Os Últimos Feiticeiros
10 Capítulo 9: A Invasão
Notas iniciais
Durante o café da manhã, Erik conversou muito com o Rei Eileif e Christer, sobre a traição dos nobres em seu reino, a família Sfinks está espalhada pelas cidades de Creigiog Mountains. Famílias nobres são poucas em Grýtt Land. Os Sfinks não se aproximam de outras famílias que não sejam primordiais, permanecendo sempre fechados às relações de amizade.
Após o café da manhã com o Rei Eileif e sua família, Erik pediu a Drifa para treinar com ela, sua magia é poderosa, mas ele se sente inseguro e ela é uma feiticeira poderosa e mais experiente do que ele. Drifa então pediu a ele para treinar na cachoeira que eles visitaram no dia anterior. A magia em que ela se especializou é a magia elemental, já Erik usa a magia de revestimento com elemental do elemento fogo, um elemento um pouco difícil de dominar. Chegando na cachoeira amarraram os cavalos, ele ficou um pouco tímido ao lembrar que tinha visto Drifa nua no local.
— Então podemos começar a praticar, luta com espadas? — Drifa perguntou, puxando sua espada.
— Sim, não pega leve comigo ok? — Erik disse sacando sua espada, ela começou a pegar fogo com seu revestimento mágico.
— Não vou — disse Drifa, rapidamente foi em direção a ele se preparando para um ataque poderoso.
Erik bloqueou seu ataque, mas no momento em que baixou a guarda, Drifa desferiu um golpe em sua barriga com a magia de vento, ele voou para longe, a água da cachoeira agitou-se com a força do golpe.
— Baixou a guarda, se eu fosse seu inimigo teria rasgado sua barriga — disse Drifa ajudando Erik a se levantar.
— Você é rápida, da próxima vez ficarei mais atento — disse Erik colocando a mão na barriga.
— Em uma batalha não haverá próxima vez, lembre-se disso, sempre certifique-se de que sua guarda esteja protegida. Sua magia de revestimento de fogo é forte, mas você precisa ser mais rápido e treinar mais — disse Drifa sendo bastante rigorosa.
— Vou lembrar disso — Erik revestiu a espada com fogo novamente.
Os dois continuaram treinando até quase escurecer, Drifa o ensinou muitos movimentos com a espada, também o ensinou como controlar melhor a magia elemental, Erik não treinou muito quando criança. No caso de Drifa, seu pai sempre foi insistente e rigoroso, ele treinou pessoalmente Christer e Drifa desde os 10 anos de idade. Alguns filhos da família Sfinks nascem com um poder mágico tão poderoso que não conseguem canalizar e acabam tendo que selar e controlar esse poder, foi o caso de Christer que nunca conseguiu controlar sua magia da melhor maneira.
Ao cair da noite, Erik foi convidado para um banquete com membros da família Sfinks. Ele está tentando não ficar ansioso por notícias da busca por seu irmão e aproveitar a noite, os criados levaram um gibão luxuoso para Erik vestir, fazia anos que ele não usava roupas nobres, em seus pensamentos veio a lembrança de sua infância e banquetes ao lado de sua família. O doce perfume de sua mãe, o cheiro de cerveja de seu pai, os risos e os afetos de seus irmãos são boas e dolorosas lembranças.
Drifa bateu na porta do quarto para ver se Erik estava pronto. Ele então abriu e ficou deslumbrado com sua beleza, Drifa está usando um luxuoso vestido de seda, nas cores lilás e branco.
— Nossa, você está muito elegante e lindo, muito melhor do que estava — disse Drifa elogiando-o.
— Obrigado, você está maravilhosa... — disse Erik um pouco tímido.
— Não estou acostumada a usar vestido, não me sinto confortável, mas obrigada pelo elogio — disse Drifa, também tímida.
Chegando ao salão de banquetes do castelo, os membros da família Sfinks já estão sentados comendo e bebendo vodka, cerveja e vinhos, os músicos tocam canções tradicionais muito animadas. O Rei Eileif está sentado na mesa maior, ao lado dele estão Christer, Einar e duas pessoas que Erik não conhece. Ao se aproximar com Drifa todos estavam olhando para os dois então Eileif se levantou e sinalizou para os músicos pararem.
