Our Curse

14 Capitulo 14


Notas iniciais
EU VOLTEI EU CONSEGUI EU ESCREVI RÁ Desculpa gente, passando por epocas dificeis. Ei, fui aceita no internato, beijo. DEMI A MAIS LINDA TODAS

PDV NARRADOR

Abigail Dalton acordou com um sorriso desdenhoso e presunçoso no rosto, espreguiçou-se como apenas alguém completamente satisfeito com a vida faria.

O marido ao seu lado não havia pregado o olho um só segundo, o contorno avermelhado ao redor deles dizia isso, estava assustado. Ficou de olho no monstro com quem dividia a cama, sem entender como ela poderia dormir com isso.

Mas Abigail nem se lembrava que um dia tivera Lucinda Dalton como filha. Os pensamentos que lhe rondavam a mente era a pequena criatura fruto de um pecado que dormia no quarto das criadas.

Abigail tomou um banho matinal preparado por uma criada de cor, sem tirar o sorriso presunçoso. Ela estava fazendo toda a vida da garota.

Obrigaria a criada mais clara a assumir como filha, depois por generosidade ensinaria-a lições e um tempo depois a mandaria para longe.

Abigail nem imaginava que seu sorriso estava para afundar assim que pisasse no andar de baixo.

Com o vestido arrastando atrás de si e sendo o único som da casa, Abigail entrou no quarto das criadas com lábios vermelhos, cor do sangue, exibindo todos os dentes.

O rosto desmoronou quando se aproximou do Moisés que carregava nada mais do que lençóis.

As criadas ao lado, de olhos assustados, se encolheram quando o grito da Lady foi tudo que Paris ouviu.

Lady Abigail subiu correndo as escadas, com o vestido nos tornozelos, acompanhada de todos os moradores da residência. Irrompeu na porta do quarto de quem um dia foi sua filha, e não encontrou nada, mas caos e bagunça, e uma janela aberta, no quarto abandonado.

—NÃO! – Gritou enfurecida para a janela – NÃO! – Paris inteira poderia ouvir – EU TE ACHAREI LUCINDA! SUA VIBORA TRAIDORA!

~UM ANO DEPOIS~

PDV NARRADOR

—Vem, vem – Lucinda balançou as mãos para a criança três passos de distancia a sua frente – Vem para a mamãe meu amor.

Jeanne gargalhou e cambaleou ao se por de pé, e então com passos rápidos se jogou no braço da mãe, sendo acariciada por vários beijos e mimos, e enfim girada.

—Muito bem! Você conseguiu, não foi?

Segui mamá!— Balbuciou.

—Ei – Daniel apareceu por trás de Luce abraçando sua cintura e depositando um beijo em seus lábios – Quem está caminhando e tagarelando?

—Eu, papá!

Lucinda espremeu a bochecha do bebê de olhos violeta e cabelos escuros a sua frente com um beijo.

—Você vai fazer grandes coisas sabia? – Lucinda conta a ela enquanto gira para casa até sua cama, como se previsse o futuro.

Daniel ergueu uma sobrancelha e seguiu a esposa que estava apoiada largando o bebê no berço que ele mesmo havia feito.

—Como sabe disso?

Daniel gira Lucinda para que seu corpo se encontre com o dela, e ele a afasta do berço e a beija, tendo como trilha sonora apenas as risadas da pequena criança que fazia sua vida ter mais cor.

—Um pressentimento – Ela explica – Podemos conversar?

—Quando você quiser – Ele beija sua testa – Menos agora...

Lucinda ergueu uma sobrancelha desconfiada e ligeiramente irritada.

—Por que não?

—É que o Duque...

—Precisa de você? Não cortou madeira o suficiente TODOS os dias dessa semana?!

A testa de Lucinda se franziu e ela se afastou de Daniel de um modo brusco de mais, os punhos se cerraram e o seu peso mudou para o pé esquerdo enquanto o direito batia repetidas vezes no chão.

—Eu não posso ter meu marido para mim nem para conversar?

—Ei, ei – Daniel deu um sorriso satisfeito, ouvindo da boca de Lucinda a palavra ‘marido’ que se referia somente a ele. Daniel beijou sua testa e a abraçou de encontro a seu corpo, Luce era pequena comparada a ele e aparentemente frágil – É assim que cuido de vocês, certo?

Luce deu o braço a torcer e transformou o lábio inferior em um beicinho.

—Volta logo?

—Juro que volto.

Luce caminhou com ele até a porta de casa, apenas um cinco passos da onde estavam, despediu-se com um beijo demorado e meloso, Daniel vestiu o casaco e se afastou, enquanto Luce observava suas pegadas na neve. Suspirou.

Daniel foi se afastando do calor de sua casa e do abraço de sua família.

O seu pé afundava na neve, mas com o tempo ele aprendeu a encolher seus dedos para conseguir andar ali, sem precisar abrir secretamente as asas.

Estava afastando o suficiente para não poder mais ver sua casa, mal conseguia ver a fumaça que emanava da chaminé. Mais que tudo Daniel queria voltar e ficar lá para sempre.

Daniel não havia se preocupado com o Trono por um ano inteiro, no inicio estava inseguro de que seu irmão o entregaria, mas com o passar dos meses Daniel ficou mais confiante, e despreocupado, baixou a guarda. E errou. Seu irmão o traiu.

