Otherside
1 Go and Back.
Notas iniciais
Bjos e bitoquinhas sabor chocolate pra vocês!
Ps: Sinopse podre sempre... ¬¬
Catherine pov:
Acordei em um lugar onde reinava luz. Estava debruçada em uma mesa cheia de xícaras de chá, cokies, e bolos que nem pareciam ser reais.
Levantei-me e comecei a analisar o local. Surpreendi-me pelo silencio. Vegas não era nem um pouco quieta muito menos durante o dia. Talvez eu não estivesse em Vegas.
– Olá! – disse uma menina de voz doce, despertando Catherine de seus devaneios. – vejo que já se encontra de pé!
– Quem é você? Onde eu estou? O que está acontecendo? – quis saber Catherine.
– Uma pergunta de cada vez! – Disse a garota a sua frente. – eu sou Elena Grissom. Você está “entre mundos”, e em coma.
– Eu morri? – indagou Catherine.
– Você é surda? – indagou a menina. – eu disse que você está em coma!
– E como isso aconteceu? – perguntou Catherine.
– Você bateu com o carro... Sinto muito. – falou a garota sentando-se a mesa.
– Me explica direito essa coisa de “entre mundos”? – pediu Cath sentando-se a mesa novamente.
– Pois bem, quando acontece alguma coisa lá embaixo, tipo um acidente, e as pessoas ficam em coma, elas vem pra cá. Ou quando as pessoas estão entre a vida e a morte.
– E eu estou... – disse Catherine esperando que a resposta fosse “coma”.
– Em coma. Você não devia ter pegado o carro tão nervosa! Foi uma péssima idéia. – falava Elena pegando um cokie.
– E só agora que você me fala isso! – reclamou Catherine.
– E você ouve alguém quando está nervosa? – retrucou a garota.
– Não.
– Ainda bem que você sabe!
– Como disse que se chamava mesmo? – indagou Cath.
– Elena!
– Disso eu sei! É que...
– Então pra que perguntou?
– Deixe-me terminar? – pediu Catherine. – o seu sobrenome, qual é?
– Grissom!
– Eu sabia! – exclamou Catherine com um sorriso no rosto.
– Então pra que me perguntou? – voltou a indagar Elena.
– Por que eu queria ter certeza! Mas, espera aí! O Gil tem uma filha que ta entre a vida e a morte? – perguntou-se Catherine.
– Você já pensou que eu possa ser uma criatura divina?
– Pior o Gil tem uma filha morta!
– Sua criatura atrasada! – falava Elena. – eu sou filha do Grissom no futuro!
– Sério? – indagou Willows espantada.
– Verdade!
– Mas você não se parece nem um pouquinho com a Sara! – falava Cath analisando melhor a garota a sua frente.
– Por que não é a Sara minha mãe! – disse Elena.
– Então quem é? – indagou Cath. – se eu e Gil fossemos casados eu poderia dizer que você é minha filha por que você se parece comigo quando tinha sua idade e... – a garota olhou pra Cath com um rosto feliz e despreocupado. – você é minha filha? E do Gil?
– Eu não queria te assustar e nem podia falar nada, mas foi você que chegou a essa conclusão!
– Você quer me matar de vez é?! – indagou Catherine. Sua cabeça dava voltas e mais voltas.
– Matar por quê? – indagou Elena com inocência.
– Oras, por que!? – disse a loira mais velha com um tom irônico. – não é todo dia que se fica entre a vida e a morte e descobre-se que você vai ter uma filha com seu melhor amigo!
– Você não gostou? – indagou Elena chorosa.
– Claro que na... – ela olhou pra a menina de orbes iguais aos seus, estavam querendo chorar. – sim! Eu amei de verdade, mas fiquei surpresa né?
– Que bom! Agora acho que já posso te chamar de mãe não é?
– Melhor não! É que é estranho... Nunca me imaginei mãe e muito menos casada com o Grissom... Pra te dizer a verdade, começo a pensar que isso é um pouco impossível!
– Mas não é! Se não eu não estaria aqui! – dizia Elena.
