Our Love Is Fake - 2 Temporada
8 Reencontros
Notas iniciais
A neblina tomava conta de todo o aeroporto de Londres. A visão era quase impossível, e sofremos um pouco de turbulência na aterrissagem. Eu senti meu estômago embrulhar. Eu já devia ter me acostumado com as turbulências durante as viagens, mas agora, parecia que era a minha primeira vez em um avião.
— A senhorita precisa de ajuda? – um senhor de idade perguntou. Ele era adorável.
— Uma sacola, por favor – falei começando a ficar verde.
Ele pegou um saquinho atrás do banco e estendeu à mim. Em menos de três segundos todo meu café da manhã e o hambúrguer que deram de lanche no avião, agora estava ali naquele saquinho.
— Muito obrigada – falei dando um nó na sacola.
— Não foi nada. Prazer sou Stevie. – disse o senhor.
— Jessica – falei.
— Já podem soltar os cintos – a aeromoça falava – já pousamos.
Agradeci o senhor mais uma vez, sai do avião apressada e fui em direção a praça de alimentação. Enquanto eu caminhava, em uma mão mandava uma mensagem para Eleanor e Katy, na outra, eu tinha o meu mais novo acessório de viajem. Uma sacola de avião para vômito.
Eu estava concentrada mandando a mensagem quando eu sinto que esbarro em alguma coisa. Olhei reto e me deparei com uma camiseta verde machada, olhei mais acima e me assustei. Não pode ser verdade.
— Oi Lucas... – falei sem jeito. Ele abriu um sorriso.
— Quanto tempo! – ele disse me abraçando. Mas abraçando forte mesmo.
— Lucas... Você tá me sujando também... Me solta – falei enquanto ele quase me esmagava.
Ele me soltou e olhou pra mim de cima a baixo.
— Eu ia pedir pra você comprar uma camisa nova pra mim... Mas já que eu sujei a sua vamos ás compras juntos – ele disse
— Ah... Pois é...
Ele me arrastou para a primeira loja de roupas que achou dentro do aeroporto. Eu queria achar uma desculpa e fugir dali, mas ele não parava de tagarelar. “Eu soube do seu acidente” “Você deu uma engordada, não é verdade?”, “Aquele seu namorado, foi um grosso quando falou comigo, porque você ainda está com ele?” “Vem cá, me ajuda a escolher entre essas duas camisas”.
— Porque você tá tão quieta? – ele perguntou
— Estou cansada só... Longo voo.
— Você deveria ir pra casa – ele falou – Quer saber... eu pago a sua e a minha camisa. Vai ao vestiário trocar de blusa. Eu vou pagar.
“Mas o que deu nessa criatura?”
Fui ao vestiário e troquei de blusa. Quando voltei Lucas ainda estava pagando as camisetas.
— Bom, obrigada – falei – Eu tenho que ir.
Ele me deu um abraço e um beijo estalado na bochecha.
— Foi ótimo te ver de novo – ele falou.
Sai apressada da loja e fui para a zona branca esperar um táxi. Que dia... Que Dia...
Narrador
Lucas saiu da loja e se certificou que Jéssica já estava longe. Caminhou até a praça de alimentação novamente e sentou-se em uma mesinha onde um senhor o esperava. Velho e baixinho, tinha uma câmera na mão.
— Já fiz o que pediu, agora quero a primeira parte do dinheiro – Lucas falou.
O senhor entregou uma pequena bolsinha para o garoto. Ele abriu e checou as notas, deu um leve sorriso.
O senhor pegou o telefone e discou rapidamente um número. Depois de alguns segundos uma voz de homem atendeu.
— Já está feito? – a voz perguntou.
— Tudo.
— Ótimo, já pagou o garoto?
— Só a primeira parte – o velho respondeu seco, olhando sério para Lucas.
— Ok.
— Qual a segunda tarefa?
— Vai receber as instruções amanhã de manhã – disse a voz, e em seguida, o telefone ficou mudo.
O velho se remexeu na cadeira. Parecia incômodo com o garoto.
— Que você que aqui pivete? Já fez a sua parte hoje. Vai pra casa. Amanhã vamos receber as segundas ordens.
Lucas bufou e levantou-se da cadeira, dando de costas ao senhor.
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