Our History

21 O Jantar


Notas iniciais
Aproveitem! :)

A livraria teve um movimento atípico naquela segunda-feira e, ao fim do dia, eu sentia uma dor incômoda e irritante na base da coluna e estava exausto e exasperado. Quando cheguei à entrada da garagem de casa, sonhava com a perspectiva de um jantar rápido e um demorado banho de espuma. Só que não pude estacionar o carro no lugar habitual, porque a vaga estava ocupada pela última coisa que eu queria (ou esperava) ver ali. O carro de Kurt.

— Que inferno! – murmurei, ao parar meu carro ao lado do dele e olhar em seu interior.

Vazio. Kurt já havia entrado. Um movimento fugaz na janela chamou minha atenção, o que significava que alguém ouvira minha chegada. Sem chance agora de fazer o que seria minha reação instintiva: uma rápida retirada e ficar dando voltas a esmo pelas ruas, até que ele fosse embora.

Eu devia esperar por isso, pensei, sentado no carro, bufando em silêncio. Era praticamente inevitável, dada a maneira como meus pais haviam reagido à notícia do nosso rompimento. Por dias, eu evitara contar a eles, mas, assim que soube que o fim do nosso noivado era de conhecimento público, não tivera escolha senão me sentar com meus pais numa noite após o jantar e efetivamente partir o coração de mamãe. Ver a desolação tomar conta de seu rosto à medida que eu explicava o mais devagar e pacientemente possível que Kurt e eu tínhamos decidido que não nos casaríamos mais foi tão horrível quanto imaginei que seria.

— Chegamos à conclusão de que talvez tenhamos precipitado um pouco as coisas – explicara delicadamente, imaginando se a mentira soava tão falsa para eles quanto para mim.

Meu pai, sentado no sofá ao lado de mamãe, que se mostrava chocada e consternada, não aceitara uma explicação tão vaga quanto aquela.

— Mas você conhece Kurt há 25 anos. Como isso pode ser precipitado?

Valeu por essa, pai! Estendi a mão para pegar a de mamãe, pensando se era daquele jeito, dilacerados e desesperados, que os pais se sentiam quando contavam aos filhos que estavam se divorciando. Minha mãe parecia mesmo tão desamparada quanto uma criança ao ouvir que seu mundo estava prestes a ser destruído.

— Acredito que nos precipitamos ao ficarmos noivos. Não tínhamos reatado por tempo suficiente para tomarmos esse tipo de decisão. Acho que ambos mudamos muito durante o tempo em que estivemos separados. Não somos mais os mesmos de quando éramos adolescentes.

Minha mãe havia assentido, calada, o que poderia ter significado que ela compreendia, não fosse o fato de seus olhos estarem confusos e cheios de lágrimas.

— Quando se ama de verdade, o tempo que se está junto não importa. Sua mãe e eu ficamos noivos depois de apenas três meses.

Mais uma vez, pai, obrigada!

— Quem sabe vocês não mudam de ideia… – dissera mamãe, em uma voz tragicamente esperançosa.

— Não creio, mãe.

— Todo mundo tem um desentendimento de vez em quando – dissera ela, como se me falasse de um mundo que eu nunca tivesse vislumbrado. – Provavelmente, é só um pouco de medo, um frio no estômago. Deve ser isso.

Frio no estômago. Coração congelado. Na verdade, mãe, frieza em tudo.

Meu pai não comprara a versão que eu havia tão cuidadosamente ensaiado, mas ao menos tivera o bom senso de não me pressionar mais.

— Eu já tinha o vestido e o chapéu, e tudo o mais – dissera mamãe, em tom de lamento. – Vocês dois são tão perfeitos juntos! Todos dizem isso. Mesmo quando eram criancinhas, faziam tudo juntos; eram inseparáveis. Nós, e os pais dele ficamos meio desconfiados pela intensa proximidade de vocês. Mas, o que restou foi aceitar. E com o tempo, nós aprendemos a respeitar e apoiar o seu relacionamento. Ele era um bom menino naquela época, e ainda é. Vai ser um bom marido, e um bom pai também, um dia.

