Our Past Never Goes Away
5 Everything Starts to Go Wrong
Notas iniciais
12h32min, Noruega.
Natasha finalmente havia chegado ao seu destino após permanecer por várias horas dentro do avião, as quais ela usou para descansar e estudar as plantas e informações que Maria passara a ela sobre a companhia na qual ela iria se infiltrar.
Embora o sol do meio dia brilhasse alto no céu que naquele dia possuía poucas nuvens, o clima permanecia frio, obrigando-a a vestir seu casaco. Após instalar-se na casa protegida da SHIELD, ela permitiu-se admirar a vista da janela de seu quarto, revelando a extensão do oceano azul e das montanhas mais ao norte, imaginando com um sorriso o quanto Clint gostaria de ver aquilo.
Por fim, ela decidiu se preparar para iniciar a missão de infiltração. Para seu completo desgosto, ela precisaria usar uma peruca morena, no intuito de esconder os cabelos ruivos tão característicos, e ainda um óculos, com a intenção de disfarçar os contornos de um rosto já tão conhecido.
A estratégia criada por Maria tinha sido simples e objetiva, pois coincidentemente a Hide Company estava fazendo testes para contratar uma nova assistente particular para um de seus diretores. Natasha então passaria por uma candidata ao cargo, o que obviamente tornaria o trabalho dela muito mais fácil.
Já com o disfarce pronto, ela deixou o apartamento e encaminhou-se para o edifício da empresa, cujo cinquenta andares se estendiam verticalmente no centro da movimentada cidade. O som dos saltos de seus sapatos ecoou pelo loby, chamando a atenção de alguns dos presentes ali para a mulher que se encaminhou para a recepção, se dirigindo a uma das secretárias com um falso sorriso nos lábios:
– Boa tarde, eu vim para a entrevista de contratação. – ela disse com a voz suave.
– Boa tarde. Nome completo, por favor?
– Rushman, Natalie Rushman. – ela respondeu instantaneamente.
– Correto. Trouxe seu currículo, Srta. Rushman?
– Oh, sim. Aqui está. – falou retirando uma pequena pasta de sua bolsa e entregando a ela com naturalidade.
– Ótimo. O nosso diretor irá atendê-la agora, Srta. Rushman. Acompanhe-me, por favor.
Natasha seguiu a recepcionista até uma sala no 38° andar, onde o diretor do setor de recursos humanos leu o falso documento minuciosamente, e após o término, fez algumas perguntas que ela respondeu usando todas as suas táticas de persuasão e anos de prática. Dessa maneira, antes do fim do dia, Natasha já estava contratada.
Ela retornaria para começar a trabalhar no dia seguinte, e assim, voltou à casa da SHIELD, onde aproveitou para descansar da longa viagem. Quando a noite começava a cair, ela tomou outro banho, e entrou em contato com Maria, quem deveria estar aguardando seu relatório parcial.
– Hill. – ela escutou do outro lado da linha.
– Olá Maria.
– Oi Nat. Como estão as coisas por ai?
– A operação procede conforme o planejado. – ela disse – Passei pela entrevista admissional e amanhã mesmo, iniciarei a coleta de informações.
– Excelente Natasha. Bom trabalho.
– Diga-me isso quando eu estiver de volta a Washington. – ela suspirou.
– Eu direi. – ela riu – E por falar em Washington, tem alguém aqui querendo falar com você.
Natasha sorriu ao ouvir tal frase, uma vez que ela já sabia exatamente quem era a única pessoa que poderia querer tanto conversar com ela: Clint.
– Deixe-me falar com ele, Maria, por favor.
– Claro. Mas será que você pode me fazer um grande favor?
– Qual Maria?
– Diga para o Clint parar de me atazanar por cada canto do Triskellion. Ele ficou o dia todo atrás de mim para saber de você!
– Ok Maria, eu vou dizer para ele. – Natasha riu.
– Então terminamos por aqui?
– Acho que sim. Quando eu possuir novas informações eu entrarei em contato para lhe atualizar.
– Ok, Natasha. Até logo.
– Até.
Ela pode ouvi-los tendo uma pequena discussão no outro lado da linha, o que a fez rolar os olhos com a relação infantil e implicante que os dois tinham.
– Não demore Barton!
– Nos dê privacidade Hill!
– Você está na base, falando com uma agente em missão, o que é consideravelmente uma quebra direta do protocolo, e ainda quer privacidade?!
