Our Moments
1 Capítulo 1 – Como receber uma notícia Ruim
Notas iniciais
Irei chamar vocês assim.
Espero que gostem dessa Nova Fic minha.
Essa é a primeira vez que faço um capítulo com +2000 palavras.
Eu estava muito empolgada...
Boa Leitura!
Pov’s Maria Joaquina
Hoje seria um dia perfeito.
Na verdade, meus dias sempre são perfeitos, mas, isso não conta.
Provavelmente esse dia seria normal como todos os outros.
A Valéria me chamou para ir à Sorveteria.
Rio de Janeiro é uma cidade ótima, praticamente perfeita.
Tem de tudo aqui!
Quando cheguei à Sorveteria, a cara da Ruiva não me parecia boa. Aconteceu algo?
- Oi minha Ruivinha linda! – Olhei para ela, que estava com o queixo encostado nas mãos, que estavam apoiadas na mesa.
- Pelo visto “cê” tá de bom humor, né? – Ela falou com um tom de irônia e meio triste. Não que eu esteja surpresa, mas isso é raro.
- O que aconteceu contigo? – Perguntei encarando-a.
- Nada. Eu só não me conformo com... – Ela se interrompeu. Seria algum segredo que ela escondia de mim?
- Continua Ruiva – Falei meio que a ameaçando.
- Essa é a Maria Joaquina que eu conheço! – Ela foi irônica novamente e a encarei.
- Para de enrolar Ruiva ou senão eu arranco seu cabelo todinho a ponto de você ficar careca! – A ameacei e ela ficou com medo.
- É que eu não me conformo com o fato de que meus pais vivem brigando comigo! – Olhei pra ela com uma cara de “Só isso?”.
- Achei que tivesse mais motivos... – Falei, enquanto ela me olhava com um olhar de reprovação.
- É que... – Ela se interrompeu novamente.
- Você brigou com seus pais? – Ela assentiu. – De novo?
- Pois é... – Dessa vez, eu que a interrompi.
- Valéria, já tá mais do que na hora de você parar de brigar com os seus pais! Isso é muito infantil. Sabe o que é infantil?
I-N-F-A-N-T-I-L! – Briguei com ela.
- Não precisava ser tão grossa. – Ela saiu da mesa.
Corri atrás dela, mas ela foi bem mais rápida que eu.
- Como eu odeio essa garota. ODEIO! – Gritei com raiva e voltei pra casa.
Pov’s Valéria
Eu sou muito idiota!
Por que eu fui pedir pra ser amiga dela no jardim de infância?
Ela podia muito bem ficar sozinha...
Mas, eu fui burra, besta, idiota!
Flashback ON
O Jardim de Infância não podia ser melhor!
Todas as crianças brincavam e corriam no recreio.
Quer dizer, quase todas.
A tenebrosa e terrível Maria Joaquina era a única que ficava sozinha.
Todas as crianças tinha medo dela.
Ela era uma menina arrogante, grossa e, tenebrosa.
Valéria, a menina mais sapeca da classe, observava aquela garota. Ela não conseguia acreditar que Maria Joaquina era feliz daquele jeito.
Com sua ingenuidade e seu jeito de menina, Valéria foi até ela.
- Oi! – Ela falou sorridente, mas foi ignorada pela garota.
Valéria não aceitou ser ignorada e falou novamente.
– Oi! – Dessa vez, Maria Joaquina falou alguma coisa.
- Oi – A garota falou friamente.
- Meu nome é Valéria – Ela estava sorridente, mas, logo esse sorriso iria acabar.
- Quem te perguntou? – Nos dias de hoje isso poderia ser considerado um “fora”, mas não naquele tempo.
Valéria saiu de perto de Maria Joaquina e voltou a ficar com suas amigas. Ela sabia que seria difícil ficar “amiga” de Maria Joaquina.
(...)
No fim da aula, quando todos já estavam indo embora, Valéria foi até Maria Joaquina.
Quando chegou lá, viu a menina sozinha, observando todas as outras crianças.
Valéria percebeu que todas as outras meninas estavam falando sobre o fato de que ela estava querendo conversar com Maria Joaquina.
