Our Dreams Life

3 Capítulo 2 - Chegada à Londres


Notas iniciais
Espero que gostem, boa leitura!

Giulia acorda com a luz do sol atingindo seus olhos, se ajeitou na poltrona e olhou no mapa que aparecia em uma pequena tela à sua frente. Havia dormido 12 horas, realmente não descansara bem à noite passada por causa da grande ansiedade presente no seu corpo.

Como ainda teria mais 2 horas de vôo, tirou sei Ipod da bolsa e colocou para tocar a lista de música do McFLY, sua banda britânica favorita desde os 13 anos. “Room on the 3rd floor” começou a tocar e ela deu um pequeno sorriso, percebendo o quanto as vozes de seus ídolos eram de garotinhos quando começaram a carreira, principalmente de Tom Fletcher, seu favorito entre os quatro.

Quando tinha 15 anos sonhava em conhecer-lo quando fosse para Londres. Agora que ela estava indo para a cidade onde teria mais chance para vê-los, ela não ligava mais. Aquilo era apenas um sonho de adolescente que não iria realizar-se. Mas mesmo ela não acreditando em seu sonho, não foi isso que a impediu de ouvir as músicas deles a toda hora e sonhar toda noite com cada um.

A segunda música da lista agora tocava e Giulia sem perceber começou a cantar baixinho.

— “b34; It’s only been a day, but is like I can´t go on. I just wanna say, I never meant to do you wrong b34;”

— “b34; And I remember you told me baby, something is gotta give, if I can be the one to hold you baby, I don’t think I could live… b34;” – Uma voz conhecida continuou a música da onde a garota havia parado.

Giulia reconhecia perfeitamente aquela voz. Virou para o lado com os olhos arregalados e deu de cara com quem ela imaginava ser: Tom Fletcher. Ele, que já olhava para a jovem, deu um sorriso sem graça já imaginando que ela seria uma daquelas fãs histéricas.

-Olá! – ele iniciou uma conversa tentando amenizar a situação m- Sou Tom Fletcher – estendeu a mão.

-Oi, Giulia Parente, prazer. – Giulia o respondeu simpática e sorridente. Apertou a mão de Tom e logo depois eles soltaram-se.

-Então é fã de McFLY, huh? – Ele tentava conversar com ela.

-Desde os 13 anos, já os acompanhava desde o início.

-Hum, interessante. — ele sorriu para ela. – Então estava de férias no Brasil?

-Não – ela riu dele – Eu sou brasileira, moro lá. Quer dizer, morava lá. E o que um famoso como você estava fazendo em um país onde as fãs têm, não só uma queda, mas um penhasco pela sua banda – ele riu da pergunta da menina.

-Eu estava em férias. Fiquei hipnotizado pelo seu país desde que o visitei pela primeira vez – ele sorriu sincero para ela. – Mas é sério que você é de lá? Não parece. Você pronuncia tão bem o inglês.

-É que eu comecei a estudar inglês quando ainda era pequena e continuei até tirar todos os diplomas estrangeiros possíveis.

-Hum, interessante... E você agora está indo passar as férias em Londres para praticar seu inglês?

-Na verdade eu ganhei uma bolsa na Universidade de Londres, então estou indo de mudança para lá.

-Que legal! E você já viu algum lugar para morar por lá? – Tom disse e seu sorriso alargou demonstrando mais interesse na história de Giulia.

-Na verdade, não. Vou ficar em um hotel enquanto não arranjo algum lugar para morar. O que eu acho que vai ser bem difícil, já que eu não conheço nada da cidade.

-Se você... Assim... Quiser... E-eu posso te ajudar a conhecer a cidade. Claro, se você aceitar. – Conforme o garoto ia falando, seu rosto ia corando aos poucos.

-É claro que aceito. Quem melhor do que um londrino para me mostrar a cidade?! – os dois riram – Mas só falamos de mim, e você? Como foram suas férias?

