Our Demise

5 Capítulo 4 - parte 1


Notas iniciais
Desculpem por este capítulo ter ficado um pouco pequeno T^T Eu não fazia ideia do que adicionar mais. Mas espero que gostem ^^ -Happy

Os alunos e a professora seguiam pela estrada. Ficaram a andar um bom bocado, alguns pareciam exaustos, tinham razão pois já não comiam há algum tempo.

Elsa ia com a glock na mão, tudo o que ela queria era manter os alunos a salvo, protege-los.

Teddy e Taylor estavam entretidos a conversar, não estavam bem atentos ao que se passava ao seu redor, tal como muitos outros.

Eles estavam relaxados pois não viam sinal daquelas coisas em volta.

–O que acontece se o posto estiver cheio de mortos? — questionou Teddy abanando a cabeça para ajeitar o cabelo.

–Nós acabamos com eles — sorriu Sam.

–Não é assim tão fácil — disse Elsa.

–Há poucas pessoas com armas, e as armas que têm não são muito boas. Mas se tivermos sorte, não vai estar lá nada. — acrescentou Tyler.

Teddy parecia inseguro sobre tudo o que poderia acontecer. Eles não estavam bem preparados.

Tiana parecia não estar a dar importância a nada, desta vez tinha ficado sem as suas ''amigas'', estava com um olhar arrogante a olhar para os lados enquanto seguia a professora. Se John estivesse lá provavelmente começaria a dar graxa a Elsa, como faz com todos os outros professores.

Não demorou muito até encontrarem o posto de policia, o edíficio era baixo, tinha algumas palmeiras em volta e, em frente estava uma placa gigante, nesta estava escrito ''Posto Policial'' a construção não era muito grande, as portas eram feitas de vidro, estavam um pouco danificadas. À medida que eles se aproximavam avistaram um corpo de um polícia deitado no chão, parecia estar morto, a sua cabeça estava danificada, talvez alguém tivesse disparado. Ao lado do corpo estava um bastão policial, não demorou muito até que alguém o agarrasse, Taylor.

–Mais vale prevenir… — disse a rapariga de olhos azuis esverdeados.

Os alunos pareciam desconfortáveis ao ver o corpo do polícia.

–Como é que entramos? — perguntou Samantha.

–O polícia tem chaves no cinto — informou a professora.

A adulta aproximou-se do corpo e abaixou-se, desviou os cabelos da frente dos olhos, colocando-os atrás das orelhas. Deu um breve suspiro e aproximou as mãos do cinto do polícia, sem hesitar puxou as chaves e afastou-se o mais rápido possível.

Dirigiu-se para a porta e inseriu uma das chaves na fechadura, rodou-a e abriu-a. Ela entrou, tal como os alunos, que por sua vez, a seguiam. O exterior possuía muitas secretárias e gaveteiros, também tinha um monte de papeis no chão. Por baixo de uma secretária saiu um morto-vivo. Era uma mulher, tinha uma saia e um blazer azuis estes estavam sujos e um pouco rasgados, tinha o cabelo despenteado, atado com um coque, também tinha óculos, estes estavam descaídos e partidos. A professora, nervosa apontou rapidamente a pistola contra a morta, mas Tyler, lentamente abaixou a arma de Elsa.

–Não é preciso desperdiçar balas, ela está enfraquecida.

A adulta lançou-lhe um olhar medroso, mas cedeu e abaixou a arma.

O rapaz alto andou na direção da zombie que parecia andar em direção de Tyler, este agarrou-lhe na cabeça por trás e impulsionou-a contra o bico de uma mesa, assim, quebrando o crânio, para prevenir repetiu o movimento, em seguida atirou-a bruscamente para o chão e limpou as mãos às suas calças pretas. Os alunos estavam especados a olhar para o adolescente.

A professora, ainda chocada, pediu-lhes que procurassem armas ou outros mantimentos em gavetas. Taylor acabou por encontrar uma Desert Eagle com três balas ao lado.