Então, ela esperou todos saírem.
O motorista de Maria Joaquina não tinha chegado ainda, nem a Mãe de Valéria.
Foi aí que ela foi até a garota de mechas azuis.
Quando iria falar com a “chata”, a mesma falou algo pra si mesma, o que chamou a atenção de Valéria.
- As pessoas daqui são muitos ignorantes, idiotas e... Insistentes! – Ela exclamou, enquanto Valéria se aproximava. – Eu preferia não estar aqui...
- Eu também não, mas a única pessoa aqui que é ignorante é você! – Ao ouvir as palavras de Valéria, Maria Joaquina se virou, olhando bem nos olhos da ruiva.
- Como se eu tivesse pedido sua opinião... – A garota se virou novamente, mas, dessa vez, para o lado oposto onde se encontrava Valéria.
- Você pode não ter pedido a minha opinião, mas eu falei e, pra falar a verdade, eu acho que você merecia isso – Valéria colocou a mão direita no ombro de Maria Joaquina.
- O que você quer? – A garota dos olhos verdes perguntou.
- Nada. Só quero que você me diga uma coisa – Valéria olhou nos olhos da garota das mechas azuis.
- O que? – Ela perguntou, enquanto Valéria se sentou ao lado dela no banco.
- Por que você é assim? – Maria Joaquina olhou para Valéria com um olhar de “assim como?”.
- Assim como? – Ela estava confusa.
- Por que você é tão grossa? Tão ignorante? Tão... – Valéria parou de falar quando percebeu que iria chamar Maria Joaquina de...
- Chata? – Parecia que ela tinha lido os pensamentos de Valéria.
- É... – Valéria interrompeu-se.
- É que esse é meu jeito de ser e se você não gosta não me interessa – E, ela foi grossa, como sempre.
- Realmente deve ser isso mesmo, porque você não passa de uma garota irritante, ridícula, que só pensa em si mesma! – Valéria gritou e se levantou do banco, indo embora.
- Quer saber mesmo porque eu sou assim? – Valéria assentiu. – Porque as pessoas da mesma classe social que a minha são metidos, esnobes e egocêntricos. Eles só pensam em si mesmo e, por eu ser assim, eles costumam evitar falar comigo.
- E isso é bom? É bom ser ignorada por todos? É bom ficar sozinha? – Valéria falou, enquanto Maria Joaquina abaixou a cabeça.
- Eu nunca precisei deles... – Valéria interrompeu a menina.
- Você nunca QUIS precisar deles, mas, um dia, você sabe que vai precisar deles, que vai precisar de um AMIGO. Uma coisa que você nunca vai ter se continuar assim – Valéria falou.
- Você tem razão. Mas por que eu te daria ouvidos? – Maria Joaquina perguntou.
- Porque eu sou a única pessoa que quer ser sua amiga.
Flashback OFF
Não. Na verdade, eu não me arrependo de nenhum momento que passamos juntas.
Só que, ás vezes ela me irrita, e muito!
Mas, ela é a minha chatinha mesmo.
Voltei pra casa sem que meus pais me vissem.
Subi ás escadas e entrei no meu quarto calmamente.
De repente, ouvi um barulho.
Parecia que era alguém subindo ás escadas.
Poderia ser meu pai, minha mãe ou alguma das minhas empregadas.
Era meu Pai e minha Mãe.
Eles conversavam.
Decidi ouvir a conversa.
- Rosa, se você não sabe, a Valéria está rebelde demais – Meu Pai falou. Parecia estar irritado.
- Você sabe que ela é assim... – Meu pai interrompeu minha mãe.
- Só que dessa vez ela passou dos limites! – Ele falou, só que, em um tom mais “agressivo”.
- O que ela fez Ricardo? – Minha mãe perguntou.
- Nada... Ela só disse que pessoas ricas como nós são IMUNDOS, IDIOTAS, SEM CORAÇÃO e que só pensam no dinheiro – Meu pai falou, enquanto minha mãe sempre tentava me proteger.
- Ela deve ter seus motivos – Ela sempre me protegia.
