Os vampiros que se mordam

4 Por que a Elena deve viver?


Notas iniciais
Olá, Vocês devem estarem se perguntando quando esta fic vai fazer sentido, certo? Bom, vou explicar alguns personagens nas notas finais, até lá Boa Leitura

Fazia uma semana que Bonnie não ouvia a voz de Klaus no seu sonho, embora ela ainda sonhasse com aquele jardim fantasmagórico, queria saber o que estava acontecendo, conversou com Caroline sobre o hibrido e a loira dissera que não tinha noticias dele á vários meses e que não se importava, mas Bonnie se importava, afinal ele era perigoso e estava na sua cabeça. Havia voltado á sua vida normal, parando de evitar os amigos. Também não falava com a ruiva que ela vira alguma poucas vezes sentada em algum lugar com algum livro na mão, Bonnie se perguntou quantos livros ela tinha naquela mochila uma tarde quando viu ela rolando de rir – literalmente – de algo que leu em um livro de capa verde com arabescos dourados.

Em um piscar de olhos já era quinta feira, Caroline havia a arrastado até um bar onde teria show de uma banda de rock. Bonnie não conhecia muito bem aquele bar, passava por ele muitas vezes, mas nunca havia entrado nem mesmo por uma mínima curiosidade. Na verdade ela conhecia apenas um café próximo á universidade. Os outros point’s de Whitmore não lhe interessava o bastante para fazê-la perder seu tempo.

– Bonnie! – gritou Elena a puxando pela mão, nem precisava perguntar para saber que a vampira estava bebendo – Vamos dançar.

Bonnie olhou para Caroline que apenas deu de ombros indo para o bar, seguindo a loira com um olhar aguçado, a bruxa encontrou a ruiva. A garota vestia um longo branco que tocava o chão, e conversava com alguém incrivelmente parecida com ela, uma ruiva cuja diferença estava apenas na postura física e nas roupas elegantes que vestia. Ela percebeu que não era a única que olhava aquela dupla que conversava com rosto muito próximo e a boca se movia em movimentos rápidos e imperceptíveis.

– O que está olhando? – perguntou Elena que nos minutos seguintes tentou convencer a bruxa que não havia nenhuma ruiva ali.

– Me diga que pode ver duas ruivas no bar – pediu Bonnie á Caroline que trazia suas bebidas

– Claro que posso – disse a loira olhando as garotas – Teria que ser cega para não notar aquelas duas

– De quem vocês estão falando? – Elena ainda olhava, sem vê-las.

– Fala sério Elena, são as únicas ruivas neste lugar e uma delas está vestida de noiva em fuga versão fantasia de halloween.

Caroline apontava para onde as garotas estavam, mas Elena olhava apenas o vazio, realmente não era capaz de ver as garotas.

– Tanto faz, vamos dançar – a vampira morena havia desistido de ver quem obviamente não estava ali.

Dançaram algumas musicas deixando-se envolver pelo ritmo alucinante que ouviam, para Bonnie estava tudo ótimo, até que os Salvatore chegaram e a atenção de Elena foi totalmente desviada para os irmãos vampiros. Não demorou muito para ela retirar a blusa e ficar apenas de sutiã, tirando gritos e assovios dos homens presentes – que era a maioria naquela noite.

– Elena vista isso agora – mandou Damon tentando fazê-la se vestir

Mas ela estava irredutível, não ia se vestir e para piorar deu um salto indo parar em cima de uma mesa onde começou a dançar feito maluca ameaçando ficar nua a cada movimento que fazia. Stefan tentou persuadi-la a descer e se vestir, mas ganhou apenas um dedo do meio da vampira e vaias dos homens que se amontoavam ao redor da mesa gritando para Elena todo tipo de cantadas que se podia imaginar.

– Façam alguma coisa – pediu Damon á Bonnie e Caroline que estavam apenas assistindo ao show da amiga sem darem grande importância

– Vai Elena, arrasa! – gritou Caroline gargalhando em seguida, aquele seria o mico do ano para a boazinha Elena.

– Bonnie! – o vampiro resolveu recorrer á mais sensata das duas.

– A namorada é sua, o problema é seu – disse a morena indo pegar outra bebida.

Ficou encostada em uma das muitas mesas que havia livres por ali tomando sua bebida, estava mais perto da banda que tocava e cantava, mas mesmo com o som alto deles ainda era capaz de ouvir os gritos dos “fãs” de Elena. Algumas jovens reclamavam sobre seus companheiros estarem babando por aquele show de stripper. Bonnie resolveu aproveitar a musica e ficou ali apenas ouvindo.

A noite estava quase perfeita se não fossem os gritos e as pessoas correndo. Bonnie mal olhou na direção do showzinho da Elena para ver o que havia acontecido, Damon fora arremessado para o palco por Elena que agora estava totalmente seminua. O os clientes fugiam, o dono do bar ligava para a policia e os funcionários se escondiam atrás do balcão enquanto Damon e Elena brigavam um com o outro, a vampira estava fora de si completamente bêbada.

Stefan e Caroline tentavam segurar o casal separado, mas era impossível. Bonnie correu para ajudar Caroline a segurar Elena.

