Notas iniciais
Oláaa! Eu sei que as notas do capítulo passado nem parecia que era eu, mas fazer o que? Eu estava com muito sono, então coloquei tudo aquilo de forma morta, sem vida, sem vibração. Mas cá estou novamente! Antes de mais nada: EU AMO OS COMENTÁRIOS DE VOCÊS! Toda vez que abro o Nyah! e vejo que tem comentário novo eu me sinto mais especial que o shiper Stellizabeth/Stellie. Enfim. Eu preciso dar uma má notícia. Amanhã eu devo chegar em casa umas 19:30 e só depois desse horário que irei começar a escrever. Então não prometo nada pra amanhã (a não ser que eu consiga terminar um capítulo hoje e programe a postagem pra amanhã... hm... não sei). Eu gostaria de abraçar a todos os leitores agora (até mesmo os fantasmas) porque eu amo essa história e se não fosse por vocês eu, com certeza, nunca iria me sentir tão importante assim (tô com minha auto-estima hoje lá no topo). Enfim. Esse capítulo é pequeno mesmo, porque esses caps iniciais estão meio que sem diálogo. (prometo que muito em breve essa mesmice vai acabar). Ah, tenho outra notícia. Eu tenho quase 100% de certeza que essa temporada vai render HORRORES!, porque tenho muito que contar. O que para alguns é bom, para outros é ruim. Então comentem sobre o que pensam a respeito. Deixo vocês com os olhos verdes que balançaram com os sentimentos de nossa querida Ignis.

Certamente que já era de se esperar o salão do trono com uma quantidade absurda de pessoas. Eu já deveria esperar por isso. Mas quando anunciaram minha chegada, eu não esperava ver tanta gente assim. Possivelmente todos os lordes e suas distintas famílias estavam ali para acompanhar de perto a visita dos asgardianos, assim como as treze esposas de Surt e suas damas de companhia e outras muitas pessoas que vieram de muito longe com um mesmo objetivo.

─ Contemplem a deusa da ressurreição, Ignis Surtinson, herdeira do trono de Surt. ─ meu pai ergueu-se de seu trono e exclamou ao povo que reverenciou-se automaticamente enquanto eu caminhava em direção ao meu lugar.

Sentar-me ao lado de meu pai representava não apenas que eu seria rainha um dia. Aquilo significava que todo o peso que recaiu um dia em seus ombros, seria passado para os meus assim que ele me entregasse a coroa que agora estava em sua cabeça.

Diferente da maioria dos reinos, nossas regras em relação ao sucessor ao trono eram bem complexas. Enquanto em alguns lugares, bastava apenas nascer primeiro para tornar-se príncipe sucessor, em nossas leis o sucessor ao trono deveria ser mais do que apenas um herdeiro. Deveria ser único em todos os aspéctos. Deveria conter a essência primordial para governar. Deveria ser um deus.

Eu não fui a primeira filha de Haz. Na verdade, antes de mim nasceu Ilidia. Porém para o seu azar, ela não era única, especial. Não nasceu com o famoso brilho que um deus nasceria. Ao invés disso ela quase foi a responsável pela morte de nossa mãe durante o parto. Por conta da dificuldade de seu nascimento e das doenças que ela enfrentou nos primeiros anos de vida, nosso avô achou sensato abençoá-la com o dom da cura. Se não fosse isso, ela seria como qualquer outra princesa, descendente de Surt.

Quando eu nasci, papai sempre conta que uma de nossas três luas ardia em fogo durante todo o parto e quando eu saí todo o meu ser estava irradiando um brilho intenso e maravilhoso que se expandiu por todo o castelo. Foram vinte luas vermelhas comemorando meu nascimento, o que se assemelha com dois meses mortais. Em minha proclamação como herdeira, meus dons naturais foram postos a prova e fui lançada por meu avô em uma fogueira. Era a única forma de saber se eu realmente representava o reflexo da terceira lua. O que se consolidou, já que eu saí engatinhando da fogueira em chamas, porém sem me machucar, e por isso fui coroada herdeira de Surt e nomeada Ignis Surtinson, deusa phoenix.

Sentar naquele trono, ao lado de meu pai, representava muito mais do que ser rainha. Significava que eu era eleita.

─ Anuncio a chegada dos príncipes Loki e Thor Odinson, de Asgard. ─ quando pela segunda vez, a voz de meu pai irrompeu no salão, todos os que antes cochichavam entre si, calaram-se instantaneamente.

Endireitei minha postura no trono antes que os convidados entrassem no salão.

O primeiro a entrar foi o que mais arraigou suspiro das damas. Thor.