- Que motivos ela teria pra dizer isso?
- Existem pessoas ricas que são metidas, racistas, preconceituosas e que só pensam em si mesmo. Por outro lado, dizer que nós somos iguais a essas pessoas não está certo – Ele assentiu.
- Quando essa menina aparecer ela vai ter o que merece – Ele falou.
Eu o odeio!
Sempre brigando comigo, reclamando de mim...
Sempre existe alguma coisa para ele brigar comigo.
(...)
As horas se passaram e eu permanecia dentro do meu quarto.
Até que, a Cida, minha empregada preferida, apareceu no quarto.
- Valéria? O que você tá fazendo aqui? – Ela perguntou. Na verdade, meio que gritou, mas, calei a boca dela antes que meus pais escutassem.
- Sh... Eu tô me escondendo deles – Sussurrei.
- Claro. Depois da briga que você e seu pai tiveram... – Ela sussurrou e ao mesmo tempo foi irônica.
- Por favor, não conta pra eles que me viu aqui... – Eu implorei.
- Valéria... Você vai acabar me metendo em confusão... – Ela alertou.
- Por favor... Eu te amo tanto... – Fiz carinha de Cachorrinho que caiu da mudança e ela cedeu.
- Ok. Mas essa foi a última vez que eu entrei em uma encrenca pro sua causa – Ela falou e eu concordei.
Ela saiu do quarto sem ninguém perceber.
Ok.
Eu sabia que uma hora eles iriam descobrir que eu estava aqui, mas, agora não.
Pov’s Maria Joaquina
Eu estava deitada em minha cama olhando alguns SMS que eu tinha recebido na noite anterior.
Maria Clara (Prima), Maria Beatriz (Prima), entre outros...
De repente, Joana entra em meu quarto.
- Que foi? – Perguntei.
- Uma amiga sua veio aqui falar com você – Ela só podia estar de brincadeira. Valéria some da sorveteria e de repente vem atrás de mim?
- Diz pra Valéria que eu não quero falar com ela – Ela estranhou o que eu falei.
- Mas não é a Valéria – Eu fiquei surpresa.
- Diz pra ela esperar – Ela desceu as escadas.
Quando desci as escadas, encontrei Lívia, minha inimiga.
- O que você tá fazendo aqui Lívia? – Perguntei.
- Vim falar com a garota mais chata da face da terra. Posso? – Ela perguntou.
- Se você quiser falar consigo mesma, pode falar, não ligo – Falei ironicamente e ela ficou com raiva.
- Cala a boca Medsen – Ela falou.
- Pra começo de conversa, a boca é minha e eu calo ela se eu quiser. E você não tem o direito nem a moral de me mandar calar a boca e muito menos vai me obrigar até que olhar pra sua cara e ouvir sua voz – Esse “fora” doeu até em mim.
- Como se eu me importasse... – Ela estava indo embora.
- Deveria – Falei.
- Vou ser breve, afinal, eu não quero ter que continuar aqui – Fiz uma cara de “Continua”. – Eu vi a Valéria saindo muito irritada da sorveteria.
- E você acha que eu não sei? – Ironizei.
- Continuando. Eu a segui e ouvi a Valéria falando uma coisa que me deixou boquiaberta – Lívia falou.
- O que ela disse?
- Na verdade, ela estava escrevendo uma SMS pra você. Mas, ela mesma falou ele em voz alta. “Maria Joaquina, estou cansada desse seu jeitinho irritante de ser. Não fala mais comigo.” Foi isso que ela disse, mas ela apagou tudo – Eu não tinha acreditado no que eu tinha acabado de ouvir.
- Sai daqui Lívia – Falei, tentando me acalmar.
- Calma Medsen. Sei que você é forte – Ela ironizou.
- SAI DAQUI SUA IDIOTA! SOME, EVAPORA, NUNCA MAIS FALA COMIGO! – Gritei e, ela foi embora.
Eu só não acreditava como ela poderia ter feito isso.
Subi correndo para o meu quarto.
Comecei a chorar.
- Ela me enganou, me fez de idiota! Como ele pôde fazer isso comigo? Como? – Eu me perguntava.
