Our Drug

28 Capítulo 28 - Abstinence


Notas iniciais
Heeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeey, estou triste triste muito triste. Ultimo capitulo de Our Drug aqui :( Antes de tudo quero agradecer de verdade, a todos que passaram, comentaram, recomedaram, leram, enfim, vocês são muito importantes sério.
Foi dificil escrever esse capítulo por isso a demora.
Estou publicando no Anime Spirit : http://animespirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-idolos-guns-n-roses-our-drug-455732 vai cointinuar normalmente e eu vou contar com os comentarios daqui.
Obrigada por terem paciencia e por lerem e tudo mais. Vou sentir saudades e talvez eu apareça aqui novamente escrevendo originais.

-Sophia! – Mark gritou assim que adentrou no apartamento – Você pode me explicar que bagunça é essa? – continuou

Virei-me lentamente

-Mark, por favor, não precisa de tanto escândalo – Megan disse impaciente.

-É Mark, não precisa desse escândalo, é só um centro quebrado – eu falei olhando para os restos do centro com indiferença.

-Eu só espero que você tenha uma boa explicação para isto – ele disse respirando fundo, enquanto as suas mãos se fechavam em punhos lentamente.

Engoli seco, confesso que estava ficando um pouco nervosa, não só por ter que contar toda a verdade a Mark, mas também por ter começado a sentir falta da droga naquele exato momento.

-Sophia, você sabe onde estão as minhas roupas, é que... – Axl se interrompeu quando chegou ao topo da escada.

-O que ele está fazendo aqui? – Megan perguntou observando Axl sem piedade

Ele usava apenas uma toalha que estava um pouco abaixo da cintura, mostrado bem a definição de seu corpo.

-Ele passou a noite aqui – respondi – E pare de ficar secando ele com os olhos – completei a encarando.

Mark ignorou o meu comentário

-Será possível que eu não posso te deixar uma noite sozinha? Encontro à sala destruída, os meus discos espalhados e um homem que provavelmente você trouxe para... Enfim não importa para que. Mas o que mais você fez?

-Usei... Drogas – falei com receio, pondo as minhas duas mãos para trás

-Novamente – ele disse para si mesmo – Novamente, novamente, novamente. Às vezes eu acho que você não tem jeito. Estava tudo indo tão bem. Porque Sophia, porque você deixou essa merda te controlar?

Não respondi

-Mark... – Megan murmurou

-Desculpa ok? Isso não vai mais acontecer, Mark – eu falei irritada.

-Eu realmente queria acreditar no que você está dizendo – Mark disse

-Se você acredita ou não acredita o problema é seu, e eu não quero mais discutir sobre isso! — eu disse me virando em direção à escada.

-Não se esqueça – Axl me avisou apontando para as suas roupas que estavam jogadas no chão da sala.

Peguei as roupas e subi entregando-as a Axl, em seguida caminhei até o meu quarto batendo a porta com toda a minha força, resultando em um som estrondoso.

Encostei a minha cabeça na porta escorregando lentamente até sentar no chão

-Sua merda, é isso que você é – xinguei a mim mesma, sentando abraçando as minhas pernas – Não aguento mais, não aguento mais ser essa viciada.

Meus olhos queimavam no momento em que eu apoiei os meus braços em volta da minha cabeça, eu podia sentir leves arrepios na nuca e a minha boca rachando lentamente.

Que ótimo, está começando – pensei.

Levantei-me lentamente me arrastando até a cama, aquela sensação estava ficado pior a cada segundo, até que ouvi batidas na porta.

-Sophia? – era a voz de Callie abafada. Fez-se um longo período de silêncio depois disso – Ah, foda-se, querendo ou não eu vou entrar – completou concluindo o ato.

Ergui os meus olhos, Callie estava me encarando como se realmente não acreditasse no que estava vendo.

-Então é verdade? – se perguntou fechando a porta atrás de si e se aproximando de mim – Sophia, você está tremendo.

Observei as minhas mãos que não pareciam ter controle, é realmente estava começando.

-Como soube? – perguntei cruzando os braços na tentativa de ser menos perceptível a minha tremedeira.

-Megan ligou para Mike contando. Ela pediu para ele não me contar, mas eu acabei escutando metade da conversa deduzindo o que tinha acontecido, vim correndo pra cá – ela explicou.

Dei uma risada seca

-Bem o seu tipo – eu disse

Ela não sorriu, estava preocupada demais para isso.

-Você vai ficar bem? – perguntou

Assenti

-Vou sobreviver – eu disse – Mas, Callie – fiz uma longa pausa – Você pode fazer um favor pra mim? – perguntei com receio

-Claro! Tudo o que estiver ao meu alcance – ela falou

-Abre essa gaveta – eu disse indicando – e tira os cigarros, por favor.

Ela me olhou um pouco assustada

-Você vai tirar ate os cigarros?

-Vou parar de usar tudo Callie, tudo. – falei segura

Ela caminhou até a lateral da cama abrindo a segunda gaveta, tirando de lá todos os meus cigarros.

-Agora me deixa um pouco sozinha – falei com calma

-Tudo bem – ela concordou saindo do quarto.

Uma sensação de mal-estar inundou o meu corpo, dessa vez mais forte do que a temporada de desintoxicação em Nova York, onde eu tive que passar por tudo isso com a minha mãe no meu pé. Respirei fundo me acomodando melhor a cama e fechei os meus olhos tentando enganar a minha ansiedade que estava por vir.

Abri-os rapidamente quando ouvi um barulho, era um som alto, como o de cacos de vidros sendo quebrados lentamente. Aumentavam cada vez mais a intensidade, fazendo com que eu tivesse a séria e estressante impressão de que os meus tímpanos estavam se rasgando. Envolvi os meus ouvidos com as mãos fazendo pressão com a garganta para impedir aquele som intenso se propagasse, ação que obviamente não fez a mínima diferença.

Olhei ao redor do meu quarto, assustada com situação, até que observei uma figura no espelho da minha penteadeira. Aproximei-me cautelosamente do espelho e senti o silêncio inundar o recinto, tirei as minhas mãos de meu ouvido continuando o caminho. No momento em que eu cheguei perto do espelho pude perceber bem as características da figura; seus olhos eram de um preto sombrio e o seu corpo cinza escuro, não possuía membros nem feições que diferenciavam o rosto do corpo, era apenas um só. Ele sem movimentava como tinta derramada em um copo d’água.

Não, eu não estou enlouquecendo – pensei – São apenas alucinações, são apenas... demônios.

Virei-me tentando não encarar a criatura até que senti algo se movimentar atrás de mim, me movi rapidamente e tentei enxergar o que se movera, mas não havia nada ali, nem mesmo a figura de antes. Virei-me mais uma vez, agora mais lentamente, até que algo passou rapidamente pelo canto do meu olho. A minha respiração falhou no momento em que eu decidi olhar, senti a minha vista embaçando aos poucos e algo subir do meu estomago. Levei à mão a boca e sai correndo em direção ao banheiro. No caminho percorrido era possível eu ver em flashes a criatura no espelho ao meu lado, mas quando eu virava para encará-la ela sumia.

HERE

Notas finais
Gostaram? Espero que sim, comentem mesmo faltando menos de 24 hrs pra ser trancado, mesmo. Mais uma vez o link http://animespirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-idolos-guns-n-roses-our-drug-455732. Vou sentir muitas saudades e não to alegre pq to depressiva
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.