Our Curse
11 Capítulo 11
Notas iniciais
ILARI LARI E O O O O O
Oi gente eu fiquei muito feliz porque ganhei uma recomendação da maravilhosa Mari Grey, por sinal esse capítulo é dedicado a ela. Então vim postar.
Acabei de fazer e to saindo correndo para dança.
Não me do muito com minha mãe, então a da Luce é bem má, como vão ver.
U DON'T WANT ME KNOW YOU DON'T NEED ME
LIKE I WANT YOU KNOW LIKE I NEED YOU
AND IIIIII
Eu amo a Taylor Momsen, gotosa eu casava
boa leitura
PDV LUCINDA
Não, isso não estava acontecendo. Devia estar errado.
Pensei com todas as minhas forças, apoiada em uma bacia onde eu despejava tudo o que havia pensado em comer.
Enjoos, tonturas, desmaios, inchaço, mau humor, atrasada em meu ciclo? Sim, eu conhecia esses sintomas, eu os presenciei antes de minha mãe ter a minha irmã.
Foi apenas uma única vez, a primeira, e havia acontecido, havia sido tão bom, mas tão penal para mim e quem sabe para Daniel.
Levantei-me e pensei como me livrar da bacia, furtivamente levei até o quarto das criadas, sabia que era errado, mas eu devia proteger meu amor.
Voltei para o quarto e me despi para um banho frio, não era saudável, mas era como eu pensava, e como me acalmava. Fechei a porta do banheiro e afundei na água.
A barriga que eu possuía antes, tão lisa que fazia uma curva para dentro agora inchava.
Passei a mão molhada no rosto, tentando me acalmar, mas parecia que tudo me deixava mais nervosa.
Ironicamente eu tinha nove meses para achar um pretendente, nove meses de gestação, e o que eu faria? Era óbvio que descobririam. Mamãe ficaria uma fera, mandaria a mim para um seminário, e daria o filho a adoção, e eu não queria isso. Eu não suportaria isso. Não poderia admitir.
Por um minuto fechei os olhos e parece que passou mais do que apenas isso, cochilei por um tempo, e acabei acordando com batidas na porta. Levantei em um sobressalto e me enrolei na toalha, cuidando para não apertá-la demais.
Abri a porta e espiei. Era Daniel.
-Daniel! – murmurei animada, joguei meus braços ao redor dele, depois de prender a toalha como se fosse um vestido vulgar.
-Lucinda – ele estava suspirando colado a meu corpo, o rosto escondido em meus cabelos.
De repente eu soluço para seu peito.
-Eu não deveria – funguei – Estar assim na sua frente.
Solucei algumas vezes e ele acariciou meu rosto.
-Sabe que isso não é nada... – jurei que ele havia piscado, tentou limpar as lágrimas.
-Não devia estar aqui agora... Mamãe, e as criadas e...
-Shiu – calou-me com um beijo – Por que choras?
-Ah, eu sinto tanto, é... É uma desonra, quando descobrirem... Eu vou para o seminário, para... Eu não sei...
-Do que está falando, Lucinda?! Seminário?
-Ah! – bufei.
Sentei-me com violência na cama, depois de estender a mão para um roupão e me cobrir com ele. Daniel se aproximou e segurou minha mão, ergueu meu queixo, e penetrou meus olhos.
-Há algo que quer me contar?
-Que tenho que lhe contar – corrigi – Por que agora?
-O que? O que tem de me contar.
Tomei lufadas de ar seguidas, que me deixaram tonta e nauseada, escondi o rosto entre as mexas de cabelo negras e Daniel me impediu de cobrir os olhos, pois cada vez afastava meus cabelos.
Eu olhei para seus olhos violetas e franzi o cenho, como falar isso para ele? Como dizer que estávamos condenados?
Não. Eu estaria condenado, eu o protegeria de todas as penitencias que ele seria acusado.
Quando dei por mim, minha mão já tocava o ventre, a dele acompanhava a minha e ele ainda não havia entendido, mas seus olhos mostravam uma expressão taciturna, ele trabalhava em uma teoria e eu logo acabaria com sua indignação.
-Um filho – expliquei – Eu estou esperando um filho.
Afastei minhas mãos dele e escondi o rosto com elas enquanto meu peito convulsionava, aliás, o corpo convulsionava.
Daniel se ajoelhou a minha frente e pegou em minhas mãos, as acariciando, como se ele pudesse ser bruto, não era seu feitio.
Daniel as retirou e levou até seus lábios, beijando-as, ele não deixou meu olhar desviar do seu, ergueu meu queixo e beijou minha testa.
-Calma, meu amor – pediu – Estou com você, tudo bem?
Tentei assentir.
-Como pude ser tão descuidada? Como pude me deixar engravidar?
A porta abriu em um baque, ricocheteando minha parede branca, assustada encarei mamãe, de olhos arregalados, o cabelo já parecia se arrepiar, ela parecia um touro bufante.
Apertei o lugar onde a mão de Daniel deveria estar, mas, quando olhei para o lado, não estava.
Ele havia simplesmente sumido. Suspirei, porque pelo menos eu havia conseguido livrá-lo, poderia conversar com ele depois.
