Our Moment!

1 Capítulo 1 - A espera...


Notas iniciais
Minha primeira one-shot, espero que tenha ficado boa... haha

Olá, sou Maya e há mais de um mês eu estou à espera de uma resposta que pode mudar a minha vida... Nunca pensei que poderia me sentir assim em relação a alguém, penso nela do nascer do dia até o por do sol.

Tudo começou no inicio desse ano, quando eu estava em uma das apresentações da minha escola de música. Estava sentada esperando que começasse quando vi uma menina diferente, que jamais havia visto nem por ali, e muito menos pela cidade.

Seu nome era Júlia, ela era a nova secretaria da escola de musica, e também aluna da turma de teatro. Se apresentou na peça de teatro que teve naquela noite. Parecia ser uma menina diferente, cheia de si, com uma personalidade forte e intrigante, embora não tenha me simpatizado muito com ela, não podia deixar de notar o talento que estava mostrando.

Passei muito tempo sem vê-la e confesso que não me importei, pois sentia ciúmes do talento que todos comentavam com tanta admiração. Mas é aquela velha historia de que não devemos julgar o livro pela capa, meses depois do dia em que nos conhecemos, nós começamos a ensaiar juntas para o recital de final de ano.

Ela estava diferente, com um corte de cabelo novo e, talvez por que a ocasião fosse outra, ela não me pareceu assim tão metida quanto eu imaginava, mesmo assim, me mantive distante.

Com os ensaios nos tornamos colegas, e era sempre muito bom vê-la, pois ela é daquele tipo de pessoa contagiante e engraçada que mesmo quando você não está bem te faz sorrir. Não percebi como, mas quando me dei conta já éramos amigas, daquelas que manda mensagens de “bom dia” ou “boa noite” e que inventa apelidinhos carinhosos como “chata”, “mané” e “boko”. Enfim, muito próximas... Haha

O recital passou e a amizade continuou, com a mudança do meu horário na escola, pude ir vê-la, algumas vezes, durante a manha que era o horário de trabalho dela. Conversávamos bobagens, e implicávamos uma com a outra, fazendo crescer ainda mais a confiança entre nós.

Foi então que ela terminou com o namorado dela, que com certeza não a merecia, e eu fiz ainda mais questão de me aproximar, de cuidar dela, afinal me sentia tão amiga dela, como qualquer uma das minhas amigas na escola. E sabe quando o limite da amizade é ultrapassado e você não vê? Pois é, nessas ocasiões nascem os amigos que são irmãos, ou amores que você não suporta guardar muito tempo no peito.

Para meu azar ou sorte, dependendo muito do ponto de vista, eu me apaixonei por ela, e sim eu sei ela era uma menina, ou melhor, mulher. Eu já não conseguia evitar sentir um frio na barriga com um simples apertar de mão, ou me sentia triste se não conseguia encontra-la. De inicio não percebi o que era, mas logo me dei conta de que estava gostando dela.

E agora? O que fazer? Contar ou não contar? Fará ou não alguma diferença? Levei na brincadeira o que estava sentindo e sempre jogava indiretas para ela, rezando para que não levasse tão na brincadeira e entendesse o que eu realmente queria dizer, afinal ela era tão boa em me entender.

- Não está me levando a sério... Detesto quando não me levam a sério! – eu disse chateada e olhei pela janela.

- Será que não estou? – Ela perguntou sorrindo e eu claro fiquei confusa.

- Então está vendo que estou dando em cima de você? – eu perguntei em tom de brincadeira e ela esboçou uma expressão que eu não soube definir. – Aí, não está me levando a sério! Ok deixa para lá!

Claro que não deixei nada para lá... Volta e meia me via jogando alguma indireta para ela que apenas sorria sem nada a dizer.

Um dia eu estava sentada, tocando piano e ela ficou em pé ao meu lado, fiz um biquinho, mandando beijo para ela, que se curvou e selou nossos lábios, se afastando em seguida. Fingi que nada tinha acontecido e continuei tocando, afinal tinha sido só um selinho.

Foi nesse dia que eu contei a ela o que estava sentindo, contei que a amava e claro que não consegui ser muito clara, pois estava morrendo de vergonha, não por ela ser uma menina, mas por eu nunca ter me confessado para ninguém.

Nos abraçamos, e o habitual frio na barriga marcou presença, eu não tinha como explicar, aquele simples gesto, tão comum entre pessoas querida era tão especial com ela. Parecia uma coisa tão nossa, desde o primeiro abraço, fosse ele de alegria ou tristeza, era sempre o nosso momento, nosso porto seguro onde só podíamos entrar juntas.

Naquela tarde ela foi a minha casa, para tomar banho de piscina... Continuamos nossa conversa de um jeito embaraçoso, mas que me dava certa esperança.

Viajei no dia seguinte, fui a uma viagem com a turma, algo pequeno, mas que me deixaria o dia todo fora. Como sempre, trocamos mensagens, mas dessa vez eu a senti mais carinhosa como se estivesse com saudades, ou algo assim. Só sei que a cada mensagem dela eu sentia mais vontade de voltar, e olha que a viagem estava divertidíssima.

- Minha bateria está acabando... Vou parar de trocar mensagem com você. – eu mandei para ela.

- Não! Não me abandona...

- Jamais! – eu respondi me achando.

Conforme o previsto a bateria acabou de qualquer forma, e eu fiquei mais de quatro horas sem noticias da minha tão querida Maluquinha. Sim eu sei que pode não parecer um bom apelido, mas eu achava fofo e combinava com ela.