—Daniel – A voz de um de seus irmãos divinos o fez tremer e parar exatamente onde estava, deu meia volta e encarou os olhos dolorosos de Roland – Há quanto tempo.

—Roland – Daniel perdeu o fôlego.

—Você sumiu... Por uma humana? – Roland ergueu uma sobrancelha e desferiu um olhar para Daniel, claramente magoado – Você largou sua família pela Terra, Daniel?

—Roland, eu a amo. E eu tenho uma família aqui.

Roland ficou ereto e o encarou, olhando diretamente em seus olhos, um centímetro mais baixo.

—O que quer dizer?

Daniel passou a mão pelos cabelos e afastou um pouco da neve que caia neles.

—Eu não sabia que isso era possível, Roland, mas eu e Lucinda... – Daniel deu um sorriso abobado – Nós temos uma filha, ela é incrível.

Roland deu um passo para trás apavorado.

—Cameron não contou essa parte para nenhum de nós! – Praguejou.

Daniel sentiu-se completamente traído pelo irmão e melhor amigo. Cameron o entregara. E agora ele arrasará com o resto de chance que tinha de salvar sua família, contou sobre a existência de sua própria filha, a pôs em risco.

— Roland, quem mais sabe? Por favor...

—O conselho inteiro sabe Daniel. Lúcifer que arrancar suas asas e acabar com a vida da garota, imagina se souber da criança – Os olhos de Daniel quase saltaram das órbitas e um não entalou em sua garganta -, mas O Trono me mandou até aqui para avisá-lo que não tens muito tempo, Daniel, ele quer uma reunião com você e o conselho, isso nunca acaba bem.

—Por favor, Roland, não as bote em risco, se ao menos as conhecesse entenderia. Lucinda é esbelta, inteligente, determinada, ela é uma visão, o verdadeiro paraíso! E... – Daniel soltou um suspiro e deu um pequeno sorriso – Jeanne, ela é fantástica! É espetacular, nunca vi uma criança ser como ela...

—Você nem ao menos viu uma criança.

—Escute, Roland! As crianças do paraíso não chegam aos pés dela, os anjos descobrem seu dom apenas depois de seu primeiro bater de asas, não? Isso poderia demorar quatro anos divinos, mas aqui, ah, Jeanne tem um dom, Roland! E se quer tem asas ou é completamente angelical.

—Um dom?

—Jeanne tem a visão, Roland.

—Do que estar a falar?

—É difícil saber completamente, ela ainda não fala articuladamente, mas as vezes dá sinais, ela sabe o que vai acontecer, não duvido que já não te conheça, que já saiba teu nome. Precisa...

—Daniel, NÃO! – esbravejou Roland – O trono me deu uma missão e eu devo cumprir. Foi avisado, volte enquanto pode, ou eu não sei o que acontecerá. – Roland abriu as asas e planou alto – Boa sorte.

Daniel permaneceu paralisado onde estava, encarando o ponto brilhante que acabou de planar e desaparecer no céu de inverno.

Voltou para casa, correu até lá, a porta ricocheteou e nem se quer assustou Jeanne que apenas riu, sabendo que era o pai. Lucinda virou-se assustada deixando a tigela de madeira cair de encontro ao chão. Daniel a envolveu em um abraço sufocante e beijou repetidas vezes seus lábios.

—Eu te amo, Luce, te amo, demais, para sempre, meu amor – Ele sussurrou de encontro ao seu ouvido. Lucinda acariciou suas costas, ainda assustada.

—O que foi Daniel? O Duque não precisava de você?

— O Duque que vá se danar, Luce, — Daniel retirou malas de baixo da cama e jogou tudo o que encontrou – Precisamos ir embora.

Era o melhor plano que ele podia ter, fugir, levar Lucinda e sua filha para um lugar mais afastado.

—Por quê? – Luce seguiu até o marido – Daniel, o que foi? O que aconteceu?

—Precisamos ir Luce, precisamos.

Os olhos de Daniel encontraram os de Jeanne e um choro irrompeu da garganta do pequeno ser encolhido no berço, Lucinda estendeu os braços para abraçar a filha.

—Daniel, me explique – Ela segurou seu braço enquanto aninhava a filha – O que está acontecendo? – Deixou uma lágrima escorrer – Estou ficando assustada.

Daniel respirou fundo e beijou a testa de Luce, segurou ambas em seu abraço e ergueu o queixo de sua mulher.

—Eles me acharam, Luce, nos acharam.

—Eles...?

— O conselho, O Trono.

—Não! Daniel – Lucinda agarrou a bainha de sua camisa – Não ouse nos deixar Daniel, não os deixe te tirar de nós, principalmente agora, aliás nem nunca.

—Luce, Luce, vamos ir embora... Principalmente agora? – Uma sobrancelha se ergueu.

Luce enxugou algumas lágrimas.

—Eu sei que – Ela fungou – Não é a melhor hora, mas, eu acho que estou grávida, de novo.

Daniel suspirou e passou as mãos no rosto, então deu um grande sorriso e beijou Lucinda com carinho.

—Lucinda, você me faz mais feliz a cada dia, vocês são tudo, e eu não posso perder vocês, vamos embora.

—Para onde quiser nos levar. Estarei sempre ao seu lado.

Notas finais
please comentem e me xinguem se necessário