Our Little Secret
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Sou a Tia Wang e espero que vocês me recebam bem por aqui *--*
Procurei alguma Fic dos meus lindinhos por aqui, mas nom achei e resolvi postar a minha *vergonha*
Espero que gostem :*
Algumas pessoas ficam extremamente eufóricas por causa do fim de ano, época natalina e virada de um ano para outro, muitas festas e reencontros maravilhosos entre familiares e amigos, isso deixa todos felizes, exceto WonWoo.
Jeon WonWoo era um garoto extremamente calado e fechado, muito bonito com olhos pequenos de um brilho felino, estava em seus dezenove anos e tudo perdia o interesse facilmente para ele incluindo as festas de natal que a família sempre protagonizava todos os anos. Diferente do habitual fazia quatro anos que WonWoo não comparecia às tais festas de sua família. Quando entrou para o ensino médio pediu aos pais que o deixassem estudar fora e foi, com muito custo que a mãe cedeu e ele passou a estudar nos Estados Unidos, era emancipado e morava em uma cobertura, totalmente bancado pelos pais.
Naquele ano não seria diferente, ele passaria o natal em casa com alguns amigos ou sairia com alguns deles para "se divertir", sempre recebia a visita dos pais naquela época do ano, mas eles não ficavam muito tempo por serem ocupados demais, e WonWoo gostava assim. Porém, naquele ano ele não conseguiu escapar da maldita festa, a mãe exigiu sua volta à Seoul para a festa de natal em família na casa da Tia, indo a casa da tia significava ver o motivo do qual havia fugido. Kim Mingyu. Seu primo mais novo, amigo de infância, "namorado" em parte da pré-adolescência escondido dos demais familiares. WonWoo era apenas um ano mais velho que Mingyu, mas quando percebeu que estava envolvido demais com o primo decidiu colocar um ponto final naquilo e se mandou sem dizer um adeus ao garoto baixinho, magrelo com espinhas no rosto. Nunca mais tinha trocado palavras com o primo, precisava tirar aquela paranóia que tinha pelo outro e se afastar foi a melhor opção, a mãe sempre que ligava dizia como Mingyu estava bonito e mais falante que antes, no começo as notícias que recebia eram sempre as mesma "Ele sente sua falta." "Mingyu não está bem sem você." e por mais que todos achassem que aquela falta era apenas pela amizades dos dois, estavam redondamente enganados.
WonWoo não sabia como seria aquele reencontro, nunca havia imaginado aquela parte da história onde voltaria a ver Mingyu, coisa idiota já que ambos eram da mesma família.
Quando colocou os pés em Seoul, WonWoo sabia que sairia dali com a cabeça perturbada e o coração tão apertando quanto da primeira vez que se foi. O lugar não havia mudado nada, as ruas sempre lotadas de pessoas, carros e naquela época do ano, neve, as luzes coloridas por árvores e casas, prédios e lojas, tudo muito iluminado, o aeroporto sempre cheio e movimentado, encontrou a mãe junto ao pai com enormes sorrisos por vê-lo.
Os cumprimentou com um abraço e a mãe com um beijo terno na testa, caminhou com os dois para fora sentindo a brisa fria que fazia e se encolheu em seu grosso casaco, o carro do pai estacionado a alguns metros dali os esperava e dava um curto período para conversar com os dois. Apesar de ainda ser menor de idade WonWoo falava e agia como um adulto, talvez a vivência em um país estrangeiro de cultura totalmente diferente o tivesse mudado, a mãe estava encantada com o filho e o quanto ele havia crescido e se tornado um homem formado e belo.
Foi a trajetória mais longa até a casa da tia de WonWoo, o trânsito horrível pela véspera de natal e o gelo deixando as estradas escorregadias só pioravam tudo. Enquanto o caminho era feito o garoto colocava os assuntos em dia com a mãe e o pai, falava dos amigos que tinha feito e especialmente um deles, um Chinês extremamente fofo que assim como ele quis estudar fora, não se aprofundou no assunto do garoto loiro para não causar questionamentos que odiaria responder.
Assim que o carro parou em frente aquela enorme casa toda iluminada por luzinhas coloridas e enfeites o coração do moreno pareceu querer saltar para fora do peito, as mãos suavam de nervoso. Desceu junto a mãe e tentava demonstrar que estava tranquilo, o que não estava nem um pouco.
Junto aos abraços e sorrisos ele foi recebido pela tia, irmã mais velha de sua mãe, a mulher parecia radiante em ver o sobrinho depois de quatro anos, ela falava de muitas coisas ao mesmo tempo deixando o garoto atordoado em meio a tantos nomes e coisas que ela falava.
— Cadê o Mingyu? _ Ouviu a voz da mãe interromper a da tia e agradeceu mentalmente à ela.
— Foi na casa de um amigo entregar o presente dele... JeongHan, isso. _ Ela disse com um sorriso. — Ele já deve está voltando.
— Ele não poderia entregar isso depois? Bem quando WonWoo volta ele faz isso. _ WonWoo encarou a mãe e depois o chão.
— JeongHan é um amigo muito importante para Mingyu. _ A Tia respondeu tranquila e com um sorriso. — Ainda acho que eles são mais que melhores amigos, mas o Mingyu sempre briga comigo quando digo isso. _ A mulher formou um bico completamente ao contrário a idade dela.
— Eu sempre achei que ele e o WonWoo realmente fosse levar aquela brincadeira de criança a sério. _ O moreno ergueu uma sobrancelha encarando a mãe e ela sorriu. — Não se lembra? Vocês diziam que iam se casar. _ WonWoo se engasgou com o nada arregalando os olhos.
— Talvez a gente ainda se case, tia. _ Uma voz grossa se fez presente na sala e toda a atenção se voltou para a porta. — Se o WonWoo-Hyung não fugir de novo.
WonWoo estava estático no lugar, encarando o garoto alto, ainda magro, mas com tudo perfeitamente distribuído, os lábios vermelhos e o sorriso repuxado, o rosto de pele perfeita sem nenhuma espinha, os olhos pequenos e tão felinos quanto os seus próprios, os fios azulados em um topete e aquele sorriso... O sorriso repuxado com a presa superior aparecendo. WonWoo faltou pouco para cair sentado olhando aquele garoto perfeito a sua frente.
— Mingyu. _ A voz alta da mãe o deixou ainda mais surpreso, a mulher correu até o sobrinho o abraçando. — Como você cresceu e está ainda mais lindo com esse cabelo azul. _ A mulher segurava o rosto do sobrinho o analisando e o garoto mantinha um largo sorriso para a tia, mas observava a expressão pasma do primo bem atrás dela.
