Ou ser tragada pelo mar

1 Get lost and then get found


Notas iniciais
essa história já tá pronta tem um tempo. eu estive esperando uma amiga fazer uma capa, mas desgraças aconteceram (e não rolou feijoada) então decidi postar assim mesmo antes que ela mofe pela eternidade no meu google drive. de qualquer forma, quem quiser fazer uma capa pra essa fic terá absolutamente todo meu amor. sendo honesta, honestíssima, demorei HORRORES pra fazer essa fic. bem mais do que o tradicional, e eu fiz bastante questão de fazer ela mais longa do que meu costume. ela é bem importante pra mim. espero que vocês consigam gostar dela.

Ou ser tragada pelo mar

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Well, that's where I belong

And you belong with me

And I could write it down

Or spread it all around

Get lost and then get found

Or swallowed in the sea

[...]

And I could write it down

And spread it all around

Get lost and then get found

And you'll come back to me

Not swallowed in the sea

— Swallowed in the Sea — Coldplay —

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A cidade caiu muito antes que Sansa nascesse; sua própria mãe era só uma menina quando aconteceu. As história são ao mesmo tempo belas e terríveis: o reino atacado por invasores sanguinários, as pessoas morrendo, a família real recolhida em seu palácio, apavorada; as capelas cheias de sacerdotisas entoando preces fervorosas. E então, como num passe de mágica, sua avó — a Rainha! ela nunca tinha saído dos arredores do palácio antes, todos ficaram tão maravilhados (não, Sansa, você não pode sair do palácio) — deu a ordem que submergiu a cidade toda. Tudo que seus olhos podem ver, pequena criança, tudo isso já esteve na superfície um dia. E então a Rainha mandou que baixassem a cidade, e erguessem os escudos para que sustentassem o Oceano (algumas civilizações acreditam que nós realmente vivemos debaixo d’água, você pode acreditar, sua Alteza?) e eles estavam, todos, finalmente, protegidos. As pessoas notaram que a guerra tinha ficado para trás, e decidiram tocar suas vidas, e então Atlantis prosperou novamente. A família real se recolheu ao palácio, mas infelizmente a Rainha morreu alguns anos depois. O povo recebeu a notícia com muito pesar no coração, princesinha, porque sua avó era uma monarca muito boa e querida; mas felizmente a sua Majestade, lady Catelyn, assumiu e todos ficaram felizes de novo, porque a nova Majestade era a filha querida da Rainha. E, em breve, será a sua vez, lady Sansa. Sua vez de assumir o trono que é seu.

~

Lady Olenna Tyrell mora muito além das planícies mais antigas. É uma senhora muito velha, todo mundo sabe, e que tem uma linda, linda neta que ninguém nunca viu. Sansa já tropeçou por aí com o irmão dela, Loras Tyrell, que é bonito e simpático como um príncipe de histórias muito velhas, mas nunca viu Margaery pessoalmente. Quer dizer, nunca até aquela manhã — quando ela desce as escadas para tomar um copo de suco de laranja antes que sua mãe note que ela não se alimenta desde a noite anterior e dá de cara com uma garota de pele de porcelana e perfeitos cabelos castanhos que emolduram o rosto mais bonito que Sansa já viu na vida.

“Olá” ela diz, meio hesitante, e a desconhecida sorri amigavelmente, pondo-se de pé com um pulinho.

“Olá. Eu sou Margaery Tyrell” ela é sorridente e meio hiperativa, seus pés batendo no chão em intervalos regulares de quatro segundos — Sansa, como se espera de uma herdeira criada cercada só pela família, é meio neurótica.

“Lady Margaery” Sansa inclina a cabeça educadamente, dolorosamente consciente de que está usando o seu pijama mais horrível, aquele estampado com algas marinhas que ela usa desde que parou de crescer.

“Sansa” a voz de sua mãe surge severa no topo da escada, claramente descontente com as roupas da filha. “Noto que você e lady Tyrell já foram apresentadas”

“Acabamos de nos encontrar, mamãe” Sansa responde automaticamente, praticamente sentindo seu rosto ficar vermelho e quente.

