Our Little Girl
8 Capítulo 07
Quando Santana acordou no dia seguinte, as lembranças da noite passada vieram rapidamente o que a fez arregalar os olhos ao lembrar dos seus amassos com Charlie e logo em seguida serem interrompidas por Kara, o que fez Santana querer se esconder debaixo dos lençóis novamente.
Virou-se hesitantemente na cama para olhar para a loira que provavelmente estava dormindo ao seu lado, mas se deparou com o outro lado da cama completamente vazio, o que fez a latina franzir o cenho e em seguida sentir o cheiro inconfundível de Bacon, fazendo seu estomago roncar. Levantou-se lentamente da cama e consertou suas roupas, ou melhor, roupas de Charlie, e saiu do quarto, rumando até a cozinha.
Ela encontrou Charlie fazendo uma dancinha engraçada enquanto cozinha, quando a loira olhou para Santana, logo suspirou.
–Ei, Eu ia te fazer um café na cama e não funciona com você fora dela! – Resmungou e Santana riu enquanto lhe dava um beijo na bochecha.
–Cadê a Kara? – Perguntou.
– Ainda dormindo – A Loira respondeu enquanto sorria na sua direção, o que fez Santana levantar as sobrancelhas.
–Que foi?
– Ela está dormindo... Ainda não entendeu o que eu quis dizer? – Perguntou.
– Olha só, loirinha, não vou dizer que a sua... Proposta... Não me parece atrativa, mas... Preciso pensar um pouquinho, sabe? Minha filha ta no meio e acho que precisamos de um pouco de tempo. — a latina falou, um pouco acanhada, passando os dedos pela bancada de granito, Charlie estava com um sorriso idiota no rosto que fez a cabeça de Santana tombar para o lado. — que foi?
– Ninguém nunca me chamou de loirinha... Gostei. — explicou, fazendo a morena sorrir de lado enquanto a outra mulher colocava o bacon em um prato.
– Temos que tratar do seu vicio por Bacon – Santana comentou e riu ao perceber a loira corar com o seu comentário. Charlie se aproximou dela e olhou para os lados o que deixou Santana confusa, Charlie olhou diretamente para Santana e lhe deu um beijo rápido que a deixou surpresa. Suas bochechas esquentando logo em seguida.
–Que foi? – Charlie perguntou com um sorriso travesso no rosto, Santana continuou em silêncio e aquilo só divertiu mais a loira.
– Mamãe? – Elas ouviram a voz sonolenta de Kara a olharam a menina entrar na cozinha agarrando ao seu unicórnio e com uma expressão adorável de sono.
– Minha barriga ta doendo! — reclamou, fazendo um biquinho que era a cara de Santana, a latina andou até a filha e se baixou á sua altura.
– Tá, meu amor? Coitadinha, vem cá. — pegou a pequena no colo e puxou sua cabeça para deitar no ombro.
– Quem mandou comer tantos doces? — Charlie reclamou, avançando até as duas morenas e acariciando os cachos escuros da filha. — que tal mamãe fazer sopa de macarrão e bacon e chá de maracujá, aí eu, você e a mami vamos nos deitar no sofá e assistir Frozen? — sugeriu, fazendo Santana arregalar os olhos.
– Até a sopa é de bacon?! — perguntou, olhando da loira para Kara várias vezes.
–Ela gosta! – Charlie respondeu, ofendida.
–Claro que ela gosta – Santana provocou com um sorriso que fez Charlie revirar os olhos e Santana sorrir mais abertamente – Mas fique a vontade Bacon-maniaca, nós vamos esperar pela sua sopa – adicionou.
– Ei... Nós vivemos de bacon e nunca tivemos nenhum problema. — Charlie reclamou, e Santana a olhou com uma sobrancelha arqueada, acariciando as costas da filha.
– Mais por que tudo isso? Comer outras coisas também é bom. — retrucou a latina, fazendo Kara erguer a cabeça de seu ombro e fitar Charlie, os olhinhos castanhos arregalados.
– Mas bacon é bem melhor. — retrucou a loira, cruzando os braços.
– Façamos assim então, eu vou fazer a minha famosa sopa de galinha mexicana e se vocês não gostarem, podem comer o tanto de bacon que quiserem e nunca mais vou reclamar, mas se gostarem, Charlie vai deixar o bacon para só três dias da semana. — desafiou a latina.
–Isso é desnecessário, Santana – Charlie retrucou enquanto a latina deixava Kara em seus braços e seguia até o fogão – Tenho certeza que Kara prefere a minha sopa de Bacon! – Olhou para a menina que apenas escondeu o rosto contra o seu pescoço, Santana riu com o gesto.
– Ta com medo de perder, loirinha? — provocou a latina, semicerrando os olhos, Charlie fez o mesmo, desafiadora.
– Sobre o meu cadáver. — afirmou a loira, rangendo os dentes.
– Me diga onde ficam as panelas. — pediu, e Charlie engrossou a voz.
– Debaixo da pia, prepare-se para perder.
