Os vampiros que se mordam

25 O retorno do Lobo Mal


Bonnie estava sentada olhando para uma árvore retorcida sem dizer nada há vários minutos, ao seu lado Klaus observava inquieto à quietude da morena.

– Se lembra de Jeremy Gilbert? – ela perguntou de repente

– Seu ex-namorado irmão da Elena que matou Kohl?

Bonnie assentiu deixando a sombra de um sorriso cruzar seus lábios, mas não conseguia mais sorrir e nem chorar, também não sentia mais raiva ou tristeza, havia apenas vazio. Haviam enterrado o caçador naquela manhã e para seu tormento Elena apareceu na cerimônia, não havia mais nada de humano na vampira além da aparência.

– Elena o matou – disse a bruxa olhando novamente para a árvore

Klaus não fez nenhum comentário, não que lhe faltasse algum, se calou por que o olhar vazio da bruxa era estranho demais, preocupante. Muito tempo depois, ele perguntou:

– Não é apenas isso, é?

– Não. Minha cabeça está um caos, é como se o mundo real, o que eu conhecia quando as duplicatas eram única fonte de problema do mundo sobrenatural, estivesse se desintegrando. As coisas vão de mal á pior em Nova Orlenas, dizer que sua tia é demoníaca é uma ofensa aos demônios.

– O que ouve? Algo com minha filha ou meus irmãos?

– Pior, conversei com Elijah. Ela está exterminando todos os aliados que eles têm. As bruxas transformaram Davina Claire na líder deles substituindo a anciã Josefina que foi achada morta em uma rua. Os vampiros e os lobisomens estão sendo usados como peças de xadrez e restam poucos em cada lado. Alguns que querem permanecer vivos estão se aliando á ela e tentam chegar á Hope. Eles precisam de você mais do que nunca.

– Mas ainda estou preso aqui – disse o hibrido zangado socando a mesa de pedra – Não devia ter subestimado aquela fênix.

– Não devia mesmo, mas Mina é habilidosa ela teria seu coração nem que tivesse que arranca-lo á força... claro. Como não pensei nisso antes?

– Pensou em que? Bonnie!

A bruxa apenas sorriu piscando.

– Vou te libertar, não saia daqui.

Ela abriu os olhos. Se levantou rapidamente, sentindo-se ligeiramente tonta. Precisava comer, mas antes...

– Damon! Damon! – ela repetiu o nome do namorado em voz baixa enquanto descia a escada – Damon! Damon!

O moreno estava lustrando seu carro mais uma vez, ela revirou os olhos. Damon precisava de um hobby. Ele se virou para ela e a beijou.

– Algum problema, Bonbon?

– Não. Entre, temos que conversar – disse entrando no carro.

Damon sentou-se no banco de carona olhando ligeiramente ansioso para a morena, será que ela ia querer dirigir seu carro? Mas Bonnie se virou para ele respirando profundamente e falando tão rápido quanto o possível:

– Lembra-se quando falei que Mina usa um objeto chamado coração do imortal para se manter viva? Pios bem, o coração do imortal que ela usa é o de Klaus. De algum modo quando ela veio para Mystic Falls me conectei ao coração de Klaus criando uma psicorrealidade onde ele permanece preso, sou único contato dele com o mundo real, é esse meu segredo com Hayley e Elijah, mas eles não sabem que eu tenho acesso direto com Klaus.

A bruxa parou para recuperar o fôlego e recomeçou antes que Damon a interrompesse:

– Mais de mil anos atrás Ester fez um pacto com sua irmã mais velha para poder engravidar, Dahlia ficaria com todos os primeiros filhos da descendência Mikaelson. Mas como foram transformados em vampiros o pacto com Dália foi inutilizado e por mil anos ela não teve nenhum primogênito para levar, entretanto Klaus não é apenas vampiro o lado lobisomem dele podia procriar e ele acabou se envolvendo com Hayley com quem teve uma filha, a primeira Mikaelson depois de mil anos e Dália voltou do mundo dos mortos para levar a primogênita prometida.

