Os órfãos de Nevinny Vol.2
6 A cidade de gelo
Você está na janela de seu quarto olhando fixamente para a movimentação lá fora. Quer dizer... na verdade não há movimentação. A cidade de Atelis é sempre muito tranquila. No inverno, então...
Ao observar todo o cenário congelado lá fora você fica imaginando e lembra como ele é quando o clima está mais ensolarado e propício pra fazer um passeio e aproveitar a piscina. Já pensara em vários fatos e ocasiões. Talvez pra distrair a cabeça, talvez pra disfarçar a ansiedade que passa pelo fato de esperar a sua amiga Meghan chegar em sua residência. Vocês haviam combinado de se encontrar, dessa vez na sua mansão, pra continuarem colocando o papo em dia, inventar coisas pra fazer, enfim, qualquer coisa pra passar o tempo nesse clima monótono.
— Ei, tá pensando em quê? — Meghan pergunta ao chegar de surpresa em seu quarto.
— Não, Meghan. Por favor, não venha com mais um desses seus jogos — você a repreende.
— Calma aí. Mas que jogo, S/N? Dessa vez eu não trouxe nada. Só estou questionando essa sua cara aí pensativa. Ou você acha que eu não vi você olhando pra janela, olhando pro nada?
— Eu 'tava esperando você chegar. Não tem nada pra fazer.
— Que pena que não trouxe meu jogo. Ia ajudar bastante.
— Você deveria participar de um concurso de jogos. Nunca vi uma pessoa pra ter tantos jogos de tabuleiro assim.
— Um dia eu vou. Mas preciso me preparar antes.
— Certo. E você tem algum plano pra hoje? — você pergunta.
— Não sei. Você que me chamou pra cá. Por que não combinou de irmos pra casa de Ash? — ela pergunta.
— Tá doida? Você acha que iam querer a gente lá no meio? Nat ainda não encontrou Ash desde o natal. Já estava na hora de se reencontrarem. Mas assim, se você quiser ir pra mansão de Ash ficar segurando vela, fique à vontade pra fazer.
— É claro que não. Nada a ver.
— E já aproveitando que estamos falando do natal, os nossos preparativos pra passar o ano na praia reservada segue a todo vapor. É bom providenciar sua roupa prata logo porque já é daqui dois dias. Você vai, não é?
— É...sim. Claro que eu vou.
— Muito bem. Saiba que provavelmente vamos ser eu e você e o restante do pessoal. Ainda não sei sobre Nat. Talvez elx vá passar o ano novo com Ash ou talvez traga Ash pra praia reservada. De qualquer jeito é melhor se preparar, caso seja o primeiro ano sem a companhia de Nat ou com a companhia dx atual delx. Na verdade, não sei qual o pior — Meghan finaliza, cochichando.
— O quê? Não, eu tô bem. Não entendi o porque de você tá falando isso. Eu sei me virar sem Nat. Não nascemos grudadxs.
— Eu sei, mas até meses atrás vocês eram super grudadxs, né? Sempre foram desde a infância. Até foram namoradinhxs.
— Isso mesmo. Fomos. No passado. Em questão de meses eu fui trocadx bem rápido, né? — você fala.
— Isso por culpa sua. Você poderia ter ficado aqui com a gente, mas...
— Olha, não vamos entrar nesse assunto de novo.
— Não vamos. Tudo bem. Eu só quis dizer. Mas assim, voltando pro assunto da praia, se quiser ajuda eu posso te auxiliar a escolher um modelito bem praiano e elegante como sempre faço.
— Tá, pode ser. Mas não hoje.
— E o que você pretende fazer o dia inteiro nessa mansão? Não podemos nadar na piscina, não quer jogo de tabuleiro e eu não quero ficar assistindo televisão.
— Bom, eu não sei. Você que é sempre ligada nas novidades da cidade. O que a gente pode fazer nesse dia de inverno pela cidade?
— Eu não sei, er... que tal shopping? Deve ter alguma coisa de interessante passando no cinema.
— Não, shopping não. Eu tô enjoadx de shopping. Outra coisa.