– É O que vamos ver — Santana retrucou enquanto pegava as panelas, tudo sob o olhar atento de Charlie e o curioso de Kara. Ok, talvez ela estivesse com um pouquinho de medo de perder. Já Santana tinha um sorriso confiante no rosto enquanto olhava por cima do ombro e via a expressão emburrada de Charlie.
– Por que não esperam na sala? -Perguntou.
– E Se você trapacear?
– Como se trapaceia fazendo sopa, Charlie?
– Você pode, sei lá, colocar maconha. — sugeriu a loira, fazendo a boca de Santana abrir em um perfeito "O" e seus olhos acenderem em raiva.
– Wow, isso foi meio fora de hora, mãe. — falou Kara e Charlie sorriu, sem graça.
– É, né, melhor esperar na sala, e... — Já estava saindo da cozinha.
– Você acabou mesmo de sugerir que eu daria maconha pra minha filha de quatro anos? — perguntou a morena, irritada.
–NÃO! Claro que não Santana! — Charlie disse rapidamente, agradeceu estar segundo Kara, ela era como um escudo. — Eu só disse isso da boca pra fora. Eu juro!
– Eu vou vencer, você vai ver. — Santana ameaçou, colocando o dedo na cara da loira, que semicerrou os olhos, se virando e levando Kara para a sala.
Alguns minutos depois, a latina as seguiu com dois pratos de sopa quente, que colocou na mesa de centro.
– Vamos lá, provem. — mandou, com um sorriso alegre no rosto que fez Charlie querer rir.
Kara fora a primeira a experimentar, e pareceu extremamente satisfeita, já Charlie comia devagar.
– O que acham? — A latina perguntou enquanto sorria.
– Muito boa! — Exclamou Kara.
– Ta comestível — Charlie implicou.
– E então, Kara? — a morena olhou para a filha, esperançosa, fazendo beicinho, a menina arregalou os olhos e fitou duas mães, que a olhavam atentamente.
– Então o que? — perguntou, os olhinhos castanhos meio arregalados.
– Qual sopa é a melhor? — explicou Charlie.
– Hm... — Kara fez uma careta adorável enquanto parecia pensar — A sopa da mami é muito boa, mamãe — Kara respondeu, fazendo Charlie a olhar incrédula e Santana sorrir convencidamente.
– É... Melhor que a minha? — a loira fez uma cara de filhote chutado e Kara tombou a cabeça sobre o ombro, fazendo beicinho.
– Para de fazer chantagem emocional, Charlotte! — reclamou a latina.
–Eu não estou fazendo nada! – A Loira respondeu enquanto levantava as mãos em rendição. – E Então, Bebê? – Perguntou, olhando para Kara que deu mais uma colherada na sua sopa e ficou calada por alguns segundos.
–A Sopa da Mamãe também é boa – Kara disse e Charlie sorriu abertamente para Santana que revirou os olhos – Mas... Eu... Gostei da sopa da Mami também, Mamãe – Olhou para a loira – A Senhora vai ficar brava? – Perguntou.
– Claro que não, pequenininha. — Charlie falou para a menina, fazendo biquinho, Santana queria rir com o quão infantil a loira estava sendo, era fofo. Nesse momento a campainha tocou. — vou atender a porta e deixar as duas... Sozinhas.
–Ela não esta com raiva, está, mami? – Kara perguntou, preocupada, enquanto olhava para Santana que sorriu enquanto ia até a filha e bagunçava seu cabelo.
–Claro que não, meu amor. – Respondeu e Kara apenas assentiu calmamente enquanto voltava a tomar sua sopa. – É Só birra – adicionou em seguida enquanto via Kara comer.
Enquanto isso a loira abriu a porta para encontrar uma mulher ruiva com um bebê no colo e uma menininha de uns 3 anos olhando por detrás do vestido da mãe todos ruivos, os olhos da loira se arregalaram. "É A FAMÍLIA WEASLEY" pensou, abrindo a porta completamente e ficando paralisada.
– Ah oi, meu nome é Emma, eu sou sua nova vizinha. — afirmou e a loira percebeu que a conhecia de algum lugar.
–Charlotte Fabray – A Loira estendeu sua mão para a ruiva que a apertou brevemente – Ou só Charlie – Sorriu levemente para a ruiva e em seguida olhou para a menininha ruiva e acenou brevemente para ela que se escondeu atrás da mãe.
–Ela é meio tímida – Emma explicou enquanto mordia o lábio.
–Eu... – Charlie começou a falar – Nós não nos conhecemos de algum lugar? – Perguntou enquanto franzia o cenho.
– Sabe que eu também to... CHARLIE FABRAY?! — a ruiva gritou. — WILL! Vem aqui! — gritou, e um homem de cabelos encaracolados veio correndo.
– O que foi amor? Eu ta... Ai meu deus! Charlotte? — perguntou, assombrado.
Charlie apenas arregalou os olhos quando o homem a abraçou, tirando do chão por alguns segundos, ele tinha um enorme sorriso no rosto.
–wow... – Fora tudo o que a loira disse enquanto piscava algumas vezes. – Eu ainda estou processando as informações – disse em seguida, fazendo os dois rirem.