– Mudando de assunto... – falava Cath. – quando eu vou voltar?
– Não sei.
– Como você não sabe? – falou Cath indignada. – você não é uma criatura divina? Devia saber!
– Mas não sei!
– Só me diga se vou me lembrar desse... Desse... Universo alternativo?
– Não. Não vai! E não vai se lembrar de mim também! – disse Elena um pouco brava.
– Desculpe sobre aquilo de “achar impossível seu nascimento”. É que pra mim, que estou vivendo em outro momento é difícil ver essa idéia de filhos com o Grissom!
– Perdoada! – disse a menina sorridente.
– E agora o que fazemos? – indagou Cath voltando a se sentar a mesa.
– Esperamos!
– Como assim “esperamos” não tem isso não! Se eu estou aqui é por uma razão, você sabe qual é? – indagou ela pegando um biscoito de cima da mesa.
– Na verdade eu não sei! Queria saber, mas isso aqui é um plano superior, então você terá de esperar! – Elena falou pegando um biscoito e colocando na boca.
– Aff, fazer o que não é?! Mas enquanto isso você podia me mostrar como estão as coisas lá em baixo né?!
– Claro! – a menina disse e levantou-se da cadeira, foi até uma outra mesa ali perto, que Catherine nem tinha visto, e pegou um espelho, ela deu na mão de Catherine e disse: — pronto! Agora você só precisa dizer o que quer ver e o espelho mostrará!
– Ok... – ela disse estranhando a situação. – eu quero ver... Grissom...
Naquele momento a imagem de Catherine que refletia no espelho mudou para imagem de um quarto de hospital, pra ser mais exata uma UTI. Catherine olhou assustada sua imagem na cama do hospital e observou Grissom sentado em uma poltrona dormindo, ao seu lado.
– Oh meu Deus, ele está me esperando? – ela indagou a Elena.
– Sim! – ela disse com um sorriso singelo. – ele sempre esteve...
– Não sabia dos sentimentos dele, isso só prova o quanto eu estava errada em pensar que ele era igual a todos os outros... Ele deve estar preocupado, não é?! – perguntou Cath.
– Sim ele está, ele nunca sai! – falou Elena.
– Que quero voltar! – falou Catherine. – Elena, eu preciso voltar!
– Eu também quero que você volte, mas não sou eu quem decido, você deve entender Catherine...
– Pode me chamar de Mãe! Se quiser é claro... – ela falou um pouco sem graça.
– Ok... Mãe! – ela disse e sorriu. – eu não sei quando você vai voltar, provavelmente quando você aprender tudo o que tem pra aprender!
– E o que eu tenho pra aprender?
– Você deve pensar mais no que faz e não jogar sua vida fora como tem feito! – Elena falou com uma cara de desaprovação.
– Eu não jogo minha vida fora! – retrucou Catherine.
– Ah não?! – disse Elena incrédula. – vamos ver... Aquela vez que você bateu um racha com o Greg e seu carro capotou cinco vezes, mas por sorte você não sofreu nenhum arranhão, só deslocou o pulso. Ou naquela vez que você tomou milhões de remédios pra dormir e quase morreu, ou naquela em que você...
– Chega Elena! Já entendi! Estraguei minha vida a desperdicei! Mas eu quero concertar! Será que isso não é o bastante?
– Não sei, mas se fosse você não estaria mais aqui... – Elena olhava pra Catherine curiosa, parecia que Catherine se apagava. – o que está acontecendo?
– Não sei parece que estou voltando Elena! Eu consegui, acho que aprendi a lição! – Catherine falava sorridente.
– Isso é bom... – dizia a menina visivelmente desapontada.
– Acho que está na hora filha... – Cath disse e sorriu, em seguida abraçou Elena. – vou me lembrar de você anjinho?
– Não! – ela dizia com lágrimas nos olhos.
– É mesmo uma pena, mas vamos nos ver de novo eu prometo! – falou Cath enxugando as lágrimas do rosto da filha.
– Te amo mãe! – ela disse se separando de Catherine.
– Te amo muito mais! – Catherine disse sumindo por completo...
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