WonWoo chegou a cogitar que aquele ali não era seu primo, o garotinho fofo com a franja grande demais pegando nos olhos, o rosto com espinhas, o corpo magrelo sem curvas e pequeno. Mingyu era tão pequeno quando foi embora e agora o menino aparentava ser maior que si, quatro anos poderiam ter mudado tanto assim uma pessoa? Talvez sim, ou melhor, poderia sim. O primo parecia uma pessoa completamente diferente, começando pelo visual, seguido do sorriso nada fofo em seu rosto másculo, talvez WonWoo devesse esquecer aquela criança e se focar naquele pedaço de mau caminho que Kim Mingyu havia se tornado.
— Não vai dizer nada, WonWoo-Hyung? _ Mingyu repuxou um sorriso de canto fitando o primo que ainda tentava assimilar aquela coisa gostosa a seu primo extremamente fofo de anos atrás.
Quanto tempo eu dormir? Era isso que WonWoo queria dizer, mas ao contrário daquilo sua boca permaneceu fechada, mais ou menos isso. Fitou Mingyu da cabeça aos pés, dos pés a cabeça, parando nas coxas fartas e nos braços que estavam a mostra pela regata fina.
— Acho que WonWoo ainda está procurando o Mingyu fofinho de alguns anos. _ A mãe do moreno respondeu por ele e Mingyu soltou uma risada gostosa.
— Ele foi embora. _ Fez um gesto com a mão analisando o corpo de WonWoo de cima abaixo e um sorriso maldoso nasceu em seu rosto. — Mas ele não pode dizer nada, também não é mais pequeno e nem magricelo. _ WonWoo ergueu uma sobrancelha fitando o sorriso malicioso no rosto do primo mais novo, seguido de um morder de lábios.
WonWoo arrepiou dos pés a cabeça com aquele movimento sugestivo que só ele viu, só ele notou, que era só pra ele. Pigarreou sentindo as bochechas esquentarem com o olhar analisador sobre si, até mais que as bochechas esquentaram, deveria agir normalmente e não se mostrar abalado com a presença pra lá de deliciosa do primo.
— Não tenho nada a dizer. _ Sorriu, a voz igualmente rouca a do outro ecoou pela sala e Mingyu sorriu.
Aquela voz baixa e rouca continuava a mesma, o olhar sério e analisador de sempre, WonWoo parecia enxergar sua alma com aquele penetrante modo de olhá-lo e isso o deixava arrepiado. As duas mulheres presentes na sala se movimentaram deixando os dois primos sozinhos, WonWoo ainda podia ouvir a voz da mãe ao longe e o barulho do salto contra o piso, seu corpo girou e ele encarou a janela de vidro olhando a neve acumulada do lado de fora, retirou o casaco que começava a esquentar demais e jogou sobre o sofá, abriu os botões da manga da camisa social preta que usava e puxou as mesmas para cima deixando um pouco abaixo do cotovelo, abriu os três primeiro botões da mesma ficando aliviado daquela coisa parar de lhe apertar o pescoço, sentia o olhar pesado de Mingyu sobre suas costas e sorriu.
— O que foi, Mingyu? _ Perguntou como quem não queria nada sem deixar de fitar a janela.
— Eu não esperava que você viesse... Sua mãe sempre dizia que iria te trazer, mas você nunca vinha no final das contas, eu já não tinha mais esperança de você vir aqui depois de fugir como o diabo da cruz. _ WonWoo ficou travado no lugar, talvez sua tentativa de fuga não tivesse passado despercebida. — Minha mãe sempre dizia que foi escolha da tia Lin você ir pra lá, mas eu sabia que não... E no fim estava certo, a julgar pela sua reação. _ Mingyu se aproximou ficando atrás do primo e sorrindo satisfeito ao notar que era uns bons cinco centímetros maior que ele.
— Eu não fugi, só fui refazer minha vida em outro lugar e com outras pessoas. _ Observou a sombra se formar e tampar a sua no chão, amaldiçoando Mingyu por ter crescido tanto em tão pouco tempo.
— Sua vida? Fala sério WonWoo, você nem tinha vida para refazer... Eu sempre fui um problema para você? Não parecia isso quando estávamos a ponto de...
— Você não era um problema, Mingyu, o problema era o que estávamos a ponto de fazer com nós mesmos. Somos primos e não de segundo ou terceiro grau, mas de primeiro... Acha que iriam aceitar dois primos adolescentes sem juízo se pegando pelos cantos da casa? _ Mingyu deu a volta no corpo do primo ficando de frente para ele.
— Você não sabe. _ Sussurrou. — Mesmo se não fosse dar certo ou ser aceito pelos outros você não podia ter ido embora sem me dizer uma palavra... Eu teria entendido se tivesse me dito, não precisava sair do país como um fugitivo. _ Lá estava o bico que WonWoo sentira falta. — Poxa, eu não queria ter sido abandonado. _ Mingyu parecia uma criança com aquela carinha de cachorro abandonado, sua criança. — Mas você foi, não me ligou e nem dava sinal de vida... Eu tinha que perguntar a sua mãe, era um saco. _ Bufou. — E depois de um ano eu percebi que você não ia voltar por bem e tentei te esquecer, mesmo que só um pouquinho, e aí eu conheci o JeongHan. _ Mingyu sorriu de modo malicioso e WonWoo não gostou daquele sorriso e aquela expressão do primo ao falar o nome do desconhecido. — JeongHan foi quem me ajudou... Apesar dos problemas com o pseudo namorado dele, ele nunca me deixou na mão como alguém fez quando eu perguntei o que era sexo. _ Encarou WonWoo que torceu um bico nervoso.
— Você tinha dez anos, Mingyu, eu não ia te explicar o que era sexo. _ WonWoo respondeu incomodado.
— Eu te perguntei depois quando era maior e você ainda se negou a me responder.
— Porque você já sabia, só estava se fingindo de besta.
Mingyu riu arteiro. De fato ele sabia só queria ouvir aquilo do primo e talvez descobri com ele o que significava aquela palavrinha, mas WonWoo foi embora sem deixá-lo saber.
