Os três heróis de Konoha
2 Sentimentos de ódio - Como evita-los?
Notas iniciais
POV Hyago
Enquanto eu caminhava, pude vê três membros da ANBU, que se mexeram assim que me viram.
—Temos que conversa com você.
—Porque agora? Pensei que a reunião fosse só mais tarde.
—Ren Uchiyama deseja a sua presença antes da reunião oficial.
—Mas eu tenho que busca meu irmão primeiro!
—Muito bem, busque-o primeiro. Logo em seguida vá até Uchiyama. – Assenti.
— “O que Uchiyama poderia querer comigo? Será que ainda é sobre aquela questão que Kael fez na ultima reunião?”- Pensei. – “Será muito demorado se eu for até o local que ele esta”.
—Ah, mais uma coisa! Seu pai, não contou pra ele que trabalhou para Anbu, certo?
—Não contei. Mencionei apenas que iria a reunião de hoje por causa da Hokage.
—Muito bem. – Então Foram.
POV Raj
A última aula havia atribuído para mais uma das minhas perguntas, que eu jamais saberia a resposta. Estava incomodado com aquele sentimento que crescia no meu eito, mais e mais forte. Aquela dor de não ter um lugar no mundo, aqueles olhares que todos se direcionavam pra mim. Se um meteoro caísse na vila, ninguém se importaria com a minha morte, sequer lembraria que existiu um menino chamado Raj Uzunara. Para todos eu era apenas um estorvo que não devia ter nascido. Pois ninguém sentiria a minha falta, ninguém se lembraria de mim e ninguém me olharia com carinho. – Apesar deu gostar muito de Sarah, e raramente, ela ser gentil comigo, eu sabia que ela se irritava muito comigo e não tinha nenhuma paciência com as minhas brincadeiras. – Eu era apenas uma criança, sem família e sem amigos. – Estava sozinho. – Olhei pra frente, onde eu podia ver claramente os nove hokage. – Esse sentimento de dor e ódio me deu uma ideia. – Não consegui conter um sorriso.
Após pintar a cara de todos os hokage, tive que correr como louco. Pulava em todos os cantos e atropelava quase todas as pessoas. Três ninjas estavam atrás de mim e gritavam o meu nome. Eu só consegui rir, mas por sorte conseguir escapar até encontrar o professor que estava furioso por eu ter fugido da aula dele. Depois de algumas gritarias, pude ser liberado. Apesar de já esta tarde, não tinha a necessidade deu voltar correndo como os meus colegas faziam. Não tinha qualquer pessoa me esperando e comecei a resmungar algo. – Havia um balanço de frente da escola, que o sétimo hokage decidiu manter, por ser parte das suas memorias. Decidi não me importa e me aproximei. – Mas não consegui evita fechar os olhos muito fortes. A minha vontade era chorar, mas eu não poderia fazer algo tão fraco como aquele. Eu não poderia ser dominado por esse sentimento de frustração. – Sentei naquele balanço. – Me sentia triste.
—Oi garoto! = Chamou uma garota me dando um susto. — Como você esta? Achei que te encontraria no parque, não esperava que você ficasse nesse balanço velho de frente da escola. Mas ainda bem que o seu amigo me avisou que você estava aqui, antes que eu fosse embora. Senti a sua falta! Hehe. – Disse a garota de ontem. Com um sorriso gigante e um olhar gentil. Por algum motivo me sentir feliz. Mas uma coisa me incomodou.
—Você vai embora? Pra onde? Por quê?
—Não tenho onde ficar. Além do mais as pessoas já estão estranhando a minha marca. – Disse apontando pra testa. – Vão começar a reclamar para a Hokage que eu só fico por ai andando e eu havia prometido a ela que não haveria nenhuma reclamação.
—Mas você poderia ficar na minha casa essa noite, se for o caso. E se você estiver comigo, duvido que notem você!
—Verdade? Posso dormi essa noite na sua casa?
—Sim.
—Ah, que ótimo! Prometo que amanha de noite vou embora. Fico feliz que posso fica mais um tempo por aqui! Haha. – E mais uma vez deu uma risada sinistra. Fiquei feliz.
—“Pela primeira vez vou ter alguém pra conversa em casa” – Fique corado com o pensamento.
—Hãn? Que foi? Você esta vermelho.
