Our Imortality

21 My heart is yours and only yours


Notas iniciais
SEGURA CORAÇÃO! Esse capítulo é o MELHOR DE TODOS DO UNIVERSO! Se vocês acharam que o último foi bom, se preparem só pro que vem a seguir. Algumas pessoas andaram entregando seus corações e fazendo laços eternos por aí... Vamos descobrir tudo nesse capítulo a seguir. Aproveitem!

─ Papai, por favor, me ouça! ─ pedi quando percebi que ele estava prestes a avançar em Loki.

Coloquei-me na frente dos dois e empurrei Loki um pouco para trás, distanciando-o mais da fúria do rei do fogo.

─ Saia da minha frente, Ignis. ─ não tive tempo para reagir, pois ele puxou-me pelo braço e tirou-me de perto do meu amor em um só movimento.

Loki não estava com medo, ou, pelo menos, não aparentava estar. Seu peito estava estufado e, dono de uma coragem ímpar, começou a debater com meu pai.

─ Não a machuque ou-

─ Ou o que, asgardiano? O que vai fazer comigo? ─ tão alto quanto uma torre, meu pai possuía bons centímetros a mais que Loki e isso ficou evidente ao ficarem cara a cara.

─ Haz, componha-se. Ignis é sua filha, mas Loki é meu filho. Se tocar nele, eu mesmo farei questão de revidar o ataque. ─ Odin finalmente embarcou naquela discussão em defesa de seu filho.

─ O que pensou que estava fazendo quando deixou esse seu bichinho caminhar pelo palácio ao lado da minha filha? Tínhamos um trato, Odin! Ignis será rainha de Asgard e só assim terão a benção e proteção que eu e mais ninguém posso dar. ─ meu pai parecia um tipo de monstro feroz, horripilante. Jamais havia o visto daquela forma e cuspindo palavras daquele jeito.

─ Sua filha veio em busca da minha bênção com o seu casamento com meu outro filho em troca do mesmo que me ofereceu. O que esperava que eu fizesse? Ela reivindicou seu direito como herdeira e, além disso, Haz, veja como Loki e ela se olham. Somente um tolo para ir contra este amor.

─ Amor? ─ meu pai indagou cético ─ Faz-me rir, Odin! Vai me dizer que contrariou a MINHA PALAVRA por causa de um sentimentalismo idiota entre dois jovens que não sabem absolutamente nada sobre a vida.

─ Pai, não é assim, eu-

─ Já basta, Ignis! ─ ele virou-se em minha direção rapidamente e lançou-me seu olhar em fúrias, mas, mesmo que não me olhasse, fui atingida por uma onda forte o bastante para me fazer andar para trás alguns passos.

O que ele sentia era ódio.

─ Odin, vamos dar prosseguimento no noivado entre Ignis e Thor. Minha filha será rainha de Asgard e então, só então, você terá nossa proteção. ─ Haz, o impetuoso, o maquiavélico e terrível finalmente mostrou as caras para mim. Não era atoa que há anos ele ficou conhecido por este nome em muitas das batalhas as quais participou.

Meu pai era um verdadeiro monstro.

─ Não! ─ gritei de volta, surpreendendo a todos e até mesmo à mim ─ Eu me recuso a me casar com Thor.

─ Ouça seu pai, menina. ─ Odin tentou argumentar ─ Faça o que é o melhor para seu povo, pois, assim que contráriá-lo, irá contra a minha vontade também.

─ Mas pai, eu pensei que-

─ Basta, Loki! ─ dessa vez foi a vez de Loki ouvir um belo grito de seu pai ─ Haz tem razão. O trato foi Thor e Ignis e assim será.

─ Não vou me casar com Thor, nem que eu tenha que me matar para que isso aconteça. ─ lancei a ameaça e permiti que minhas chamas fugissem de minhas mãos, tornando-se duas espadas flamejantes alaranjadas.

─ Ignis, não ouse-

Foi minha vez de cortar meu pai.

─ Se eu não tiver, ao menos uma chance de ser feliz, ninguém sairá feliz. Estou farta de doar-me por um povo que já não me conhece mais, papai. ─ berrei ─ Séculos se passaram e eu nunca mais voltei para casa, o que significa que agora Asgard é a minha casa.

Para muitos, o que eu acabara de falar poderia não fazer sentido, contudo para meu pai o que eu acabara de dizer tinha total razão.