– Acho que toda a nossa vida é uma quebra do protocolo, sabichona.
– Cinco minutos Clint. Nem um segundo a mais.
– Tchau, Maria. – ele riu, enquanto ela se afastava. — Sua amiga consegue ser irritante quando quer hein?! – ele falou ao telefone, sentindo seu coração bater mais forte quando ouviu a voz dela lhe respondendo:
– Vocês dois são, Clint. – ela riu.
– Eu sei. Mas, eu sou um chato charmoso.
– Claro, com certeza.
– E como você está amor? – ele continuou, deixando as brincadeiras de lado para assumir um tom mais preocupado e sério.
– Tudo bem, fui a empresa mais cedo, e já estou consideravelmente dentro.
– Rápida e inteligente, como sempre. – ele concluiu – Já disse que queria poder estar ai com você não é?
– Sim... – ela suspirou, encarando a janela que agora mostrava as estrelas que haviam surgido no céu com o cair da noite – Você teria adorado a vista daqui.
– Você gostou?
– Me fez lembrar de você. – ela sorriu, estranhando seu próprio comportamento.
– Espero que volte logo Natasha. – ele disse após uma breve pausa, passando a mão pelos cabelos – Quero você aqui.
– Em pouco tempo Clint, tenha um pouco mais de paciência. E pare de ficar andando atrás da Maria! – ela mandou.
– Eu preciso ter alguma coisa para fazer aqui! – disse ele com falsa indignação – Tem alguma ideia melhor para passar o tempo do que importunar a Maria?!
– Você não presta Barton.
– Não mesmo, mas ainda assim...
– Barton! Seu tempo acabou, diga tchau para ela.
– Ai, ta vendo?! Sempre inconveniente. – suspirou – Nos falamos em breve. Eu te amo.
– Eu também. Até mais.
– Até. – e assim, ele desligou, sem saber que não voltaria a falar com ruiva por um bom tempo.
._.
19h47min, Alemanha.
Já era noite quando os três Vingadores sobrevoavam a Floresta Negra Alemã, aproximando-se a cada segundo das coordenadas que Bruce obtivera, acentuando ainda mais a diferença provocada pelos fusos horários.
– Estamos nos aproximando do ponto de pouso. – informou Bruce.
– Talvez devêssemos relatar a Comandante. Você não acha Steve? – propôs Tony.
– Você não perde uma não é Stark?! – Steve disse, rolando os olhos sem conter um leve sorriso com a ideia.
– É você que está perdendo tempo meu caro amigo.
– Vou avisa-la. – disse o capitão, após refletir por um minuto e finalmente ceder.
– É assim que se fala cara! – comemorou Tony, enquanto ele e Banner riam.
Usando um dos computadores, ele iniciou a chamada de vídeo com a base da capital americana.
– Comandante Hill. – ele chamou, quando a imagem dela apareceu na tela.
– Capitão. Estava aguardando a ligação de vocês.
– Estamos nos aproximando do ponto onde o pacote foi rastreado, em poucos minutos iremos pousar.
– Entendido Capitão. Assim que tiverem algum progresso... – mas Maria não pode continuar, uma vez que o sinal foi perdido e tudo o que ficou em seu lugar foi a estática.
– Mas o que... – antes que Steve pudesse concluir sua sentença, o Quinjet deu um solavanco depois de ser atingido por algo, fazendo toda sua estrutura tremer. – O que aconteceu? – questionou ele, voltando a cabine depois de retomar o equilíbrio.
– Pane geral do sistema. – disse Tony, enquanto ele e Bruce manuseavam os controles no painel desenfreadamente.
– Alterne para a fonte de energia reserva. – disse Steve.
– Já fizemos isso, mas a fonte de energia reserva também está danificada, não está conseguindo manter os motores. – respondeu Bruce, com a expressão preocupada.
– Vocês podem consertar?!
– Estou tentando! – respondeu Tony, impaciente, no mesmo instante, que os controles soltaram faíscas em um curto-circuito – Bruce tente estabilizar, eu vou pegar minha armadura e ir lá fora. – ele terminou, correndo para a parte de trás da nave.
– Essa não... – disse o Dr. Banner, tentando inutilmente manter ligado o sistema central da aeronave, que começou a apitar e a perder altitude rapidamente.
– E agora? — perguntou Steve, com os olhos arregalados.
– Agora... Nós caímos.
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