Our Chance To Love
1 Único
Notas iniciais
A fic se passa na era moderna, na França. Eu achei que misturei um pouco com a era medieval, mas eu nunca liguei para essas coisas. Se perceberem que esse fato atrapalha o desempenho da fic, me avisem e então eu dou um jeito de consertar ela!
Boa leitura!
Segui a passos apressados em direção ao mar verde que a floresta formava em minha frente. Olhei para trás, vendo que ninguém mesmo me seguia. O grande castelo que eu chamava de lar estava bem quieto, já que ainda era muito cedo e o sol sequer havia nascido direito.
Eu sabia, que naquela hora do dia, os ‘cachorros’ de meu pai não estavam em alerta, então eu podia sair da fortaleza facilmente. Voltei minha atenção para os arbustos e sumi por entre eles. Já conhecia aquele caminho como se fosse meu próprio corpo.
A clareira se aproximava e o brilho de meus olhos aumentava. Era inevitável, eu o havia visto ontem e já estava morrendo de saudades. E aquele era um lugar mais que sagrado, onde lutávamos a fim ver quem tinha o amor mais puro.
Cheguei lá, tirei o bonito casaco que vestia e o joguei no chão sem me importar se a vestimenta poderia sujar. Andei até o meio do espaço sem árvores, preocupado. Ele nunca se atrasava.
Mas virei-me para o outro lado, e naquele extremo, o vi correndo em minha direção e desviando das árvores. Tinha um enorme e encantador sorriso, seus cabelos acinzentados estavam um pouco colados no rosto por causa do suor. Ele estava vindo tão rapidamente que apenas precisei das alguns passos para que nos abraçássemos de modo apaixonado.
Yuki, meu ex-tutor... companheiro, amigo, amante.
Meus dedos, que pousavam em suas costas, se fecharam no tecido do sobretudo e o puxou. O tirei facilmente, já que estava aberto – talvez até de propósito. O deixei apenas com uma camisa branca e de mangas longas com um colete negro por cima. Eu o achava lindo daquele jeito.
“Que bom que está bem, Teru...”, ele disse, me abraçando pela cintura.
“Com você eu sempre estou bem.”, sorri. Não tinha mesmo volta, tudo nele era perfeito e eu estava completamente envolvido.
Não demorou muito tempo para que caíssemos na relva macia, enrolados um no outro durante um beijo tão intenso quanto o amor que compartilhávamos.
Eu ainda me lembrava perfeitamente de quando meu pai o havia contratado para ser meu tutor. O meu Yuki podia ser um soldado, mas era muito inteligente. Com ele, eu tinha tudo para ter um bom aprendizado e me diferenciar de outros que nem sabiam ler um livro. Aliás, ser o herdeiro de um clã francês já era nascer sem escolha alguma.
Mas fora justamente por causa dele, que meus olhos não conseguiam associar nenhuma palavra do livro de literatura. Eu estava sentado no chão de meu quarto, ‘observando’ as páginas, e ele agachado atrás de mim, me provocando. Perdi completamente a razão quando Yuki me pediu um beijo, e aquele foi o começo de nossa paixão proibida.
Alguns dias depois, eu senti pela primeira vez o que era a sensação de não se dar bem na avaliação, mas não me arrependi. Nunca me arrependeria de tê-lo sussurrando coisas sem sentido perto de meu ouvido, nunca.
“Está distante, meu príncipe...”, o ouvi sussurrar, como na primeira vez. “Diga-me o que há.”
“Apenas pensando em nós.”, respondi docemente. Levantei o tronco e sentei em seu colo com uma perna de cada lado de seu corpo, que era bem mais desenvolvido que o meu. Entrelacei nossas mãos e o puxei.
Yuki se sentou, me agarrando de novo e encaixando seu rosto na lateral de meu pescoço.
“Eu queria tanto sumir...”, continuei, “Fugir junto com você e viver sem ter que esconder nosso amor, Yuki...”, terminei com um suspiro. Ele continuou em silêncio, massageando minhas costas por baixo das roupas.
Aquela falta de reação, aos olhos de alguém que não o conhecesse, poderia ser classificada com fria. Mas eu o conhecia o suficiente para ter certeza de que aquele era o seu jeito, exclusivo. Afinal, fora treinado para ser frio e calculista como qualquer outro soldado.
O vi levantar o rosto, encostar os lábios na ponta de seu queixo. Meu corpo tremeu todo com aqueles olhos tão belos, que nem a pérolas negras se podiam se comparar.
“Teru...”, aquela voz grave quase ecoou. “Você largaria tudo... todo o seu conforto e tudo o que conquistou até agora para um futuro incerto?”, perguntou. Pra quê? Ele já sabia a resposta.
“Claro. Do que adianta eu ter tudo isso se nunca serei feliz de verdade?”, indaguei, o encarando do mesmo modo, “É a nossa chance... nossa chance de amar sem medo.”, disse com carinho.
Me amoleci todo quando aquele enorme sorriso de antes se abriu em seus lábios, novamente. Naquele começo de manhã, eu chorei como nunca havia chorado antes. Era uma felicidade tão imensa quanto o mundo.
Ele chorou junto comigo, mas de modo menos intenso. Nos envolvemos profundamente de novo e nos amamos ali mesmo. E, antes de me fazer fechar os olhos, o meu amor de beijou de leve.
\"Me espere. E sonhe comigo, meu príncipe...”
Eu o esperaria e fugiríamos para longe. Mesmo que fossemos perseguidos até a morte, preferia morrer ao seu lado a morrer sozinho. E juntos vamos construir a nossa vida, e moldar nossos sorrisos mais bonitos outra vez.
Notas finais
Isso não quer dizer que eu não as quero, pelo contrário! Preciso saber se fui bem.
Kissus!
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