Uma profecia foi clamada há séculos, quando eu ainda era jovem e sequer sonhava com a hipótese de conhecer Thor. Nela, continha a resposta para a morte da renascida do fogo. Eu só poderia morrer onde meu coração aceitava como meu lar o que, portanto, significava que agora eu poderia morrer em Asgard e, assim que voltasse, nunca mais seria eu mesma.

─ Você não teria coragem. ─ meu pai rebateu de forma ríspida ─ Não seria capaz de se matar, sabendo que o seu povo seria entregue à ruina e à destruição. Principalmente, quando eles perderem a proteção da única coisa que os mantém vivos: seu poder.

Arfei e tentei manter-me firme, mas o marear em meus olhos me entregou. Eu não tinha coragem. Não seria capaz de me matar e ser a responsável pela destruição daqueles que eu amo.

─ Até porque, se você se matar, Surt voltará a vida e aniquilará todos os asgardianos, pois eu direi que os culpados da morte de sua herdeira do fogo eterno foi assassinada por um deles: Loki.

─ Não! ─ sussurrei, perdendo minhas forças.

─ Então, Ignis. Com vai ser? Deseja matar alguém hoje? ─ a sobrancelha grossa de meu pai se ergueu e a pergunta pairou no ar por uns segundos até que minhas armas se desfizessem em minhas mãos e eu caísse de joelhos, me rendendo.

─ Entendendo a necessidade de adiantar nosso trato, pretendo adiantar o casamento para o quanto antes, Odin. Qual data você sugere? ─ Haz, o impetuoso indagou à Odin, que me encarava tentando disfarçar a tristeza em seus olhos ao me ver naquela situação.

─ Dois dias é o suficiente? ─ o pai de todos questionou, aguardando a resposta de Haz.

─ Sim, mais que perfeito. ─ Haz concordou e, de repente, percebi que ambos simplesmente passaram a ignorar-me e a Loki.

Encarei meu amado e o que vi nele partiu meu coração.

Derrota.

Nunca poderíamos ficar juntos.

Haz acabara de sentenciar minha morte e, com isso, perdi toda a minha esperança.

Se era esperança o que ainda me mantinha viva, naquele momento, tudo que havia de bom em mim se perdeu. Eu perdi Loki.

Eu perdi minha vida.

Em segundos, a espada voltou a se materializar em minhas mãos e o mais rápido que consegui, finquei-a em meu peito no mesmo instante.

Era meu fim.

─ NÃO! ─ o grito estridente de Loki ecoou por todo o salão.

Logo, a atenção de todos estava voltada para mim e um sorriso vencedor escapou de meus lábios.

─ Eu sou a dona do meu destino. ─ foi tudo o que disse antes do breu tomar conta de minha vista e eu cair no abismo solitário da escuridão.

─ Deixe-a descansar agora, Iuel. Sua irmã precisa descansar. ─ a voz terna de minha mãe começou soando longe, mas aos poucos se aproximou de mim como um sopro no vento.

Algo de errado havia acontecido.

Eu não morri?

Provavelmente não, já que ainda me recordava dos meus familiares.

Meu plano deu errado e tudo ainda estava perdido.

─ Olhe, mamãe! ─ a voz de meu Iuel já um pouco mais maduro soou tão próxima a mim que eu quase acreditei que podia tocá-lo ─ Ignis está despertando.

Precisei piscar algumas vezes para fazer exatamente aquilo que meu irmão insinuara, contudo não demorei-me a abrir os olhos e deparar-me com Iuel e minha mãe próximos demais de meu rosto.

─ Oi. ─ foi o que eu precisei falar, para causar um reboliço.

─ Ah, graças a todos os deuses! ─ Iuel simplesmente amassou-me com seus braços fortes e, descuidado, fincou alguma coisa em meu peito, causando-me uma dor tremenda e forçou-me a berrar em dor.

─ AAAI!

─ Iuel, cuidado! Sua irmã ainda está se recuperando! ─ nossa mãe o repreendeu, afastando-o às pressas de meu corpo.

─ Onde estou? ─ indaguei enquanto tentava limpar as lágrimas de dor que escaparam de meus olhos.

Minha mãe, antes de qualquer coisa, pegou minha mão molhada de lágrimas e a secou com um pano umedecido.

─ Esperamos você acordar para conseguir isso, querida. É o que a fará ficar boa novamente. ─ e de forma delicada, ela repousou o pano sobre meu colo que estava exposto.

