Our Nanny, Our Mother.
3 Capitulo 2 - Conhecendo Katherine.
Notas iniciais
P. O.V — Lilly Hale.
Eu estava dirigindo feito louca, eu precisava chegar a tempo, eu precisava daquele emprego. Ai Deus, faltam dois minutos. Estacionei de qualquer jeito no estacionamento do parque que tinha ao lado do shopping, fechei o carro e sai correndo em direção ao shopping.
Eu resolvi subir de elevador, eram 3 andares e se eu resolvesse subir de escada rolante levaria uns 20 minutos. Enquanto o elevador subia, eu olhei o relógio, 10:40hrs eu com certeza vou perder essa vaga.
Cheguei no terceiro andar, e corri até a Starbucks, perguntei sobre a vaga de garçonete mas infelizmente ela já tava preenchida, eu agradeci e sai do shopping.
Andei sem rumo por alguns minutos, e parei na frente do Parque Central, resolvi caminhar um pouco, mesmo com o meu salto de 15 cm, preciso pensar um pouco, as coisas realmente não estavam bem.. eu preciso muito de um emprego, preciso sair da casa dos meus pais, não que eu esteja reclamando eu amo os meus pais, mas eu sei que sou um peso para eles.
Sentei em um banquinho que dava para um lago enorme que tinha no meio do Parque, comecei a pensar no meu passado e várias lembranças me atingiram.
~ Flashback on ~
Eu tinha acabado de tomar banho, naquela época meus cabelos iam até a cintura e eles eram ondulados, meus olhos tinham um brilho especial coisa que não tem agora, eu tava usando um macacão jens e uma camiseta branca. Tava terminando de me arrumar, quando ouvi passos no corredor e logo em seguida mamãe entrou no quarto com Meg no colo.
– Querida você tem uma visita muito especial. — ela disse sorrindo e ajeitando Meg no colo. — Acho que você já sabe quem é. — mamãe falou colocando a Meg no berço dela.
– Mamãe, me conte quem é, por favor. — falei olhando pra ela.
– Vai lá ver meu amor, acho que você vai gostar de ve-lo. — ela disse me empurrando pra fora do quarto.
Desci correndo ás escadas, quando cheguei na sala, meu coração parou. Era ele, ele estava ali na sala da minha casa.
– Brandon! — gritei correndo pros braços dele.
– Baixinha! — ele respondeu me abraçando e me girando no ar.
Apesar de eu ter 10 anos e ele 14, nós erámos melhores amigos, erámos corpo e alma, unha e carne. Brandon Mellark, era filho dos médicos do Hospital St. Louis, seus pais se chamavam Percy e Annabeth Mellark, e ele tinha uma irmã chamada Angelina, ela era da minha idade e era minha melhor amiga.
Bran e eu sempre tivemos uma relação especial, ele foi o meu primeiro amor, e é lógico que ele apenas me via como a irmãzinha mais nova dele, mas naquela época eu não sabia disso.
– Quer ir comigo e com a Angel no parquinho? — ele perguntou me colocando no chão e abaixando na minha altura, já que ele era grande.
– Quero sim. — falei sorrindo. — Posso ir mamãe ? Por favor. — perguntei com os olhinhos brilhando.
– Podem sim. — ela respondeu acariciando meu rosto. — Mas Bran, traga-a antes do por do sol certo? — ela disse piscando pra ele.
– Sim senhora. — ele disse fazendo posição de "sentido" que os soldados faziam.
Saimos de casa rindo, fomos correndo pro parquinho e brincamos a tarde inteira, aquele foi um dos meus ultimos dias com ele.
~ flashback off ~
Meus pensamentos foram interrompidos por causa de um chorinho de criança.
Levantei e olhei em volta a procura do choro.
Então veio uma menininha correndo e chorando em minha direção, não deu tempo nem de desviar, e ela acabou batendo em mim. Ela tinha cabelos acobreados que estavam amarrados em duas marias chiquinhas, olhos azuis brilhantes, ela devia ter uns 4 aninhos já, ela usava um vestidinho bege e azul marinho, com uma sapatilha preta. Acabou caindo no chão, me abaixei e perguntei.
– O que aconteceu bebê, machucou? — me abaixei na altura dela, e perguntei.
Do nada ela me abraçou e continuou chorando, a peguei no colo e sentei em um banco próximo. Alguns minutos depois ela parou de chorar e olhou para mim.
– Onde está a sua família pequena? – perguntei.
– Meu papai sumiu, minha titia e meus ilmãos também. – ela falou coçando os olhinhos, era muito fofa, e se parecia com alguém que eu conhecia só não lembro da onde.
– Oh meu bebê, qual o seu nome? — perguntei.
– Katheline, e o seu?
– Eu me chamo Lilian. — respondi sorrindo.
