Our Love Is A Secret.
1 Surpresas da Noite
Notas iniciais
Já era noite e estávamos todos assistindo um filme maneiro, mas em algum momento senti falta de Julia, sem que ninguém percebesse sai da sala e fui dar uma procurada pela mesma. Assim que adentrei na cozinha vi ela sentada no balcão onde se deliciava com uma panela cheia de brigadeiro; sorri quando vi sua carinha de sapeca e me aproximei e quando abriu os olhos quase morreu de susto.
- Ai André!!! — Ela deu um grito.
- Xiu Julia, senão os outros vão estragar o seu segredo. — Tirei sarro e ela revirou os olhos.
- Você já estragou né, mas porque nao esta la assistindo o filme? Sentiu a minha falta. — Ela fala tirando a colher da boca, nossa me deu ate vontade de provar o brigadeiro da boca dela...ANDRÉ PARA.
- Eu senti sede. — Fui até o armário e peguei um copo, senti seu olhar cravado em mim. — Já estou indo para sala de novo. — Falei ficando na frente dela e bebendo um pouco da água.
- Não quer nenhum pouco do brigadeiro? — Ela disse fazendo graça, mas neguei. Ia me retirando quando ela me puxou pelo braço fazendo com que ficasse quase em cima da mesma, com o impacto o copo que ainda tinha água derramou em nós dois. — Desculpa hahaha. — Ela deu uma risada boba.
- Olha o que você fez, a minha camisa ta toda molhada Julia.
- Tira. -Arregalei os olhos, desde quando ela tinha ficado tao assanhada? — Quer dizer, tira para deixar secar, o Joaquim te empresta outra. — Ela falou gaguejando um pouco.
- Ta bom então. — Dei de ombros e tirei a camisa. Quando voltei meu olhar para seu, vi que estava muito concentrada olhando meu tanquinho. — Deixa eu limpar a baba. — Falei pondo meu dedo no canto de sua boca.
- Se toca garoto. — Ela disse tentando tirar seu olhar do meu abdômen.
- Sabe que agora eu vendo você toda lambuzada de brigadeiro me deu até vontade de comer um pouco. — Ela ergueu a sobrancelha colocando a colher na boca e negando com a cabeça.
- A primeira palavra é a que vale.
- Não to nem ai. — Sem pensar duas vezes selei meus labios nos dela que ficou imóvel, senti seus olhos abertos. Depois de alguns minutos senti seus braços envolverem meu pescoço e suas pernas me puxarem para mais perto de si, como era bom seu gosto, como era bom senti-la. De feroz e agitado, o beijo se transformou em algo calmo e delicado; nossas línguas se misturando. Cada toque era uma explosão de sentimento. Paramos o beijo com selinhos, por nada no mundo queria parar de beija-la, mas o ar marcou presença. — Eu precisava disso.
- Esse beijo tava mais gostoso do que o brigadeiro. Esperei por isso por muito tempo. — Ela falou grudando nossas testas. — Torcia tanto para esta no lugar daquela nojenta da Laura, só para te beijar.
- Sempre fui afim de você Julia, desde que eramos pequenos, mas eu achava que você nem ligava muito para mim. — Falei deixando-a surpresa.
- Serio? Claro que não, eu tinha medo de me declarar e levar um fora sabe. Naquela época eu era tao moleca, mas agora o jogo virou.
- Ta gostosa. — Falei rindo, e ela belisca minha barriga. — Mas é verdade, Julia você cresceu e ficou um mulherão, deixa qualquer um maluco. — Pude notar suas bochechas coradas.
- Safado. Então...agora que já trocamos verdades, que tal mais um beijo? — Ela mordeu o lábio. E como resposta voltei a beija-la, meio que um pouco desesperado. Não queria perder mais tempo, precisava dela. Minhas mãos pousaram em sua cintura a puxando para mais perto de mim, a peguei no colo e prensei-a na parede, nossas línguas pareciam estar lutando uma contra a outra e parecia que se eu parasse iria perde-la... A levei ate a mesa e a deitei sobre ela, ficando em cima dela.
- André acho melhor a gente nao fazer nada. — Ela disse ofegante por causa dos beijos que dava em seu pescoço.
- Ninguém vai vir aqui, não consigo parar de te beijar. Você é meu vicio. — Confessei e ouvi seu riso.
- Por favor, alguém pode entrar aqui na cozinha e eu iria morrer de vergonha por ser pega no flagra. — Ela mordeu minha boca.
- Ta bom, eu paro. — Falei ficando reto de novo e ela se senta na mesa.
De repente Joaquim entra na cozinha e nos olha um pouco assustado.
- O que ta acontecendo aqui? E Por que você está sem camisa André? — Ele me olha com a pulga atras da orelha.
- É...É...que eu derramei aguá na minha camisa e ai a Julia falou para eu tirar...
- Que? Julia! — Ela arregala os olhos, porém pude ver que estava louca para rir.
- Não é o que você está pensando mente poluída. Eu falei pra ele tirar para secar e ai ele ia pedir uma emprestada para você. — Joaquim balançou a cabeça como se estivesse duvidando da história. — Vem cá André, vamos arranjar outra blusa para você.
- Não, não dona Julia, eu arranjo outra camisa pra ele e senhorita vai ficar bem ai na sua. — Joaquim disse Saindo da cozinha. — Vem André. Antes de sair da cozinha, voltei até a mesa e dei mais um beijo nela, e daqueles que tem gosto de quero mais.
- Depois a gente termina a conversa. — Dei uma mordida na sua boca e depois um selinho e saí da cozinha.
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