Ai como eu queria matar ela naquele momento...
Pov’s Valéria
Já estava anoitecendo.
Meu pai tinha brigado bastante comigo, mas eu nem me preocupei.
Até que, recebi um SMS da Maria.
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Como você foi capaz de fazer isso? Eu sempre fui sua amiga. Nunca te deixei sozinha. Sempre te ajudei. Então por que fez aquilo comigo? Achei que fossemos amigas...
Não fala mais comigo.
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Eu estava confusa.
Eu fiz algo com ela?
(…)
Anoiteceu.
Meus pais me avisaram que iríamos para a casa da Maria.
E agora?
Ela me evitaria o tempo todo.
Mas seria bom, afinal, eu poderia conseguir falar com ela e entender porque ela fez isso.
Fomos para a Mansão Medsen.
Look Maria: http://25.media.tumblr.com/tumblr_lq3qatyATt1r0brd1o1_500.jpg
Quando chegamos lá, Maria Joaquina me olhou com uma expressão de surpresa e ao mesmo tempo, de raiva.
- O que você tá fazendo aqui sua idiota? – Ela veio até mim.
- Meus pais me disseram que a gente viria pra cá, então, eu vim. Problemas? – Perguntei.
- Não tenho problemas com seus pais, mas com você sim – Ela me encarou. Odeio quando ela faz isso.
- O que deu em você? Por que me mandou aquela mensagem? – Perguntei.
- Eu que deveria perguntar isso. Lívia já me contou tudo – Fiquei confusa.
- O que aquela cobra te contou? – Eu fiquei com raiva. Queria matar aquela metida (Lívia).
- Ela me contou do SMS – Ela abaixou a cabeça.
- Não acredito que ela me seguiu! – Exclamei.
- Então era verdade? Quer dizer que eu sou grossa, chata e irritante? – Ela perguntou, se aproximando cada vez mais.
- Foi um momento de raiva. Você sabe que eu odeio quando você fica irritante. Me desculpa, por favor! – Falei, enquanto ela me olhava com um olhar de reprovação.
- Como se fosse fácil... – A interrompi.
- Eu já te perdoei tantas vezes! O rato que você jogou em mim, o balde de água que caiu na minha cara quando entrei na sua casa, o sabonete líquido que você colocou no meu cabelo... – Ela concordou.
- Promete que não vai fazer isso de novo? – Ela perguntou.
- Prometo! – Exclamei.
- My little Best Friend Forever? – Ela perguntou.
- My big little Best Friend Forever! – Gritei.
- Eu te amo sua chata! – Ela gritou.
- Também te amo minha Rockeira Linda – A abracei.
Nós subimos para o quarto dela e ficamos conversando bastante.
(...)
Horas depois, nossos pais nos chamaram.
Será que aconteceu algo?
Pov’s Maria Joaquina
Nossos pais começaram a falar.
- Valéria, Maria Joaquina. Nós tomamos uma decisão muito difícil. Tanto para nós, quanto para vocês – Meu pai falou.
- Nós iremos se mudar para São Paulo – Minha mãe dizia.
- Não. Eu não vou! E a Valéria? Não posso deixar ela sozinha. Não posso! – Exclamei.
- Querida, você entendeu errado. Eu, seu pai, o pai da Valéria e mãe dela iremos se mudar para São Paulo – Nós (Eu e Valéria) ficamos surpresas.
- Mãe! Mas nós duas já estamos acostumadas a estudar nessa escola. Por favor Mãe... Eu imploro! – Valéria implorava.
- Desculpe-me filha, mas já tomamos essa decisão. E aliás, lá em São Paulo tem muitas escolas boas, você irão se acostumar... – Tia Rosa falava, tentando acalmar Valéria.
- Valéria, você tem que entender. Já está tudo decidido. Amanhã nós iremos pra São Paulo e ponto final! – Tio Ricardo falou.
Valéria ficou irritada e nós voltamos para o meu quarto.
- Por que isso tinha que acontecer? Eu amo esse lugar! — Ela perguntou.
- Talvez seja porque uma coisa uma boa nos espera por lá.
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