—Ah, nada! Nada!
—Esta com fome? – Perguntou mostrando algumas sacolas.
—Sim.
—Que bom, porque comprei muita coisa! Vamos à sua casa comer tudo isso, Que tal? – Assenti.
POV Henrique
Eu estava escondido atrás de uma arvore, espionando o meu irmão treinar. Mas ele não parecia muito calmo, mas incomodado com algo, apesar disso, acertou muito bem todos os alvos, usando alguns para bate entre eles e seguir até os locais do alvo. – Ele era incrível. E tinha apenas doze anos.
—“Quando eu crescer vou ser que nem o meu irmão!” – Pensava animado.
—Henrique? – Meu irmão percebeu a minha presença. Aos poucos apareci na sua frente.
—Hyago, porque você não me ensina a fazer isso?
—Não acha que é muito novo pra isso?
—Eu tenho cinco anos! A idade que você tinha quando aprendeu a fazer essas coisas. – Gritei ansioso. Hyago riu.
—Esta bem, esta bem! Venha até aqui. – Meus olhos devem ter brilhado. Cheguei mais perto e ele apenas tocou na minha testa. Era um gesto Uchiha. – Talvez outra hora eu te ensino. Agora temos que volta pra casa, já esta tarde.
—Mas...
—A mamãe deve esta preocupada, você sabe. E não seria muito bom se ela viesse atrás de nós dois, não é mesmo? – Assenti sem muito entusiasmo. Ele tinha razão. Mas mesmo assim, eu ainda queria treinar com ele. Fazia muito tempo que não treinávamos juntos.
Estava no quarto, pensando sobre Hyago. Não sabia ao certo porque, mas o meu irmão parecia tão preocupado nos últimos dias. E meu pai parecia mais focado no Hyago. Às vezes isso me incomodava, porque talvez, chegasse um dia, que eu teria que sair da sombra do meu irmão e não sabia se o meu pai pudesse-me enxerga quando esse dia chegasse.
Acordei cedo exatamente para treinar, logo eu entraria para a academia, estava ansioso. Queria ser tão bom quanto o meu irmão. Mas parecia que eu não conseguia acerta tantos ao mesmo tempo como o meu irmão, isso me frustrava. Passei toda a manha e uma parte da tarde treinando. No fim, não tinha conseguido atingir a metade dos alvos. Estava cansado e meus pulmões pareciam que ia explodir.
—Sabia que você pudesse esta aqui. A mamãe pediu para Encontra-lo e trazer de volta pra casa. Ela estava bastante brava. – Dizia com um sorriso tranquilo. Fazia tempo que não o via assim. Quando chegamos em casa, a mamãe deu uma bronca assustadoramente brava. Apesar de ela ser muito paciente e calma, às vezes ela conseguia ser bastante brava. Mas foi só eu disser a palavra magica, que logo ela se acalmou e pediu pra eu ir tomar banho. Aproveitei a chance e sai correndo.
Durante o banho, sofri um pouco com alguns dos ferimentos que adquiri no treino. Olhei-me no espelho, vendo os cortes. E então reparei nos meus olhos, vermelhos, como da mamãe. E cabelos pretos, como de ambos. Minha pele era um pouco mais escura, porem mais clara que do meu pai e mais ainda do que da minha avó.
—Se Hyago tivesse me treinado, meu corpo não doeria tanto. – Resmungou. Então eu olhei de novo para o espelho e só vi um rosto... Hyago. Éramos tão parecidos, apesar de estarmos tão longe. Por alguma razão meu punho fechou automaticamente e socou o espelho que trincou em varias partes. Então minhas mãos começaram a sangrar. Tirei-o aos poucos do espelho e abaixei a minha cabeça e não pude evita algumas lagrimas.
—Henrique? – Assustou-se Hyago. – O que aconteceu? – Então eu o olhei, e meu olho esquerdo surgiu o sharingan.
