Our Promise

33 Capítulo XXXII. Ally: Festival Musical


Notas iniciais
Lumus* Aqui está o capítulo, iniciando a nossa reta final ^^ Comentem o que acharam ♥ Obrigadaa Raura4ever por comentar, vale muito, sério *-* Vou deixar voces lerem ikdkdkd Savvy? Nox*

Ally Dawson – Festival Musical

Todas as moléculas do meu corpo ansiavam por aquele momento, por ele. Eu estava completamente curiosa para ver como ele estava, para ver qual seria a reação dele ao me ver, se me abraçaria ou se me ignoraria.

Mas, ao invés disso, ele agiu como um completo BABACA!

Claro, por que estar surpresa, afinal? Depois de acabar com o nosso contato há dois anos, ele não poderia olhar pra mim e dizer algo que não seja merda.

Meu sangue ferveu com suas palavras. Austin não tinha sentimentos? Estava fingindo? Talvez devo ter pegado um pouco pesado, sim, mas ele deixou bem claro que não suportava me ver de novo.

Da última vez, eu tinha sido ameaçada por Daniel Costa, e me isolei por conta disso. Agora, como consequência, Austin Moon me odiava. E eu não sabia o que fazer. Por que tanto ressentimento de mim? Por que tanta raiva?

Sentei no banco do maquiador, desanimada, enquanto Trish conversava com o segurança, e Dez tentava me consolar.

Devia estar com uma expressão fofa e tristonha. Olhava para baixo e não via mais sentido no que minha vida tinha se tornado. Afinal, eu não tinha mais ninguém, e teria de me afastar de meus únicos dois amigos se Daniel resolver brincar de novo.

Eu sabia do que ele era capaz. Ele matou muita gente. Matou sua mãe, matou meus amigos, que nunca deviam ter me chamado para sentar com eles. Marthy, que me ajudou quando estava sem memórias... Nem ele se safou.

Lutava contra as lágrimas quando vi que ninguém se daria conta se Ally Dawson desaparecesse.

— Devia ter caído na real. Eu ainda o amo. – Fungo e olho o lado. – Eu só precisava de mais cinco segundos encarando aqueles olhos para perceber.

— Ele estava irritado, Ally. Ele nem sabe o que disse. – Dez parecia incerto ao dizer isso. Soltei uma risada pelo nariz, irônica.

— Sabe sim. Ele não é burro. Ele tinha a intenção de me magoar. E quem diabo é Sammy?

Não houve resposta. Talvez ele estivesse tão entretido em seus pensamentos quanto eu.

Em um momento de loucura, me levantei e passei como um trator até a entrada do palco, pronta para interromper o show. Eu estava com tanta raiva daquele loiro maldito que nem pensava, meus pés apenas seguiam o caminho.

Eu parecia uma avalanche, que levava tudo em seu caminho. Isso inclui também a dor, a solidão e a culpa. Eu não deveria ficar brava, pois aquilo não estaria acontecendo se eu não me despedisse dele com palavras falsas.

Puxei a cortina e passei por cima da bancada de instrumentos, onde todos pararam para me olhar. Os fãs pararam de gritar. Austin, então, se virou, surpreso.

A cada passo, sentia mais culpa, sentia mais vontade de chorar e de morrer, de deixar de tentar ser o que não era. Queria ser fraca e chorar na frente de todo mundo. Mas não queria me expor tanto.

Os seguranças provavelmente já estariam vindo, mas, mesmo assim, eu não ligava. Eu só queria acabar com a farra dele, com aquela felicidade falsa. Eu queria derreter o coraçãozinho de gelo vagabundo que ele tinha.

Cheguei perto o suficiente e arranquei o microfone de suas mãos. Sussurrando bem baixinho em sua orelha: “Mande seus cães se aquietarem”. Como que entendendo o recado e com medo de passar vergonha, ele disse para os seguranças se afastarem.

O medo de palco era grande, mas a raiva era maior, e eu não estava sã naquele momento.

— Eu, Ally Dawson, desafio Austin Moon ao Sing! O desafio do Festival Musical de Miami Beach, daqui a quatro dias.

— Eu topo. – Disse ele, como se estivesse convencido de que ia ganhar. Os fãs berraram, tirando fotos e gravando.

— Hm, detalhe. Alguém está gravando? – Vi algumas mãos se levantarem timidamente. – Por favor, poste na rede. Você só poderá participar do desafio, Moon, se compor a música que vai cantar. Caso a música não for sua, eu terei ganhado. – Olhei para ele, rindo. – Não se diverte machucando os outros? Espero que quebre a cabeça para compor algo, ao invés de ficar se vangloriando por que é famoso agora. – Me aproximei mais. – Você é só um jovem vazio. Talvez, com os seus fãs, você se importe.

— Do que está falando, garota? – Ele apontou o dedo indicador no meu peito.

— Sabe bem do que estou falando. – Bati em seu dedo e me aproximei também. Talvez assim seu cérebro se reconstitua.

— Ele ainda está intacto, você quem está acabando com ele. – Ele murmurou a última parte baixo.

— Você não precisa de minha ajuda para rachar a cuca. – Ri alto e olhei-o de novo. – Pense bem antes de zombar de minhas letras. Lembre-se que você só foi reconhecido por elas.

— Eu não preciso de uma garotinha fracote que nem você pra ser famoso, Ally.

— Mas precisou. – Revirei os olhos. – quer parar de teatrinho?

Ele pareceu pensar, mas apenas pareceu, pois ele estava caçoando de mim, fazendo o de bonito, para as fãs pensarem que eu era qualquer uma, mas eu não cairia no seu joguinho.

— Você é apenas uma carcaça sem vida, apenas com arrogância e maldade em si. Meu Austin de antes deve estar morto.

Percebi que ele foi afetado pelo que eu disse, mas olhou para baixo.

— E você, uma garota que mente para quem a ama. Mente para Trish e Dez também?

— Você não entende...

— Sim, eu não entendo você mesmo. Nunca vou conseguir. Nem você, nem seu mundo, ou suas letras. Depois que eu ganhar este desafio, quero que suma do mapa.

Fechando os punhos, não consegui fazer nada a não ser socar seu olho direito. Vi um hematoma roxo ali e ri alto. Percebi que o microfone estava no chão. O peguei e olhei para todos.

— Desculpas. – Coloquei o objeto no suporte, correndo para trás do palco.

Meu coração estava acelerado, e os seguranças corriam atrás de mim.

Segui rápido para fora do local, correndo e olhando para trás. O show começava a ficar cada vez menor, mas os acontecimentos apenas se intensificavam em minha cabeça.

Desafiar Austin? Socá-lo? Eu vou me arrepender disso, com certeza.

Quando cheguei em casa, eu o vi.

Ele estava de preto, mas podia ver seus misteriosos olhos por baixo da touca e o sorriso maníaco.

— Olá, Dawson.

— Costa. – Fechei os olhos e depois o olhei de novo. Ele segurava uma tesoura ensanguentada sem preocupação alguma, como se aquilo fosse muito normal.

— Temos de ter uma conversinha sobre o que houve entre você e Austin Moon.

— Só não o machuque, por favor...

Ele me olhou com raiva. Ele sempre parecia monstruoso, desde sempre. Suspirei.

— Eu faço o que você quiser, só não o machuque.

Ele se aproximou, com a tesoura apontada para o meu peito. O olhar era confuso, como se não soubesse o que estava fazendo, como se fosse tudo impulso.

— Namore comigo.