–Como está diferente, menina – Emma disse sorrindo para Charlie que riu levemente. – Como você está, se casou? – Perguntou.
–Bem... – Charlie começou a falar, mas parou ao escutar vozes e virou-se para ver Santana aparecer com Kara nos braços. Ela pode escutar um “Awww” de Emma, o que a fez virar rapidamente.
– Eu sabia que você teria uma linda família – A Ruiva disse com um enorme sorriso, estendendo uma mão e apertando sua bochecha, Santana apenas levantou as sobrancelhas para a cena sem entender muito.
–Emma, você entendeu errado, Santana e eu não...
–Por que depois não saímos! – Emma a interrompeu enquanto olhava para Will que deu de ombros, parecendo satisfeito com a idéia.
– Por que vocês não... Entram? Eu faço um chá. — Santana ofereceu, com um sorriso de lado ao perceber a menininha ruiva atrás da saia da mãe. — já que são amigos da minha Charlie aqui. — sorriu para si mesma ao ver a loira ficar ainda mais vermelha e passou a mão pela sua cintura.
– Oh! Claro! Seria muito agradável. — Emma falou animada, e todos entraram, indo para a sala, Santana ajeitou todos e foi para a cozinha fazer o chá.
– Por que não colocam as crianças na salinha de brinquedo ali no lado enquanto conversamos? — Charlie sugeriu, enquanto Kara estudava a menininha ruiva.
Charlie levantou enquanto deixava as duas meninas na salinha de brinquedos e no caminho para a sala, fora para a cozinha e vira Santana fazendo o chá.
– “Minha Charlie”? – A Latina virou-se rapidamente para olhar para a loira – Por que disse aquilo? – Perguntou exasperada.
–Fica calma – Santana respondeu – Até parece uma garota de 15 anos saindo do armário para os pais super religiosos – zombou.
– É, sei como é isso. — afirmou a loira, enquanto observava Santana colocar água na chaleira. — eu vou lá falar com eles depois você leva o chá.
Enquanto isso na sala de brinquedos, Kara observava a menina ruiva, que estava parada com as mãos atrás das costas apenas olhando em volta, em pé perto da porta.
–Não quer brincar? – Kara perguntou calmamente, chamando a atenção da menina, que apenas piscou enquanto olhava em sua direção, a garotinha tombou a cabeça para a o lado, ficando levemente confusa com o jeito quieto da outra menina – Qual o seu nome? – Perguntou.
– Lux Angela Schuester Pillsbury — afirmou, mantendo as mãos atrás do corpo, Kara a olhou curiosamente.
– Meu nome é Kara. — estendeu a mão, que Lux olhou curiosamente.
– Eu não, sabe... Aperto as mãos das pessoas. — afirmou a ruiva, recuando e olhando para a mão da morena como se fosse um inseto asqueroso.
– Por que? Sua mão ta suja? — perguntou a morena, assustando a menina, que olhou para as próprias mãos em pânico.
– Você acha?
–Huh... Não.
–Você hesitou! – A Garota retrucou enquanto olhava para as próprias mãos – Mas eu lavei bem – Resmungou para si mesma enquanto Kara franzia o cenho, parecendo perdida com o pequeno surto da ruiva. – Eu vou ver a minha mãe – resmungou.
–Mas nós nem brincamos! – Kara respondeu, ficando na frente de Lux, que deu um passo para trás, numa enorme distancia.
– Eu-eu, quero a minha mãe. — choramingou a ruiva, passando as mãos uma na outra e parecendo nervosa.
– Suas mãos estão limpas! Eu juro, pode até apertar a minha, olha só! — afirmou a morena, pegando em Lux, que recuou.
– Não toca em mim! Por favor! Eu quero a minha mãe. — nesse momento, Emma entrou na sala com Will, Charlie e Santana (que trazia a irmã de Lux no colo), a mulher ruiva se abaixou na altura da filha.
– Ei, meu amor, respira ta tudo bem. — afirmou, acariciando os cabelos avermelhados. — acho melhor nós irmos pra casa, Charlie, eu venho aqui mais tarde lhes dar o endereço para sairmos.
Charlie levou o casal ate a porta enquanto Santana vinha atrás com Kara no colo.
–Eu não fiz nada, Eu juro! — Kara disse rapidamente, Charlie olhou para a menina e suspirou.
–Nós sabemos, Meu anjo.
–Eu só tava tentando ser legal — Continuou.
– Você não teve culpa, a Lux é bem especial. — afirmou Charlie, estendendo os braços para a menininha, que passou para o colo da loira e escondeu o rosto em seu pescoço. — como está a barriga? — perguntou, acariciando as costas da menina de leve enquanto sorria para Santana.
– Melhor.
– Então não precisamos mais de Frozen, né? — provocou, fazendo a pequena levantar o rosto e colocar mão na barriga.
– Ai mamãe, voltou assim do nada. — as duas mulheres sorriram e foram para a sala, tomar o chá que Santana tinha feito e assistir o filme.
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