Our Drug

5 Capítulo 5 - His death


Notas iniciais
Oi gente. Primeiro peço desculpas pelo atraso. É que a minha internet não pegou nem no na casa da minha avó e nem na minha e quando a minha ajeitou o computador quebrou. Ai a da casa da minha avó voltou e o meu computador continua quebrado. Enfim, estou aqui de novo UHUUUU.
Prontos para mais um capitulo?
Espero que sim
Boa leitura.

–Fique sabendo que eu percebi você me espiando – eu disse quando cheguei perto dele, colocando os meus óculos em suas mãos.


–Você percebeu!– falou sorrindo sem jeito


–Percebi sim – eu disse correndo em direção ao mar


Parei em frente ao mar, a água gélida se atrevia em molhar apenas os meus pés. Ergui a minha cabeça observando o mar por alguns segundos, seguidamente virei em direção a Axl, aquela decisão me deixava em dúvida, mas quando me lembrei de alguns acontecimentos recentes acabei decidindo. Eu não estava sobre efeito de droga naquele momento, e essa decisão não aparentava ser estranha apenas tentadora. Caminhei vagarosamente, entrando aos poucos no mar, quando a água chegou ao meu pescoço eu mergulhei, nadando para frente até não encontrar mais o chão, até não poder mais voltar. Parecia loucura, mas não era isso que eu achava.

Abri os olhos e observei o imenso mar azul, a respiração já estava fazendo falta, mas eu ainda estava calma, apenas cruzei as minhas pernas e fechei os meus olhos. Segundos depois eu pude sentir o meu pulmão clamando por oxigênio, não conseguia controlar mais, e assim cheguei ao desespero, sabia o tempo todo que aquilo fazia parte, e percebi que estava ficando cada vez mais próximo a morte. Eu queria morrer. Mas mesmo com essa imensa vontade continuava tentado chegar à superfície, o que parecia loucura. E então a minha vista escureceu, tendo como última imagem o balançar dos meus longos cabelos na água.


–Vamos lá, acorde – Axl falou com as suas mãos sobre o meu peito, fazendo pressão para sair à água, eu escutava mais não reagia, não conseguia reagir – Não faça isso – ele disse fazendo seguidamente respiração boca-a-boca.


Abri os meus olhos um pouco desnorteada


–Você estava louca garota?! – perguntou enquanto eu me levantava


Apenas sentei na areia olhando fixamente para o mar


–Queria morrer – acusou


–É que a morte parece tentadora – falei


–Onde está àquela garota louca que me levou para a lanchonete há algumas horas atrás? – ele perguntou


–Não sei – falei ainda encarando o mar – Sabe, eu sou daquelas que se decepciona com uma coisa e de repente junta tudo de uma só vez. Isso acaba sendo demais para mim. E eu simplesmente tento encarar as coisas do jeito mais fácil, ou seja, não encarar a dura realidade.


–Então prefere se matar? – perguntou incrédulo


–Você nunca vai entender – falei olhando de forma séria para ele


–Olha, você sugere ir para praia do nada, eu te levo e você tenta se matar? E o que você queria que eu fizesse depois? Que eu esperasse o seu corpo se perder no mar ou coisa pior? – ele falava irritado


–Pode continuar falando que eu só penso em mim, e que eu não tenho noção de vida – disse em um tom arrogante me levantando logo em seguida.


–É isso que você é — ele disse se levantando


Depois ele pegou o meu braço e me virou de forma brusca. O encarei por um tempo


–Já não basta todos me julgarem? – perguntei


–Não, não basta – ele disse agora mais calmo.


–Basta o que então? – perguntei


–Você pensar mais, menina, você ia se matar. Parece que não tem noção da consequência – ele falou ainda calmo soltando o meu braço


–Eu sou uma imprestável mesmo – falei me sentando novamente, colocando os meus braços apoiados no meu joelho, com as duas mãos na cabeça.


–Não é – falou também se sentando


Respirei fundo e ergui a minha cabeça


–Tudo bem – eu disse ainda séria – Isso já está ficando chato. Eu não sei como você esta me suportando


–É eu também não sei – disse rindo, logo depois se levantou e caminhou em direção ao carro enquanto eu o observava.


–Axl! – falei indo atrás dele


–O que foi? – perguntou se virando


–Obrigada mais uma vez – cantarolei correndo em sua direção e pulando em cima dele até nós cairmos no chão dando risadas.


–Dá próxima vez me avise quando for fazer isso – ele disse enquanto eu me levantava


–Vou colocar um vestido por cima do biquíni – falei indo em direção ao carro


Abri a porta do carro e peguei a minha mochila, de lá eu tirei um vestido solto cinza e coloquei as minhas roupas que estavam espalhadas na parte de trás do carro dentro dela.


–Vamos? – eu disse a Axl


–Vamos – falou entrando no carro


Voltamos para o meu apartamento.


–Até mais – eu disse quando saí do carro


–Até – falou


Caminhei até o elevador para chegar ao apartamento, quando eu abri a porta me deparei com Callie em cima do sofá mais bêbada do que antes.


–E ele falou o que quê há? E ele falou o que quê há? O que quê há nesse mundo insano, onde as pessoas são... Azuis – ela falava com uma garrafa de vodka em uma mão e o controle que parecia microfone em outra – Sophia – falou se aproximando de mim – Tudo bom? Já viu como o seu cabelo está? – ela disse rindo – Tá parecendo que foi a praia


–E eu fui- eu disse trancando a porta


–Hum – ela falou com uma cara pervertida – Decidiu dar para Axl em um lugar especial não foi


–Como soube que eu estava com o Axl? – perguntei


–Eu vi vocês de papinho no elevador – ela falou


–Você estava me espionando? – perguntei com as minhas mãos na cintura


–Quem? – falou com a sua voz alcoólatra – Eu? Nunca – ela disse apertando os olhos


–É melhor você maneirar na bebida – falei pegando a sua garrafa e tomando um gole


–Hey sua bêbada – ela me acusou – Jogue já essa garrafa... Não, eu posso fazer isto para você – ela disse pegando de volta a garrafa de vodka.


–Callie – falei séria – Sem mais bebida por hoje – eu disse pegando a garrafa novamente e jogando pela janela do apartamento


–O que você está fazendo? – Mark perguntou


–Ah! Eu só fui ver se... – ela me interrompeu


–Ela jogou a minha garrafa de vodka na janela e quase matou dois caras que passavam na calçada – Callie falou com uma expressão vitoriosa


–Amor? – uma voz doce e irritante ao mesmo tempo falava da cozinha


–Essa vadia não sai da cozinha não – murmurei.


–Não chama a Megan de vadia – Mark disse parecendo ser maduro


–O que? – perguntei indignada


Notas finais
Gostaram?
Sophia é bastante imprevisível não é mesmo.
Eu não tenho muito o que falar. Então bye