Our Confused Romance
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Chegamos na delegacia e o policial levou agente até uma pequena sala onde ficava duas secretarias cuidando de uns papeis que pareciam ser intimações,processos, ocorrências e avia pessoas prestando queixas em uma outra sala.
- Que historia é essa de irmão Vitória? — Virginia perguntava baixinho
- O Gerarad que disse pra falar isso.
- Ele vai demora pra chegar?
- Acho que não ele disse que já tava saindo.
- Ele sabe onde a agente tá?
- Sabe ué!
- Você disse pra ele que vinha pra essa delegacia?
- Não.
- Então como ele vai saber que agente tá aqui Vitória?
- Não sei...
- Depois fala de mim.
- Eu vo ligar pro Gerard o policial disse que podia liga né?
- É, liga.
- Éh, então né eu acho que deixei o celular no carro do Gerard.
- Eu não acredito nisso Vitória!
- Desculpa.
- E agora como o Gerard vai saber que agente ta aqui?
- Ele já sabe.
- Como ele pode saber se você não conto?
- Por ele ta aqui!
- Aqui aonde?
- Ali.
Olhei para a recepção onde estava um homem de costas com uma calça jeans que parecia ser skinny preta, all star branco e uma camisa branca, ele até que tava bonitinho.
- AAAh é o Gerard !!
- Será que agente pode ir lá.
- Mais é claro.
- Mas o policial disse que era pra agente não sair daqui.
- Ai Vitória vamos logo.
Enquanto Virginia se levantava para ir em direção ao balcão, Gerard e o policial estavam vindo em nossa direção.
- Senta Virginia.
- Agente não vai lá no Gerard?
- Ele já ta vindo com o policial.
Virginia olhou para trás rapidamente de depois disfarçou se sentando novamente na cadeira.
- Meninas tenho uma boa noticia, vocês já podem ir embora o irmão de vocês já assinou os papeis para que vocês pudessem ir embora.
- Valeu maninho.
Virgina falo de um jeito que não pareciam ser irmãos e sim um casal de namorados, que na verdade eram mas acho que ela esqueceu que estavamos fingindo ser irmaõs, aposto que o policial pensou o mesmo deu pra perceber que ele estava desconfiando, todos ficamos em silêncio e o policial olhava Virginia e Gerard como se quisesse dizer " Eu sei que vocês não são irmãos coisa nenhuma, mas não tenho provas o suficiente".
- Então vamos garotas.
Gerard com certeza também percebeu a desconfiança do policial.
- Vamos.
Dissemos juntas, saímos e fomos em direção ao patio da delegacia onde provavelmente estava o carro de Gerard.
- O que deu em vocês pra fazerem isso ?
- É que a Vitória queria ir no hospital e eu achei que sabia dirigir.
- Bom pelo menos vocês não bateram e iam fazer oque no hospital?
- O Fernando, ele morreu ai eu ia levar a Vi no hospital e você tinha saído.
- O Fernando morreu? de morrer?
- É Gerard morreu não esta mais vivo.
Respondi com um pouco de raiva odiava quando as pessoas faziam perguntas, que já sabiam a resposta ou que a resposta era óbvia.
- Nossa não precisava ser grossa rum.
Gerard disse fazendo gestos de menina.
- Que gay.
Virginia disse dando um leve tapinha na cabeça de Gerard enquanto Gerard a puxava pela cintura para um beijo.
- Oi eu to aqui, obrigada pela vela queridos amigos.
- Você não quer o Frank ué.
Virginia disse dando um sorrisinho.
- Não começa Virginia, e cade o seu carro Gerard?
- Ali oh.
Gerard aponto para carro e todos nos fomos em direção a ele.
- Você ta com raiva Gerard?
Virginia perguntou meio desconfiada.
- Por?
- Eu peguei seu carro e vim parar na delegacia, você tem que ta com raiva!
- Então eu to.
- Então você tá mas não tá?
- Isso, agora vamos.
Entramos no carro e Gerard deu a partida
- Gerard você pode me deixar no hospital.
- Okay.
*************************
- Chegamos Vi.
- Valeu Gee e desculpa.
- Que nada.
- Eu vou com você Vi.
- Não precisa Virginia eu me viro.
- Tem certeza?
- Absoluta.
- Então ta né, tchau.
- Tchau.
Desci do carro e fui direto para a entrada do hospital, peguei um elevador e subi até 0 2º andar como a enfermeira havia dito, chegando lá fui até o balcão onde estava uma enfermeira de meia idade.
- Oi, por favor a enfermeira Isabel.
- Sou eu mesmo.
- Eu só a amiga do Fernando, a senhora me ligo.
- Ah sim , os pais dele já chegaram faz um bom tempo.
- Eu tive um problema no caminho.
- Trânsito?
- Mas ou menos.
A enfermeira sorriu de canto e retribui com um sorriso meio sem graça.
- Bem, eles estão logo ali, quer que eu a leve até lá?
- Pode ser.
- Por aqui.
A enfermeira saiu de trás do balcão e seguiu pelo corredor do hospital e eu a segui.
- Eu posso ver o corpo?
- Se você tivesse chegado uns 30 minutos antes, ele já está no IML para as últimas conclusões, conclusões acho que não é bem a palavra correta mas acho que me entende.
- Entendo sim, sem problemas.
- Aqui, eles estão ali.
Estávamos em uma sala de espera, onde havia 3 sofás, a mãe de Fernando estava sentada no sofá que ficava de lado para uma janela grande com uma paisagem para o pôr do sol, o que me fez parar e olha-lo por alguns minutos me fazendo relembrar de alguns momentos bons com Fernando, foi como um flashback dos melhores momentos que tivemos juntos, mesmo com tudo que tinha acontecido nesse fim de namoro entre ele e eu não tinha como esquecer desses momentos.
- Vai falar com eles?
Ouvi uma voz baixa, quase um sussurro que me fez voltar a realidade depois de relembrar alguns momentos do passado.
- Vou.
- Ok, vou voltar para o balcão se precisar de alguma coisa estarei lá.
- Obrigada.
A enfermeira seguiu de volta pelo corredor, esperei um momento até falar com os pais de Fernando, procurando o que falar naquele momento. Me aproximei mas deles ficando ao lado da Sr. Sousa que consolava a esposa que chorava com as mãos no rosto e cabeça baixa.
- É... Sr.Sousa, desculpe por ter chegado só agora, tive pequeno problema no caminho.
- Tudo bem e obrigada por avisar Vitória.
- Era o mínimo que eu podia fazer.
- Se não se importa, vou levar ela para casa esse ambiente não está fazendo bem para ela muito menos para mim, desculpe, se pudermos conversar outra hora.
- Tudo bem eu entendo e claro que podemos, sinto muito por isso ter acontecido, muito mesmo.
- Todos nós sentimos.
Eles saíram lentamente da sala, fiquei acompanhando com os olhos, até que desaparecessem no corredor, voltei a olhar o pôr do sol, pensando em tudo que tinha acontecido nesses últimos dias e o que ainda poderia acontecer daqui pra frente.
Fale com o autor