—Porque você é assim irmão? Porque você e o papai sempre me viram as costas? Por quê? O que eu fiz? O que eu posso fazer para que eu possa andar ao lado de vocês? O que? – Perguntei, antes que meu corpo caísse. Hyago conseguiu pegar-me antes que meu corpo chegasse ao chão. Não sei se estava sonhando, mas pude ouvir meu irmão disser “Desculpa irmão, mas é necessário!”. – Minha mente vagou por algum tempo, forçando eu me lembrar de sempre estar atrás do meu irmão, em sua sombra, abraçando-o para que não pudesse fugir dali. Sempre fomos muito próximos. Apesar deu sempre acaba atrapalhando-o, ele sempre colocava a mão na minha cabeça e me ajudava a tentar de novo. Lembro-me da primeira vez que ele confiou em mim para treinarmos juntos. Aquele sorriso dele, sempre me contagiava. Eram sempre momentos bons, mas aos poucos, sentia meu irmão se afastando de mim, como se houvesse um peso muito grande em suas costas. Papai parecia cada vez mais interessado nas habilidades de Hyago e nunca parecia em se interessar em olhar pra mim. Não sei quando esse sentimento de ciúmes começou a me domina. Era como perde duas coisas que eu amasse muito. E isso me angustiava — vê-los se afastando e eu tão atrás. Pensar que nome colocar naquele papel na escola, foi como escolher quem era mais alcançável. Eu queria lutar, queria pode alcança-lo e era isso que eu faria. Tinha me decidido.
Quando eu acordei só conseguia encarar o teto. – Estava aliviado.
POV Raj
Hime estava cozinhando na minha casa. Seria a primeira vez que eu comeria uma comida caseira. Sempre comi coisas em latas e fáceis de preparar, como lanches. – Era um sentimento desconhecido. Ter alguém em minha casa. Não havia percebido isso ontem, mas assim que ela havia saído ontem, pude observa a casa, tão vazia. – O engraçado era que sempre era assim, vazio. – Nunca houve alguém me esperando em casa. Nunca houve comida feita ou casa limpa. Nunca houve sequer uma visita. Nenhuma mãe aceitaria que seu filho entrasse na minha casa, já era demais deixar com que eles estudassem comigo e ainda brincasse no parque. Era sempre eu, sozinho. – Que gostoso! – Pude dizer pela primeira vez, ao sentir um cheiro muito bom vindo da cozinha. – O que é? – Corri até a direção dela.
—Bolinho de arroz com algas e frango! – Disse com um sorriso carinhoso. Nunca ninguém tinha sorrido assim pra mim.
—Parece gostoso! – Sorrir.
—Olha o garoto ranzinza que sempre parece desconfiado, sabe sorrir!
—É claro que eu sei sorrir idiota!
—Que bom, já estava pensando que você tinha algum tipo de deficiência! Haha. – Disse, dando a sua risada sinistra.
—Que idiota! – Resmunguei.
—Hein, parece de resmungar, é feio! Além do mais, venha pegar o jantar – disse oferecendo um prato com alguns bolinhos de arroz e outro com frango. – tenho que arruma a mesa. Francamente, aqui esta uma bagunça! Essa casa nunca viu uma faxina não?
—Nem sempre ela esta assim, eu apenas não quis arruma esses três dias.
—Por quê?
—Às vezes fico pensando em algo. Então não fico muito animado para arruma a casa.
—Estava doente?
—Não, já disse que estava apenas pensando! – Gritei.
—Hum... – Ficamos em silencio.
—É que... Você nunca se sentiu sozinha?
—Ah, sempre! Mas já me acostumei. Às vezes conheço algumas pessoas, às vezes perco outras, mas no final, esta sozinha é sempre menos dolorosa.
—Porque diz isso. –Fiquei curioso.
—Quando se é sozinha, é fácil não ter sentimentos forte, não nos apegamos. Mas quando conhecemos alguém e passamos a considera-los importante, passamos a depender daquele sentimento. Assim que essa pessoa se vai, o que resta é a dor. –Respondeu. Então ela olhou para cima, como se pudesse vê alguém. Uma vez me disseram que entre o amor e o ódio, há apenas um passo. Assim que você passa a sentir dor, apenas um sentimento passa pelo seu coração... O ódio é um deles. –E suspirou. — E dele não tem absolutamente nada de bom.
—Você já perdeu alguém?
—Eu já perdi dez familiares, quarenta e cinco amigos e mais de quinhentos shinobis. Mas ainda posso lembrar-me do rosto de cada um deles. Lembro-me de conhecer um Uzunara também. Saiba que ele foi um dos mais corajosos da historia shinobi.
—Nunca ouvi falar de nenhum Uzunara.