Sua voz tinha começado a vacilar.

— Ele já é como um filho para seu pai e para mim.

Foi quando eu soube que não conseguiria me segurar por muito mais tempo: mal podia respirar sob o peso da culpa que ameaçava me soterrar. Felizmente, já está quase terminado, eu pensara então. Mas haveria ainda a pergunta final de papai:

— Blaine, essa decisão tem alguma relação com Tina?

Naquele momento, vi um caleidoscópio girar em minha cabeça: o para-brisa estilhaçado, os terríveis ferimentos de Tina, e então seu corpo, quente e suado de paixão, enroscado com o de Kurt.

— Não. Não mesmo – mentira, e depois fugira para a privacidade do meu quarto antes que desmoronasse por completo.

—-

Quando coloquei a bolsa e o casaco na mesa do hall de entrada, pude ouvir o som de vozes que vinha da sala de jantar. Vislumbrei meu reflexo no espelho de moldura dourada na parede e fiquei surpreso ao constatar que eu parecia relativamente normal. Devia haver vapor saindo de meus ouvidos, porque eu estava com toda a certeza a poucos graus do ponto de ebulição.

— Aí está ele! – gritou minha mãe, radiante, quando abri a porta.

Três rostos se voltaram na minha direção. Dois deles sorriam, mas o terceiro parecia na defensiva, e com toda a razão. A mesa estava posta para quatro, e havia travessas cobertas e uma panela fumegante no centro. Kurt estava sentado na cadeira que ocupara durante as numerosas refeições que havia partilhado conosco ao longo dos anos. Tinha um copo de cerveja a meio caminho da boca, e me olhou com cautela por cima da borda. Com admirável controle, resisti ao ímpeto de arrancar o copo de sua mão, ou de o virar todo em cima dele, embora ambas as ideias tivessem seu mérito.

— O que está acontecendo aqui?

Vi minha mãe engolir em seco, nervosa, e meu pai pousar a mão em seu ombro, tranquilizando-a.

— Não há nada acontecendo aqui – falou ele em tom apaziguador. – Só estamos jantando, só isso. Virei-me para lançar um olhar expressivo a Kurt, só para o caso de eles não terem notado que alguém que não morava ali estava à nossa mesa. Mamãe mudou desconfortavelmente de lugar na cadeira, mas foi a vez de meu ex-noivo estender a mão sobre a mesa e apertar a dela, acalmando-a.

Maravilha. Eles agora haviam feito de mim o vilão.

— Está tudo bem, Frances. Blaine só está surpreso de me ver aqui. Só isso.

“Surpreso” não era a palavra que eu teria escolhido, e tenho certeza de que isso não passou despercebido a Kurt, considerando que o fuzilei com os olhos.

— Posso dar uma palavrinha com você, por favor, Kurt? Lá fora.

Era admirável que eu tivesse conseguido enunciar as palavras, tão apertados estavam meus lábios. Kurt se levantou e, virando-se para meus pais, dirigiu-lhes um sorriso de desculpas.

— É melhor que seja rápido – aconselhou meu pai. – Eu já vou servir, e é aquele frango de que você gosta, rapaz.

Só de pensar em comida, meu estômago revirou, protestando. Ou será que fora por ouvir meu pai falar com meu ex de forma tão carinhosa?

Kurt deliberadamente se demorou, recolocando com cuidado a cadeira junto à mesa e deixando o guardanapo ao lado do prato enquanto eu esperava à porta com crescente impaciência. Por que ele estava se dando o trabalho? Será que não sabia que de jeito nenhum ele voltaria para aquela mesa?

Ele me seguiu até o corredor e eu me certifiquei de que a porta da sala de jantar estivesse bem fechada, antes de me virar para ele como um lutador de boxe.