— Ah, tem o "Refúgio Gelado" que a gente pode ir. Inaugurou esse mês, feito especialmente pra essa época.
— E o que é isso? — você pergunta.
— É um restaurante polonês gigantesco com formato de iglu. O nome na verdade é Mroźna Przystań, mas é muito mais fácil falar Refúgio Gelado.
— Sem dúvidas — você concorda — Mas, um restaurante? Você acha que seria ideal pra gente ir? Sentar à mesa e apenas comer?
— Ah, não. Lá não é apenas um restaurante. Tem vários espaços no interior, como espaço infantil, cabines de jogos e outras coisas.
— Isso que você tá me descrevendo parece ser um shopping, Meghan.
— Mas lá não é um shopping. Eu juro. Você vai gostar.
Você respira fundo e, vendo que não há mais opções para um lazer em um dia nevado, acaba concordando.
— Tá, vamos nesse que você falou. É sempre bom ter novidades. Qualquer coisa pra sair dessa chatice.
Em mais ou menos uma hora depois, você e Meghan finalizam seus aprontes. Após as permissões de Joseph e da senhorita Zanelda serem concedidas, o motorista da família, Feralício, é o responsável por lhes conduzirem até o destino.
— Pois bem, aqui estão. O senhor Montenegro e a senhorita Mollins foram muito claros em relação ao horário de vocês. Então, eu peço que, por favor, quando der dez da noite eu virei pontualmente para levar vocês de volta pra casa. Entendido?
— Tudo bem, Feralício. Quando der antes de dez a gente promete estar aqui pro senhor levar a gente. Combinado assim? — Meghan pergunta.
— É — você concorda.
— Fazer o que, né? É claro que sim. Nunca vi os pais de alguém deixar duas crianças sozinhas num evento desses com tantas pessoas — ele fala.
— Não sei onde o senhor está vendo crianças aqui. Falando assim até fico um pouco ofendida. O senhor não confia na gente? — Meghan pergunta.
— Confiar em adolescentes? Nem um pouco. Se Nat estivesse com vocês eu estaria mais tranquilo — ele suspira — Enfim, vão fazer o que tiverem que fazer. Vou dar esse voto de confiança. Por enquanto até hoje vocês nunca deram trabalho. Agora cuidado com qualquer pessoa nesse lugar. Se precisarem de alguma coisa eu estarei aqui acompanhado de seu pai, hein, S/N?
— Tudo bem, Feralício — você diz — Mas não precisa se preocupar. Estamos em Atelis. Uma das cidades mais tranquilas e seguras do mundo.
— É isso que me preocupa.
— Não entendi — diz Meghan.
— Não precisa entender.
— E outra. Bem capaz de encontrarmos o senhor Joseph por aqui. Do jeito que ele gosta de me observar quando estou andando pelos lugares é bem provável que isso aconteça — você fala.
— O seu pai vigia você? Que horror! — Meghan exclama.
— Isso eu conto depois. Agora vamos senão eu fico entendiadx. Até logo, Feralício.
— Até mais tarde — ele diz enquanto observa do carro.
Se afastando um pouco mais da presença de Feralício, Meghan não perde tempo para comentar...
— Esse Feralício tá ficando com um comportamento um pouco excêntrico. Falando daquele jeito até parece que ele não nos conhece. Por que ele disse que ficaria mais tranquilo se Nat estivesse com a gente? Ou ele esqueceu que Nat é adolescente também? Nossa, realmente eu acho que fiquei um pouco ofendida. É como se ele quisesse dizer que Nat é mais responsável que a gente. Por acaso agora Nat tem função de ser nossx babá ou um de nossos pais? — Meghan reclama.
— Não liga pra isso, Meghan. Ele só deve estar cansado. Agora eu só to focadx em não encontrar nenhum membro da família Elliot por aqui, porque senão eu cancelo esse evento na mesma hora. Não tô com cabeça pra isso.
— Ai, nem eu. Seria deplorável ter um encontro desses.
Seu telefone toca o som de notificações de mensagens. Ao olhar a tela sobre quem se trata vê uma mensagem de Lavínia que está querendo entrar em contato.
— É Nat? Aposto que deve tá querendo saber o que a gente tá fazendo.