-Bom foram ótimas. Eu precisava relaxar um pouco, sabe? Nos últimos meses aconteceram tantas coisas na minha vida que eu estava começando a ficar louco.

-Não quero me meter na sua vida, mas estou vendo que precisa desabafar com alguém. O que aconteceu com você?

-Você tem razão, eu preciso mesmo colocar tudo para fora. Aconteceu que minha namorada quer dizer, EX-namorada terminou nosso namoro de mais de quatro anos.

-A Gio terminou com você? Mas por quê? – Giulia se assustou com a notícia. Não ficara sabendo daquilo.

-Sim, ela terminou. O motivo eu não sei direito, mas segundo ela nosso amor acabou. Mas o pior é que ela tinha razão. Quando estávamos juntos não era a mesma coisa de quando agente começou a namorar. Realmente nosso amor acabou de vez.

-Poxa Tom, sinto muito. Mas tenho certeza de que você vai encontrar alguém melhor. – A garota pegou na mão de Tom em sinal de carinho, o que fez o garoto sorrir alargamente. – Agora chega de falar de coisas tristes, me conte o que você fez no Brasil!

Então os dois se jogaram em uma conversa animada. Enquanto Tom contava alguma aventura que teve no país natal da garota, Giulia ria loucamente do jeito que o menino encenava e encantava-se com o rosto maravilhoso que ele tinha.

Essa conversa durou o resto da viagem. Quando o piloto anunciou que eles já iam pousar, rapidamente trocaram seus telefones.

Saíram do avião ainda conversando animadamente. Caminhavam juntos, parecendo velhos amigos, em direção a esteira para pegar as malas. Na espera das bagagens o celular de Tom toca e ele pede um minuto para Giulia e atende o telefonema.

-Alô?... Dude, e aí?!... Tô bem... Acabei de chegar... Não precisa, eu pego um taxi... Sei, que horas?... Tá tudo bem, vejo vocês lá... Danny! Posso levar uma acompanhante? ... Ok, até mais!

A garota fingia que não prestava atenção na conversa e procurava por suas malas. Ele voltou para perto dela e continuou a conversa. Pegaram suas malas e seguiram para a saída do aeroporto. Giulia se virou para Tom para se despedir.

-Bom, está na minha hora. Eu te ligo depois para marcarmos nossa saída.

-Espera, já quer se livrar de mim? – Tom brincou com a garota – Você pelo menos sabe qual hotel vai ficar pelo menos?

-Sim, eu tenho o nome e o endereço de lá aqui na minha bolsa. – Giulia respondeu a pergunta dentro de sua bolsa, — Eu não sei onde fica, mas como eu vou pegar um taxi, o motorista vai saber onde fica.

-Deixe-me ver, quem sabe eu não conheço? – Tom pegou o papel da mão da menina e olhou o endereço do hotel, era um tipo de Hotel Flat muito conhecido em Londres – Bom eu sei onde fica, se quiser posso te acompanhar.

-Bom eu aceito sua companhia. Mas não vai te atrapalhar? Você deve estar cansado da viagem e ainda vai pegar um taxi também. – Giulia se sentia envergonhada e agradecida ao mesmo tempo pela proposta de Tom.

-Não irá me atrapalhar, fique tranqüila. O que nós podemos fazer é você vai de taxi comigo até em casa que é metade do caminho, eu pego meu carro e deixo minhas malas lá e depois eu te levo no hotel. Pode ser?

-Claro, mas tem certeza que não vai te atrapalhar? – a garota ainda não estava segura com essa idéia toda.

-Tenho não precisa ficar preocupada. – Thomas revirou os olhos, pegou suas malas do chão e se virou para a garota – Venha vamos chamar um taxi.

O menino fez sinal para um taxi, os dois entraram e se dirigiram para a casa de Tom. Em nenhum minuto da viagem eles ficaram em silêncio. Pelo visto um gostava muito de conversar com o outro.