— Erik Von Ddraig, filho de Saulo e Lise. Herdeiro de Sunrise Lands, essa é parte da gloriosa família Sfinks. Apresento-lhe meus tios, primos, sobrinhos e etc. Por favor, sente-se conosco — disse Eileif com grande orgulho. Ele apontou para as duas cadeiras vazias na mesa maior. Todos na sala ergueram suas taças em homenagem a Erik.
— É um imenso prazer está diante de todos, gostaria de conhecer cada um — disse Erik com enorme respeito, no salão estão 15 membros da família Sfinks incluindo o Rei e seus filhos. O restante dos Sfinks vivem em outras cidades de Creigiog.
— Você se parece com sua mãe Erik. Prazer em conhecê-lo, sou Folkvarg Sfinks, irmão de Eileif e general do exército de Grýtt Land, esta é minha filha Meredith Sfinks — disse Folkvarg apresentando-se, ele é o homem que está na mesa do Rei. Ele parece ter cerca de 40 anos, seu cabelo é castanho, muito curto, sua barba é curta, olhos escuros. Tem uma cicatriz na sobrancelha, está vestindo uma armadura leve prateada, calça preta e botas de couro pretas, ele também usa um casaco de pele por cima da armadura, sua altura é de quase dois metros.
— Obrigado pelo elogio, o prazer é todo meu Lorde Folkvarg — disse Erik com respeito e sentindo orgulho de sua mãe ser tão conhecida.
— Fiquei animado em saber que membros da família Von Ddraig sobreviveram. Por ordem de Vossa Majestade Eileif, meu irmão, enviei cartas a Fjern Dal e Ancestral Islands, declarando que está vivo — disse Folkvarg, colocando as duas mãos no ombro de Erik. Ele parece ser alguém justo e forte.
— É um grande prazer conhecê-lo, Senhor Erik, você é muito elegante. Sou filha de Folkvarg — disse Meredith, estendendo a mão para Erik beijar. Ela parece ter entre 25 a 27 anos, sua aparência é linda, seu cabelo é mais ou menos curto na altura do pescoço, loiro claro, seus olhos são escuros. Ela está vestindo uma roupa de couro marrom escuro e verde, calça verde com detalhes pretos e bota escura.
— O prazer é todo meu, Lady Meredith, obrigado pelo elogio, você está muito elegante também. Fico feliz em saber que os Reis de Ancestral Islands e Fjern Dal foram avisados - disse Erik, beijando a mão de Meredith um pouco tímido, Drifa olhou para ele.
— Vamos nos preparar para uma possível batalha. O exército do traidor Baldor está ficando mais forte — disse Folkvarg, ele é o único que parece estar preocupado com a guerra e os acontecimentos recentes.
O banquete foi então servido, a mesa está cheia, os criados trouxeram um porco, serviram muita cerveja, muita vodka, frango assado e doces. Erik comeu até se fartar, alguns Sfinks começaram a dançar ao som da música bem animada que os músicos tocavam, Drifa se levantou e estendeu a mão para Erik pedindo-lhe para dançar, na hora ele ficou sem graça. Eles dançavam saltarello é uma forma de dança musical, ele ficou meio sem jeito, já tinha bebido demais. Aproveitou a noite pela primeira vez em anos, sentiu-se bem e feliz. Quando seus pais foram assassinados ele tinha apenas 12 anos, amadureceu cedo e viveu fugindo da perseguição do cruel Baldor Von Ross.
Quase todos no salão ficaram bêbados, alguns foram embora, enquanto outros dormiram nos quartos de hóspedes. Drifa acompanhou Erik até seu quarto, na porta ele disse boa noite, ela pegou sua mão e beijou sua bochecha. Durante a festa, Erik pediu para treinar novamente com ela. Os dois têm uma espécie de conexão respeitosa. Ele olhou para ela sem jeito, então ela se virou e saiu.
De manhã. Após o café da manhã, os dois desceram até a cachoeira para treinar novamente, Erik está aproveitando o tempo que tem treinando, enquanto aguarda novas informações. Mesmo depois de treinar por anos, ele quer ficar mais forte a cada dia, então eles treinaram com espadas e usando magia. Drifa testou sua velocidade fazendo ataques extremamente rápidos e poderosos. Ela fez uma investida atacando o flanco esquerdo de Erik, mas ele bloqueou seu ataque e agarrou a gola da camisa de Drifa na tentativa de derrubá-la no chão, mas não funcionou. Drifa o fez tropeçar, quase caindo Erik se equilibrou e avançou, Drifa se defendeu e o empurrou. Antes de cair novamente Erik conseguiu puxar Drifa com tudo e os dois caíram, com ela caindo sobre ele.
