Os Ùltimos De Nós - 1ª Temporada
1 O Pior aniversário de todos.
Notas iniciais
Espero que gostem.
Los Angeles – 10 de dezembro de 2014
— Parabéns pra você! Nesta data querida, muitas felicidades.... muitos anos de vida!
Nossa, olhem a minha cara de animação. Odeio festas de aniversário, ainda mais porque nós nos mudamos para esta cidade á 6 meses, e não tenho quase nenhum amigo. E uma garota que eu gosto.... Angela. Ela até que é bonita, e é bem mandona. Ela acha que pode mandar em tudo que ela quer.
Só acha.
Ela também é irritante, e abusada... Que raiva que eu tenho dela! Mas isso só as vezes. Me chamo Josh. Estou fazendo hoje 14 anos. De muito amor, alegria (só que não)...
Minha mãe acha que eu estou amando a cidade nova. Isso merda nenhuma.
- Ei, Josh! Vem tirar foto com os seus amiguinhos – Disse a minha mãe, Hellena, que adora me fazer passar vergonha.
- Ta bom mãe! Mas vê se cala a boca, e para de falar besteira.
- Você me magoa falando assim...
- Não quero nem saber.
Ela sai irritada.
- Ei, olha só! Um fungo ta se espalhando pela cidade.
Olho para a TV. Helicópteros de jornais caindo, pessoas morrendo, e ainda outras pessoas que estão sujas de sangue, e que estão... Matando outras pessoas? Mas por que?
Ouço um grito na cozinha. Corro para lá, e me deparo com um dos meus “amigos” caídos. O que estava acontecendo? O sangue dele começou a empossar, e o seu assassino aparece, com o rosto deformado graças a um chute no nariz. Ele estava sem vida dentro de seus olhos. Parecia que tudo o que ele queria era carne fresca.
E carne humana.
Não penso duas 2 vezes, e corro para a porta dos fundos. Estou com medo, muito medo. Medo de morrer, e medo de perder alguém que eu amo.
Ouço o barulho das mordidas, dos arranhões e das mortes. Eu já estava além da piscina da minha casa. Carros de policia passam na rua, com armas de fogo para fora do vidro. Um policial para o carro.
Pensei que eu ia morrer.
Garoto, você esta sozinho?
- Sim, mas minha mãe esta lá dentro.
- Esqueça ela.
- Esquecer... ? Como assim esquecer seu merda!
- Eu deveria te deixar aqui para morrer, mas vou ser piedoso.
Começo a chorar. As lagrimas curam a maioria das feridas. Mas acho que esta que estou sentindo, vai demorar muito tempo para cicatrizar. Entro no carro, e encontro Angela sentada chorando.
- Por que você esta chorando?
- Meu pai e minha mãe morreram!
- Sinto muito...
- Não quero saber do que você acha.
- Tudo bem.
Garota implicante.
2 horas depois
Já estou cansado de andar de carro. Andar por essa cidade, depois de um apocalipse, é muito complicado. Penso em minha mãe, que pode estar viva, ou morta. Algo que eu não vou saber agora.
- Mas chefe... Eles são só crianças...... Mas...... Tudo bem, eu vou fazer isso.
Ele nos olha com cara de dó.
- Sinto muito crianças.
Ele aponta a pistola dele para a minha cabeça. Empurro a arma para o lado. Ele se descuida, não olha para a frente.
E o carro capota.
Acordei. Em um dia de chuva, como aqueles dia de verão, na Flórida. Mas agora, eu estava na beira da morte. Uma morte que me persegue.
Este é o meu fim.
Não, não antes de eu salvar Angela.
- Aii, cortei o meu braço!
- Fica calma, vou tirar a gente daqui.
Peguei ela no colo, e me dirigi até o policial. Ele esta morto.
“Pegue a arma”
Eu costumo ter esses pensamentos, são os meus instintos. Caminhei com ela até a ponte. Ela esta muito ferida.
- Obrigada – Ainda bem, pelo menos um agradecimento – Você esta sendo muito generoso comigo. Mas ainda é um idiota.
- Não tem problema.
Ela me olha, e depois sorri. Eu nunca tinha tido uma amiga tão próxima.
“Abrace ela”
Eu a abraço, e ela não agüenta, começa a chorar.
- O que a gente vai fazer agora? – Fala Angela, com uma voz cansado e triste.
-Agora a gente vai procurar a brigo.
Ela pega a minha mão.
- Bem, acho que agora a gente pode andar juntos, como amigos.
- È tudo que eu mais quero.
- E o que são essas coisas?
- Essas coisas não são mais vivas. Eram pessoas, mas agora não são mais.
Ela parece se alegrar.
- Talvez a minha mãe esteja bem!
- È, quem sabe...
Fiquei com receio de contar o que pode ter acontecido com a mãe dela. Começamos a caminhar para o centro da cidade (eu sei, puro suicídio).
- Parem agora! – Um senhor de cerca de 70 anos para sobre a nossa frente – Vocês foram infectados.
Nós acenamos que não com a cabeça.
- Pois bem, ninguém vai passar pela minha frente, e ser abandonado neste inferno.
Ela sorri.
- Muito obrigado...
- Meu nome é Jack, Tio Jack.
Ela pega minha mão. O sol já estava nascendo. Agora, era tempo de esperar, e viver em segurança, até descobrir o que esta acontecendo.
Rezo para que fique tudo bem.
Notas finais
Se gostarem, comentem!
Obrigado.
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