– Klaus tem uma filha?

– Tem. Mas deixe-me terminar primeiro. Mina havia procurado um coração imortal para poder se livrar do coração de Q’rey e Klaus estava procurando um modo de proteger sua filhinha, quando ele ouviu falar sobre uma estranha bruxa que vagava pelo pântano, foi atrás dela. Mina enganou Klaus, ficou com o coração dele em troca da proteção de Hope. Agora Dália está transformando Nova Orleans em um campo de guerra sobrenatural, Klaus precisa voltar para ajuda-los á manter Hope protegida. Mas para trazer Klaus de volta, Mina terá que libertar o coração dele o que significa que ela vai morrer. Mas ela não pode morrer ainda por que...

– Quando ela morrer a proteção contra Q’rey já era e você ficará a mercê dele já que ele parece poder controlar vampiros.

– Eis onde eu queria chegar. Mina não vai morrer se ela tiver outra fonte de poder e um coração para compartilhar.

– E onde vamos achar outro imortal?

– Não falei imortal. O coração de Klaus deixa o corpo de Mina fraco, mas o de uma bruxa...

Damon entendeu então onde Bonnie queria chegar com aquilo, o moreno sequer teve tempo para se irritar pelo fato da bruxa estar escondendo aquele segredo. Abrindo a porta do carro ele informou:

– Não! você não vai fazer isso.

– Não estou pedindo sua permissão Damon, quero apenas seu apoio.

– Somos capazes de lidar contra esse tipo de inimigo sem precisar de mais sacrifícios...

– Não vou me sacrificar, não sou estúpida. Vou chamar a Mina e fazer um acordo com ela. A liberdade de Klaus em troca de um coração.

O olhar decidido de Bonnie calou as argumentações do vampiro.

– Você não vai mudar de ideia, vai?

...

Mina se materializou diante deles como sempre fazia. O casal já estava impaciente por ter que espera-la.

– Está atrasada – reclamou Damon

– Eu sei, fiquei presa na Tailândia.

– Estava na Tailândia? – o casal perguntou junto

– Sim, é um bom lugar para aprender controlar o estresse. Mas não me chamaram aqui para falarem sobre o que faço. O que querem?

Bonnie e Damon explicaram o que queriam. Klaus seria livre em troca a ruiva compartilharia o coração com a bruxa humana. Mina explicou as complicações que era dividir o coração com uma imortal, mas Bonnie não mudou de ideia.

– O coração de Klaus é forte, mas seu corpo enfraquece sempre que o usa por que a magia que dá vida aos vampiros é oposta da magia que te mantêm viva, mas eu sou uma bruxa. Meu coração não irá te afetar.

– A magia que uso é muito mais antiga que qualquer magia que você conhece, Bonnie.

– Eu sei. Você é uma elfa que usa calor como fonte de poder e pratica conexão, domínio e libertação de elementos. Magia antiga, tão antiga quanto... nossos mundos.

– Como sabe disso?

– Assistimos muito desenho animado – disse Damon irônico – Vai ou não deixar Klaus sair da Terra do Nunca?

– É melhor avisar a híbrida-mãe que sua filha ficará sem proteção.

Bonnie ligou para Elijah e informou de Klaus estava retornando do “Outro Mundo”. Então Mina retirou o cristal pulsante de dentro da bolsa.

– Te liberto – murmurou soltando o cristal que flutuou ganhando forma humana, não demorou mais que um piscar para que Klaus se materializasse diante deles.

– Sério? Só isso? – perguntou Damon aborrecido esperando mais para um feitiço poderoso – Cadê os trovões e raios, os tremores de terra e luzes piscando?

Mina deu de ombros enquanto o hibrido que parecia ligeiramente deslocado e zonzo sentou-se no sofá, Damon fora ao freezer no porão e trouxe algumas bolsas de sangue para que Klaus se alimentasse.