“É verdade, Majestade” Margaery acena solenemente, bastante séria, mas suas mãos estão inquietas. “A sua Alteza acabou de descer as escadas. Creio que iria para a cozinha?” ela pergunta muito educadamente, mas seus olhos estão brilhantes de diversão. Sansa gosta dela instantaneamente.

Lady Catelyn fica parada, muito elegante em seu vestido salmão, antes de suspirar pesadamente. “Claro, claro… Você poderia acompanhar minha filha até lá, lady Tyrell? Tenho certeza que se Sansa for sozinha tomará só um suco ou coisa que o valha”

“Claro, Majestade, será um prazer”

Elas caminham uma ao lado da outra por corredores que parecem intermináveis, presas em uma espécie de silêncio de expectativas. Margaery está com uma comprida blusa azul de mangas longas, bordada com inúmeras delicadas e pequeninas rosas amarelas por toda sua extensão. Usa também uma calça de caçada justa e negra; e está descalça, mas desenhos em tinta azul marinho sobem da sua planta dos pés. O conjunto todo é surpreendentemente harmônico, e talvez o seja porque Margaery é incrivelmente bela.

“Quer dizer que sua Alteza tem o costume de beber apenas sucos, e pular refeições?”

“Não foi isso que minha mãe disse!” ela nega, infantilmente e com veemência. Margaery faz de conta que não a ouviu.

“Foi o que deu a entender, de qualquer forma; não é muito saudável que você se alimente assim, quer dizer, você é a herdeira do trono; mesmo eu, que sou só uma nobre, não posso me alimentar assim”

“Eu tenho uma irmã, sabia?”

“Você já está planejando sua morte?” Margaery abre a boca em uma divertida expressão de horror. “O que a sua Majestade faria se soubesse que sua filha mais velha está pensando em coisas assim!”

“Eu não estou planejando minha morte!” Sansa se agarra na barra da blusa de Margaery, onde dá sutis puxões. Margaery não dá a mínima e sua risada ecoa pelos corredores. Sansa está tão vermelha, ela tem tanta certeza que deve estar da cor das paredes, cor de sangue fresco; inclina a cabeça para o lado, de modo que os cabelos longos tampem um pouco. “Só estou dizendo que se eu, por alguma infelicidade, morresse, o reino não ficaria desprovido de possível monarca”

“Ah, claro, porque lady Arya nasceu pra governar”

“Qual o problema se ela governasse?”

“Ela odeia. Está na cara que ela odeia. Quando eu cheguei aqui ela estava batendo em alguns menininhos com uma espada de madeira, e sua Ama estava correndo atrás dela dizendo lady Arya, lady Arya, você está atrasada para sua aula de economia!” Margaery faz uma adorável voz de falsete que soa tão distante da voz da Velha Ama quanto o sol está distante da lua.

“Você não tem que gostar para governar” Sansa senta-se pesadamente numa cadeira acolchoada e pega uma maçã que começa a descascar com uma faquinha. “Todo mundo sabe disso”

“Mas se você odeia uma coisa você é péssima nela. Todo mundo sabe disso” Margaery está sorrindo presunçosamente e Sansa não quer que ela a pegue sorrindo de volta, então crava os dentes na maçã com um desespero renovado. “Uau, você realmente está com fome, Alteza! Você come assim na frente dos seus convidados?”

“Nós não costumamos ter muitos convidados por aqui. Você sabe, nosso povo não gosta de visitas, e Atlantis não tem mais forasteiros desde que caiu”

“Deve ser muito triste viver assim”

“Não sei do que você está falando. Quer dizer, eu sou sua futura Rainha e nunca tinha te visto antes de hoje. Todo mundo diz que lady Olenna Tyrell te esconde. Eu estava começando a duvidar da sua existência”

“Acusar uma duquesa velha de esconder sua neta não é algo que você diz na primeira visita de uma nobre ao seu palácio, lady Sansa” Margaery diz, muito séria, mas seus olhos estão brilhando como no momento em que ela a entregou para sua mãe, dizendo que ela estava indo para a cozinha, então Sansa tem uma vaga esperança que ela esteja brincando.

