Our Love And A Little Bit Of Memories
1 Our Love
Notas iniciais
Eu amo o Arthur assim como amo o Kiku, então, aqui está! ♥33
Já fazia dois anos que eu era namorada de Arthur e ele havia me convidado para jantarmos em um restaurante que Kiku havia recomendado. Havia feito a reserva e estava muito ansioso durante a semana.
Iria me buscar ás sete horas, por isso cheguei mais cedo em casa e fui me arrumar. Não gostava de maquiagem ou muito charme, e ele sabia disso até gostava desse meu lado. Encontrei um vestido azul que tinha ganhado de presente e uma sapatilha simples. Assim estava bom.
Tomei um banho, me arrumei e até usei um pouco de maquiagem, afinal era uma noite especial. Logo fiquei pronta e fui esperar ele chegar, enquanto assistia a um filme na sala. Era um filme sobre criaturas mágicas, tenho que certeza que Arthur ia gostar de ver, mas... Ele estava atrasado, já passava das sete horas e ele não tinha chegado.
No final do filme, ouvi algumas batidas na porta. Fui abrir a porta e ele finalmente tinha chegado. Recebi um abraço apertado e a resposta que esperava. Ele estava ótimo usando um terno, mesmo que o cabelo ainda estivesse bagunçado como sempre.
– Estava muito transito no caminho, por isso me atrasei! Mas... Hm, isso. – e me entregou um grande buquê de rosas vermelhas. – E-Eu comprei pra você, n-não que eu tenha demorado pra escolher... Não ria!
Não havia como não rir, ele estava totalmente vermelho e tentava esconder a verdade. Era o mesmo de sempre, corava e tentava esconder sua preocupação com as coisas. Dei um beijo na bochecha dele, o fazendo corar ainda mais, e disse que podíamos ir.
Deixei o buquê em um vaso com um pouco de água, peguei um casaco e fui com Arthur até onde estacionou. Durante o caminho, ouvimos algumas músicas. Finalmente gostávamos das mesmas músicas, antes sempre brigávamos por não termos músicas em comum. Com o passar do tempo fomos ouvindo músicas que o outro gostava.
Ao chegarmos no restaurante, percebemos que estava lotado. Arthur pediu que eu ficasse no carro enquanto falava com o recepcionista, vi-o discutir um pouco e depois voltou ao carro com uma expressão de raiva.
– HOLY SHIT! Eles disseram que não tem mais mesas... – anunciou batendo com força no volante. – Me desculpe... Teremos que ir pra outro lugar...
Ele estava nervoso e dizia alguns palavrões, tentei acalmá-lo bagunçando seu cabelo, sempre funcionava. Na verdade, não queria comemorar em um restaurante ou algo assim. Estava feliz de ficar com ele.
– Não tem problema, você sabe. Podemos ir pra casa e prepararmos o jantar juntos! – sugeri pra tentar acalmá-lo.
– Tudo bem mesmo...? Ugh... Me desculpe... – Ele me puxou mais para o seu lado e me deu um selinho, simples e calmo. Estávamos corados e apenas rimos disso.
Passamos em um mercado para comprar algumas coisas e depois voltamos pra minha casa. Arthur ficou com a camisa e calça que usava e entreguei uma jaqueta que tinha esquecido quando foi em casa uma vez. Já eu estava com uma roupa quente e própria de ficar em casa.
Quando ele ligou a televisão, o filme que assisti mais cedo estava passando de novo, então deixei que ele assistisse enquanto eu preparava o jantar. Tentei fazer algo mais complexo, que aprendi com Feliciano. E no final, deu tudo certo. Arthur ficou feliz com o resultado.
Jantamos na sala enquanto víamos o final do filme, Arthur parecia ter gostado muito do filme. Como gostava de livros e imagens com criaturas mágicas, não que eu não gostasse. Mas tinha um interesse maior por youkais do Japão.
Conversamos por mais um tempo sobre as situações que ele passou no trabalho e eu contei algumas coisas que fiz com Sakura e Elizabeth. Ele deixou que eu deitasse a cabeça no seu colo e foi o que fiz, também fez carinho em meu cabelo e antes que eu percebesse... Estava dormindo.
Comecei a me lembrar sobre quando nos conhecemos... Ainda estávamos na faculdade, tínhamos acabado na mesma sala e fomos apresentados por amigos em comum. Não nos demos bem no começo.
Lembro que sempre brigávamos ou discutíamos por algo besta. Um gosto musical, alguma comida, esportes, lugares. Sempre diziam que todo esse ódio daria em um grande amor, nessa hora corávamos e brigávamos ainda mais.
Um dia estava voltando da faculdade e achei um gatinho de pelo branco sozinho dentro de uma caixa de papelão, como estava chovendo, o peguei e fui correndo pra casa. Mas no caminho acabei esbarrando em Arthur.
– EI! Olhe por onde anda! .... Huh? Você e... Um gatinho... – Ele puxou o gatinho das minhas mãos e começou a fazer carinho nele, parecia encantado.
Depois de um esforço, consegui fazer com que Arthur devolvesse o gatinho, propondo que ele fosse até a minha casa pra ficar mais um tempo com o gatinho. No final, acabei deixando com que ele ficasse com o gatinho, parecia entender mais sobre animais assim.
Quando será que nos apaixonamos? Sempre brigávamos por qualquer coisa, não fazíamos muita coisa em grupo e ele parecia me evitar sempre que podia. Talvez tenha sido no dia em que fomos numa viagem com um pessoal da faculdade.
