Notas iniciais
Um feliz Dia das Mães! Enya Flowers

A dor do parto era algo que não fora mencionado pela Septã que a treinara para ser uma Lady. No entanto, o que sabiam aquelas mulheres que vestiam cinza e adotavam a castidade sobre as relações conjugais? Walda também não fora ensinada sobre a noite de núpcias e mesmo assim se saíra muito bem. No entanto em relação a dar a luz teve sérias dificuldades. Talvez fosse o seu sobrepeso, talvez o intenso frio do Norte ou talvez fosse o fato de que iria expelir de seu ventre uma cria do homem esfolado. Qualquer que fosse o real motivo, seus gritos de dor ecoaram por toda Winterfell durante as vinte horas que sofrera com fortes contrações. Foi um alívio quando a parteira anunciou que a cabeça da criança já estava visível. Com mais meia dúzia de fortes empurrões ela dera a luz um menino.

Quando os seus gritos cessaram, os da criança recém nascida começaram. No quarto que fedia a sangue e suor, a vida se fez presente ao invés da morte. O Meistre que assistira ao parto estava admirado com o acontecimento. Ninguém esperava que ela e a criança vivessem ao mesmo tempo, contudo ela estava determinada a ver seu filho crescer e se tornar um homem. Ele será um homem tão bom quanto o pai, desejou em silêncio, embalando a criança ensanguentado em um manto de lã tingido de rosa; a cor da Casa com a qual ela se casara.

Depois do evento conhecido como Casamento Vermelho, Lorde Roose Bolton ganhara má fama, mas para Walda o senhor seu esposo era bom para com ela e se o seu filho fosse como o pai, já seria o suficiente para encher a jovem mãe de orgulho.

Como uma mulher, nada lhe daria mais prazer do que ter o seu lar cheio de crianças geradas por ela. Walda considerava Forte do Pavor uma fortaleza terrivelmente solitária e se angustiava com a ideia de retornar para lá um dia. Tendo nascido e crescido nas Gêmeas, em sua cultura a felicidade era medida na quantidade de vidas paridas e de quartos ocupados.

Porém não importasse quantos filhos tivesse, dentro de seu coração de mãe, ela adotara Ramsay, o bastardo de seu marido, como o seu próprio filho, mesmo que regulassem de idade. Para ela, Ramsay era e sempre seria o seu primeiro filho, ainda que não dividissem o mesmo sangue. E esperava em silêncio que o seu enteado dividisse com ela o mesmo afeto e o estendesse para o irmão que acabara de vir ao mundo.

Naquele momento de êxtase, a ansiedade de aceitação a dominava.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.