— Que diabo você está fazendo aqui? – disparei.

— Você vai me dar um soco se eu disser “jantando”?

Ele viu a expressão em meus olhos e percebeu que não era um bom momento para brincar.

— Olha, seus pais telefonaram para mim hoje e me convidaram. O que eu deveria ter dito?

— Hã… “não” teria funcionado.

— Como eu poderia, quando seu pai me disse que sua mãe estava muito aborrecida com… você sabe… você e eu?

— Não existe mais “você e eu”. Não mais. Lembra-se?

Ele prosseguiu, como se eu não tivesse falado.

— Então, quando ele me disse que ela não vinha dormindo bem por esse motivo, o que eu deveria dizer?

Sua justificativa me atingiu como uma ferroada, mas também soou dolorosamente verdadeira.

Nem mesmo Kurt seria tão insensível para vir sem um convite. Mas por que papai não me dissera nada sobre como mamãe estava lidando com aquela questão?

— E então – continuou Kurt, com um pouco menos de confiança – eu pensei que… talvez… você pudesse ter pedido a eles que me ligassem… Que você quisesse dar o primeiro passo…

Meus olhos se arregalaram, incrédulos, mas, antes que eu pudesse dizer alguma coisa, ele rapidamente acrescentou:

—… mas agora vejo que não foi o caso.

Balancei a cabeça já em desespero. Provavelmente aquilo era culpa minha. Se eu tivesse dito a meus pais a verdadeira razão de eu ter rompido com Kurt, teria mais chance de meu pai recebê-lo com uma espingarda que com uma panela de comida. Mas eles acreditavam que tivéssemos tido apenas uma briga boba ou que eu estivesse sofrendo de um caso de nervosismo pré-nupcial. Agora, a menos que o expulsasse de casa e arriscasse aborrecer meus pais ainda mais, eu teria de engolir uma noite com Kurt sentado à mesa diante de mim.

— Venham, vocês dois. A comida está esfriando – chamou meu pai lá da sala de jantar.

— Isto ainda não acabou – sibilei, dando meia-volta e agarrando a maçaneta da porta.

Mas Kurt também levou a mão ao puxador, e seus dedos cobriram os meus. Por um instante, paramos na borda de um despenhadeiro familiar.

— Não, Blaine, não acabou – reforçou ele, em voz baixa, como se fosse uma promessa. – Não acabou mesmo.

—-

Não foi a melhor das refeições, mas tampouco foi a pior. Ninguém esfaqueou ninguém nem derramou um prato de comida fervente no colo do outro. O que não quer dizer que eu não tenha pensado na possibilidade. A recente viagem organizada pela escola de Kurt dominou a maior parte da conversa, o que para mim estava bom: quanto menos oportunidade tivéssemos de falar um com o outro, menor a chance de terminarmos em um festival de insultos.

Odiava estar tão na defensiva e exasperado em minha própria casa; odiava sentir que Kurt estava invadindo meu espaço. Havia limites, e ele não os estava respeitando, e a situação não mudaria enquanto meus bem-intencionados pais continuassem tentando fazer com que voltássemos. Era difícil ignorar as expressões de expectativa e esperança em seus rostos ao longo do jantar. Eles mais pareciam dois cientistas dedicando-se ao estudo da calota polar e antecipando, ansiosos, os primeiros momentos de um degelo. Tinham uma longa espera pela frente.

Quando o timer do forno soou e meu pai foi buscar a torta de maçã com creme (outro prato entre os favoritos de Kurt – papai estava mesmo lançando mão de todos os recursos possíveis), uma atmosfera constrangedora desceu sobre a mesa. Embora mamãe ouvisse tudo com atenção, desde que a doença se manifestara sua contribuição na conversa não era grande coisa. No entanto, sua presença significava que nem Kurt nem eu podíamos dizer exatamente o que queríamos. Em vez disso, usávamos a linguagem corporal; sobretudo, trocávamos muitos olhares. Por isso, quando papai voltou, eu estava sentado muito ereto na cadeira, como se aguardasse a chegada de um carrasco, não da sobremesa. Quando os pratos foram retirados, eu estava com uma dor de cabeça colossal e não queria nada além de me retirar para o santuário do meu quarto.