— Mas eu descobri o que é... E até aprendi a fazer. _ Sorriu sugestivo e WonWoo ergueu as duas sobrancelhas. — JeongHan é um bom professor. _ Mingyu deu um passo a frente e WonWoo dois para trás. — Tsc, vai fugir de mim agora também? _ WonWoo freou os passos deixando Mingyu se aproximar e ficar tão perto que podia sentia o calor do corpo dele no seu, as respirações se misturavam e seus olhos eram prendidos pelo brilho escuro dos de Mingyu... Ah aquele brilho. — Não sente falta de mim, Hyung? _ Murmurou baixinho tocando o rosto de WonWoo com a ponta dos dedos. — Dos beijos que trocávamos escondidos no banheiro da casa da vovó? _ Riu daquela lembrança. — Se lembra da casa na árvore? Da primeira vez que eu sentei no seu colo e senti algo duro? _ WonWoo corou com aquelas palavras, talvez por ter ficado excitado quando tinha quatorze anos com o primo de treze em seu colo. — Eu não disse, mas gostei daquilo. _ Mingyu sorriu despudorado soltando o ar pela boca de forma pesada, WonWoo fechou os olhos e suas mãos foram de encontro a cintura de Mingyu tentando parar aquela aproximação.
— M-Mingyu. _ Abriu os olhos ao sentir os lábios do outros rasparem nos seus. — Para com isso. Já! _ Mingyu sorriu e empurrou WonWoo o fazendo cair sentado no sofá, abriu a perna do primo com o joelho e se debruçou sobre ele.
— Mas é você que está me segurando. _ WonWoo soltou as mãos da cintura do outro e fitou aquele joelho subir por sua coxa e pressionar o meio de suas pernas, soltou um gemido baixo cravando as unhas na coxa de Mingyu empurrando a perna do mesmo para longe daquele lugar perigoso. — Chatoo. _ Mingyu cantarolou e juntou os lábios aos do outro em um selar demorado, WonWoo se remexeu incomodado e tentando afastá-lo, mas Mingyu se negou a mover do lugar, puxou o lábio inferior do primo mais velho o mordiscando e sugando. — Eu tenho a noite inteira para te tentar, WonWoo, e você vai acabar cedendo ao desejo que guarda ai desde que éramos pequenos. _ Lambeu o lábio inferior e se afastou. — Bem vindo de volta a Seoul, priminho.
O sorriso malicioso voltou ao rosto bonito e Mingyu deixou a sala, WonWoo escorregou pelo sofá suspirando pesado. Deus, Mingyu estava a verdadeira tentação, se antes era difícil com toques inocentes agora seria o verdadeiro inferno com toques nada inocentes e nada sutis. O corpo perfeito, o sorriso despudorado, os toques ousados, a pele macia e o cheiro gostoso que provinha dela, o brilho escuro da luxúria queimando naqueles olhos, a tentação era demais. Puxou uma almofada do sofá colocando sobre o colo, que bela merda estava com um ereção entre as pernas com uma provocação de Mingyu, apenas uma provocação o deixara naquele estado... Aquela noite seria difícil, aquela semana seria torturante, aquele mês de férias em Seoul o deixaria fora do ar.
WonWoo pensou em tudo quanto foi coisa nojenta para sumir com aquela coisa dura no meio de suas pernas e de fato deu certo, o suspiro aliviado que ele deu morreu assim que a mãe o chamou e pelas escadas vinha Mingyu com o topete azul perfeito, e uma calça jeans preta rasgada nas coxas junto de uma blusa social branca estupidamente colada. Aquilo era tortura demais para seu corpo com hormônios descontrolados.
A mesa de jantar posta era enorme e havia diversas comidas diferentes, de pratos coreanos à americanos, o tampo de vidro da mesa era coberto por uma toalha branca com rendas e pequenos buraquinhos deixavam a parte de baixo a mostra e Mingyu nunca agradeceu tanto pela mãe usar aquela porcaria que grudava em suas pulseiras e anéis. Todos juntos sentados a mesa, os pais de Mingyu cada um em uma ponta, os de WonWoo nas laterais do lado esquerdo e os dois adolescentes do lado direito. WonWoo pensou que ao menos para jantar teria sossego, ledo engano, quando segurou na taça de champagne a mão de Mingyu foi direto em sua coxa, deu um pequeno pulo pelo susto atraindo a atenção dos mais velhos.
— O que foi meu filho? _ A mãe perguntou pelo repentino movimento do filho.
— N-nada... Só algo que encostou na minha perna. _ Sorriu e a Tia levantou a mão.
— Deve ser Hansol. _ WonWoo franziu o cenho e a Tia sorriu. — Hansol é o gato do Mingyu. _ A mulher sorriu e se levantou, a mão de Mingyu escorregou de sua perna voltando a superfície da mesa. — Sollie?! _ Ela chamou e o gato de pêlos cor de mel saiu debaixo da mesa bem ao lado de WonWoo. — Ele sempre fica aqui. _ Ela sorriu e pegou o gato no colo.
— Salvo pelo gato. _ Mingyu Sussurrou rente a orelha do primo e WonWoo respirou fundo.
A mulher voltou de mãos vazias e voltou aos seu lugar, as duas irmãs começaram a conversar junto dos maridos, WonWoo fitava a conversa e prestava atenção em algumas coisas que eles diziam, a pernas de Mingyu roçava na dele de forma proposital, a mão brincava com a taça sobre a mesa e logo esta desceu por baixo da mesa voltando a perna de WonWoo acariciando levemente a coxa sobre a calça jeans, subindo os dedos Mingyu tocou a virilha do primo e trançou a mão por cima do membro escondido conseguindo a atenção de WonWoo que virou o rosto em sua direção com os olhos arregalados e o maxilar travado.
— Tira a mão daí. _ WonWoo rosnou baixo e Mingyu negou com a cabeça pousando a palma aberta sobre o lugar e pressionando deliciosamente a mão contra o membro coberto.
— Você não quer que eu tire. _ Sorriu despudorado passando a língua sobre os lábios, apertou a mão sobre o membro do primo o vendo fechar os olhos e conter um suspiro. — Olha. _ Indicou com a outra mão para o tampo de vidro da mesa e WonWoo abriu os olhos devagar fitando o lugar, a mão de Mingyu sobre o tecido de sua calça e o apertando, travou a respiração do mesmo.
Desde mais novo sonhava com o primo o segurando daquela forma desavergonhada e agora que via, queria poder ao menos gemer sem ser interrogado.
— Já são onze horas, vamos jantar... O JeongHan não vem, Mingyu?
— Não, ele vai jantar com a família e depois vai passar aqui para conhecer WonWoo-hyung.