–Wow! Hoje é o meu dia de sorte — exclamou!

Tyler encontrou uma caçadeira, Teddy e Markus encontraram cada um, uma Smith & Wesson. Samantha acabou por encontrar uma glock igual à da professora.

Havia uma porta que ia dar a um balneário ele foi descoberto por Patricia que parecia um pouco aflita, lá dentro havia cinco cabines saniárias e três lavatórios, o balneário parecia limpo. Para além disso havia cinco duches, cada chuveiro possuía um depósito de água, portanto se ficassem naquele lugar não poderiam demorar muito tempo.

Naomi acabou por encontrar por de baixo de um tapete, um alçapão.

–Olhem o que encontrei! — gritou a morena.

Todos dirigiram-se para perto da rapariga e questionavam-se o que poderia ter lá em baixo. Elsa abriu e viu um escadote que ligava a parte de cima ao possível porão lá em baixo.

–Lá pode ter alguma coisa — disse Teddy.

A professora pediu que três pessoas fossem com elas, Teddy levantou a mão e ofereceu-se para descer. Apesar de assustada Naomi fez o mesmo.

–Se tu vais, Teddy, eu vou contigo — informou a moça.

Gale acabou por querer ir também. Assim os três desceram, primeiro a professora, depois Teddy, a seguir Naomi e finalmente Gale.

Lá só havia um gaveteiro de metal e uma porta. Os três jovens inspecionaram as gavetas enquanto a adulta inspecionava melhor a porta. Eles não encontraram praticamente nada nas gavetas, apenas um monte de folhas, clips, pioneses e alguns instrumentos de construção. A porta estava trancada, e eles não faziam a mínima ideia de como entrar, até que Teddy tirou dois clips de uma das gavetas e um alicate. Desdobrou os clips e dobrou a ponta de um deles a noventa graus, prendendo de seguida com o alicate. Os outros três não sabiam o que Teddy estava a planear.

–Para que é isso? — perguntou Naomi.

–Já vais ver, vi isto num vídeo! — sorriu Teddy.

Utilizou o clip dobrado como uma ferramenta de tensão e insertou-o na fechadura da porta, e em seguida fez o mesmo com o outro completamente liso, fez pressão no clip dobrado e com o outro fez alguns movimentos, em seguida abanou e ouviu-se um barulho. Para finalizar rodou a chave e a fechadura ficou destrancada.

–Feito! — exclamou o rapaz saltando de um lado para o outro.

Os seus colegas pareciam impressionados com o que o moreno fez, mas por outro lado a professora parecia um pouco assustada. Gale não hesitou e abriu a porta. Mas a felicidade de Teddy mudou quando viu um zombie a saltar para cima de Gale e a morder-lhe o pescoço. Elsa assustada apontou a arma e disparou uma bala para o peito do morto, mas parecia não ter efeito. Não demorou até Sam, Markus e Taylor descerem assustados, Sam agarrou no cabo da faca com força e perfurou a cabeça do zombie com a faca.

Começaram a vir lágrimas aos olhos de Naomi, esta deu um último abraço a Gale, cujo pescoço estava todo mordido. A morena ficou com a roupa cheia de sangue do colega, mas parecia não se importar.

Vozes começaram-se a ouvir vindas de cima, os alunos desceram e ficaram pasmados a olhar para a figura de Gale.

–Ele vai se transformar? — perguntou Tiana..

–Não! Claro que não! — gritou Naomi.

–Desculpa. Mas pelo menos é o que acontece nos filmes. — Tiana revirou os olhos.

–A Tiana tem razão — concordou Steve.

–E se for mesmo? Não podemos apenas matá-lo do nada — disse Teddy.

Gale beijou a cara de Naomi e tirando a Desert Eagle das mãos de Taylor apontou para a cabeça e acabou com a sua própria vida.

Naomi abaixou-se e começou a chorar ainda mais, todos os alunos e a professora estavam chocados e sem saber o que fazer. A morena parecia estar a sussurrar para ela mesma, com a cabeça encostada à cabeça de Gale. Lembranças corriam na cabeça da rapariga, que cada vez parecia mais abalada.