– Prefiro sangue fresco, mas isso serve – comentou o loiro com arrogância.

– E ele volta ao normal – Bonnie resmungou se virando para Mina – E agora?

– E agora o que?

– Não devia fazer um feitiço para nos conectar?

– É um contrato verbal, quando libertei Nicolas seu coração se tornou meu.

– Todo esse tempo ainda não aprendeu meu nome? – interrompeu Klaus que terminara de se alimentar – E como assim seu coração se tornou dela? O que fez Bonnie?

– Te tirei daquele lugar como havia prometido, Klaus. Está livre para proteger a Hope.

– Se sacrificou mais uma vez...

– Não foi sacrifício, desta vez foi mais que isso. Preciso da proteção que estar ligada á Mina me oferece, preciso resistir á Q’rey.

Klaus abriu a boca para contrariar a decisão de Bonnie, mas se calou. De algum modo a bruxa tinha razão e precisava de qualquer mínima proteção possível. O hibrido se aproximou dela lhe dizendo:

– Eu Niklaus Mikaelson tenho uma divida perene com você Bonnie Bennett, torno-me seu servo pela eternidade sem que este juramento jamais seja rompido – o hibrido selou a promessa com um profundo e demorado beijo na boca que foi interrompido por Damon.

– Se beijar minha namorada mais uma vez te mando para o mundo dos mortos sem passagem de volta – disse ameaçador

Klaus riu debochado

– Só estava agradecendo. Cuide bem dela, Damon, do contrario passarei o próximo milênio te atormentando – ele se virou para Mina – Se sobreviver á seja lá o que estiverem planejando, vou atrás de você para me vingar pela trapaça.

– Mais um ótimo motivo para sobreviver ao fim – comentou a ruiva com sua habitual indiferença.

...

– Por que está me olhando assim? – perguntou Bonnie á Damon quando Klaus foi embora.

Damon á olhava com severidade e algo que ela interpretou como raiva.

– Klaus te beija e você sequer causa um aneurisma nele. O que vocês dois fizeram enquanto estiveram nesse tal Jardim Fantasma?

– Se lembra quando ficamos presos em 1994? O que fazíamos lá?

Damon fez um ruído nasal virando o rosto, indignado.

– Não banque o ciumento agora, temos muito que fazer. Klaus está livre, agora falta só cuidar da Elena, recuperar o livro da Mina e matar Q’rey.

– O último item é meu

Mina que estava com o braço todo dentro de sua bolsa virou-se rapidamente para Damon, informando:

– Nem pensar, vampiro. Matar El-Lir é minha função.

– Eu falei primeiro

– Eu tenho prioridade

– Teve sua chance e deixou-o viver, agora é minha vez...

– Vão mesmo discutir pra saber quem vai mata-lo? Ele quer meu coração, nada mais justo que eu o mate.

Mina começou a se desintegrar em chamas, olhou irritada para cima e disse que estava indo. Então desapareceu. Damon olhou para Bonnie e perguntou sobre ela e Klaus para a perturbação da bruxa que revirou os olhos e foi para o quarto. Agora que estava compartilhando o coração com Mina, as coisas talvez ficassem menos complicadas, talvez agora quando visse Q’rey o odiaria em vez de querer correr para seus braços e protegê-lo contra tudo.

...

Caroline, Stefan, Tyler e Matt estavam na casa do lobisomem. Havia decidido que Damon manteria Bonnie afastada de Q’rey o máximo de tempo possível, enquanto eles “cuidavam” da Elena, infelizmente matar a vampira estava se tornando uma missão impossível já que ela tinha a proteção do bruxo moreno e de seus vampiros desumanos que matavam sem menor vestígio de piedade.

– Sejamos francos, sem a Bonnie ou Damon somos cegos perdidos em tiroteio – comentou Tyler girando seu anel da lua freneticamente.

– Acontece que a dupla improvável depende de nós agora, pedir ajuda deles está fora de questão.