Era uma pousada com fontes termais que Kiku tinha conseguido reservar por uma semana. Cinco garotas dividiram um quarto e sete rapazes dividiram outro.
Durante o banho nas águas quentes, as garotas começaram a conversar sobre quem gostavam, eu ouvia um “Gosto dele porque ele é bonitinho” ou “Gosto dele já faz um ano”.
Nessa época, eu não gostava de ninguém, por isso fiquei no meu canto até que Sakura e Elizabeth chegaram.
– Agora é a sua vez, de quem você gosta? É do Arthur, não é?! – Sakura dizia enquanto parecia imaginar cenas românticas.
– Hunf, isso é obvio até pra mim. Vocês se amam. – Elizabeth me olhou e afirmou.
– Isso é impossível! – isso foi o que eu pensei naquela época... Haha.
Depois, fomos nos encontrar com os rapazes para jantarmos, eu estava com um quimono azul que entregaram. No corredor, encontrei Arthur que ainda tentava arrumar seu quimono, me aproximei dele e sussurrei perto de sua orelha.
– Precisa de ajuda?
– A-AAH! – E logo o loiro estava sentado no chão, tinha levado um grande susto.
Comecei a dar risada dele, que tinha ficado corado, e o ajudei a levantar. Era difícil vê-lo em situações assim. Então, me aproximei mais dele e comecei a arrumar seu quimono. Ele prestava muita atenção em tudo que eu fazia e quando terminei, deu um sorriso e agradeceu.
– N-Não foi nada... – Eu nunca tinha visto Arthur sorrir daquela forma, fiquei vermelha e abaixei a cabeça.
Fomos juntos até a sala onde estavam servindo o jantar, quando entramos juntos, todos começaram a gritar e falar coisas como “Finalmente assumiram o namoro?!”, “O que estavam fazendo sozinhos?” e outras coisas bestas.
Como só tinham dois lugares desocupados, tive que me sentar ao lado de Arthur e jantar ao lado dele. Por alguma razão, ele puxava conversa comigo, conversamos sobre a viagem, quimonos e livros. Foi a primeira vez que conversamos sem discutir.
Mais tarde, todos se reuniram pra verem fogos de artificio, fui junto com as meninas que depois ficaram com seus namorados. Fiquei encostada perto de uma árvore até que Arthur se aproximou e sentou-se ao meu lado. Ele não falava nada e eu também não sabia o que falar, estava muito cansada. Antes que percebesse, dormi por alguns minutos, mas acordei logo e percebi que estava com a cabeça encostada no ombro de Arthur.
Não queria mostrar que tinha acordado e estando numa situação tão vergonhosa! Por isso, continuei de olhos fechados por mais um tempo, mas Arthur pegou minha mão e fez com que ficássemos de mãos dadas. Estava muito mais vergonhoso agora! Mesmo não vendo, sabia que Arthur estava corado fazendo isso.
Depois de um tempo, ele soltou minha mão e continuou normalmente, esperei mais um tempo e fingi que acordei. Ele me olhou e disse que eu era pesada, mas sabia que era mentira. Eu podia ver o rosto dele vermelho.
Então, vi ele se aproximando cada vez mais do meu rosto, eu tentei me afastar, mas ele me segurou pela cintura e me beijou. Um beijo agitado, até meio desesperado, ainda sim com vários sentimentos.
– ... É... Me...desculpe... Mas... Eu te amo! – Ele estava bem ofegante, mas conseguiu dizer o que queria.
Não esperava essa declaração, mas mesmo assim... Nessa hora, meus sentimentos por eles começaram a mudar e me apaixonei por ele.
Também me lembrei de quando fui conhecer seus pais, eram ingleses que amam tomar chá. Sua mãe era bem calma e me abraçou várias vezes, já seu pai era mais sério, mesmo fazendo algumas brincadeiras em outras horas.
Quando todos da faculdade souberam que estávamos namorando e fizeram uma festa. Disseram que já esperavam por isso e estavam bem animados, Arthur viu vários meninos me abraçando e me puxou pelo braço. Todos comentaram ainda mais, foi vergonhoso, mas perfeito.
Em nosso encontro ao parque de diversões, que acabou sendo mais agitado do que pensávamos. Já que Alfred e Kiku estavam nos seguindo e Alfred saiu correndo quando nos seguia na casa mal assombrada. A visita até uma atividade para casais, quando nos molhamos e a vista da roda gigante.
Quando viajamos sozinhos e Arthur tentou fazer o jantar sozinho, mas queimou tudo. Os abraços, os beijos intensos e repentinos, os passeios que fizemos de noite, as fotos que tiramos e quando dormimos agarrados.
Tudo isso eram lembranças que lembrei enquanto dormia, não sei quanto tempo se passou, mas quando acordei, Arthur olhava pro meu rosto com uma expressão fofa e gentil. Senti algo estranho na minha mão e fui olhar.
– ... A-Arthur... isso é...
Na minha mão esquerda, no dedo anular, estava um anel. Um lindo anel de ouro. Me sentei no sofá e comecei a encarar Arthur. Aqui só poderia significar que...
– Case comigo. – ele fez o pedido e sorriu.
– .............. Arthur... Claro! – Abracei-o e ele retribui.
Ficamos assim por um bom tempo até que nos beijamos. Depois nos encarando e começamos a rir. Depois de tanta coisa, tantos sentimentos diferentes, ele havia pedido isso.
Eu estava sorrindo como uma boba, eu poderia ficar ao lado daquele que amo e iriamos passar muito mais tempo juntos. Eu estava feliz, era o que queria para esse dia. Apenas isso.
Fale com o autor