— Você vai adorar conhecê-lo, WonWoo, JeongHan é um menino maravilhoso, parece um anjinho. _ A mulher sorriu e WonWoo tentou sorrir, apenas tentou, pois a mão de Mingyu o apertava cada vez mais e começava uma massagem sobre o volume que se tornava mais que visível.
— Parece mesmo. _ Mingyu concordou sorrindo arteiro. — Ele é encantador... Maravilhoso. _ WonWoo entendeu que aquele maravilhoso não era para a personalidade de JeongHan. — Acha que vai gostar dele, Hyung? _ Mingyu só podia estar brincando, como perguntava algo para ele com aquela mão sobre seu membro o apertando? Se abrisse a boca soltaria um gemido constrangedor.
Disfarçadamente desceu a mão por baixo da mesa e beliscou a de Mingyu que resmungou soltando o membro duro escondido.
— A-acho que sim. Por que não? _ Forçou um sorriso chutando a perna de Mingyu por baixo da mesa quando este ameaçou voltar a mão ao seu sexo.
A tia servia a comida e conversava de forma animada, perguntava a WonWoo sobre as coisas nos Estados Unidos e ele sempre respondia de forma educada, mas sem aprofundar nada. Mingyu ergueu a pernas e colocou entre as do primo descaradamente, subia o pé pela perna de WonWoo fazendo uma carícia, quando terminou a refeição, segurou a taça com uma mão e com a outra voltou a tocar WonWoo por baixo da mesa, abriu os últimos botões da camisa do primo tocando a pele do abdômen do mesmo chegando ao cinto que mantinha as calças no lugar, com cuidado abriu a fivela e a desatou, abriu o botão e o zíper da calça do mais velho. WonWoo nada podia fazer ainda estava comendo e com as mãos sujas de gordura, a habilidade de Mingyu em abrir seu cinto sem fazer barulho o deixou chocado, o garoto era abusado e astuto, sabia disfarçar bem enquanto aprontava.
— WonWoo, sua mãe me disse que você tem um amigo chinês. _ O pai de Mingyu se dirigiu a ele e com um aceno ele afirmou. — Como é conviver com um Chinês em um país como a América?
— Hum... Não é muito diferente, MingHao dificilmente fala mandarim, já se acostumou ao inglês... As vezes ele xinga em sua língua mãe para não saberem que eles está falando coisas ruins. _ Riu ao se lembrar do amigo.
— E você entende? _ A tia perguntou e WonWoo travou a respiração com os dedos de Mingyu entrando por sua cueca.
— Algumas coisas sim... Ele me e-ensinou. _ A ponta dos dedos de Mingyu corriam por sua ereção e ele queria muito mandar o primo a puta que o pariu.
— Oh. Vocês são muito próximos? _ A mulher perguntou interessada.
— Uhum. Eu entrei no colégio junto com ele, somos de salas diferentes, mas moramos no mesmo edifício... Ele é mais novo. _ Sorriu e mordeu a própria língua com o polegar de Mingyu circulando sua glande.
— Mingyu é mais velho que ele, certo? _ A mãe perguntou e WonWoo apenas assentiu com a respiração levemente alterada. — Por isso vocês se dão tão bem. _ A mulher sorriu encarando a irmã. — Uma vez chegamos lá e MingHao estava dormindo na casa de WonWoo. Ele é um garoto extremamente fofo, parece um bebê. _ Ela sorriu e WonWoo ia mandar a mãe se calar, mas não conseguiu e ela falou demais. — Ele e WonWoo namoraram por um tempo, mas eu acho que não deram certo como um casal.
WonWoo quase chorou, gritou, e se encolheu. Mingyu ao ouvir aquilo ficou com raiva e apertou o membro do outro com tanta força que ele mesmo sentiu a dor do primo, o ciúmes exalou de si com força, soltou o membro de WonWoo e retirou a mão da calça do primo recolhendo a perna e voltando a se sentar corretamente. WonWoo ainda contava quantos passarinhos apareceram em sua visão com aquele aperto doloroso em um lugar tão sensível, respirou fundo encarando a mãe com uma leve fúria e sendo ignorado pela progenitora que continuava a conversa com a irmã falando sobre a escola de WonWoo. Mingyu encarava a parede atrás da tia como se fosse o tal garoto chinês que ele queria esganar, WonWoo foi cauteloso em seus movimentos fechando o botão da calça e depois o cinto, fechou os botões da blusa e se concentrou naquela dor que ainda sentia até mais uma ereção sumir do meio de suas pernas.
A campainha tocou e Mingyu se levantou em um pulo correndo para fora da sala de jantar, logo voltou com um garoto ao seu lado. Estatura não muito alta, mas também não era baixo, o rosto delicado levemente coberto pelos fios longos e castanhos que batiam no ombro, um sorriso bonito, os olhos brilhantes igual ao sorriso.
— JeongHan. _ A mãe de Mingyu disse e sorriu se levantando para abraçar o garoto recém chegado. — É tão bom ver você.
— Igualmente, tia Soo. _ Sorriu para a mulher que o puxou e colocou na cadeira onde Mingyu sentava anteriormente, ao lado de WonWoo.
— Este é meu sobrinho, WonWoo. _ Ela apontou para o moreno e JeongHan se virou sorrindo para ele.
— Olá. _ A voz melodiosa entrou e ficou ecoando pela cabeça de WonWoo enquanto ele encarava aquele ser quase angelical e procurava o despudorado que Mingyu citou.
— Oi. _ Respondeu um tanto seco e JeongHan mordeu os lábios.
— Eu não vim atrapalhar o jantar de vocês, só passei para conhecer o tão famoso WonWoo e me despedir do Ming. _ Disse olhando WonWoo e depois a mãe do melhor amigo.
— Se despedir? _ A mulher interrogou.
— Sim, vou viajar por uns dias... Vou visitar o SeungCheol.
— Oh sim, o "amigo" complicado. _ A mulher disse e JeongHan acabou por rir concordando. — Faça uma boa viagem querido e mande fotos... Ele é bonitão. _ JeongHan riu novamente afirmando.
Mingyu que havia se escorado na porta fitava WonWoo com um olhar fuzilador, JeongHan se levantou e se despediu de todos sendo guiado até a porta por Mingyu. Com a demora do outro Soo mandou WonWoo ir atrás dele e o moreno foi, chegou ao corredor que levava ao hall de entrada e presenciou o que menos queria em sua vida.