No dia seguinte eu fui ver a Júlia, afinal, depois das mensagens do dia anterior, não suportaria esperar para vê-la. Ela sorriu a me ver e só isso já fez meu coração acelerar, abriu a porta e veio até mim com os braços abertos.

- Mmm... – eu disse feliz por abraça-la

- Frio na barriga... – Ela completou beijando minha bochecha.

Nos afastamos devagar e eu me sentei com ela na secretaria conversando e contando sobre a viagem. Ela estava linda como sempre, e eu respirava fundo para controlar meu coração. Aquela manhã estava muito agitada na escola de música, e eu sabia que nada aconteceria ali.

Me levantei para ir embora, afinal tinha aula para assistir.

- Já vai? – ela perguntou me observando.

- Sim, tenho aula com um professor gato agora, não posso perder. – Pagaria para rever a cara de descaso que ela fez, eu ri e ela fez uma careta para mim. – Vai me deixar ir embora assim...

- Vou! – disse ainda sentada.

- Anda, vem me dar um abraço! – eu disse puxando-a para se levantar.

Apertei-a em meu abraço e a levei para uma salinha que estava vazia, a prendi na parede e ainda abraçada, beijei o pescoço dela, caminhando em uma trilha até seus lábios, entretanto mais uma vez foi só um selinho.

Não prestei atenção em nada da aula do professor, fiquei trocando mensagem com a Júlia, até que enviei uma foto em que eu estava mandando beijo e ela disse:

- Não quero por foto... – Pensa num coração que acelerou, pois então, o meu.

- Quem sabe a gente não resolve essa questão na minha casa...

Ela chegou a minha casa e nos sentamos na sala que estava fresca, conversamos bobagem e o pessoal de casa foi saindo. Quando tudo ficou em silencio, ela encostou a cabeça no meu ombro de forma que seu rosto ficasse perto do meu pescoço.

Ficamos assim, sem nenhuma de nós dizer uma só palavra... Beijei a bochecha dela e segui pelo rosto esperando que fossemos ficar no selinho mesmo, no entanto quando demos o terceiro selinho ela me beijou de verdade. Eu não sabia o que fazer, afinal aquele era meu primeiro beijo, senti meu coração acelerar e minha respiração ficou desregulada, deixei ela me levar...

Nos afastamos devagar, o suficiente para que ela dissesse baixinho “conseguiu!”, eu não consegui conter o sorriso largo que apareceu em meu rosto, nunca havia me sentido tão feliz. Fiquei meio embriagada com o momento e ela riu dizendo:

- Por que seu coração está acelerado? – ela perguntou fingindo surpresa e eu claro fiquei sem graça.

- Você sabe por quê...

- Não sei não. – ah, eu teria mesmo que dizer? Ok...

- Porque eu amo você... – eu disse e ela sorriu.

Eu me deitei na perna dela sem jeito para me aproximar de novo, ela passou a mão no meu cabelo e é fantástico quando ela faz isso, não sei dizer por que, mas me arrepia sempre que ela o faz. Ela abaixou e me beijou de novo fazendo uma nova descarga de energia percorrer meu corpo.

Ela segurou meu cabelo enquanto nos beijávamos, como se quisesse me segurar ali para sempre, e eu estava achando incrível que ela estivesse correspondendo... Dizíamos coisas fofas e implicávamos uma com a outra em meio a beijos.

- Um tempo... – ela disse se afastando.

- Por quê? – eu perguntei rindo

- Para diminuir esse frio na barriga... – ela disse me olhando e eu claro que fiquei provocando-a, mordi de leve sua orelha até ela não aguentar e voltar a me beijar.

Ela sentou no meu colo de frente para mim e as coisas foram esquentando, os dedos dela entrelaçados em meu cabelo, e meus braços a prendendo contra mim. Mmmm.. Só de lembrar, já me arrepia, como pode alguém causar isso em outra pessoa? Por fim o telefone dela tocou e acabou com a minha chance de continuar.

Fui me arrumar, pois tinha que ir para a academia, e ela veio atrás de mim depois que terminou a ligação dela. Eu a prendi na parede, como vejo nessas series que assinto, e a beijei, colocando minha perna entre a dela e a apertando contra mim. Mais uma vez ela entrelaçou seus dedos no meu cabelo aumentando o frio na barriga que já estava lá de novo.

Não sei explicar, por em palavras o quanto aquilo foi bom, o quanto me arrepia o simples fato de lembrar. Ninguém jamais me fez sentir algo assim e eu sei que é um caminho perigoso, mas eu a quero com todo o meu coração e alma.

O problema é que desde então, ao mesmo tempo em que parece me querer, fica fugindo, não consigo entendê-la. Pedi para que me desse uma resposta e sim eu sei que não é algo que se decidi da noite para o dia, mas ela disse que me ama e disse mesmo que apenas uma vez que me quer.

Não entendo o que está faltando... E também não sei o que posso fazer para tê-la, mas depois de muito tempo pensando a respeito entendi que não posso obriga-la a me amar ou ficar comigo. Entendo que talvez o medo a impeça de escolher ficar comigo, afinal também tenho medo, mas queria que ela entendesse que me arriscaria por ela.

Por fim, estou eu aqui sem a minha resposta, e acho que assim ficarei, mas quem sabe?! Só queria uma chance de fazê-la feliz, mas talvez ela seja muita areia pro meu caminhãozinho...

Notas finais
E aí? O que achou?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!