Pus-me de pé, para encarar mamãe a altura.
-O que eu acabei de ouvir atrás da porta, Lucinda? –Mamãe grunhiu enquanto sem discrição batia a porta.
-O que não deveria. Falta de educação ouvir atrás da porta – contra ataquei.
-Eu estava passando, Lucinda – estreitou os olhos – A casa ainda é minha.
Ela se aproximou de mim e me analisou, tirou meu roupão e arrancou a toalha para contemplar meu corpo. Fitou minha barriga e apontou para ela.
-Estás inchada, Lucinda – observou, gemi, sentindo o vomito vir para mim – O médico estava a caminho, já chegou...
Ela havia o chamado pelo mal estar.
-Parece que já descobri o motivo – ela puxou meus cabelos e me ajoelhou no chão – Sabes a desonras que és?! Sabe disso Lucinda?
-Você não pode ter certeza.
-Ah, eu posso. Doutor! – ela gritou, e logo meu tio estava no quarto, encarando a minha figura deplorável que chorava nua ao chão, com os cabelos presos as garras de minha mãe – Para cama Lucinda.
Obedeci, não me restava muito e me deitei, meu tio fechou a porta.
-Abra as pernas, Lucinda – mamãe mandou, obedeci novamente, sentindo-me humilhada, ela virou o olhar para o doutor, titio – Minha filha, foi desflorada?
Com muita vergonha meu tio se aproximou e fez uma observação rápida, eu fechei os olhos, porque parecia menos vergonhoso, ele fechou minhas pernas, e eu abri os olhos a tempo de ver ele assentir para minha mãe, que me olhou com fúria.
-Estás prenha?
Titio confirmou de novo, mamãe me levantou com um puxão.
-Diga, Lucinda, quem é o progenitor deste demônio?!
Com a raiva que havia subido em meu corpo pelo nome que ela havia dado para o fruto de meu amor com Daniel, cuspi em sua cara.
-Não ouse insultar meu filho, E se demônio fosse puxaria a avó, ele tem seu sangue – contra ataquei.
Mamãe me encarou com uma raiva tão crescente quanto a minha, eu pude ouvir o eco do tapa que ela acertou logo em seguida em minha face, eu acabei por cair no chão.
Acariciei o rosto que certamente estava marcado pela sua mão cruel.
-Era o que faltava – cuspi com a força que me restava.
-Irás para um seminário.
Titio se pronunciou pela primeira vez:
-A igreja iria queimá-la, ela se recusa a dizer o pai da criança, seria acusada de bruxaria, então, julgada em uma inquisição injusta.
Mamãe me avaliou sem piedade alguma.
-Merecia ser queimada, Lucinda. Mas fui dura, tens toda a razão o sangue da criança é o meu também... – ela ponderou por um tempo e depois olhou para meu tio – Não conte a ninguém o que acaba de presenciar, irmão, e vá.
Titio apenas assentiu e partiu, ele não manteve um olhar comigo.
-Estás trancafiada aqui, Lucinda – mamãe deu seu veredicto – Agora todos pensaram que partiu para ser educada com uma tia avó e que voltará em menos de um ano – pareceu sorrir pela invenção – A criança irá para adoção.
-Não! – gritei – Não pode o tirar de mim.
Antes de fechar a porta estreitou os olhos.
-Eu posso Lucinda, terás duas escolhas, ou essa criança é condenada a adoção ou poderá ser criada por mim, como uma serviçal.
-Seu próprio neto – murmurei.
-Minha própria filha me causa desonra, eu sou boa, justa.
-Não!
Frívola ela ergueu uma chave.
-Lhe trarão de comer e beber, e na hora do parto, faremos como se faz com desonras, Lucinda, sabe bem disso.
Sabia ao que se referia, e temi. Ela fechou a porta e a trancafiou, desolada me encolhi no chão e olhei pela janela aberta, esperando Daniel voltar.
PDV DANIEL
-Cameron, Cameron – Cheguei ao nosso paraíso gritando, não, apenas murmurando alto o suficiente.
Não poderia chamar atenção e precisava de meu irmão. Não sabia onde ele estava nem onde isso acabaria. Nunca havia ocorrido nada assim. Nenhum anjo ou humana tiveram contato, quanto mais procriaram, ninguém sabia que isso era possível.
Lucinda deveria saber de meu segredo, e eu teria de salvá-la, eu precisava voltar.
-Cameron!
-Daniel! – a voz dele soou atrás da minha – O que houve?
Peguei em seu ombro e o olhei com receio.
-Precisamos conversar, em particular.
Logo estávamos longe de qualquer pessoa que pudesse especular nossa conversa, eu olhei seriamente para ele, suspirando, e respirando pesadamente.
-Cameron, o que acontece quando uma humana e um anjo procriam?
Cameron soltou uma lufada de ar apenas para depois o prender, os olhos quase saltaram das órbitas e sua boca travou.
-Daniel... Lucinda espera um filho teu?
Notas finais
mas vcs q escolhem só q assim é mais cumprida pq vai ter drama
e eu já decidi o sexo do bb tbs2
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