— Ah, não. É só o meu pai querendo saber se a gente já chegou. Pelo visto Feralício já deve ter falado alguma coisa pra ele.
— Mas contado o quê? A gente ainda não fez nada — ela ri.
— Não se preocupa, daqui a pouco eu respondo e digo que estamos bem — você falando abrindo a câmera do celular e tirando uma foto da entrada do local do evento — Belo local. Eu achei bem sofisticado já por fora.
— Vai gostar mais quando ver o que tem dentro.
Ao passo que vai chegando mais próximo da estrutura de formato glacial, mais cresce o encanto por cada detalhe apresentado na construção fazendo com que encontrem o ponto e ângulo perfeitos para uma foto.

Adentrando o espaço, você entende um pouco mais sobre o que Meghan falara.
O interior é um salão grandioso e circular, com um teto abobadado que se eleva a dezenas de metros acima. A cúpula é feita de um material dourado, cor meio clichê pra eventos do tipo. O chão é coberto por um mármore branco polido, tão liso que dá até pra ver o reflexo dos outros.
Mais para o meio do salão há uma fonte de gelo esculpida que jorra champanhe, e a água cintilante flui por canais que se estendem até as mesas e bares. O som de música clássica preenche o ar, misturando-se com o burburinho animado do pessoal que parece fascinado com tudo.
Em meio ao tour, Meghan está tirando uma foto sua usando como cenário um monunento de cristal que está exposto para apreciação. Enquanto ela assim faz, seu telefone começa a tocar e você corre para ver quem possa ser.
— Quem é Lavínia? — ela pergunta.
— É uma menina da escola em Nevinny.
— E você não vai atender?
— Não deve ser nada importante. Estamos de férias — você diz.
— Mas não vai saber de nada se não atender — ela fala já atendendo a ligação de vídeo — Atende.
— "S/N, tá aí? Não tô te vendo".
Você suspira, olha para Meghan por alguns segundos e diz:
— Oi Lavínia, como você tá?
— "Eu tô bem. E você? Não nos falamos já tem um tempo. Queria saber como você tá. Como foi seu natal?"
— Eu tô bem — você fala.
— Tem certeza? Eu tô ouvindo música clássica. Você tá em casa?
— Não, er... eu tô...
— Oi Lavínia, tudo bem? Aqui é a Meghan, amiga de S/N — Meghan fala tomando o telefone de sua mão.
— "Meghan? Amiga de S/N? Mas você não era inimiga?" — Lavínia pergunta.
— Não. Nós só nos afastamos um pouquinho, mas não chegou pra tanto assim.
— "Você não é aquela menina amarga que entrou num barraco com a Micaella no dia do jogo de vôlei?"
— Não. Você tá me confundindo com a Jennifer. Eu também não suporto essa garota. Mas eu fiquei sabendo dessa história. S/N me contou. Deve ter sido um horror.
— E foi. Aquelas duas pareciam duas selvagens na frente do povo — você comenta.
— "O que vocês estão fazendo? Em algum evento de rico? Porque eu sei que o povo de Atelis adora essas coisas. Essa música clássica não engana ninguém."
Meghan vira o celular e começa a mostrar o espaço através da câmera para Lavínia que fica encantada com o que vê.
— "Nossa, que chic. Isso que eu chamo de aproveitar a vida. Eu tô aqui na minha casa olhando pro teto enquanto vocês estão aí curtindo esse evento. Quem dera eu tivesse aí. Minhas férias estão super chatas."
— Eu acho que você iria adorar tudo aqui. Mas... desculpa a pergunta, aqui faz o seu estilo? — Meghan pergunta.
— "Bom... eu não sei se faz muito não. Eu tô ouvindo música clássica. Só saberia se eu estivesse aí pra sentir. Aqui tá tudo tão parado."
— E os encontros com os amigos? E as festinhas, baladinhas que você costuma ir? — você pergunta.
— "Baladinhas onde, S/N? No natal esses lugares parece que somem do mapa. Com todo esse inverno e neve as únicas opções de lazer são só em lugares onde tudo tá decorado com coisas temáticas. Os locais públicos, privados, enfim. Até o Side Phantoms e o Super 8 estão parecendo locais fantasmas. Quase ninguém vai. Muita gente viaja no fim de ano, sabia?"