Foi só então que percebi as vestes que eu usava e o lugar que eu estava.

Meu quarto em Asgard agora parecia ter um ar fúnebre, dramático, tenso. Diferente do que eu estava acostumada antes à contemplar. As cortinas estavam levemente fechadas, impedindo um pouco a entrada do sol, bem como minhas coisas estavam impecavelmente organizadas em seus devidos lugares.

Naquele instante, eu usava apenas meu corpete do vestido, manchado pelo sangue que escorrera de meu ferimento que agora estava protegido pelo lenço que minha mãe colocara.

─ Você vai ficar boa, minha pequena lágrima. ─ minha mãe estava acomodada ao meu lado na cama e acariciando meus cabelos que repousavam no travesseiro, assim como minha cabeça. Só pelo fato dela usar meu antigo apelido, percebi que eu cheguei bem perto de conseguir o que tanto almejei: a morte. ─ Iuel, deixe-nos a sós, por favor. ─ ela pediu e foi prontamente obedecida por meu irmão, que imediatamente se retirou do quarto, mas antes lançou-me um olhar doce, terno e cheio de amor.

─ Mamãe...

─ Sim?

─ Loki? ─ foi o que precisei perguntar para ela entender aonde eu queria chegar.

─ Preso.

─ Não...

─ Shhh, ficará tudo bem, minha lágrima. Não tema. Tudo ficará bem... ─ ela me afagava, enquanto eu tentava me levantar.

─ Preciso ir até ele. ─ removi o lenço de meu peito e forcei meus pés para fora da cama.

─ Ignis, por favor. Quase perdi você. Precisa descansar, querida. ─ minha mãe tentou puxar-me de volta, mas me desvincilhei de seu aperto no braço e pulei para fora da cama.

─ Não, mamãe. Não vou me casar com Thor sem antes ver Loki e conseguir libertá-lo. ─ rebati enquanto tinha dificuldades para me movimentar sem sentir dor.

─ Não há mais noivado, Ignis.

Meu mundo deu uma volta completa e senti uma forte pontada de vertigem atingir-me. Aquela era a sensação da vitória? Mas... se ganhamos, por que Loki está preso?

─ Mas...

─ Odin se recusa a entregar o trono à uma rainha suicida. ─ ela esclareceu enquanto se aproximava de mim e me ajudava a me locomover em direção ao sofá próximo à janela ─ O conselho logo chegará. Odin marcará uma audiência... Querida, você... você ─ foi então que minha mãe começou a chorar e eu percebi que algo de muito errado havia acontecido.

─ O que, mamãe? ─ indaguei, precisando compreender os motivos que faziam reagir daquela maneira.

─ Você será deserdada, filha. Seu pai pretende passar o trono para Ilídia, assim que o conselho deliberar qual punição você receberá por sua transgressão.

Eu deixaria de ser rainha!

O possível sorriso mais feliz de toda minha vida cresceu em minha face. Eu estava livre.

Abracei minha mãe o mais forte que me era possível e a encarei sorridente, limpando suas lágrimas.

─ Essa é a notícia mais feliz de toda minha existência, mamãe! Eu estou livre. Sou livre das obrigações da coroa.

─ Filha, você não entende... ─ ela soluçou e me olhou entristecida ─ Não será apenas você que irá a julgamento. Loki também está prestes a ser julgado, assim como você. Ambos serão sentenciados por crimes cometidos às duas coroas.

─ Nós traímos o tratado de Haz e Odin. ─ finalmente compreendi a gravidade dos meus atos e as circunstâncias que ele tomaria. ─ Mas e o povo? O que farão dele?

─ Ilídia será rainha dos dois mundos, então... acredito que não haverá guerra entre Asgard e nossas terras.

Pelo menos uma notícia boa.

─ E meu tio Setneff? O que será dele depois da coroação ─ resolvi perguntar, de repente, lembrando-me do ataque de fúria de meu pai com meu tio.

─ Ele ainda será Lorde supremo das nossas terras. Ilídia reinará daqui, como parte do acordo e, assim que ela der herdeiros ao trono, poderá escolher ir ou ficar em Asgard.

─ Ela será escrava da coroa. ─ enfatizei, enojada pela situação da minha irmã.

─ Não faça de conta que sente pena de sua irmã. Ela não está nem um pouco incomodada com todo o poder que Haz está lhe fornecendo. ─ minha mãe rebateu, fazendo-me acordar e enxergar a situação de verdade.