O garoto de fios longos tinha as pernas passadas na cintura de Mingyu e era prensado por ele na parede, o beijo que eles trocavam parecia bom demais para ser atrapalhado, até mesmo um gemido WonWoo ouviu partir do garoto de fios longos. Se escondeu e ficou quieto ouvindo o que eles falavam, ou, faziam.
— Pelo amor, Mingyu, não comece algo que não vai dar pra terminar. _ A voz do garoto era carregada e a respiração agitada.
— Não da pra continuar... Você vai ver aquele bosta. _ A voz de Mingyu saiu abafada.
— Não fale assim dele. _ JeongHan ditou sério e WonWoo ouviu o bufar do primo. — Já faz dois meses que eu não vejo ele e... Não faz isso, se eu chego lá marcado adeus meu namoro.
— Que namoro? Tsc, isso nem é um namoro. Você dorme mais comigo que com ele. _ Mingyu reclamou.
— Nos temos um relacionamento aberto. Mas eu não quero chegar na casa dele com um roxo feito por outro.
— Tá. Tá.
— Vai aproveitar seu primo... Ele é bem gostoso. _ Ouviu a risadinha de JeongHan e foi aí que encontrou o despudorado daquela carinha de anjo.
— Vai logo e para de olhar o que não deve. _ Mingyu respondeu entre risos e WonWoo cerrou os olhos quando o silêncio voltou.
Espiou e viu os dois trocando mais um beijo, mas agora o de fios longos estava no chão. Voltou pelo corredor até sair na sala de jantar, se soltou e avisou que Mingyu ainda conversava com JeongHan, faltava poucos minutos para meia noite e sua tia e a mãe parecia levemente alteradas pelo vinho e champagne que tomavam, Mingyu voltou para a sala se sentando no mesmo lugar de antes como se nada tivesse acontecido, os lábios estavam mais vermelhos que antes e WonWoo pode ver uma marca vermelha no pescoço dele.
— Espiar os outros é feio, nunca te disseram isso? _ Mingyu disse baixo e WonWoo riu soprado.
— Se pegar nos cantos também. _ WonWoo disse em tom igualmente baixo.
— Você não se importava quando fazíamos isso. _ Retrucou e WonWoo sorriu dessa vez levando a mão a perna de Mingyu colocando o dedos entre os rasgos.
— E não me importava... Era bom, mas tudo que é bom... Acaba. _ Apertou as unhas na perna de Mingyu ouvindo o suspiro, retirou a mão dali e pegou a taça bebendo o líquido amarelado.
Mingyu cerrou os olhos e se levantou, ia xingar WonWoo de tudo quanto era nome que passava em sua cabeça, mas foi interrompido pelo som do relógio anunciando a meia noite. Todos se levantaram desejando um feliz natal uns aos outros. WonWoo se levantou e abraçou Mingyu sussurrando no ouvido dele.
— Eu não vou fugir de você, Mingyu, mas você vai ceder a tudo o que quero? _ Passou os lábios na orelha do primo e se afastou com um sorriso.
Os papéis haviam se invertido, agora, o tentado era Mingyu e WonWoo o tentador. Se o primo o queria, ele queria em dobro, se Mingyu teve ciúmes de MingHao, WonWoo teve de JeongHan. Se a vontade de ter Mingyu fosse mais forte ele iria ceder, desde que aquilo fosse um segredo dos dois como era antes.
WonWoo ria alto, muito alto, rolava no sofá rindo junto de Mingyu. A cena a frente dele era muito cômica, as irmãs, mães de ambos, abraçadas dançando, ou quase isso, e falando das decepções amorosas que tiveram quando adolescentes. As duas choravam e riam, efeito da bebida, deixando os dois garotos aos berros de tanto rir, nem mesmo as provocações do começo da noite o tiraram daquele momento cômico, talvez fosse o que precisassem para deixar aquela pitada de ciúmes e arrependimentos antes de se entregarem um ao outro.
A mãe de WonWoo ergueu a mão em sinal de que ia falar e os dois se conteram nas risadas.
— Nós vamos passar a noite aqui... Eu acho que já disse isso. _ Ela balbuciou de forma embolada. — E você vai ficar no quarto do Mingyu... Quatro anos longe e vocês tem muita coisa o que conversar, uma amizade tão bonita a de vocês... Isso não pode mudar. Primos e amigos.
Ela sorriu e um certo incômodo se fez no estômago de WonWoo com aquela frase, ele não queria Mingyu como um primo e amigo. Não, ele queria Mingyu como seu amante de todas as horas, de todos os dias, ele precisava daquele corpo grudado no seu, da voz grossa gemida e rouca de prazer por sua causa. Mas ao mesmo tempo que aquele desejo queimava sob sua pele, ele se esvaia com a culpa de querer seu próprio primo, aquele que deveria ser um irmão para si, ele o queria gemendo seu nome de forma ensandecida.
— Se continuar pensando assim vai sair fumaça pelas suas orelhas. _ Ouviu aquele sussurro rouco próximo de sua orelha.
— Tsc. _ Afastou a cabeça de Mingyu com a mão e voltou atenção a mãe que falavam com a irmã de uma forma que ele não entendia.
— Mingyu, leve seu primo para o quarto. Ele deve estar cansado depois da viagem e de uma noite cheia de conversas. _ A mãe do mais novo disse enquanto saía com a irmã para algum lugar da casa.
— Está cansado, Hyung? _ WonWoo virou o rosto lentamente na direção de Mingyu. Sempre que ouvia aquela palavra vinda do outro o sorriso desavergonhado vinha junto, e não foi diferente daquela vez. — Posso te aliviar desse cansaço. _ Sorriu, aquele sorriso ainda tiraria WonWoo dos trilhos.
— Me aliviar do cansaço? Como? Me deixando de pau duro e fugindo? _ WonWoo sorriu de canto e levantou do sofá indo em direção as escadas.
Mingyu mais que depressa se levantou indo atrás do primo, alcançou WonWoo que subia os degraus de forma despreocupada e o agarrou pela cintura empurrando o mesmo para frente o forçando a subir dois degraus de uma vez.
— Eu não fugi... Você que me barrou da primeira e da segunda...
— Você ficou com ciúmes do MingHao. _ WonWoo completou a frase ouvindo um resmungo perto de sua nuca e lábios grudarem nela.
— Fiquei.... Irritado. _ Mingyu empurrava WonWoo com o corpo e abriu a segunda porta do corredor o empurrando pra dentro. — A ideia de você namorar alguém não me agrada. _ A porta bateu e WonWoo suspirou com o toque da língua de Mingyu em sua pele se arrastando pela pele exposta.