— É verdade. Tem esse porém.
— "Bom, eu vou deixar vocês agora. Não quero atrapalhar a diversão de vocês. Vou aqui tentar encontrar alguma coisa pra fazer pra tentar superar minha solidão invernal."
— Nossa, que drama — Meghan comenta.
— "Deixa eu ir. Só liguei pra saber como você tá já que não tá mais respondendo minhas mensagens. Teve gente da escola que até mandou mensagem de feliz natal pra você, mas que nem respondeu. Até sua irmã mandou, nós nos falamos há alguns dias. Mas também eu posso entender o que você pode ter passado depois do baile. Deve ter sido tudo bem confuso" — ela diz.
— Ah, isso com certeza — você concorda.
— "Bom, é isso. Até mais, S/N. Foi legal te conhecer, Meghan."
— Gostei de te conhecer também, Lavínia. Você é bem simpática — Meghan diz.
— "Também gostei de você. Pensei que você seria como uma patricinha fresca que mora em Atelis, mas me surpreendi."
— Tchau, Lavínia. Er... a gente pode conversar mais tarde? — você pergunta.
— "Claro que sim, né? Se você quiser." — ela fala.
— Tudo bem. Então depois eu te ligo. Foi bom falar com você.
— "Tchau."
E assim você encerra a ligação.
— Olha, eu gostei da sua amiga Lavínia. Ela parece bem divertida — Meghan comenta.
— Gostou?
— Sim. Ela parece bem divertida e simpática também.
— É, ela é mesmo — você diz.
— Vocês estão brigadxs?
— Brigadxs? Não. Por que essa pergunta?
— Ah, não sei. Porque parecia que você não queria muito falar com ela.
— Não, não é isso. É porque eu tô aqui com você. E eu já disse que vou falar com ela depois, não é? Eu já passei muito tempo ao lado de Lavínia. Agora eu tô aqui com você de novo. Ela vai entender.
— Hum.
— O que foi?
— Nada. Mas é que eu pensei aqui em uma coisa. Uma ótima ideia, aliás.
— Que ideia?
— Por que você não convida a Lavínia pra passar um tempo aqui em Atelis?
— O quê?! — você exclama.
— É claro. Faz todo sentido. Acho que vai ser legal ter uma garota que nem ela no nosso convívio. Certo, ela não pode ter os mesmos padrões que o nosso no quesito de sociedade, mas pra mim isso não importa. Eu simplesmente amei ela. Acho que seria uma boa ter uma amiga espontânea, direta e de personalidade forte que nem ela pra andar com a gente. Não sendo como a Jennifer pra mim tá mais que agradável.
— Ah, não. A Lavínia não tem nada a ver com a Jennifer. Elas até já trocaram farpas numa fila de uma boatezinha em Nevinny uma vez. Quando eu percebi que era a Jennifer que estava na fila eu saí de fininho sem nem olhar pra trás.
— Ótimo. Não sendo amiga da Jennifer já se torna ela a candidata perfeita. Vai ser perfeito! Ela tá entediada em Nevinny, sem nada pra fazer e seria bom a gente incluir mais alguém na nossa turma. O pessoal dessa cidade tá cada vez mais vazio e chato. Nat fica mais tempo com Ash e eu estava começando a me sentir sozinha até você chegar.
— Então você quer substituir Ash por Lavínia?
— É claro que não. Você me entendeu, S/N.
— Tá, tudo bem. Eu entendi. Mas tem um porém. A Lavínia mora em Nevinny. É um pouco distante pra ela, não é? Onde ela iria ficar caso meu pai não a aceite? — você questiona.
— Na minha mansão. Ela seria como uma irmã pra mim.
— Você gostou mesmo dela, hein?
— Eu já disse que sim.
— E por quanto tempo você iria manter ela por aqui?
— Eu não sei. Se tudo ir bem, talvez até as férias acabarem.
— Isso é muito tempo.
— E qual seria o problema?
