Our Love Is Crazy

1 Capítulo 1 - Cadeado


Notas iniciais
É o primeiro! Espero que gostem e deixem review! xoxo

- EU JÁ DISSE QUE EU NÃO VOU!!! – eu gritei – EU REALMENTE ODEIO MUITO VOCÊS! COM TODO O ÓDIO QUE VOCÊS PODEM IMAGINAR!

Essa sou eu, com ódio dos meus pais, ódio da vida, ódio do mundo, ódio do ar que eu respiro porque me mantém viva.

Meu nome é Perrie, tenho 17 anos e gostaria de ser órfã nesse incrível momento.

Tudo começou nessa manhã de quarta-feira, saí da escola com um humor razoável, mas quando sai da escola estava melhor. E agora, meus pais falaram um oi e eu comecei a falar coisas do tipo ‘’EU TAMBÉM ODEIO VOCÊS!’’ e eles começaram a falar que eu estava louca, falando que eu deveria ‘’e que vou’’ para uma reabilitação.

Tá, eu posso estar um pouco louca. UM POUCO. Meu caso não é ir parar em uma reabilitação! As pessoas me chamam de bipolar, mas eu não acho isso. Meu problema são as pessoas.

Não acho que meu problema seja eu mesma. Não que todas as pessoas me deem raiva. Só acho que se elas estivessem pegando fogo e eu tivesse com uma mangueira, eu iria me molhar e rir da cara delas.

Sou louca porque meu humor muda por causa das pessoas? Sou louca porque meu cabelo já foi azul, lilás e rosa? (Não respondam).

Eu ri. Meus pais estavam desesperados comigo e eu estava pouco me fodendo.

‘’Você é mimada. Tem tudo o que quer e tá pouco ligando. ’’ Cara, se eu tivesse tudo que eu quisesse, eu não estaria nesse país de merda. É, de merda porque se você põe o pé pra fora já é sequestrada, roubada ou tudo mais.

Meus pais estavam no quarto deles debatendo sobre o que farão comigo.

Peguei um vidro que estava caído (pouco tempo antes de eu gritar com meus pais, eu havia tacado minha cadeira no vidro do box, ISSO NÃO É LOUCURA) e passei pelo meu pulso com certa força e começou a sangrar.

Eu gosto dessa dor. É a dor mais... legal que alguém pode sentir. Não é a dor de ouvir um ‘’Você é louca, se interne. ’’. Não que eu ligue de ser chamada de louca. Eu odeio ser julgada por alguém que não me entende.

Tá, nem eu me entendo. Mas, porra, se não me entendem, NÃO FALEM NADA SOBRE MIM!

Sim, agora estou no meu momento de revolta. ‘’E qual era aquele seu momento, de antes?’’ É provável que seja o meu momento de loucura. Momento.

Não sei. Talvez eu precise me internar. Mas isso eu descubro por conta própria. Não preciso de nenhuma pessoa para falar isso.

‘’Você realmente é louca.’’ É, eu devo ser! Louca de ainda estar aqui nessa casa de merda.

Peguei um banco e botei no chão, próximo ao meu armário. Subi no mesmo e peguei uma mala. Sim. Eu vou fugir.

Resolvi botar uma roupa que era nem de frio nem de calor, pois estaria sozinha e seria horrível passar frio ou calor e me trocar na rua.

Botei todas as minhas roupas e fechei a mala. Esperei meus pais saírem para trabalhar (minha mãe tinha turno de noite e meu pai resolveu levá- la. Acho que estavam de saco cheio de ficar naquela casa de merda comigo).

Peguei uns 200 reais da carteira do meu pai, que tinha esquecido na bancada (meu pai é um produtor famoso e por isso a situação financeira era boa até demais, e minha mãe era uma médica famosa na cidade e por isso sempre tinha pacientes e ganhava muito por isso). Por isso era popular. Uma garota rica, quem não queria ser amigo? Por mais um motivo eu odiava a vida. Porque eu tinha ‘’amigos‘’ que queriam o meu dinheiro.

Decidi pegar mais 320 na carteira, 520 reais não iria fazer nenhuma diferença na carteira. Ele não iria nem sentir falta.

Além da mala, estava levando uma bolsa de ombro que tinha meu iPhone, caso precisasse fazer ligações urgentes.

‘’Você está fazendo isso de modo estúpido e espontâneo, vai se arrepender depois.’’ Porque diabos eu me arrependeria de algo que vai mudar minha vida para melhor?

Chamei um táxi e pedi para me deixar no centro da cidade. Paguei- o e sentei com a minha mala em qualquer lugar, quando ficava com fome ia para o outro lado da rua, onde tinha um MC Donald’s.

Acabei adormecendo enquanto apoiava minha cabeça na mala, mas logo acordei bem cedo com uma cara desconhecida na minha frente.

- Olá! – disse a pessoa bem sorridente – Sou Tifanny Elenor. Sua colega de quarto.

- Endoidou garota? Bebeu? Se drogou? – eu falei com raiva fechando os olhos – Tu é colega de quarto? Eu to na rua menina, acorda.

- HAHAHAHAHHAHAHAHAH – ela gargalhou – Você tá no CRAP, amiga!

- CRAP? –

- Centro de Reabilitação para Adolescentes Problemáticos. – ela disse sentando na cama enquanto eu levantava – Você dormiu na rua, a equipe do CRAP fica dia e noite na rua para achar algum adolescente sozinho e o trás para cá.

Bufei.

- Agora põe seu uniforme! – ela falou

Assenti e ela saiu.

- Idiota. – falei e abri minha mala que estava debaixo da minha cama.

Peguei uma roupa meio fresquinha e desci.

- Violação!!!!!!!!!!!!!! – gritou a garota do quarto – Ausência do uniforme! Ausência do uniforme!

- CALA A SUA BOCA! – eu gritei e empurrei todo mundo que ia me agarrar – O CORPO É MEU E USO O QUE QUISER!

Silêncio.

Virei e fui em direção à cantina, precisava me alimentar para poder criar planos diabólicos e sair daquele lugar.

A moça botou uma sopa (o tempo estava meio frio) e peguei o talher. Me sentei em uma mesa vazia e comi sozinha.

- Olá. – um moreno topetudo disse

- Oi. – falei e olhei para ele e... uou! que gato – Se você for mais um bobo alegre, sai daqui por favor.

- Não! – ele riu – Não sou. Na verdade, fiz a mesma coisa que você fez.

Fiz uma cara confusa.

- Me rebelei, vesti o que queria e gritei com todo mundo.

Eu ri.

- E como veio parar aqui? – perguntei

- Meus pais me acharam maluco, pois fiz 12 tatuagens, ou mais. – ele falou

Eu ri.

- Gostaria que meu caso fosse esse. – falei – Eu só tenho uma tatuagem e fiz porque um amigo meu era tatuador, sou menor de idade. – falei e mostrei minha tattoo, era um cadeado no pulso.

- O que significa?

- Ninguém me entende. – eu falei – Acho que sou um cadeado, difícil de ser aberto. Só com a chave certa.

- Entendi, faz sentido – ele falou rindo – E por que veio parar aqui?

- Me rebelei! – falei – Dei um chega à minha vida, entende?

- Perfeitamente. – ele falou

- Prazer, Perrie. Perrie Edwards. – falei estendendo a mão

- Zayn. Zayn Malik – ele disse apertando e sorri

Notas finais
Reviews! xx
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.