– Tia Lilly, me ajuda? – Kath perguntou me olhando com aqueles olhinhos brilhantes.
– Lógico, como é o seu papai? — perguntei.
– Bonito. — ela respondeu e eu dei risada.
– Quantos aninhos você tem Katherine? — perguntei. Percebi que ela trocava o r pelo l, então provavelmente ela se chama Katheline.
– A Dani falou que eu tenho tleis. – ela disse fazendo cinco com a mão.
– Quem é Dani? –perguntei.
– Minha ilmã. ela respondeu sorrindo.
– Que tal agente um sorvete enquanto não achamos seu pai?
– Eu amo solvete tia Lilly. — ela falou com os olhinhos brilhando.
– Eu também Kath. — falei.
– Meu papai também me chama assim. — ela disse.
– Vamos? — perguntei me levantando, ela não disse nada apenas pegou minha mão e fomos andando. Comprei um picolé pra ela numa loja de conveniência, e nos sentamos em frente a uma fonte no meio do Parque, para nos acharem mais fácil.
– Kath, como é o nome do seu papai? — perguntei, assim falicitaria na procura.
– É papai. — ela disse se lambuzando com o sorvete.
– Você não sabe? — perguntei e ela balançou a cabeça em negação.
– Tia Lilly você tem quantos anos? — perguntou ela.
– Tenho 24 anos. — falei.
– Igual minha tia, só que você é mais bonita.
– Você também é muito linda. — falei rindo do comentário dela.
– Tia Lilly você tem um bebêzinho?
– Não, mas eu adoraria ter um. — falei sorrindo e me imaginando como mãe.
– Pol que não tem? — ela falou curiosa.
– É que não tenho alguém para ser o papai.
– Usa o meu. — ela falou como se fosse óbvio, e eu apenas ri.
– Acho que sua mamãe não gostaria. — falei e ela abaixou a cabeça tristemente.
– A minha mamãe tá no céu. — ela disse olhando pro céu.
– Oh, desculpe, não deveria ter falado.
– Tudo bem, o papai disse que ela vilou um anjinho. — ela falou sorrindo.
– E quais os nomes dos seus irmãos? — perguntei e apareceu um sorriso em seu rosto.
– Ah eles são lindo, tem o Math, a Lisa, o Jay, a Dani, Thommy, a Lottie, o Nico, a Sophie, o Harry, tem os gêmeos Brian e Zachary, e as gêmeas Fizz e Dora, e tem o Art que é o bebê da familia. — ela falou sorrindo e listando as QUINZE CRIANÇAS.
– Meu Deus, são muitos né? — perguntei assustada.
– A mais legal é a Dani, depois a Sophie, todo mundo é legal. — ela disse.
– Kath, me diz como você se perdeu.
– Eu e a Lottie, tava no palquinho com o papai, dai a Lottie quelia ir tolma solvete na loja plefelida da tia Angel, mas o papai não deixou, dai ela disse pla eu ir com com ela, só que eu fui na flente e me peldi. — ela disse.
– Então, vamos procurar seu pai agora, tá bom? — perguntei jogando o saquinho do sorvete no lixo.
– Tá bom titia. — ela respondeu pulando do banco.
Peguei ela no colo, e fomos para a àrea das crianças, quando passamos em frente a outra loja de conveniencia, então Kath viu uma boneca linda na vitrine.
– Tia, compla aquela boneca pla mim, pol favol. — ela pediu com os olhinhos brilhando.
– Compro sim Kath, vamos lá comprar. — falei e ela deu um gritinho de felicidade.
Comprei a boneca, era perfeita pra ela abraçar porque era daquelas bonecas de pano, muito fofa parecia a Kath.
– Bligada tia, eu te amo. — ela falou e me abraçou forte.
Continuamos andando pelo parque, até que passamos em outra loja de conveniencia, e vimos duas garotas conversando, eu ia passando pela loja, quando a Kath disse:
– Não Tia, olha lá, aquela ali é a minha titia. — ela falou fazendo eu voltar e apontando pra uma das garotas, que era a mais baixinha.
Entrei na loja, e caminhamos até elas. Cheguei perto de Rose e a tia de Mariana falou:
– Kath, meu anjo, quem é essa? cadê seu pai e seus irmãos? — ela perguntou confusa. — Meu Deus, ela te sequestrou? — ela perguntou levando as mãos a boca.
– Não tia, ela é a tia Lilly, o papai sumiu com os meus ilmãos. — ela falou brincando com a boneca.
Perai, eu já vi aquela baixinha em algum lugar.. Ah lembrei, não acredito, não pode ser ela.. Nisso nos olhamos nos olhos e eu percebi, era ela sim, só ela tem aqueles olhos cinzas puxados pro verde. Era a minha melhor amiga de infância, a Angel Mellark.
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