— Alguém quer café?

Kurt ia aceitar, mas, ao olhar para mim, mudou de ideia.

— Não posso, infelizmente, Bill. Tenho que corrigir uma pilha de trabalhos ainda hoje – explicou, levantando-se.

— Ah, que pena! – lamentou mamãe – Mas na verdade eu também tenho uma pilha de dever de casa para corrigir para amanhã de manhã.

Por um breve momento, o muro entre mim e Kurt se desfez em pó, enquanto trocávamos um olhar.

— Eu acompanho você – ofereci-me.

Kurt assentiu, concordando. Então deu um beijo no rosto de mamãe, agradeceu ao meu pai a refeição e me seguiu mais uma vez em direção ao corredor. Eu estava com menos raiva do que antes, em especial porque a raiva exigia mais energia que a que me restava naquele momento. Eu estava praticamente esgotado.

— Você não pode fazer isso de novo, Kurt. Não pode aparecer no meu trabalho nem vir à minha casa. Isso não é justo.

— De outra forma, não consigo que você me atenda.

Suspirei pesadamente antes de explicar:

— E o que você acha que isso quer dizer? Você não pode me obrigar a mudar de ideia. Não assim. Se continuar agindo dessa forma, só vai me fazer odiá-lo ainda mais.

Ele arquejou ante a minha rudeza.

— Você me odeia?

Balancei a cabeça, cansado e confuso. Era ódio o que eu sentia?

— Não sei. Às vezes, sim. É. Esta noite, cheguei bem perto disso.

Ele teve a decência de parecer envergonhado. Estendeu a mão na minha direção, mas, ao ver minha expressão de incredulidade, deixou-a cair ao lado do corpo.

— Desculpe. É só que eu não sei o que fazer, o que dizer. Não sei como fazer este jogo, para ganhar você de volta.

— Isto não é um jogo.

— Sei disso.

— Não tem vencedores aqui. Todos saímos perdendo.

— Não precisa ser assim – implorou Kurt, e a rouquidão em sua voz evidenciava a emoção que ele estava sentindo.

— Precisa. Ao menos por ora.

Eu pensei que, ao dizer aquelas palavras, estivesse fechando a porta com firmeza, mas ele entreouviu alguma esperança escondida entre elas.

— Mas talvez… não agora, eu entendo… mas, com o tempo… um dia…? Sua voz falhou.

— Não, Kurt. Sinceramente, não sinto que isso possa acontecer.

Ele balançou a cabeça e abaixou a cabeça, escondendo seus olhos, mas não o suficiente para esconder a dor que eles deixavam transparecer.

— Não vou parar de tentar reconquistar você, Blaine. Não posso simplesmente dar as costas e ir embora.

Não havia mais nada que eu pudesse dizer a ele.

— Por favor, não jogue fora tudo o que tivemos, tudo o que fomos.

— Você fez isso. Não fui eu. A única coisa que eu joguei fora foi meu maldito anel.

Ele riu sem humor.

— É. E eu não sei disso? Passei algumas horas vasculhando as pedras e as ervas daninhas à procura dele.

Apesar de tudo o que eu tinha dito sobre não me importar com o que acontecesse a ele, não pude impedir minha reação instintiva diante de sua imprudência.

— Você desceu a Farnham Ravine depois que eu fui embora? Você é maluco? E se você tivesse se machucado ou deixado o telefone cair? Como alguém saberia que você estava ferido?

Estranhamente, o fato de eu estar furioso com ele pelo risco tão idiota que ele correra pareceu deixá-lo feliz.

— Bem, como você pode ver, não quebrei nenhum dos dois. Mas também não encontrei seu anel. Fiquei irritado ao pensar na inutilidade daquela tentativa de procurá-lo. O anel estava definitivamente perdido.

