Our Love Is Not A Mistake.
1 Capítulo 1.
Notas iniciais
Os meus olhos doiam-me.
O meu corpo estava imóvel.
Não sabia onde estava.
Não sabia o que tinha acontecido.
Onde estou?
O que aconteceu?
Porque não consigo abrir os olhos?
Porque não sinto o meu corpo?
Onde estão todos?
Mãe? Pai? Alguém?
Senti a minha alma a entrar no meu corpo novamente, aos poucos e poucos comecei a ouvir um " pip , pip , pip " irritante. Tentei abrir os olhos mas estavam demasiado doloridos, tentei levantar o braço, mas mal o sentia, tentei mexer um dedo, apesar de também não o sentir, uma voz masculina e familiar entrou-me pelos ouvidos: " ela acordou, ela mexeu o dedo! ", já outra voz disse: " têm que sair, tenho que a examinar. " e ouvi uma porta a fechar.
Pai és tu?
Mãe?
Tinha que fazer um esforço, tinha que abrir os olhos e ver onde estava, com quem estava. 1,2,3, abri um pouco os olhos, mas a luz florescente daquele espaço, cegou-me por segundos, fazendo-me fechar os olhos de imediato. Pisquei várias vezes os olhos para me habituar á claridade, quando consegui, os meus olhos estavam a ver um tecto branco limpo, um candeeiro no meio do mesmo, que dava uma luz imensamente florescente. Olhei para a parede á minha frente e vi várias palavras e desenhos, não os vi nitidamente pois senti alguém a mexer em algo ao meu lado, fui olhando para o chão, cheio de flores, a mesa de cabeceira cheia de cartas, postais, placares e cartas.
- Como te sentes? — Perguntou uma senhora de bata branca e com uma máscara a tapar a boca e o nariz.
- Não sei bem... Não sinto as pernas.
- Efeito da anestesia, daqui a 10, 15 minutos o efeito passará.
- O que é que aconteceu?
- Não fale, descanse apenas. — E saiu do quarto.
Como é que eu vim aqui parar?
Continuava a tentar lembrar-me do que havia acontecido, não sabia que dia era hoje, não sabia que horas eram, não sabia nada, sentia-me tão confusa. Passaram-se alguns minutos e comecei a sentir as minhas pernas, levantei uma e de seguida a outra, senti uma dor ligeira, levantei um branco e depois o outro, abanei a cabeça lentamente como se tivesse a dizer " sim " e depois como se tivesse a dizer " não ". Entretanto a enfermeira que havia estado perto de mim quando acordei, voltou novamente.
- Então, dores?
- Um pouco apenas.
- Achas necessário uma dose de anestesia?
- Não, eu aguento. Os meus pais? O que aconteceu?
- Uma pergunta de cada vez querida. — Sorriu. — Lembras-te do teu nome?
- Katherina Marie Williams.
- E a tua idade?
- 13 anos, apesar de me sentir mais velha. O que se passa comigo?
- Vou chamar o seu pai, ele dir-te-á o que precisares. — Saiu.
O meu pai? Tenho tantas saudades dele. E a minha mãe? Porque não a chamam também?
O meu pai entrou no quarto com lágrimas nos olhos, a barba já tinha crescido desde a última vez que nos vimos, ele abraçou-me e começou a chorar. Largou-me e sentou-se numa cadeira, agarrado á minha mão, apesar das lágrimas, ele tinha um sorriso no rosto.
- O que aconteceu pai?
- Não te lembras de nada?
- Não, lembro-me de ver uma luz e de acordar aqui.
- Eu vou contar-te tudo, mas preciso que te mantenhas calma, pode ser?
- Sim, pai fala...
- Foi depois do jantar, tu foste sair com os teus amigos, era uma sexta-feira...
FlashBack On:
- Então, vamos ou a princesa ainda demora? — Perguntou-me o Justin, o meu namorado.
- Estou prontinha! — Olhei para ele e sorri. — Caitlin demoras?
- Não, vamos.
Saimos de casa os 6. Íamos pelas ruas do Canadá animados, felizes, a cantar e na brincadeira. Passei a estrada de mãos dadas com o Justin, até que ouvi um grito de desesperto e de susto, olhei para trás e vi um camião a vir na direção da Caitlin, ela era a minha melhor amiga, não podia deixar que fosse atropelada, então corri na direção dela e empurrei-a da frente do camião, só me lembro de ter batido contra o vidro do camião e de ter desmaiado. Antes de desmaiar ouvi o Justin a gritar por mim, mas não conseguia reagir, os meus olhos fecharam-se.
FlashBack Off.
- (...) Entraste em coma. Todos os dias vinhamos visitar-te, deixar-te flores, com a esperança que acordasses, mas passou-se 1 ano, e nada, passou-se outro, e não acordavas. Hoje faz três anos e finalmente voltei a olhar para os teus olhos lindos, tenho tantas saudades tuas Katherina, tive tanto medo de te perder! — Levantou-se e abraçou-se a mim.
Eu podia estar morta.
Ambos chorávamos abraçados um ao outro, sentia-me no mínimo confusa, triste, desesperada e surpreendida por ter conseguido acordar após três anos em coma. Ver o meu pai naquele estado matava-me por completo. Ele afastou-se de mim e limpou as lágrimas, voltou a sentar-se ainda segurando a minha mão.
- A mãe?
- Está... A mãe...
- Pai, fala.
- A mãe foi viajar por causa do trabalho.
- E deixou-me?
A enfermeira entrou no quarto.
- O tempo da primeira visita acabou, tem que sair.
- Descansa princesa, estou muito feliz por estares bem. — Sorriu-me e deu-me um beijo na bochecha. — Queres que entre alguém?
- O Justin...
- Filha, eu vou chamar a Caitlin, ela irá explicar-te as coisas. — E saiu.
Explicar-me o quê?
Porque é que o Justin não podia vir ver-me?
O que é que aconteceu?
A Caitlin entrou com lágrias nos olhos tal como o meu pai, abraçou-me e deu-me um beijo super fofo na bochecha.
- Senti a tua falta Kath. — Sorriu deixando escorrer algumas lágrimas.
- O Justin?
- Passaram três anos Katherina... Lembras-te do sonho dele? Da viagem que ele disse que ia fazer para Atlanta? — Assenti. — Ele foi, deu-se bem e agora é dos melhores cantores do mundo, é um dos adolescentes mais ricos do mundo, tem mais de 27 milhões de fãs, fãs não, beliebers, as beliebers dele. Ele está muito diferente.
- E esqueceu-se de mim? Da namorada dele?
- Primeira namorada de 2 ou 3.
- O quê? — Perguntei já com lágrimas nos olhos.
- Oh princesa,não tens que te preocupar com isso agora, é o que menos importa. O que mais importa agora é que estás a recuperar e... Obrigada pelo que fizeste por mim naquela noite, salvaste-me a vida e arricaste a tua, tiveste aqui três anos por causa de mim... Jamais me irei perdoar. — Disse derramando mais lágrimas.
- Eu estou bem não é o que importa? Estou á tua frente e faria tudo novamente, és a minha melhor amiga!
- E tu a minha, obrigada novamente. — Abraçou-me.
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