─ O que aconteceu com ele, mamãe? Quando ele se tornou tão frio assim? ─ questionei o que mais me apavorava naquele momento ─ Esse não é o meu pai.

─ A guerra faz coisas terríveis até mesmo com os corações mais nobres, minha filha. Seu pai enfrentou muitas montanhas para conseguir fazer com que nossa família continuasse no trono, bem como nossa casa permanecesse de pé. As coisas na divisa entre nossas terras não andam nada bem. Ameaças de guerra, batalhas obscuras que utilizam magia negra... Nosso mundo não é mais o mesmo.

─ É para lá que me enviarão de volta, mamãe? Será esse meu castigo?

Outro suspiro escapou de seus lábios e mais um afago eu ganhei de seus dedos finos e trêmulos.

─ Não sabemos de nada ainda, minha lágrima... Seu futuro é incerto.

─ O meu futuro... ─ sussurrei, como se tentasse me recordar de algo. Foi então que, como um choque, duas palavras escaparam de meus lábios feito um sopro de vida ─ Nossa imortalidade.

─ O que disse, minha filha? ─ minha mãe encarou-me com sua testa franzida, procurando compreender o que eu havia dito.

─ Eu posso ser morta, dependendo do resultado da assembleia, certo? ─ resolvi questionar este fato à minha mãe, já ciente da resposta.

─ Não pense por esse lado, quer-

─ Mamãe! ─ fui firme em cortá-la, encarando-a diretamente e aguardando minha resposta.

─ Sim... O conselho possui diferentes maneiras, para diferentes tipos de traições e a morte é uma delas. ─ finalmente ela falou o que eu precisava ouvir para tomar uma dose extra de coragem e solicitar o que viria a seguir:

─ Preciso ver Loki, por favor!

─ Ele esta trancado em seus aposentos, do outro lado do castelo... Será impossível chegar até lá sem chamar muita atenção. ─ ela enfatizou o que eu já esperava ouvir.

─ Então ajude-me a trazê-lo até aqui. ─ pedi, simplesmente.

─ Não entende, filha, é impossível! ─ ela rebateu, parecendo cética quanto ao meu plano.

─ Mamãe, Loki dará um jeito, acredite em mim. Tudo o que eu preciso é que- ─ fomos interrompidos por um bater na porta.

─ Rainha Semha, sua presença foi solicitada na ponte Bifröst. O conselho está a caminho e o rei Haz solicita que a senhora o acompanhe para recebe-los. ─ um guarda de pele mulata entrou no quarto e não perdeu tempo ao lançar o aviso.

─ Minha filha não pode ficar sozinha. Não a deixarei aqui. Não depois-

─ O rei Haz solicitou que eu ficasse tomando conta da princesa Ignis, durante sua ausência. Para evitar que qualquer acidente venha a acontecer novamente.

Olhei para minha mãe suplicante, implorando que ela compreendesse que, antes de se encontrar com meu pai, deveria ajudar Loki a chegar até mim, mas, no fundo, percebi que ela não me ajudaria a encontrar o homem que me forçou a tomar tantas atitudes drásticas em minha vida.

─ Fique de prontidão a todo segundo, guarda. ─ minha mãe ergueu-se do sofá e encarou o guarda seriamente, assumindo sua postura de rainha ─ Qualquer problema, mande alguém me chamar de imediato, ouviu bem?

─ Sim, majestade. ─ com uma reverência longa, o guarda se inclinou para a frente e permaneceu assim até minha mãe se despedir de mim com um rápido beijo na testa e se retirar do quarto, fechando a porta atrás de si.

─ Não precisa me vigiar, não sou um bebê. ─ grunhi para o guarda que ainda permanecia reverenciado, mesmo depois da saída de minha mãe.

Num rápido movimento, o guarda se desfez de sua posição e caminhou até a porta, trancando-na atrás de si e prendendo-me com ele naquele cômodo.

─ Já disse que nada disso é necessário! ─ insisti, erguendo-me do sofá e o encarando irada.

O guarda olhou-me de forma ousada enquanto caminhava em passos lentos em minha direção.

Havia algo de familiar nele. Não sabia se era a expressão de sua face, o brilho dos seus olhos ou o jeito despreocupado de andar. Algo de muito familiar havia ali.

─ O que os outros pensariam se me vissem fazendo... ─ aproximou-se tanto que estávamos face a face, com a diferença de uns bons centímetros de altura ─ isso? ─ e sua mão voou para minha cintura, puxando-me para mais perto e forçando-me a beijá-lo com o impacto de nossos corpos.

