficando dentro de mim. Enquanto eu me acostumava com sua presença, ele me falava coisas meigas e maliciosas como só ele sabia fazer, eu beijava seu pescoço para demonstrar que eu estava gostando e muito.
Quando minha respiração mudou, Gajeel começou os movimentos de vai e vem, a dor ainda estava presente, mas eu não queria parar me modo algum, senti-lo era uma sensação incrível. Gajeel mordeu o lóbulo de minha orelha e aumentou os movimentos com rapidez e agilidade, eu gemia alto já sentindo o prazer se apoderando de meu corpo.
Nosso suor se mesclava, nós éramos apenas um naquele momento, uma sensação que eu não iria esquecer nunca, e óbvio que aquela não seria a última, mas a primeira de milhares.
Gemi mais alto quando senti um segundo orgasmo vindo de mim, senti o membro de Gajeel se contrair assim como eu, dessa maneira, senti um líquido se apoderar de mim, era quente e muito, muito bom, logo ele soltou mais alguns gemidos e se retirou de dentro de mim. Adormecemos abraçados, já dominados pelo sono.
{...}
–– Ei, minha baixinha. –– ouvi-o sussurrar em meu ouvido, acordei lentamente olhando o sol que raiava pela janela.
–– O-Ohayou... –– o encarei um tanto rubra me lembrando da nossa noite de amor.
–– Eu te machuquei?
–– Não... –– senti lágrimas escorrendo em meu rosto.
–– P-Por que está chorando? –– ele arregalou os olhos e secou-as.
–– Eu estou feliz... –– sorri o abraçando, já sentados na cama.
–– Ah... –– beijou minha testa novamente –– Eu também, Levy.
–– Esse foi o primeiro e melhor dia dos namorados da minha vida, obrigada.
–– E não será o último. –– sussurrou sexy me beijando e jogando-me na cama.
Aquele sim foi o meu. O dele. O nosso dia dos namorados, um dia que eu nunca iria esquecer.
FIM ♥
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