Os dois se encaram com os rostos próximos, Erik passou a mão pelo cabelo dela. Então Drifa começou a beijá-lo, ficou claro que ela se sentia atraída por ele e, Erik se sentia atraído por ela. Drifa sentou no colo dele, os dois se beijaram, ela começou a tirar a camisa de Erik. O corpo dele é forte pelo treinamento excessivo, ela começou a passar a mão pelo seu corpo, então Erik tirou a camisa de Drifa e começou a beijar seu pescoço e segurar seus seios, ele está nervoso, provavelmente é a primeira vez dele. Seus corpos ficaram quentes e Drifa ficou arrepiada e excitada com o toque de Erik em seu corpo, mas naquele momento os dois ouviram um enorme estrondo ensurdecedor, quando olharam para a cidade, viram fumaça e os sinos começaram a tocar, Grýtt Land está sob ataque. Ela rapidamente vestiu a camisa e saiu de cima de Erik.
— A cidade está sendo atacada! Precisamos voltar rápido — disse Drifa desesperadamente.
— Precisamos encontrar Solveig, vamos rápido — disse Erik temendo pela vida de Solveig, ele é a única pessoa que conseguiu informações sobre Sigvard.
— Devemos sobreviver primeiro — disse Drifa. Naquele momento, outro estrondo aconteceu.
Eles montaram nos cavalos e voltaram o mais rápido possível. No meio do caminho, olharam para o céu e foram surpreendidos pelas enormes bolas de fogo caindo sobre a cidade. Drifa ficou desesperada, Erik viu Solveig vindo em sua direção.
— Um enorme exército já está nos portões de Grýtt Land, temo que o grande muro não durará muito. Fui ao castelo procurar por você, então imaginei que estava aqui — disse Solveig rapidamente.
— Eu ia procurar por você, como será a busca por Sigvard? — perguntou Erik desesperadamente.
— Foda-se Erik! Se perdermos essa batalha o reino estará perdido, foque no agora — disse Drifa um pouco irritada.
— Desculpe... Vamos voltar para o castelo! — disse Erik, ele está tão nervoso que não percebeu que poderia morrer antes mesmo de encontrar Sigvard.
Eles rapidamente voltaram para o castelo, a cidade está um caos, muitas pessoas estão feridas. O exército tenta retirar os civis para uma área mais isolada, os sinos continuam tocando, mulheres gritando, crianças chorando em desespero. Erik ficou pasmo com tanta destruição, mas ele pensou, que catapultas são essas tão fortes que podem alcançar Grýtt Land que está no topo de uma montanha, o exército inimigo está tentando derrubar o portão, os arqueiros tentam impedir o máximo de soldados possível, atirando de cima das muralhas e torres, os soldados despejaram óleo inflamável e dispararam flechas com fogo. O exército tem que resistir para conter os invasores, mas o bombardeio na cidade não para.
Os três subiram os degraus do castelo rapidamente, quase sem fôlego, chegando à sala do trono. O Rei Eileif e o general Folkvarg estão discutindo como se defender da invasão. Ele ainda está convencido das defesas da cidade, Folkvarg diz a ele para evacuar os civis através do túnel de emergência, deixando apenas o exército e os feiticeiros na cidade.
— Pai! Eles têm catapultas que disparam projéteis que atingem não só a altura da montanha Krigsfjell, também passam pelas muralhas, chegando até a cidade — disse Drifa, sem fôlego e desesperada.
— Como esses desgraçados conseguiram armas tão poderosas... — disse Folkvarg colocando a mão no rosto.
— Brandon Von Ross está por trás disso, tenho certeza... Ele é o general do exército em Sunrise Lands. O desgraçado é o irmão mais novo do Saulo, ele é um estrategista militar, mas essas catapultas poderosas não tenho ideia de como elas conseguiram construir algo assim — disse Erik preocupado.
— Você está certo, Folkvarg, vamos evacuar civis e familiares que não são feiticeiros. Vamos defender a cidade da magnífica Larielle — disse o Rei Eileif levantando-se do trono.