Chegaram em frente à casa do garoto, Tom pagou a corrida e depois desceram do carro. Pegaram as malas, e claro o Tom como um bom cavalheiro carregou as de Giulia também.

-Só vou deixar minhas malas em meu quarto e já volto. Sinta-se à vontade – ele disse entrando em casa. Com sentia falta de seu lar.

-Tudo bem – Giulia assentiu e foi olhar um pouco da casa. Achou fotos de Tom com a namorada, com a mãe, com a irmã e muitas outras com seus amigos de banda. A casa, ao ver da garota, era muito bem decorada. Era completamente limpa e organizada. Não aprecia a casa de um homem de 25 anos de idade.

Tom desceu as escadas e encontrou a garota em sua sala, olhando suas fotos favoritas que estavam espalhadas por todo o cômodo. Giulia era tão graciosa, que lhe chamava a atenção quase sempre. Saiu de seu transe e resolveu chamar pela menina.

-Pronto, podemos ir? – Ele foi chegando mais perto dela. A garota sorriu em reposta.

-É claro. – seguiu o menino para em direção a garagem. – Adorei sua casa. A decoração é de muito bom gosto.

-Obrigado, foi minha mãe que montou tudo. – ele sorriu para a garota. – Deixe que eu pego suas malas.

-Obrigada. – Giulia não estava acostumada com homens tão cavalheiros. Todos os homens próximos a ela só queriam se aproveitar ou então eram gays.

Tom colocou a bagagem da menina no porta malas e abriu a porta para ela como um legítimo cavalheiro.Giulia sorriu para ele e Tom se viu hipnotizado por seu sorriso. Realmente aquela garota tinha um certo feitiço sobre ele. Em resposta sorriu de volta e se dirigiu para a direção do carro.

E novamente durante o caminho a conversa não parou uma vez só. Em poucos minutos já se viam parados em frente ao hotel de Giulia. Ele ajudou-a a tirar as malas do carro e lembrou-se do que havia falado na ligação com Danny no aeroporto.

-Giulia por algum acaso você gosta de festa? – Ele perguntou e instantaneamente desejou que a garota dissesse que sim.

-Eu amo festas- ele respondeu e ele alargou mais ainda seu sorriso – Por que a pergunta?

-Eu queria te chamar para ir hoje à noite comigo e com os outros caras da banda em um Pub bem legal que nós sempre freqüentamos. Chama-se Fun House. Você que ir?

-Hm... Claro, que sim. Que horas? – Giulia se animou com o assunto. Sempre que alguém falava em festa, dança e música, seu rosto brilha de animação.

-Bom nós marcamos umas 22 horas. Eu posso te pegar se você quiser. – Giulia apenas assentiu com a cabeça. Se abrisse a boca era capaz de gritar de tanta animação – Te pego às 21h30min?

-Sim. – Ela conseguiu se controlar para confirmar com o garoto.

-Então tá, nos vemos mais tarde. – Tom se aproximou e despediu-se com dois beijinhos em Giulia. – Até mais!

Ele voltou para o carro e logo deu partida. Ela sorriu, não acreditando no que tinha acontecido até agora e virou-se para a entrada do hotel. Pegou as malas e foi em direção à recepção. Checou a reserva, a atendente deu-lhe a chave de seu quarto-apart e subiu até lá.

Dentro do quarto, colocou suas malas em um canto, se jogou na cama e começou a rir como se fosse uma louca. Não acreditava que tudo isso havia acontecido com ela.

Decidiu tomar um banho e foi o que fez. Depois disso feito, colocou uma roupa confortável e ligou para sua família avisando que já havia chegado à Inglaterra. Quase uma hora depois de ter falado com seus pais ao telefone, colocou o alarme do celular para despertar ás sete horas da noite e foi dormir um pouco. E durante o sono, sonhou com seu anjo loiro que havia conhecido por acaso no avião.

Notas finais
Gostaram? Deixem um review. Não gostaram? Deixem um review também. Obrigado por ter lido esse capítulo, até o próximo. Beijos (;