— E você pode? _ Perguntou se livrando dos braços que o prendiam. — Somos livres e desimpedidos, Mingyu, eu posso. _ Encarou o primo que formava um bico.
—JeongHan é meu passatempo, assim como eu sou o dele. _ Murmurou chegando a passos lentos até WonWoo. — Esse Ming alguma coisa foi seu namorado.
— MingHao me tocou da mesma forma que você toca o JeongHan. _ WonWoo sorriu de canto. — É justo não acha?! Aprendemos coisas iguais com pessoas diferentes.
As mãos de Mingyu foram aos botões da camisa social do mais velho e abriu alguns botões com calma sem deixar os olhares se desconectarem. A expressão de WonWoo não era de quem iria o impedir de retirar aquela peça, os dedos longos se embrenharam no meio aberto da camisa e tocou a pele por baixo do tecido afastando ambas as partes podendo ver a pele pálida por baixo do pano. WonWoo não era o cara mais musculoso e definido do mundo, mas tinha a leve definição dos músculos da barriga destacados sobre a pele leitosa e Mingyu não poupou toques naquela área, apalpou e acariciou tudo que suas mãos podiam alcançar.
Puxando o mais velho pela cintura, o deixou rente a seu corpo, baixou o rosto em direção ao do outro deixando as respirações se chocarem e os narizes se roçarem, os lábios se tocaram superficialmente e WonWoo fechou os olhos entre abrindo a boca e Mingyu viu aquilo como um pedido de que continuasse e que não seria rejeitado. Juntou os lábios encaixando os seus entre os do outro iniciando um beijo lento e caloroso. Um arrepio subiu pela coluna de WonWoo com aquele toque, a quanto tempo não sentia os lábios de Mingyu? A quanto tempo a língua aveludada não tocava a sua? Poderia ser o tempo que fosse, mas ainda se lembrava do gosto, dos toques, da forma como era ser beijado pelo primo.
Guiou as mãos aos cabelos de Mingyu se mantendo firme ali enquanto dos dedos do mesmo iam e vinham pela pele abaixo da blusa aberta, dava passos para trás conforme Mingyu andava para frente. Para a surpresa de Mingyu, WonWoo girou o corpo jogando o seu sobre a cama, o beijo foi interrompido e Mingyu abriu os olhos quando o corpo atingiu a cama e fitou WonWoo de cima abaixo, o primo tinha um olhar de luxúria e parecia comer com os olhos cada parte de seu corpo, WonWoo subiu sobre o corpo do maior sentando sobre as coxas do mesmo, segurou nos lados da blusa branca de Mingyu e puxou os lados estourando os botões deixando o tecido escorregar pelos lados do corpo maior. WonWoo salivou ao ver a pele levemente amorenada, tocou o corpo do maior e voltou o olhar para Mingyu que mantinha um sorriso repuxado e sorriu igual a ele, desceu o rosto até o dele puxando o lábio inferior do maior entre os dentes e o sugou com força arrancando um gemido de Mingyu.
— Acha que só você aprendeu a provocar? _ Sussurrou arrastando os lábios pelo rosto do maior e sugou o lóbulo da orelha dele demoradamente. — Saiba que não, Mingyu. _ Escorregou os lábios a mandíbula do maior e mordeu levemente seguindo o rumo do pescoço dele. — Você pode fazer o que quiser, depois que eu fizer o que quero. _ Sorriu sugando a pele do pescoço do maior deixando uma marca vermelha. — Vamos brincar, Mingyu. Lembra quando me perguntou o que era prazer? _ Perguntou de forma baixa sem deixar de marcar a pele alheia e recebeu um aceno de cabeça por parte do outro. — Vou te mostrar o que é prazer... Pra mim, Mingyu.
Mingyu abriu a boca em um grito mudo com os dentes de WonWoo mordendo sua clavícula com força, o moreno desceu a língua pela abertura da camisa branca e afastou ambos os lados sorrindo malicioso.
— Sua mãe sabe que você tem um piercing no mamilo? _ WonWoo fitou o maior que negou com a cabeça. — Há quanto tempo tem isso? _ Levou a boca a pequena argola e sugou ouvindo um gemido rouco do outro, aproveitou e puxou o pequeno metal com os dentes deixando o maior fora de ar.
— A-ah... Q-quase um ano. _ Mingyu segurou nos cabelos do primo em um incentivo para que ele continuasse com aquele toque que o estava deixando tonto de desejo.
WonWoo abocanhou o mamilo do maior lambendo e sugando, ouvindo gemidos roucos e arrastados que o estavam arrepiando dos pés a cabeça, voltou a puxar a argola com os dentes fazendo Mingyu arquear as costas da cama apertando os dedos em seus cabelos os puxando. Mingyu sabia o quanto mexer naquele pequeno metal poderia lhe dar prazer, mas não pensou que com WonWoo fazendo aquilo seria muito maior o que sentia. WonWoo retirou a mão do maior de seus cabelos e desceu o rosto pelo corpo de Mingyu deixando beijos e mordidas na pele do mesmo, afastou as pernas do primo se colocando no meio delas levando a boca ao baixo-ventre dele, beijando o local de forma lenta e torturante para Mingyu, abriu o botão da calça jeans sem pressa e sem preocupação, puxou a mesma do corpo maior se deleitando com cada pedaço de pele que surgia em sua visão, com a peça fora do corpo as mãos ágeis foram de encontro as coxas fartas as apertando deixando a marca dos dedos sob a pele e logo depois a marca dos dentes.
Ouvir os gemidos roucos de Mingyu passara a ser sua nova música favorita, seu corpo reagia a cada som que saía pelos lábios vermelhos e inchados. WonWoo roçou os lábios sobre a ereção de Mingyu em uma clara provocação, soltou o ar pesado sobre o lugar adorando ver a pele do outro se arrepiar e o mesmo se contorcer, Mingyu estava surtando com aquela enrolação toda, WonWoo com calma tocou a ereção alheia com a palma e apertou por cima do tecido se deleitando com os gemidos baixos, acariciou o membro do mais novo sem pressa, embrenhou a ponta dos dedos por entre o tecido da boxer, tocando superficialmente o membro ereto do outro.
— WonWoo... _Choramingou e o mais velho riu.
— Viu como é agoniante alguém te tocar assim? Te provocar? _ Desceu os dentes na coxa do mais novo o fazendo gritar. – Isso é por ter feito aquilo comigo na frente da sua mãe e da minha. _ Mingyu ergueu o corpo se apoiando nos cotovelos, um sorriso malicioso no rosto.