“Eu sei, desculpe. Eu geralmente sou mais educada, mas eu estou particularmente com fome”

“Eu notei! Você já comeu três maçãs, Alteza. Talvez seja melhor comer algo que sustente mais”

“Pela deusa, você fala como uma velha!”

“Eu tenho irmãos mais novos!” ela se coloca subitamente na defensiva. Aparentemente a parte maternal de Margaery não é algo de que ela tenha orgulho, e Sansa guarda essa informação cuidadosamente.

“Claro… Eu também tenho. Irmãos mais novos, quero dizer”

“Eu sei. Todo mundo sabe, lady Sansa. Você é a princesa herdeira”

“Às vezes eu queria ter uma partezinha da minha vida que fosse particular”

“Tem muitas coisas suas que são particulares. Quem você é, por exemplo. Todo mundo tem uma ideia da sua aparência, mas ninguém fora do palácio te conhece, então eles não sabem quem você é — só saberão quando colocarem a coroa na sua cabeça”

“Eu acho que você tem razão…”

“E como é o seu quarto, por exemplo, ou qual sua flor favorita, ou seus hobbies — esse palácio parece tedioso, você simplesmente tem de ter hobbies”

“Já entendi, Margaery, já entendi” Sansa esconde o riso atrás da mão direita, seus olhos se enrugando como uma elegante teia de aranha feita de alegria.

“Agora que você já morreu de tanto comer maçãs, que tal nós irmos caminhar pelo ala norte do palácio? Cá entre nós é onde todo mundo diz que tem as pinturas mais legais” Margaery diz, sorridente, e dá seu braço para Sansa entrelaçar com o dela. É a primeira vez que Sansa se sente mais como uma garota do que como uma princesa, e ela decide que gosta da sensação.

~

Na segunda vez que elas se encontram Sansa está apoiada na janela de vidro, olhando para o mar se movimentando do lado de fora. Seu rosto está frio e dormente, e suas mãos estão cansadas de suportar o peso do seu corpo quando Margaery chega e para ao lado dela.

“Por que você está despendurada assim? Está querendo vencer a barreira do vidro e se atirar ao oceano?”

“Eu não sei… É possível?”

“Não. Esses vidros são reforçados” Margaery diz, monotonamente, e Sansa suspira desanimada. Inconsolável.

“Eu me sinto presa aqui”

“Tudo bem, eu sei, vem comigo”

Elas correm descalças pelos corredores — os pés de Margaery estão novamente pintados, mas dessa vez ela usa uma espécie de bermuda e dá para ver que o desenho cresce até sumir na barra da roupa —, abafando risos para mão serem pegas, até chegarem aos portões do castelo.

“Como a gente vai sair?”

“Está tudo bem, eu tenho um plano” Margaery anda rapidamente, olhando para trás a cada três passos para ver se Sansa está a acompanhando, até que decide que é mais prático simplesmente segurar a mão dela e correr. E é isso que elas fazem, então. Correm com os dedos entrelaçados, os cabelos embarançando-se no vento e as risadas sumindo no ar. “Aqui, por aqui, Alteza, tem uma árvore em algum lugar…”

“Nós vamos escalar?”

“Não se preocupe, é fácil e a árvore é cheia de lugares para apoiar os pés e as mãos”

“E como vamos descer?”

“Do outro lado tem um amontoado de grama. Vai ser divertido, você não acha?”

“Eu tenho certeza”

Elas escalam a árvore — Margaery primeiro e então Sansa — e acabam caindo enroladas na grama, rindo e se levantando em um pulo, correndo descalças pela rua em direção a… Bom, algum lugar.

Algum lugar onde elas não se sintam presas.

~

“Não é bonito?”

“O que?” Margaery pergunta, se pondo na ponta dos pés para enxergar o que Sansa está vendo além da janela.