Caroline olhou irritada para Enzo que estava presente por videoconferência, o vampiro estava em algum lugar na Alemanha resolvendo assuntos confidenciais – como ele mesmo dissera.

– Ao menos eles não estão escondidos no outro lado do oceano.

– Não estou escondido, o que estou fazendo aqui é importante. Mas é segredo. Quanto á Elena qual á dificuldade em enfiar uma estaca no coração dela?

– A proteção que ela tem é o problema. Sem uma bruxa para causar interferência não podemos fazer nada.

– E por acaso Bonnie é a única bruxa que conhecemos?

– Convenção Gemini – lembrou-se Tyler – Eles nos devem alguns favores.

Tyler ligou para Liv explicando a situação e pedindo sigilo para que Alaric ou Jô não tentassem interferir na decisão deles em matar Elena Gilbert que agora era considerada inimiga. A bruxa loira concordou em ajuda-los. Quando a “reunião” terminou Matt pegou o celular e enviou uma mensagem á Bonnie:

Preparada?”.

Alguns minutos depois recebeu:

Preparada!”.

O humano ligou a TV zapeando pelos canais, Bonnie havia o procurado na noite do assassinato de Jeremy e pediu que ele desse um fim em Elena. Explicou á ele que de algum modo à presença de Q’rey á afetava, a fazia querer e sentir coisas que ela sabia não serem reais, mas que eram impulsivas e fortes demais para serem controlados. Pediu que ele reunisse os amigos para que pudessem ajuda-lo, mas ela não poderia saber o que fariam porque ela tentaria os impedir se os planos deles para detiver Elena pudessem colocar Q’rey em riscos. Bonnie também lhe contou que se uniria á Mina para derrotar o inimigo, assim quando ele e os amigos estivessem ocupados lidando com Elena. Damon, Mina e ela estariam lidando com o bruxo-dragão. Não agradava á Matt á ideia de matar Elena, mas Bonnie compartilhara com ele uma visão que ela tivera do futuro, em caso de emergência a bruxa pediu que ele a impedisse de trazer o caos á Mystic Falls.

Oito anos antes...

Ele estava caminhando pela floresta, sempre havia campistas pela região ou adolescentes que usavam a floresta para usarem drogas escondidos dos pais. Balançou a garrafa de uísque vazia e jogou fora, agora sentia sede... Sede de sangue. Ouviu passos, seguiu á direção deles. Era uma garota morena de treze ou quatorze anos que armava uma barraca em um lugar fechado. Ele sorriu, ela devia estar montando sua barraca em uma clareira ou um lugar mais visível, em vez de fazê-lo no meio da floresta. Então ela parou, imóvel, o corpo reto e a cabeça ligeiramente inclinada. Virou-se para onde ele estava iluminando o lugar com sua lanterna.

– Matt? Elena? Car? Temos um acordo, é melhor não me assustarem.

O homem encostou-se à outra árvore a observando. Quem seriam as três pessoas que ela citou? Provavelmente seus amigos adolescentes. Usou seus truques para assusta-la, um nevoeiro se levantou cobrindo o terreno como um tapete de névoa branca.

– Sério? Vão usar fumaça para me assustar? Esperava mais de você Car – disse a morena iluminando ao redor.

Encostado á árvore ele sorriu, ela mentia bem. Pela respiração ofegante, aceleração cardíaca e pela vibração da voz, era possível dizer que ela tinha passado dos limites normais do medo, estava apavorada. Resolveu usar seu segundo truque favorito, corvos. A resposta dela foi inesperada:

– Olá passarinho, veio me trazer uma má noticia?

O corvo voou para uma árvore atrás dela enquanto ela terminava de arrumar sua barraca. Depois se virou surpresa quando ele grasnou. Falou como se o corvo realmente pudesse entendê-la:

– Se vocês três mandaram o passarinho para me vigiar, informo que corvos só dão medo em um milharal ou numa igreja mal assombra ou talvez no cemitério. Na floresta deviam usar barulho de animais perigosos ou passos ou corujas girando as cabeças e piando.

O corvo grasnou pulando para um galho mais baixo. A morena se aproximou dele com curiosidade e perguntou em voz baixa:

– Não foram meus amigos que te mandaram né? Foram as pessoas más... aqueles de quem a vovó não fala, certo? Vai levar alguém de quem gosto, não é? Sempre que vocês aparecem, levam alguém.

Curioso com as ultimas palavras ele saiu de onde estava pisando em algumas folhas, a reação dela foi se virar rapidamente iluminando-o. Esperava que ela gritasse ou entrasse em estado de choque, mas a morena apenas o fitou enquanto ele se aproximava. O coração dela estava disparado e os olhos fixos nos movimentos dele, se ela soubesse o quão rápido podia ser talvez não ficasse parada.

– Olá!

Ela olhou em volta, estavam cercados por árvores e escuridão.

– O que está fazendo no meio da floresta sozinha?

– N-não devo... falar c-com estranhos – disse ela gaguejando de nervosismo.

– Eu me chamo Damon Salvatore. E você?

– Sou o Espírito da Floresta – respondeu irônica.

Damon franziu a sobrancelha. Era quase um voto pessoal nunca ferir crianças, mas aquela menina tinha algo estranho, uma atração sombria e um tom irritante.

– Você estava falando com esse corvo? – perguntou em tom que indicava deboche.

– Estava sim, achei mais agradável que falar com as árvores.

A morena pareceu o ignorar, voltando a arrumar sua barraca. Quando terminou o olhou fingindo surpresa e perguntou:

– O senhor está perdido?

– Não. Gosto de caminhar sozinho na floresta á noite.

– Nesse caso recomendo que tenha cuidado, a floresta pode ser perigosa ás vezes.

– E você não tem medo de ficar sozinha na floresta a noite?

– Tenho. É por isso que estou aqui, para aprender a dominar esse medo.

A garota passou por ele pegando alguns gravetos. O vampiro ligeiramente curioso se ofereceu para ajudá-la, a morena aceitou de bom grado. Alguns minutos depois estavam sentados diante de uma fogueira. Damon havia resolvido que velaria o sono da garota, por isso lhe pediu permissão para ficar ali aquela noite, pela fogueira. A morena olhou fixamente para o galho onde há pouco estava o corvo. Girou a lanterna ao redor e disse:

– Devo dormir sozinha no meio da floresta, não vou vencer o desafio se você estiver por perto.

– Então finja que não estou. Tecnicamente vou fazer vigia e não dormir.

– Você é quem sabe, mas se tentar me machucar saiba que não sou uma criancinha medrosa que só sabe chorar. E tome cuidado com os corvos, eles estão vigiando.

– Tem medo de corvos?

– Deles não, das pessoas que os manda.

– O que sabe sobre as pessoas que manda os corvos?

– Sei que eles fizeram minha mãe ir embora quando eu era pequena e sei que eles são inimigos das bruxas.

– Acredita em bruxas?

– Não seja bobo, Damon Salvatore, bruxas são apenas uma invenção dos adultos para assustar as crianças.

– Mas você acredita nos inimigos das bruxas.

– Claro, eles eu sei que existem e sei o que podem fazer. Boa noite.

– Boa noite, Garota da Floresta.

Damon abriu os olhos encarando a escuridão do quarto, ao seu lado Bonnie dormia tranquilamente com a cabeça recostada em seu peito, parecia imperturbável, automaticamente o vampiro levou a mão para os cabelos da morena fazendo-lhe carinho. Que sonho fora aquele com uma versão adolescente de Bonnie e por que lhe parecera tão real?

Notas finais
Olá crianças... Uma pequena superinformação sobre este capítulo. O fim dele parece um pouco confuso, mas o imaginem como uma lembrança de Damon ligado ao capitulo 19. Em futuros capítulos mais dessas lembranças serão “desbloqueadas” revelando um pouco mais sobre o passado do casal Bamon. Que a Confusão esteja com vocês ^^