— Sim, Majestade Eileif, ordenarei aos soldados que evacuem os civis o mais rápido possível. Christer, Drifa, Erik e Juksemaker... Você está aqui? — Folkvarg ficou surpreso ao ver Solveig.
— Estou trabalhando para Erik, é uma longa história — disse Solveig, tirando o capuz.
— Ótimo, defenda seu reino e você será recompensado por isso também, vocês quatro vão até os portões para segurar o exército até que evacuemos toda a cidade, que os deuses ancestrais nos guiem hoje — disse Folkvarg, fechando o punho.
Eles desceram para a cidade, nos arredores muitas pessoas estão mortas e esmagadas pelos escombros, parte da cidade está em chamas, aquele clima de paz e agitação virou desespero, as ruas estão vermelhas com o sangue de inocentes.
Chegando ao portão da cidade, o exército invasor usa armas de cerco para derrubar os portões com um aríete, do topo das torres o exército de Grýtt usa balistas e arcos para deter os invasores. Drifa foi para a muralha com Christer. Ela ficou chocada com a imagem que viu, os inimigos estão empurrando torres de cerco morro acima para alcançar as muralhas, as torres estão equipadas com um aríete, embora as muralhas fossem fortes, o ataque de catapulta de longo alcance está destruindo a cidade inteira antes mesmo do exército passar pelos portões.
— Precisamos impedir o exército de passar pelos portões. Christer, temo que o outro portão da cidade seja atacado, encontre o tio Folkvarg — disse Drifa protegendo-se de flechadas. Existem dois portões na cidade, o portão sul e o portão oeste, Krigsfjell, a montanha sobre a qual Grýtt Land foi construída, possui apenas esses dois meios de acesso, há também uma saída secreta que passa pela montanha Kolosalny. Usado apenas em casos extremos.
— Ok, tome cuidado — disse Christer, montando em seu cavalo e indo para o portão oeste.
— Cuidado também irmão, Solveig use uma das balistas, Erik e eu vamos descer e tentar enfrentar o exército — disse Drifa puxando sua espada.
— ESPERE! — exclamou um senhor, parecendo um guerreiro. Ele está acompanhado por Meredith Sfinks.
— Vovô Belenus! — disse Drifa em tom de surpresa.
— Vamos com você, não se preocupe com a minha saúde, estou bem — disse Belenus, é um senhor de 72 anos, mas parece ser poderoso. Seu cabelo é branco penteado para trás, seus olhos são escuros, sua barba é raspada parece um homem vaidoso. Ele veste uma roupa de couro azul, com malha de aço protegendo seu peito e braços, usa luvas de couro, calça cinza e uma capa cinza, botas de couro, carrega uma espada nas costas e uma na cintura.
— Belenus Sfinks? O ex-rei de Creigiog — disse Erik, animado.
— Já se passaram 22 anos desde que me aposentei desse título. Filho, você tem os mesmos olhos ambiciosos e curiosos de sua mãe, a garotinha Lise — disse Belenus colocando a mão na cabeça de Erik. Ele se aposentou depois de anos, estava cansado, sua saúde é fraca embora ele seja forte, sua posição como Rei o deixou estressado, ele renunciou ao título passando a coroa para Eileif.
— É um prazer imenso, minha mãe falava muito da sua força. Garotinha Lise? — disse Erik com admiração, mas ele está curioso por Belenus ter chamado sua mãe de garotinha.
— O prazer é todo meu, não estava bem em ir ao castelo te ver durante o banquete, peço desculpas. Sua mãe era uma praga quando criança, ela e Eileif derrubaram a parede do quarto usando magia, gostaria de poder conversar mais com você, mas temos um exercício a enfrentar — disse Belenus sentindo-se nostálgico.
— Você tem razão, precisamos deter essa invasão... — disse Erik, sem saber se sobreviveriam para ter um momento de paz.
De repente, o som de trombetas rasgou o ar! Os ataques excessivos de catapulta cessaram, os soldados pararam de atacar os portões. Então o exército invasor abriu caminho, os soldados de Grýtt pararam de atirar porque perceberam que alguém importante se aproximava. Erik e Belenus subiram até a muralha ao lado de Meredith que está um pouco à frente. Um homem se aproxima montado em um puro-sangue de Sunrise Lands, um cavalo que só a elite nobre possui, aquele homem está vestindo uma armadura inteira, muito luxuosa. Erik notou o homem e viu o brasão da família Von Ross.