—Isso porque existe apenas dois. Você e Kohane.
—Quem é essa?
—Talvez um dia eu traga-a para você conhecer. Como você, ela não tinha família. Mas por sorte, foi adotada pela família real dos hyuuga.
—Que sorte! – Resmunguei. Aquilo acendeu um sentimento que era comum, como quando eu vi meus amigos com seus pais quando saiam do parque.
—Você sabia que a sua historia é semelhante à de um hokage?
—Qual?
—Naruto Uzumaki. Ele também era órfão e filho do quinto hokage. Mas ninguém sabia dessa ultima parte. Mesmo assim, todos o rejeitavam. Ele era ninguém, sempre sozinho. Eu apenas podia observa-lo, mas eu conseguia sentir a dor que ele transmitia pelos olhos. E quando eu te vi, sentado naquele banco, meu coração se partiu em mi pedaços. – Disse triste.
—Hein, eu não estou pedindo por sua pena! – Enfureci-me. Mas ela me olhou como se não tivesse entendido.
—Não estou me referindo a isso. Não estou tendo pena de você, estou apenas intrigada. Você sabe o que é um jinchūriki? Ou um Juubi?
—Não.
—Bom, antigamente era comum ter em cada vila um jinchūriki. Essas pessoas tem selado dentro de vocês uma besta que foi dividida em nove. Essa besta se chama Juubi, a dez caldas. Naruto era um jinchūriki. Era a única coisa que sabiam sobre ele. Então olhavam como se ele fosse um monstro. E ele passou a se sentir assim. Mas ele nunca desistiu, então estava sempre tentando provar o seu valor, apesar das quedas, dos socos que levava. Ele sabia que era fraco, mas sempre tentou o seu melhor. Mas sempre fracassava. Depois passou a fazer brincadeira só para chamar a atenção. Sabe que ele até riscou o rosto dos quatro hokage em uma dessas brincadeiras? Hihi. – Me assustei com essa ultima parte. – Ele sempre falou que se tornaria u hokage um dia e seria o shinobi mais poderoso da vila e assim todos poderiam olhar pra ele e vê quem ele era realmente. E ele conseguiu, apesar de muitos terem zombado dele. – Então seu olhar, que ainda estava para o lustre, veio até em mim. – E apesar de ninguém acreditar que ele poderia trazer a paz que todos desejavam, ele trouxe. Então, me fale se dá pra sentir pena de alguém assim? Sinceramente, eu só sinto orgulho dessa pessoa.
—Você fala como se tivesse conhecido ele. E que historia é essa de vê-lo quando era criança?
—Mas sabe Raj. – Continuou como se não tivesse me escutado. – Você só conhece a paz depois de saber o que é a guerra. Muitos anos sem ela acabam trazendo somente um sentimento.
—Qual? – Ela não respondeu, apenas sorriu. – Você é diferente!
—Espero que isso seja bom! Hihi.
POV Sarah
Eu estava na sala. Olhava para o relógio a minha frente. Apesar deu odiar o barulho dele, eu não conseguia parar de encara-lo. Era como um relógio para um hipnotizador, ele prendia a minha atenção e fazia-me dormir. Às vezes demorava, às vezes ia mais rápido, mas eu sempre conseguia dormir. – Não sabia ao certo quando eu havia pegado essa mania, lembrava-me apenas de estar sempre esperando o meu pai na porta, mesmo sabendo que aquela não era a época de vê-lo passar pela aquela porta. Coincidência ou não, mas era um fato que do lado da parede que eu esperava o meu pai, eu conseguia não só vê o relógio do outro lado, mas também podia ouvir o seu barulho. Era apenas o que eu conseguia ouvir por toda a casa. – E odiava.
Ter um pai por apenas uma semana, mesmo que seja na semana do meu aniversario, não atingia as minhas expectativas. Era como ter um desconhecido dentro da sua própria casa. – Mesmo que eu soubesse que eram apenas missões, isso me incomodava. Não poder saber nada do meu próprio pai. – Mesmo que muitos não saibam, mas eu já não tinha a minha mãe. Morreu quando eu era muito nova, ainda não tinha um ano de vida. E mesmo sabendo que eu sou muito nova, não era desculpas para eu entender um sentimento como aquele. – Pois já sabia como odiar. – