Mãe e filha caminhavam pelo jardim fantasma conversando banalidade. Era o último fim de semana das férias de verão do último ano letivo de Hope e ela já estava em duvida do que faria depois. Um ano sabático para viajar? Ir para a faculdade? Qual se queria ir para três diferentes.

— Papai acha desnecessário fazer faculdade.

— Seu pai é um velho teimoso, apesar da aparecia jovem – Bonnie disse – Faça o que seu coração desejar.

— Esse é o problema mãe, eu quero tudo. E apesar do potencial magico que tenho não viverei por milênios como o pai, não sem abrir mão da magia.

— Não precisa pensar nisso agora. Aos poucos vai descobrir o que quer.

— Eu queria saber de tudo logo, ia facilitar se pudesse dar uma olhada no futuro.

Bonnie riu.

— Deixe o futuro em paz, não tem muita graça quando se sabe o que vai acontecer e é trapaça.

Hope deu de ombros e ia fazer um comentário sobre isso quando parou de repente. Ouvia um farfalhar que divergia do farfalhar constante que o jardim fantasma fazia. Aquilo pareciam passos.

— O que é aquilo? – ela sussurrou para a mãe que também tinha ouvido e se virou para a criatura que caminhava atrás delas.

— Minha esposa maldita – disse a criatura com cara de réptil-fóssil – E uma peculiar anomalia temporal.

— Q’rey – Bonnie murmurou, soltando o ar que prendia.

— O que é isso mãe?

— Vá embora Hope – Bonnie mandou – Sai daqui.

Hope se sentiu empurrada por uma energia que ela raramente sentia a mãe usando, era magia, aquela magia estranha que ela dizia ser proibido usar, mas que usava sempre que estava tento um colapso mágico. Hope tentou não acordar, mas o sonho era criação de Bonnie e ela tinha absoluto controle sobe ele. A criatura tentou alcança-la, mas Bonnie atravessou seu caminho e a última coisa que Hope viu antes de acordar em sua cama, gritando e suando, foi a mãe em chamas. Tal como uma fênix.

Notas finais
É isso. Não haverá uma terceira temporada, eu só gostei do suspense final.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!