— Eu pensei que se… quando você mudar de ideia, vai querer seu velho anel de volta.

— Não vou mudar de ideia, Kurt.

— Por enquanto, não – admitiu.

Não restava nada a ser dito. Estávamos andando em círculos. Abri a porta e esperei que ele saísse por ela. Quando estava quase cruzando a soleira, Kurt acrescentou:

— Aliás, se eu tivesse caído, o telefone não teria ajudado. Franzi a testa, tentando entender.

— Não havia sinal – disse ele, com amargura. – Nada. Depois que desisti de procurar o anel, tive de andar mais uma hora até conseguir ligar para que fossem me pegar.

Abri a boca para falar, e ainda não sabia se seria um “desculpe” ou um “bem feito!”, mas acabei não dizendo nenhum dos dois, porque um barulho me deteve. Virei-me na direção da sala de jantar e que a porta estava entreaberta. Pelo vão, via-se a silhueta da minha mãe.

— Adeus, Kurt – disse, abrindo ainda mais a porta.

— Boa noite, não adeus.

—-

Eu não ouvi quando ela entrou. Poderia ter sido o farfalhar do tafetá e da seda, que teimosamente se recusavam a ficar dobrados na cama, que mascarara seus passos no tapete do quarto.

Mas o mais provável é que tivesse sido o som de meus leves soluços que me impediu de ouvir que minha mãe havia silenciosamente se juntado a mim no quarto de hóspedes, no momento em que eu lutava para guardar o terno que eu iria usar no casamento.

Eu a senti tocar de leve o meu ombro. Inclinei o rosto até que minha bochecha se apoiasse no dorso de sua mão. Com delicadeza, ela afastou os fios de cabelo do meu rosto, soltando-os da pele úmida. Em seguida, correu a mão livre pelos meus cabelos, acariciando e confortando. Fechei os olhos e tive a sensação de que tinha dez anos novamente.

— Chegue para lá – pediu com doçura na voz.

Mudei de posição na cama e ela se sentou onde eu tinha estado, começando a manusear as dobras de tecido do terno. Com uma segurança que fazia parecer que passara a vida inteira trabalhando em uma butique de alta-costura, e não no Departamento de Artes de uma escola, ela habilmente começou a dobrá-lo e ajeitando-o no lugar. Trabalhava em silêncio enquanto o terno começava a se compactar, assumindo uma forma controlável, e de tempos em tempos erguia os olhos e me olhava com a intensa preocupação maternal que eu não via em seu rosto havia muito tempo.

Fiquei observando enquanto suas mãos trabalhavam. Eu as conhecia tão bem! Elas viviam em mil lembranças da minha infância: foram elas que me apoiaram quando dei meu primeiro passo; que enxugaram minhas lágrimas quando os pesadelos me acordaram e que fizeram curativos em meus joelhos ralados quando a bicicleta me derrubava. Aquelas mãos, tão hábeis em pintar e esculpir, tinham pertencido somente a mim quando escovavam meus cabelos toda noite ou enquanto seguravam as minhas com firmeza no hospital, no instante em que dissemos adeus à minha avó. Aquelas mãos deveriam segurar os próprios netos, um dia, no futuro. No entanto, essa possibilidade, naquele momento em que ela guardava meu terno em sua embalagem, nunca parecera tão pequena.

Quando ela terminou, voltou-se para mim com um sorriso triste.

— Não se preocupe, meu ursinho, tudo vai dar certo, você vai ver.

Não sei bem o que me fez chorar ainda mais: se seu eterno otimismo; se o uso do meu apelido de infância, pelo qual ela não me chamava havia quase vinte anos; se o fato de que, pela manhã, somente uma de nós iria se lembrar de que aquilo tinha acontecido.

Notas finais
Comentem, digam o que acharam, e desde já, obrigado! XoXo, até o próximo!