— Isso é um troco? _ WonWoo afirmou e Mingyu sorriu ainda mais. – Da próxima te chupo embaixo da mesa pra ver o que acontece. _ WonWoo negou com a cabeça e riu. Mingyu era pior do que chegou a pensar.
Segurou no membro do maior o apertando e masturbando devagar com a outra mão se ocupou em retirar a peça que o atrapalhava no contato e Mingyu respirou aliviado por aquela peça incomoda tomar o rumo do chão, fitava a mão de WonWoo subir e descer por seu membro em apertos torturantes, levou a mão junto a do outro acelerando aqueles movimentos conforme queria, gemendo baixo.
Mingyu puxou WonWoo pelos cabelos deixando o rosto do outro próximo ao dele e o beijou, as bocas se chocaram com violência, um beijo com mordidas e sugadas fortes, nada de carinho. Mingyu soltou a mão de WonWoo de seu membro e o puxou pelas pernas o jogando na cama e subindo sobre ele, retirou a blusa que ainda permanecia em seu corpo ficando completamente despido, abriu o cinto da calça de WonWoo sem se importar em fazer barulho desta vez, retirou a calça do mais velho jogando junto às suas roupas, WonWoo retirou a própria blusa arremessando a peça longe, se focando no olhar sedento de Mingyu e nas mãos agitadas que o tocavam com força e deixava a marca dos dedos do mais novo na pele clara.
Mingyu deixou uma mordida forte abaixo do umbigo de WonWoo e lambeu o local escorrendo a língua ate a boxer negra e contornando o membro dele sobre o tecido deixando a peça úmida e quente, puxou o elástico com os dentes soltando sobre a pele do outro.
— AAHH... Mingyu. _ Repreendeu o mais novo que riu retirando a ultima peça de roupa de seu corpo.
Ambos nus à mercê um do outro, dos toques e desejos que corriam por ambos. Mingyu não parecia ter dúvidas do que queria e iria fazer, já WonWoo tinha dúvidas do que o outro faria, dúvidas que se foram com um gemido extremamente alto de sua parte com seu membro entrando na cavidade quente que era a boca do mais novo. Mingyu desceu os lábios pela ereção do mais velho, sentiu o falo rígido batendo em sua garganta, sugou e lambeu todo o membro do mais velho, fazia movimentos rápidos e lentos deixando WonWoo com a respiração ainda mais pesada e descompassada, gemendo rouco e arrastado todas às vezes que as presas do mais novo raspavam em suas veias saltadas deixando seu membro ainda mais duro contra a cavidade dele. WonWoo se contorceu na cama segurando os cabelos de Mingyu e erguendo o quadril contra o rosto do maior, fechava os olhos aproveitando as sensações que aquele boca trazia para seu corpo, as ondas de arrepios subindo por toda sua espinha o deixando louco.
WonWoo soltou os fios do primo e Mingyu se afastou do mesmo lambendo os lábios com os olhos cravados no peito do outro que subia e descia rápido e estava com uma fina camada de suor, o maior se voltou ao rosto do mais velho que sorria de canto e o chamou com o dedo, Mingyu foi ate ele como se estivesse sobre o comando do mesmo. Beijou os lábios do mais velho suspirando com as unhas curtas traçando linhas leves por suas costas, WonWoo afastou as pernas abrigando o maior entre elas juntando seu membro ao dele em uma masturbação lenta para os dois e em meio a murmúrios, o beijo se seguia envolvente. Mingyu se separou do primo e levantou da cama indo em direção ao guarda-roupa disposto no canto do quarto, voltou com um tubo azul e o abriu voltando para o meio das pernas de WonWoo.
— O que te faz pensar que vai ficar por cima? _ WonWoo encarou o azulado com uma sobrancelha erguida.
— O fato de você estar de pernas abertas. _ Mingyu devolveu a erguida de sobrancelha e WonWoo riu.
— Elas estão abertas, pois está entre elas e não da pra fechar. _ WonWoo se apoiou nos cotovelos e fitou a mão de Mingyu deslizar pelo próprio membro com o lubrificante.
— Tsc, pare de implicar foi você que as abriu. _ Mingyu se debruçou sobre o mais velho selando os lábios aos dele. – Relaxa. _ Sussurrou ao outro e WonWoo sorriu.
— Estou relaxado... Até demais. _ Puxou o lábio do maior entre os dentes e se deitou novamente trazendo Mingyu consigo.
Mingyu guiou seu membro a entrada do outro se forçando para dentro, gemendo rouco e arrastado. WonWoo era estupidamente apertado, era um calor enorme dentro do corpo alheio, e o corpo do outro tentando expulsá-lo só o deixava tudo ainda mais gostoso para si, já o outro apertava os olhos com força mordendo os lábios descontando aquele desconforto irritante. Mingyu gemeu rouco quando se colocou inteiro dentro do outro, permaneceu parado apoiando a testa sobre o peito de WonWoo.
— Está bom aí? _ WonWoo perguntou em tom de brincadeira e Mingyu riu abafado.
— Você não faz ideia do quanto. _ Respondeu com a voz rouca e WonWoo se contraiu fazendo o maior urrar. – W-WonWoo.... Não faça isso. _ Resmungou e o mais velho riu o apertando novamente.
Mingyu grunhiu mordendo o mais velho próximo a clavícula, se apoiou nos joelhos começando a se mover dentro do outro com estocadas lentas, WonWoo soltava alguns muxoxos incomodados pelos movimentos que ainda o incomodavam. Em pouco tempo Mingyu já investia com força e rapidez contra o corpo abaixo de si, WonWoo soltava gemidos altos e arranhava o que podia alcançar no corpo alheio, mordia os lábios para não gritar com o membro de Mingyu acertando seu ponto inúmeras vezes com uma força extrema, as pernas do mais velho tremiam e a boca se abria soltando sons incoerentes. Mingyu estava cada vez mais entregue ao prazer que aquele corpo quente e apertado o proporcionava, saiu de dentro do mais velho e o puxou pela cintura o deitando de bruços, ergueu o quadril do mesmo voltando a penetrá-lo e estocá-lo com força, o corpo de WonWoo ia para frente e ele se apoiou nas mãos ficando de quatro, apertava os lençóis com tanta força que os nós de seus dedos perdiam a cor.