Seu cabelo estava, como quase sempre que o encontrei, abaixo da nuca e com aquelas ondulações insistentes em serem bonitas e chamativas. Seus lábios possuíam um sorriso convencido, como se dissesse: "Eu sei me garantir em uma boa briga". Ombros largos e possivelmente bem definidos ─ eu não conseguia ver, graças a roupa ultrapassada de asgardiano que ele usava junto de uma capa avermelhada ─, um tom de pele bronzeado completava seu perfil de príncipe, herdeiro de Odin. Seu jeito de andar conseguia descrever tudo sobre ele: brigar era a única coisa que sabia fazer. Seus olhos foram a última coisa que fitei, afinal sabia que estaria olhando de volta. Era grosseira a forma como me encarava, parecendo me desejar, olhava como se eu fosse um troféu ou um objeto de muito interesse, ou pior, um pedaço de carne para saborear mais tarde.

Era tão repugnante que desviei meu olhar para o que entrava ao seu lado.

Aquele eu não vira antes.

Na verdade era muito raro ouvir falar sobre ele. Príncipe Loki. Era até engraçado dizer que ele era filho de Odin, pois ele nada aparentava com ou pai ou até mesmo a mãe, Frigga. Uma pele tão pálida e lisa, o cabelo mantendo o mesmo corte que o irmão, porém possuía um tom negro como a imensidão do universo, seus lábios formavam uma fina linha tênue, sem apresentar muita coisa a quem quer que fosse tentar desvendá-lo e um estranho par de olhos esmeralda. Quando o fitei nos olhos não esperava encontrar o que encontrei. Pior. Não esperava gostar do que estava vendo.

Rapidamente desviei o olhar e forcei-me a encarar o príncipe que vinha na frente. Se alguém pudesse ouvir meu coração naquele momento, possivelmente pensaria que eu estava passando mal ou perdendo o controle, pois ele batia mais rápido do que asas de um pássaro veloz. Nunca havia me sentido daquela maneira antes. O que está acontecendo comigo, afinal?

─ Salve, Haz! ─ diferente de muitos outros príncipes que, quando se aproximavam do trono, prestavam uma breve reverência, Thor se quer acenou com a cabeça. Seu tom de voz era desdenhoso enquanto proferia as palavras: ─ Trago lembranças de meu pai, Odin.

─ Salve, Thor! Bem-vindo à fronteira de Muspelheim e Niflheim. ─ diferente de Thor, meu pai possuía um tom animado e festivo, demonstrando total diversidade com o clima que se instalou no salão logo após três homens e uma mulher entrarem armados acompanhando os príncipes ─ Vejo que trouxe seu irmão. Salve, Loki! ─ meu pai saldou o segundo príncipe que, diferente do irmão, fez uma breve reverência ao rei ─ Espero que sua estadia em meu castelo, favoreçam ainda mais nossos laços.

─ Não pretendemos ficar por muito tempo. ─ os olhos do príncipe loiro desviaram de meu pai para mim ─ Uma noite será mais que o suficiente.

Um calafrio terrível percorreu meu corpo e só parou quando alcançou a ponta de meus pés. Estava claro que aquelas palavras foram direcionadas a mim. Thor estava me entregando um ultimato.

─ Uma noite apenas? Ficarão tão pouco? ─ de aparência meu pai parecia decepcionado pela curta visita dos asgardianos, mas conhecendo-lhe bem eu sabia que estava angustiado com minha partida. Era cedo demais.

─ Tenho outros compromissos com Asgard, e além disso, quanto antes Ignis conhecer seu novo lar e adaptar-se a ele, melhor. ─ e lá estava o convite forçado.

Até então ninguém tinha posto em palavras que eu deveria partir junto de Thor, mas aquele era um ultimato. Eu realmente teria que ir para Asgard. Abandonar meu mundo, meu castelo, meu povo, meu lar.

Engolindo os protestos, tudo o que fiz foi assentir com a cabeça, sendo a única coisa que conseguiria fazer para concordar com os termos de meu noivo.

Não estava preparada para deixar tudo que possuía em casa. Era egoísmo, eu sabia, mas ainda sim. Não havia um manual ou escrituras que me ensinassem rapidamente como me desapegar de amigos, entes queridos, objetos pessoais, animais raros e únicos que viviam nas fronteiras entre as terras do fogo e gelo... Eram coisas demais para se desfazer, coisas demais para abandonar.

E eu só tinha uma noite.

Uma noite e pronto. Seria oficialmente asgardiana.

Notas finais
Eu tenho que dizer que toda vez que vou escrever algum nome da mitologia nórdica que não sejam os comuns: Thor, Odin, Frigga, Loki e Heimdall, eu começo a rir. Não é menosprezando a cultura não, juro! Mas ainda sim... São nomes tão engraçados. Eu acho que isso acontece porque eu tô meio que caindo de tanto sono e achando graça de tudo. Mas insisto em dizer que: NÃO! Eu estou desperta, linda, maravilhosa e tenho que escrever mais um capítulo. Tá, enfim. Já disse que amo os comentários de vocês? Isso não é nenhuma puxação de saco, não. Eu amo mesmo. E irei responder os comentários de quem faltou agora mesmo. Acho que depois de 3 temporadas e uma spin-off eu já posso admitir que amo vocês, né? Eu amo mesmo. Até breve! õ/