“O jeito que o sol passa pelo mar”

“É lindo”

(sansa se lembra de quando era muito pequena e sua irmãzinha, arya, nasceu; sua mãe estava deitada num quarto enorme com uma janela que era como um mundo, e dava para ver o sol iluminando a água — sansa não sabe o que é céu que sua velha ama conta, mas imagina que talvez seja o topo do mar?)

~

Sansa gosta de correr e correr e correr como se tudo fosse acabar no dia seguinte. Ela está sempre fugindo e se escondendo das responsabilidades e da vida assustadora que ela tem que viver e ninguém nunca antes a tinha achado em seu esconderijo favorito, na ala sudeste, num quarto desocupado e embaixo de uma mesa. Ela se esconde lá desde que era criança e ninguém nunca a tinha encontrado. Quer dizer, nunca antes de Margaery. Sansa sabe que é ela antes que ela diga algo, porque seus passos são inconfundíveis (passos de raposa) e mais inconfundíveis ainda são suas pinturas no corpo. Pinturas que são como rosas que nascem na sola dos seus pés e crescem até alcançar o mundo inteiro — o mundo de Sansa.

“Sansa?” sua voz é baixa e calma, como se estivesse sendo deliberadamente tranquilizadora. Sansa a ama muito por toda a sua delicadeza, quando é necessário ser delicada, e toda a sua firmeza, quando é necessário ser firme — Sansa agora é como um gatinho assustado, e definitivamente não precisa dos gritos volte aqui, lady Sansa, volte aqui! que ressoam pelo castelo em inúmeras vozes todas as vezes que ela desaparece.

“Eu estou aqui” murmura, sua voz dissolvendo no ar, e por um segundo duvida que Margaery a tenha ouvido e teme que ela vá embora (Sansa precisa tanto de companhia) mas então Margaery escorrega para debaixo de Sansa, tão apertadas contra a parede que é como se estivessem tentando desaparecer; o braço esquerdo de Margaery, que está descoberto — e que portanto dá para ver as folhas e caule e pequenas florzinhas desenhadas em sua pele — encosta no braço direito de Sansa. Suas mãos tateiam no escuro até que acham o seu rosto, onde ela começa a fazer suaves círculos nas têmporas e bochechas de Sansa.

“Você está bem?” sua voz é triste, mas reconfortante.

“Eu estou sim”

“Então por que está aqui no escuro, sozinha?”

“Como você me achou?”

“Vi você correndo e te segui”

“Eu estou com medo, Margaery — eu estou com muito medo”

“Eu sei, vai ficar tudo bem” seus braços passam pela cintura de Sansa, suas mãos se infiltrando pelas camadas de tecido macio e gasto nas quais ela se enrolou antes de sair do quarto. “Vai ficar tudo bem”

“Eu não quero sair daqui, nunca”

“Tudo bem, não precisamos sair; não precisamos existir fora daqui”

“Eu quero ir embora, Margaery, eu não quero nunca mais voltar”

“Está tudo bem, Sansa, vai ficar tudo bem” seus lábios nas bochechas molhadas de Sansa são como o toque de uma rosa furtiva que some, simplesmente. “Vai ficar tudo bem”

(naquela noite sansa repetiu vai ficar tudo bem vai ficar tudo bem vai ficar tudo bem até dormir — sorrindo)

~

“Amanhã é o meu aniversário” Margaery diz enquanto despetala uma flor amarela, sentada em cima da mesa e balançando as pernas cobertas por uma calça de um tecido esquisito. “Quem sabe eu não possa passar o dia aqui com você? Minha família não comemora aniversários”

“Eu ia adorar! Margaery, por favor, ande, desça daí, por favor, vamos pedir pra minha mãe pra você passar o dia comigo”

“Mas agora?”

“Você aproveita e dorme aqui! Vamos, Margaery!” Sansa já estava no meio do corredor, correndo com os cabelos ruivos cacheados balançando como se fossem as serpentes das histórias antigas, quando Margaery finalmente desceu da mesa.