No início pensei em revidar com um chute ou tacar-lhe fogo, mas, ainda de olhos abertos, vi a forma física daquele homem se desmaterializar e trazer à superfície o verdadeiro dono do brilho, expressão e andar que eu tanto amava.

─ Loki! ─ consegui dizer exasperada, após o longo beijo que recebi.

─ Achou mesmo que conseguiriam me manter longe de você? ─ sua mão surgiu próxima à minha face e ele se permitiu deslizar dois dedos pela minha maçã do rosto, até ir de encontro com uma das pontas de meus lábios. ─ Nunca, Ignis. Nunca.

Tornei a beijá-lo e, sem me importar com a dor dilacerante, abracei-o de encontro ao meu peito como se nunca mais fosse soltá-lo um dia.

Fui erguida do chão e, de forma lenta, Loki nos direcionou até a beira da cama.

Nunca. ─ concordei com um sussurro, enquanto me deitava na cama e esperava que ele me acompanhasse.

O peso de seu corpo sequer foi um incômodo tanto para mim, quanto para a ferida ainda cicatrizando em meu peito.

─ Pensei que fosse te perder. ─ ele sussurrou em direção aos meus lábios, antes de me beijar ─ Pensei mesmo que fosse te perder, Ignis. Por um segundo, e-e-u..

─ Não. ─ silenciei seu gaguejar, antes que fôssemos em uma direção obscura ─ Eu estou aqui. Estou viva. Estou com você.

─ Sim. Comigo. ─ e, antes que eu pudesse dizer mais qualquer coisa, ele beijou-me ardentemente, como se necessitasse daquilo mais que tudo no mundo e, sinceramente, estava aplacando a sede que deixou em mim na noite anterior.

Com a mão parecendo uma pluma, Loki desfez, bem lentamente, o laço da única peça de roupas que eu usara ainda e, da mesma forma que desfez o laço, ajudou-me a retirá-la. Sem se importar com preliminares delicadas, sua camisa voou junto de meu corpete ao chão.

Minha mão estava pousada em seu obro nu e pude contemplar a perfeição a qual nossa pele possuía quando estava daquele modo: juntas.

Tantas incertezas ainda iríamos enfrentar, contudo tudo o que mais ansiava era saciar o desejo carnal que havíamos desenvolvido e preservado para o momento certo.

Eu desejava Loki.

Eu precisava de Loki.

E nada poderia me afastar de conseguir o que eu queria agora.

─ Não sei se é certo, Ignis. Tampouco quais as consequências do que faremos ─ a voz dele era rouca e quando o ar quente saia de seus lábios e ia de encontro a minha pele, uma brasa viva se acendia e queimava todo o meu ser. ─, mas quero que saiba que eu a amo. E que eu me entrego à você aqui e agora. ─ ainda sussurrando, ele prosseguiu: ─ Eu te aceito como minha esposa, Ignis Surtson. Para amá-la como nunca nenhum homem seria capaz. Para fazê-la a mulher mais feliz deste e de todos os outros mundos, mesmo que por pouco tempo. Mesmo com a pouca imortalidade que teremos. Meu coração é teu e somente teu.

─ Eu te aceito como meu marido, Loki Odinson. ─ proferi as palavras de volta ─ Para sorrir sempre ao seu lado. Para amá-lo como você merece: da forma mais forte, linda e perfeita que todo o universo já contemplou. Para desejar ter filhos com você. Para sonhar com um futuro que nos foi proibido, mas que seria lindo e me bastaria. Meu coração é teu e somente teu.

Loki era meu.

Eu era de Loki.

E isso, nenhum ser vivo ou não, habitante ou não deste vasto universo que conhecemos, poderia me privar.

Nosso amor existiria por toda a nossa eternidade. E isso era o que bastava.

Notas finais
Eu juro que fiquei comovida por esse finalzinho. Dá pra acreditar num amor tão puro e lindo assim? Pois é, minha gente. Será que agora conseguimos entender e até justificar o motivo que levou Loki a fazer tudo o que fez na Terra, pela Ignis? Eu juro que se eu tivesse no lugar dele teria feito o mesmo. #SOMOSTODOSLOKI #DESTRUAMOCONSELHO O.b.s.: Como ficaria o nome do shipper entre Ignis e Loki? Alguma dica??