Other World
2 Vida Escolar
Notas iniciais
Chegando a Tóquio meus olhos brilharam era uma linda cidade, eu cheguei a ficar boquiaberto com tamanha perfeição, aquela cidade iluminada, cheios de prédios e que pareciam cheios de vida e felicidades, fui até ao apartamento que meu tio ajudou a comprar. Era pequeno porém reconfortante e aconchegante, lá eu estava feliz porque tinha me livrado de todas as lembranças ruins e apenas iria seguir em frente a uma nova vida, um recomeço e só isso já me inspira. Ajeitei algumas malas e mobílias, depois de ter posto algumas coisas em seus lugares decidi me matricular em um colégio próximo de meu apartamento. Me matriculei com uma autorização que meu tio deu como sua unica família e resposável. Depois de tudo terminado voltei ao apartamento, era por volta das vinte e uma horas da noite e decidi fazer o jantar. Eu era até que bom na culinária pois tinha vivido todos esses anos praticamente sozinho pois minha mãe estava falecida, meu pai no hospital e o meu tio me visitava uma vez ao mês deixando sempre uma quantidade de dinheiro para me ajudar a sobreviver. Logo quando acabei de jantar decidi ir dormir. Escovei os dentes, preparei a cama, fechei e apaguei todas as luzes e portas e em minha cama sofria um pouco de insônia por causa que as férias de verão em breve haveriam de terminar e eu seria apenas um calouro diante de toda aquela escola. Em minha mente eu fazia todo tipo de perguntas como " Será que vou ser bem aceito? " , " Oque acharão de mim? " , "Como vai ser a minha vida colegial desde agora?". Tudo isso martelava na minha cabeça, eu tinha um sentimento de ansiedade mas ao mesmo tempo um medo interior. Logo adormeci e só acordei quando o meu celular começou a tocar, era o meu tio, atendi meio dormente e ainda com sono:
— O que foi, Velhote. Dizia eu bocejando.
— E ae pirralho, como vão as coisas? Respondeu meu tio.
Então eu me levantei e pedi para o meu tio aguardar e fui lavar a minha cara para tirar aquele sono que já estava me perturbando, logo em seguida voltei ao telefone dizendo:
— Ah, eu gostei daqui, da cidade e país aonde minha mãe nasceu e viveu por um tempo, também já me matriculei em um colégio aqui perto do apartamento.
— Que bom que você gostou. Mas quando as suas aulas vão começar? Fiquei sabendo que o verão já está perto de acabar — Dizia meu tio.
— Daqui uma semana as aulas vão voltar e estou um pouco ansioso porém com um pouco de medo.— Eu disse em um tom um tanto irônico.
— Vê se não estraga tudo pirralho , e vê se relaxa porque você acha que aquelas garotas vão resistir a esse charme e a esse cabelo loiro sexy que herdou de mim? — Disse o meu tio rindo.
— Até parece, se eu parecesse contigo eu estaria fodido velhote. Eu disse gargalhando.
— Ahnn? está bem essa você venceu, vou desligar aqui porque tenho que cuidar de alguns trabalhos acumulados. Vê se você se cuida e boa sorte seu merdinha. Ah, e vê se lembra de usar proteção com as garotas, não quero ser tio avô logo tão cedo.— Disse meu tio desligando o celular com algumas risadas no final.
— O quê esse velhote está pensando, francamente...
Depois disso uma semana se passou fazendo assim a chegada do meu primeiro dia de aula no Japão. Ao caminho do colégio eu já me encontrava aflito pensando em várias coisas negativas e de todas possibilidades de queimar a minha imagem logo no primeiro dia. Chegando no colégio, esperava atrás da porta até a Sensei anunciar na sala que um aluno novo tinha entrado. Enquanto eu esperava se passava em minha cabeça " Merda agora já era , o que eu faço, aahhh..." logo fui interrompido em meus próprios pensamentos quando a Sensei veio em minha direção e me chamou até a sala para me apresentar a turma. Enquanto a Sensei escrevia meu nome em kanjis no quadro negro eu desesperadamente buscava palavras em minha mente para dizer, logo quando a professora termina eu resolvi dizer:
— O-Olá a t-todos sou Yuki Taylor, era um aluno do exterior, tenho quinze anos e sou mestiço de uma japonesa com um europeu, espero que possamos ser amigos.
Quando terminou a Sensei me pediu para escolher qualquer cadeira que estava livre, avistei uma lá ao fundo e decidi me sentar ali, perto da janela. Enquanto todos me olhavam e comentavam:
— Nossa, você viu o cabelo dele?
— Sim , ele parece um delinquente ainda mais com aquela cicatriz perto do olho.
— Deve ser um valentão que só arranja brigas...
A Sensei então decidiu interromper dizendo:
— Silêncio todos vocês! tenham mais respeito com seu novo colega de classe!