“Ei, me espera!”

~

Elas estão deitadas, sorridentes, na cama de Sansa. Seu quarto é todo branco e parece iluminado por um monte de pequenas fadas, Margaery decidiu que o ama.

“O que foi? O que você está fazendo, está com o olhar fixo”

“Trinte e um, trinte e dois—”

“San?”

“Cinquenta e nove, sessenta. É seu aniversário, oficialmente!” ela está sorrindo, um sorriso enorme, e Margaery passa a ponta dos dedos pelo seu rosto; suas pálpebras, sua testa, seu nariz, suas bochechas e, então, a boca. Apesar de tudo, é Sansa quem se move primeiro, inclinando-se e encostando os lábios nos de Margaery. É um beijo inocente, de bocas fechadas; alguns segundos depois, quando elas se separam, seus olhos estão fechados e seus dedos estão entrelaçados. “Feliz aniversário, Mar”

“Feliz aniversário pra mim, Sansa” ela abre os olhos e ri, ri por um longo tempo enquanto Sansa a olha meio assustada, até que ela balança a cabeça e começa a rir também.

(o segundo beijo — dessa vez um beijo de verdade, como os que seu irmão robb comentou com ela uma vez — é margaery quem começa. e, minha deusa, sansa a ama tanto que acha que poderia explodir)

~

Elas estão nos jardins suspensos do palácio, o lugar mais próximo possível da superfície em toda Atlantis. Sansa está muito quieta, sentada imóvel como uma planta fazendo fotossíntese, e Margaery está deitada ao seu lado, olhando para ela de canto de olho.

“Você acha que estamos próximas do céu?”

“Eu não sei, San” ela rola até ficar de barriga para baixo, e balança as pernas pintadas no ar. É a primeira vez que Sansa a vê de vestido; é curto e verde e combina com seus desenhos azul marinho. “Perto do topo do mar eu sei que estamos”

“Da superfície. Então talvez estejamos próximos do céu. Como você acha que ele é?”

“Minha avó diz que ele era muito azul, azul escuro, tão escuro quanto as pinturas em minha pele”

“Velha Ama contou que existem pontos brilhantes, brancos, tão altos que são impossíveis de alcançar”

“Vovó já falou sobre isso, uma vez — disse que são coisas chamadas estrelas. Mas que o mais impressionante é um círculo no céu, prateado e reluzente: disse chamar-se lua”

“Eu gostaria de ver a lua, algum dia”

“E o céu”

“O céu, principalmente. Como podemos ser felizes sem ver o céu?”

“Talvez ele seja parecido com o topo do mar… E o topo do mar é tão bonito”

“É, ele é. Tomara que o céu seja bonito assim” Sansa sorri, e Margaery sorri de volta, suas pernas indo e voltando no ritmo de uma respiração. “Você acha que um dia nós vamos sair daqui?”

“De onde?”

“Do Oceano?”

“Quem sabe? Talvez quando você for Rainha, se os monstros das histórias estiverem mortos”

“Tomara que estejam”

“É, tomara” Margaery suspira e, então, se põe de pé. “Vamos voltar para o palácio, San, está frio aqui”

“Só mais um pouco…”

“Podemos voltar depois, depois que vestirmos algumas roupas quentes”

(sansa suspira, mas se levanta e elas vão embora; deixam para trás um castelo de sonhos e algumas pegadas no chão. o amor elas levam com elas — o amor elas nunca deixam para trás

nunca

o amor é mais importante do que o céu)

~

You look so beautiful in this light

Your silhouette over me

The way it brings out the blue in your eyes

Is the tenerife sea

— Tenerife Sea — Ed Sheeran —

Notas finais
p.s. importante: eu gosto de receber review, acho massa, mas se vocês optarem por mandar, mandem sem esperar por uma resposta. eu tenho ansiedade e ela sempre ataca quando eu sento pra responder comentários, então já não faço isso tem um tempo. se vocês resolverem não deixar nenhum eu também vou entender 100%. amo vocês, gente
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!