– O que aconteceu? – perguntou ela confusa

– Aquele – gritou Elena apontando para Damon – Falou que estou sendo ridícula e que ia me levar para casa – começou a chorar – Eu sou uma ridícula, Bonnie? Seja sincera.

– Você está muito bêbada Elena, me deixe te levar para casa.

A vampira empurrou a bruxa que caiu de costas no chão, e se soltou de Caroline a jogando contra os Salvatore.

– Vocês não são meus amigos, amigos não criticam – gritou indo para o bar.

– Por que não quebrou o pescoço dela? – perguntou Bonnie aos vampiros

– O que acha que eu tentei fazer antes dela me jogar na banda? – resmungou Damon

Elena bebia no gargalo das garrafas e as arremessando em seguida contra as paredes e gritava um palavrão qualquer. As ruivas ainda estavam ali, mas apenas olhavam para Elena em completa imobilidade enquanto a vampira agia feito louca.

– Essa não – murmurou Bonnie indo em direção das garotas.

– Essa não o que? – quiseram saber os três outros vampiros, mas a morena não lhes deu atenção.

– O que fez com a Elena? – perguntou para a ruiva em tom acusador.

Nimic! Foi minha irmã quem fez – disse apontando a ruiva com ar de rainha

– O que fez com ela? – o tom de Damon beirou a ameaça, isso fez as ruivas trocarem um olhar como quem diz “eu disse” – Desfaça antes que eu quebre seu pescoço.

– Não recebo ordens dos mortos – falou a ruiva mais velha, orgulhosa – Muito menos de parasitas da sua espécie.

– Ela é minha amiga. Não queremos problemas, apenas que desfaça o que fez – pediu Bonnie empurrando Damon para junto de Stefan.

A ruiva olhou para ela de modo avaliador.

– Não é digno de parasitas desumanos terem uma Encantriz como amiga. Mas se me der um motivo convincente para impedir a destruição da morta eu retiro o que mandei ela fazer.

– Ela é uma boa pessoa. É amiga, leal, honesta, ela é capaz de controlar sua sede e evita atacar o máximo de pessoas possível.

A ruiva mais velha ponderou sobre a informação e discordou:

– Ao que parece sua amiga muda de atitude de acordo com suas vontades, uma pena que ela não é como você a vê o tempo todo – olhou para Elena mais uma vez e fez cara de nojo – Arrivederci.

A garota desapareceu no segundo seguinte, deixando todos um pouco alarmados. Helena ainda continuava a beber sem parar, gritando palavrões e quebrando as garrafas.

– Chega – disse Damon dando as costas para eles – Vou terminar a noite noutro lugar.

– E eu vou para casa – anunciou Caroline seguindo Damon

– Não acredito que vão fazer isso – gritou Bonnie fazendo os dois se virarem para ela – A Elena está fora de controle e vocês apenas vão embora.

– E vamos fazer o que Bonnie? – Começou Caroline — Nem conseguimos chegar perto dela sem que ela de um chilique. Deixa ela ai, amanhã ela que se entenda com a ressaca e com o dono do bar...

Trezi – disse a outra ruiva em voz alta calando-os.

Helena assim que ouviu aquilo ficou parada confusa, olhando para a garrafa em sua mão, para os amigos, para o bar destruído e para seu corpo seminu.

– Ah! – arfou a vampira soltando a garrafa e tentando se cobrir com as mãos – Cadê minhas roupas?

As roupas dela voaram em sua direção assim que perguntou por elas, enquanto se vestia ela observada pelos amigos. Caroline foi a primeira a se pronunciar:

– Agora que minha noite foi para o espaço, vou-me embora – em seguida já batia a porta ao passar

– Não acredito que fiz isso tudo, me desculpem – pediu Elena com olhar aflito e voz embargada – Eu não conseguia me controlar...

– Se começar a chorar eu arranco sua cabeça – cantarolou a ruiva enquanto deixava um pouco de dinheiro no balcão pagando o seu consumo e se levantou.

Chegava á porta quando Elena que por algum motivo tinha perdido qualquer vontade de chorar pelo que fizera, agradeceu:

– Moça, muito obrigado por desfazer... o que aquela bruxa fez.

A ruiva parou sem se virar. Apenas avaliou o chão ao seu redor e fez um gesto com a mão. Os destroços começaram a se juntar, magicamente, voltando ao que eram antes de Elena começar a quebra-los, até mesmo as garrafas pareciam se encher novamente enquanto voltavam para o lugar de onde tinham sido retiradas.

– Guarde seus agradecimentos. Considere o que fiz, um favor.

Ela atravessou a porta saindo para a noite escura, respirou profundamente e se desintegrou como se fosse cinza levado pelo vento.

Dentro do bar os vampiros e a bruxa olhavam para tudo com explicita admiração. As coisas estavam novamente todas em seu devido lugar como estiveram antes da Elena começar a surtar. A vampira sentou-se olhando de modo vago para a porta. Então Bonnie quebrou o estranho silêncio que preenchia o bar.

– Preciso de um último drink.

– Somos dois – pronunciou Damon indo para trás do balcão

Notas finais
1 - A ruiva é amigável, apenas com a Bonnie, por que detesta vampiros. 2 - Ela não é humana 3 - Sim, o Damon e a Bonnie ficarão juntos nesta fic (e na série também, espero)