Depois disso várias aulas se passaram e ninguém tinha se aproximado de mim, até que de repente uma linda garota, com lindos cabelos vermelhos, um tipo de vermelho escarlate que tamanha beleza era indescritível se aproximou de mim, então eu um pouco corado resolvi perguntar.
— P-Por quê se aproxima de mim?Você não tem medo igual os outros?
— Medo do que? Não tenho nada para ter medo. Respondeu a garota linda e misteriosa.
Então eu tornei a perguntar um pouco tímido e gaguejando:
— B-Bom, e-então qual é o seu nome?
— Meu nome é Sasaki Nagisa, mas pode me chamar de Nagisa, é um prazer te conhecer Yuki-san.
— O P-prazer é meu. Ah, poderia me chamar pelo meu nome, é que eu prefiro ser chamado de Taylor.— Respondi imediatamente.
— Bom, tudo bem se é assim que você deseja, ah e eu também sou uma mestiça igual a você, mas eu nasci no Japão e fui criada aqui também.
Depois disso começamos a conversar bastante a cada término de aula, chegando ao intervalo ela me convidou para mostrar o colégio e também dividir seu bento, que no japão é uma comida feita em casa.
Eu resolvi aceitar e ela começa a mostrar o colégio para mim e depois ela me leva até o lugar em que ela mais gosta de comer, mas no meio do caminho ela esbarra em um aluno do segundo ano acompanhado com mais um amigo, Nagisa fala:
— Me desculpe.
— Como é ?? Eu quero mais respeito, cadê o Senpai sua mestiça imunda, peça desculpas de novo do jeito certo e empurrou ela , ela cai no chão e fala:
— M-Me D-Desculpe Senpai — ela fala no chão com a voz tremula e com medo.
Eu via aquilo e começei a ficar irritado, então me aproximei ao aluno com o amigo ao lado e respondi:
— Peça desculpas agora! seu covarde, vê se pega alguém de seu tamanho.
Os dois alunos do segundo ano se olham, e começam a rir sem parar,depois de bastante risadas, um se aproxima e pergunta.
— E quem é você? Seu lixo.
Eu respondi imediatamente dizendo.
— Eu sou um aluno do primeiro ano e colega da Nagisa, agora peça desculpas!
Os alunos de todas as classes começaram a fazer uma roda e assistem toda a cena, O aluno do segundo ano chega e fala:
— Você sabe quem somos? somos as únicas pessoas que você não deveria ter mexido, eu não vou pedir desculpas, O que vai fazer?
— Não me importo quem vocês sejam, eu realmente não me importo mais se eu ver alguém batendo em uma garota na minha frente pode-se saber que é meu inimigo, desde agora e sempre. — Eu disse enfurecido.
A Nagisa veio correndo até a mim, e começou a pedir para eu parar e não me intrometer, que aquilo era uma briga dela, ela se aproxima dos dois alunos do segundo ano e quando ia se desculpar novamente, um deles da um tapa na cara dela dizendo:
— Sai daqui! Sua vadia, eu ainda não terminei com ele, vocês irritaram os caras errados.
A escola em si que estavam ali olhando toda a cena, começaram a falar, "O aluno novo já ta encrencado". "Foi mexer logo com os membros do clube de lutas"
Eu já não aguentava mais ver tudo aquilo e ficar sem fazer nada, comecei então a correr enfurecido em direção ao aluno que tinha agredido a Nagisa gritando "Como ousa, COVARDE!" fui em direção na tentativa de acertar um soco, mais falhei, tentei outro e também falhou, a destreza do aluno do segundo ano era boa demais, logo depois eu me desiquilibrei e fui ao chão, mas em um movimento covarde, os dois alunos do segundo ano foram pra cima de mim e começaram a me bater ao mesmo tempo, começei a ficar gravemente ferido até que depois de muitos golpes um aluno pega a minha cabeça e resolve dizer:
— O que vai fazer agora? vai ir chorar pra mamãe ou talvez pro papai?
Aquelas palavras entraram na cabeça de Taylor, e ele diz:
— C-Como é?P-Pode repetir? —
O aluno do segundo ano complementa e diz:
— Isso mesmo que você ouviu, vai ir chorar pra mamãe ou pro papai agora?—
Aquelas palavras começou a penetrar em meu coração, eu não conseguia pensar em mais nada a não ser a fúria que sentia naquele momento, eu comecei a ficar descontrolado, então eu decidi me levantar do chão com algumas dificuldades e um certo silencio, e os dois alunos do segundo ano começam a rir dizendo, "Olha esse verme ainda aguenta mais" , Eu comecei então a rir e todos que estão lá começaram a olhar uns para os outros pensando que eu tinha começado a ficar louco. Os alunos do segundo ano se aproximaram e perguntaram "Enlouqueceu?"
Taylor disse então:
— Estou rindo, vocês me deixaram verdadeiramente puto, vocês cometeram uma merda gigante a citar a minha mãe e ao meu pai.