Teddy tentou consolá-la esfregando a mão nas suas costas, mas não parecia estar a resultar. A professora estava chocada e sentia-se irresponsável, já era o sétimo aluno a ir, e ela não pôde fazer nada. Questionava-se o porquê de o tiro não ter funcionado.

Naomi levantou-se com o revólver de Taylor na mão, devolveu-o a rapariga de cabelos pretos e dirigiu-se para um canto. A professora encostou o cadáver de Gale à parede. Ela entrou pela porta destrancada por Teddy, ia dar a um escritório com uma arma de fogo comprida na secretária, a professora agarrou na arma, mas imediatamente reparou que estava danificada mas colocou as balas que se situavam ao lado da arma na mala. Na mesa também estava uma garrafa de água, que ela também a guardara para quando alguém estivesse com muita sede.

Ela procurou no resto da divisão mas não encontrou nada de mais. O zombie que mordeu Gale parecia ser o chefe daquele posto.

Após a adulta sair da divisão, subiu os escadotes e chamou os alunos para irem embora, ainda faltava umas horas para começar a anoitecer, foi rápido. Após saírem pela porta dirigiram-se de volta para o autocarro.

Teddy aproximou-se de Naomi.

–Está tudo bem? — perguntou.

–Não… Ele foi um… Um grande amigo. — disse a rapariga após engolir saliva, estava com uma expressão triste.

Teddy não sabia o que dizer ou fazer para a consolar, limitou-se a colocar o braço em volta das costas dela e a encostar a cabeça no ombro da rapariga, Naomi olhou para baixo e suspirou, juntando a sua cabeça à do rapaz. Patricia também tentou ajudá-la com algumas frases acolhedoras e simpáticas.

Samantha e Markus falavam um com outro, mas pareciam um pouco envergonhados. Antes de tudo acontecer, eles estavam mais acostumados a falar por redes sociais. Eles pareciam gostar muito um do outro.

Andaram durante um pouco, até que começou a anoitecer. Os jovens ouviram barulhos de folhas e ramos a colidirem uns com os outros, ficaram todos alerta olhando para todos os lados possíveis, até que encontraram o sítio de onde o barulho vinha, de lá saíram três mortos e fizeram o seu caminho em direção aos alunos. Teddy nervoso, apontou a arma e disparou, mas a arma estava sem balas e ele não sabia como recarregar. Sam investiu contra um zombie e segurando bem a faca, tentou espetá-la na cabeça, mas acabou por acertar no maxilar de um dos zombies. Teddy agarrou no cabo do taco de baseball que se encontrava saído para fora da sua mochila e ajudou Sam tentando dar tacadas na cabeça do zombie, porém um dos mortos agarrou Teddy pelas costas e a sua boca estava pronta a morder o pescoço do jovem, Tyler correu contra esse morto-vivo e com a caçadeira bateu-lhe bruscamente na cabeça, de modo a que o crânio se partisse. O terceiro zombie foi morto por Elsa, esta tinha disparado contra a cabeça dele.

A rapariga morena, cuja faca possuía bastante sangue, recuou, após notar que estavam a vir mais deles.

–Oh não! Vêm ai mais — informou.

–É melhor irmos indo! Venham! — ordenou a mulher.

Os adolescentes seguiram as ordens da professora e correram o mais rápido possível até o autocarro. Já estava a anoitecer, pelo céu pareciam umas cinco horas e meia da tarde.

Quando chegaram estavam exaustos, sentaram-se nas cadeiras do autocarro enquanto aguardavam pelos colegas.

Teddy sentou-se ao lado de Tyler.

–Tyler… Obrigado — agradeceu Teddy.

–Não há problema, afinal, numa situação assim temos que nos ajudar uns aos outros não é? — sorriu.

O autocarro ficou em completo silêncio, mas este foi interrompido após avistarem caras conhecidas.