Os gemidos de Mingyu eram excitantes, as mãos grandes lhe segurando pela cintura e os dedos se afundando em sua pele conforme ele o violava, deixando o moreno fora do ar por minutos. Com dificuldade ergueu o corpo deixando as costas coladas ao peito de Mingyu, jogou os braços para trás firmando as mãos na nuca dele, Mingyu beijava o ombro do mais velho sem deixar de se mover, sentiu o peso de WonWoo ir contra si e caiu deitado com o mais velho sentado em cima de si, WonWoo fitou o primo por cima do ombro e o rosto dele era coberto por desejo e os olhos banhados em uma penumbra de luxúria. WonWoo se moveu sobre o membro do outro com investidas rápidas, as mãos de Mingyu vagavam por suas costas em uma carícia, os olhos grudados na cena de WonWoo se movendo sobre ele, os gemidos roucos do mais novo ficavam cada vez mais altos e carregados, tremores se apossaram do corpo de Mingyu e seu membro latejava no interior alheio.
Com a mesma rapidez que os arrepios vieram eles se foram. WonWoo se levantou do colo do outro e se virou de frente para ele, jogou o vidro do lubrificante para o outro lado da cama e moveu a mão escorregadia sobre o próprio membro, Mingyu encarou o outro com os olhos cerrados e WonWoo sorriu de canto, forçando os joelhos entre as pernas do maior e as separou, ergueu uma das pernas de Mingyu a deixando flexionada na cama e se debruçou sobre ele.
— Achou que ia se divertir sozinho? _ Mingyu riu soprado e WonWoo esfregou a ponta de seu membro na entrada dele o fazendo suspirar. – Não me importo de ficar por baixo, mas minha vontade sempre foi ficar aqui. _ Forçou seu membro no interior do outro o ouvindo gritar e as unhas do mesmo rasgarem suas costas com força.
Mingyu tremeu os lábios ao ser invadido, WonWoo não o esperou e começou a se movimentar lentamente, mas com muita força impostas nas investidas, o corpo maior chacoalhou sobre a cama e Mingyu urrou com seu ponto sensível sendo esmurrado pelo membro do mais velho. WonWoo sorriu completamente satisfeito e aumentou a velocidade com que estocava o interior do outro deixando Mingyu ensandecido sobre a cama.
Puxou o maior para cima e se sentou deixando o outro sentado acima de si, Mingyu passou a se mover sozinho buscando novamente o prazer de ser tocado naquele ponto. WonWoo fitava o rosto do maior contorcido em prazer, a boca entre aberta soltando os gemidos roucos e altos, o corpo banhado de suor e os fios azulados colados a testa, WonWoo direcionou a boca a pequena argola de metal que se mexia junto de Mingyu e abocanhou o mamilo do maior o sugando e puxando o objeto deixando o maior revirando os olhos pelos puxões dados ali. Novamente o corpo do maior começou a formigar e a se arrepiar, seu corpo se contraia apertando WonWoo dentro de si, o baixo-ventre repuxava cada vez mais e a queimação de prazer extremo puxava os dois juntos, WonWoo soltou o mamilo do maior e o beijou de forma desajeitada, escorregou as mãos pelo corpo molhado de suor e tocou o membro duro que batia em seu abdômen e o segurou firme fazendo movimentos lentos.
Em um quase grito Mingyu se desfez nas mãos de WonWoo sujando a barriga do mais velho e a sua própria, se contraiu involuntariamente e depois propositalmente ao redor do membro que ainda o violava. WonWoo gemeu alto e puxou o piercing do maior com a mão e este gemeu junto dele, WonWoo se desfez no interior do maior ainda movimentando o quadril prolongando aquela sensação gostosa do orgasmo.
Deitou na cama trazendo o maior junto a si, Mingyu continuou sobre o outro e deslizou os dedos pelo peito do mesmo, se ergueu gemendo baixinho retirando o membro do outro de seu interior, caiu ao lado dele e jogou uma perna sobre o corpo de WonWoo que ameaçou se levantar da cama.
— Eu juro que se você estiver se arrependendo do que fizer vou chutar sua cara. _ Mingyu falou entredentes.
— Carinhoso como um tijolo. _ WonWoo comentou rindo e apertou a coxa do maior que estava sobre sua cintura. – Você sabe que isso...
— Não deveria ter acontecido. _ Imitou a voz do maior de forma tosca. – Vá se danar, WonWoo. _ Xingou o mais velho. – Não era você que cresceu me dizendo “Nosso segredinho, Mingyu, não pode contar e nem deixar de fazer.” _ WonWoo encarou o maior com as sobrancelhas erguidas. – O que? Achou que eu nunca prestei atenção nas coisas que você disse? _ Riu. – Foi tão ruim quando você foi embora... Me senti largado.
WonWoo continuou em silêncio fitando o teto iluminado pela luz de fora da casa, talvez tivesse arrependido de ter abandonado Mingyu, ou, de ter feito tudo o que fez e se apaixonado pelo primo mais novo. Não pensou que fosse tão errado trocar beijos com o primo quando eram crianças, mas quando a idade subiu ele se esqueceu que outras coisas cresciam junto daquilo.
— Eu sinto muito por ter ido... Me culpo tanto por ter ido e não ter me despedido de você, mas eu achei que ia ser mais fácil assim. Se eu tivesse vindo, ou, avisado você teria chorado e me convencido a ficar... Você sempre conseguia as coisas de mim.
— E pelo visto ainda consigo. _ Mingyu soltou uma risada arteira e WonWoo acabou por rir junto. – Por que foi embora? Me diz a verdade.
— Eu me apaixonei. _ Mingyu se sentou na cama encarando o mais velho. – Não foi por outra pessoa. _ Riu da cara de ciúmes que Mingyu fazia. – Foi por você... Aquilo era tão errado, somos primos e isso ia virar uma bagunça na família, éramos novos demais e não sabíamos se era isso que queríamos.
— Eu sempre soube o que queria, e sempre foi você. _ Mingyu se debruçou sobre o outro. – Eu sei que somos primos e isso parece errado pra cacete, mas a gente não tem culpa de se gostar.... WonWoo, não vai embora de novo, por favor.
O moreno sorriu tocando o rosto de Mingyu, naquele momento ele via sua tão amada criança, aquele que deixou para trás por medo, aquela a qual ele daria a vida. Selou os lábios aos dele com um sorriso de canto.
— Esse vai ser nosso segredinho, Mingyu-ah.
Mingyu sorriu e concordou com a cabeça beijando o maior novamente.
— Nosso segredinho, WonWoo-Hyung.
Notas finais
Muitos bjinhos para você ♥3
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