Depois disso logo em seguida eu que já não conseguia me controlar devido a um estado de fúria consegui alcançar ao aluno que tinha agredido a Nagisa, o aluno então tenta acertar um soco mas parecia que eu era outra pessoa, parecia que não era mais aquele Taylor eu rapidamente se esquivava girando por baixo no lado direito e com a velocidade e força atingi ao aluno do segundo ano com um gancho de direita no meio do queixo, o aluno do segundo ano cai ao chão e então eu subi em cima dele e desferi mais dois socos cruzados na face do aluno inconsciente. Eu então taco o aluno do segundo ano para o outro dizendo:
— Se você quiser também pode vir, mas eu recomendaria você ficar do jeito que está, porque vocês deixaram o cara errado ficar nervoso.— O outro então pega o corpo do amigo, apoia o braço dele em seu ombro o ajudando a andar e disse:
— Isso não vai terminar assim!
Então eu cai no chão um pouco ferido e cansado até que a Nagisa foi correndo até a mim chorando e dizendo:
— Por que? Por que fez isso por mim? Nós mal nos conhecemos e você já entra em uma briga por mim, seu idiota.
Então eu com um olhar sério me levanto dizendo:
— Porque eu nunca mais vou ver uma mulher se machucar diante dos meus olhos e ficar sem fazer nada.
Nagisa ainda estava chorando descontrolamente então eu decidi perguntar:
— Por que você está chorando? Eu que levei a maior surra.— Dizia rindo.
Nagisa então respondeu:
— Eu pensei que ia perder você, seu idiota me preocupou tanto e ainda depois é capaz de rir?
Então eu sorri dizendo:
— Eu estou aqui com você — Ah, e me desculpe fiz você perder a hora do seu almoço — Disse rindo e com dor ao mesmo tempo.
Ela me pegou e apoiou os meus braços junto ao ombro dela e disse rindo ainda com algumas lágrimas nos olhos:
— Francamente, como você consegue ser assim.
Então ela começou a me levar até a enfermaria. Chegando lá a Nagisa começou a cuidar dos meus ferimentos. Depois que fui tratado, fiquei sentado com algumas bandagens na cabeça e em meus braços e em minha direção eu avistava uma garota desconhecida vindo ao meu encontro, a garota chega fica parada e me olhando fixamente. Então eu decidi perguntar:
— É-é quem é você?
— Sou a Presidente do conselho estudantil, mas isso não vem ao caso quero lhe perguntar uma coisa, e então ela me pergunta:
— Como é essa sensação?
— Que sensação? — Eu pergunto sem entender nada.
— A sensação de seu primeiro dia de aula e já arranjar uma briga?
Então eu dei um sorriso respondendo:
— Eu arranjei por um bom motivo...
Ela então decide falar:
— Não me importa qual foi o motivo, só irei fazer o meu serviço como presidente do conselho estudantil, acompanhe-me, mas antes de tudo meu nome é Naomi Hana e nem precisa dizer o seu nome, não me importo com você e nem com seu nome.
Eu olho espantado pra ela mas decido segui-lá, ela então começa ir a direção da sala do conselho estudantil, enquanto todo mundo começa a me encarar com olhos de desprezo, chegando a sala do conselho percebo que todos param os seus afazeres e começam a me olhar seriamente até que o vice presidente vem até a mim dizendo:
— Iremos deixar passar dessa vez, mas um conselho que nós lhe damos é para não se envolver mais com aqueles membros do clube de Kendo, os seus senpais, mas a escolha é sua, já lhe deixei informado.
Então eu olho de volta para ele dizendo:
— Tudo bem, se eles largarem de covardia talvez eu deixo eles, posso ir embora agora?
— Sim, está dispensado — Diz o vice presidente.
Depois de toda essa reunião, já tinha se chegado ao final do meu primeiro dia de aula no Japão, decido então ir comprar uma bebida em uma loja perto do meu apartamento até que me distraio com uma luz em um beco ao lado, decido então averiguar o que estava ocorrendo naquele exato momento. É então que me surpreendo, vejo uma pessoa aparentemente velha, com um capuz sobre a face e com longas roupas sobre o corpo, ele olhava atentamente para baixo e lentamente desvia seu olhar para a minha direção e começa então a se aproximar de mim, até que chega frente a frente e então sussurra:
— Ajude-me...
Eu não consigo ouvir de primeira e decido perguntar o que ele disse novamente. Até que sou surpreendido.
— AJUDE-ME!!!!
Depois desse grito eu instintivamente cai ao chão mas isso não é tudo, eu simplesmente não conseguia mais me mexer, nem falar, nem correr só olhava pra ele sem reação alguma enquanto ele profere palavras estranhas e desconhecidas a mim, depois de algum tempo eu finalmente consigo me mexer mas quando olho a frente não vejo mais pessoa alguma, unica coisa que sinto é uma enorme dor de cabeça então decido ir até ao meu apartamento. Eu mal conseguia me manter de pé a dor era realmente muito forte e exaustiva, me deito na cama e vou fechando meus olhos lentamente e ao pouco minha mente vai esvaindo e ficando em branco...
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