Brandon Von Ross, o braço direito de Saulo, general do exército de Sunrise Lands. É cruel e inteligente, tem a aparência de alguém robusto, parece ter entre 37 a 38 anos, o cabelo é médio e raspado nas laterais, castanho escuro, tem bigode mustache, os olhos são azuis, sua armadura é elegante e luxuosa cheia de detalhes, ele também usa uma capa vermelha com um enorme brasão da família Von Ross, Brandon é arrogante e agressivo.
Erik puxou um pouco mais o capuz na tentativa de esconder todo o rosto, não quer ser identificado pelo Brandon, todo mundo em Sunrise Lands ainda acha que os filhos de Saulo morreram, ele prefere que pensem assim.
— Onde está o Rei Eileif? — disse Brandon em voz alta.
— Eu sou Drifa Sfinks, filha do Rei Eileif. Retire-se com seu exército antes que mais pessoas se machuquem — Drifa gritou em um tom sério.
— Nosso exército tem mais de 300.000 soldados, rendam-se, queremos matar apenas os Sfinks — disse Brandon cuspindo. Drifa ficou em silêncio quando um arqueiro atirou uma flecha nele, o cavalo de Brandon recuou com medo.
— Então você prefere morrer protegendo essa escória, ok! — disse Brandon, descendo para o acampamento militar.
O exército inimigo formou uma parede de escudos para proteger Brandon, os arqueiros de Grýtt dispararam chuvas de flechas nos inimigos, todo o frenesi da batalha recomeçou, as torres de cerco estão se aproximando das muralhas, os soldados empurram as torres por cima dos cadáveres é horrível, não há misericórdia na guerra.
— Precisamos descer essas muralhas — disse Drifa olhando para baixo, a muralha tem mais de vinte metros de altura.
— Deixe comigo! — disse Belenus, um enorme poder mágico começou a fluir por seu corpo. Ele apontou para o chão e então a terra começou a tremer, ele fez uma escada de terra usando magia elemental, mas Belenus usa um tipo extremamente difícil de magia, a manipulação de forma.
— Essa é a força da qual minha mãe falava — disse Erik impressionado.
— Vá rápido! — Belenus disse sem fôlego, ele está debilitado para usar magia que requer muita energia mágica, ainda mais na sua idade.
Drifa, Erik e Meredith desceram a escada, os soldados tentaram subir, mas Drifa lançou uma rajada de vento, fazendo com que o exército recuasse e caísse. Quando eles chegaram ao pé da escada, Belenus desfaz a magia e se senta cansado com a respiração fraca. Os soldados avançaram contra eles, Erik desembainhou sua espada e a revestiu com chamas e começou a lutar ferozmente, Drifa também avançou atacando com rajadas de vento.
Meredith ficou parada, vários inimigos avançaram em sua direção, um deles atingiu Meredith no peito com um tiro de besta, Erik ficou desesperado, mas naquele momento seu corpo começou a se desfazer, ela apareceu atrás do soldado e cortou sua garganta com uma adaga. Meredith é especialista em magia de ilusão e transmutação, dois tipos difíceis de usar, magias mais comuns são: revestimento, elementar, temporal e cura. Magias não tão comuns são: ilusão, transmutação, encantamento, manipulação de formas e divinação.
Outros soldados a atacaram, Meredith puxou a espada e se defendeu, ela tocou a espada do inimigo para que a espada se tornasse um pedaço de madeira. Cortou a madeira ao meio e enfiou a espada no pescoço dele, Erik ficou pasmo, ele não tem tanta experiência em batalhas, muito menos em magia, Drifa olhou com orgulho para a prima, mas ela não parou e mostrou seu poder mágico.
Os inimigos avançaram sem piedade, mas Drifa se esquivou de todos os ataques facilmente. Ela está usando magia do tipo divinação, capaz de prever o movimento do inimigo, essa magia tem que ser usada com o usuário calmo e focado para prever todos os ataques. Um dos tipos mais difíceis de controlar, ela não pode vacilar ou será mortalmente ferida.
A batalha por Grýtt Land decidirá o futuro de Creigiog Mountains.
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