— Ela tem mãe. Não chega a ser idosa, mas ela poderia sentir falta da filha. A gente tá no fim do ano, ainda tem réveillon. A mãe iria sentir falta e talvez a Lavínia também.
— Isso não é problema quando você tem uma mansão. Chamo as duas pra minha casa.
— O quê?! Você acha que isso vai dar certo? Duvido que a dona Martha vai aceitar.
— Martha o nome dela, não é? Já tenho um ponto. Você vai trazer a sua amiga pra Atelis. E não quero "não" como resposta.
— Ah, mas...eu...
— Vamos ver isso depois, mas agora eu quero ir no "Cubo de gelo" com você.
— "Cubo de gelo"? É um brinquedo?
— É muito mais que um brinquedo. Tem um cara explicando todas as instruções. Eu estava morrendo de vontade de experimentar, mas eu estava esperando a sua companhia ou de Nat pra irmos. Você é a minha cobaia escolhida.
— Tá. Mas o que isso faz?
— Vamos lá que o Maikon vai explicar tudo — Meghan diz já lhe puxando pelo braço.
📍 Local do Cubo de Gelo, AT.
— Boa noite a todos a bordo. Eu me chamo Maikon e vou explicar pra vocês como funciona o Cubo de Gelo, desenvolvido pela Minder X, a mesma companhia que criou o nosso futuro aguardado táxi voador. Mas primeiro: o que é o Cubo de Gelo? Bem, o Cubo de gelo nada mais é que um cubo interativo fabricado a partir de um polímero especial com textura e temperatura que simulam o toque de um bloco de gelo real, sem o perigo de derreter ou machucar. Por dentro, ele possui um sistema de luzes LED de alta densidade e um conjunto de sensores de movimento, temperatura e pressão. Então, se agora mesmo vocês o pegarem em suas mãos e se olharem para o iceberg que está em suas frentes, vocês podem ter a sensação de que está com ele em suas próprias mãos.
O cubo de gelo vibra em intensidades diferentes e um som de rachadura é emitido, fazendo com que surja a sensação de que está de fato segurando uma parte de um iceberg.
— Isso é muito assustador. Muito mesmo — Meghan comenta.
— Isso é ótimo! — você diz também segurando o cubo de gelo, entusiasmadx.

— O cenário que vocês veem é a realidade aumentada do cenário que viram na tela ao lado. Esse cubo te faz sentir a sensação de estar nesse ambiente. Mas, mesmo assim, temos que ter cuidado pra não deixar o cubo de gelo cair, senão...
Maikon, aparentemente proposital derruba o cubo de gelo e, no mesmo instante um ruído estrondoso toma conta do espaço. Um dos icebergs que está ao fundo do cenário do outro lado do lago começa a cair, desmoronar, e seu barulho é imenso, como se o mundo estivesse caindo.
Acontecido isso, o cenário, aos poucos, vai se desfazendo, apenas ficando um local todo em azul no final.
— A partir desse acontecimento eu deixo com vocês três lições bem importantes a respeito de tudo com o que tem a ver com nosso mundo real ou irreal — inicia Maikon — "A ilusão nos entretém, mas a realidade nos liberta." "Saber distinguir o real do falso é o primeiro passo para a sabedoria." Nesse mundo onde a gente acha que tudo o que vemos, tanto pela internet ou que uma pessoa mostra aparentemente é aquilo que está sendo mostrado, temos que ter cuidado com tudo. Sempre tem que dar um passo cauteloso pra não caírmos num abismo. Às vezes a mentira disfarçada é o que seduz e ilude a gente. "A verdade é sólida, mas a mentira é oca."
📍 Saída do Cubo de Gelo...
— Nossa, que coisa brega essa lição de moral que esse Maikon foi dar no final da experiência. Achei nada a ver — você reclama.
— É, talvez tenha sido um pouquinho desnecessário, mas foi bonitinho até. Eu fiquei bem reflexiva após isso — Meghan fala, animada — Bom, o que a gente faz agora?
— Ah, eu não sei. Talvez lanchar e ver as tendências de moda pros próximos meses?
— Ótimo. Adorei essa ideia. Ainda temos um tempo antes do seu motorista chegar.
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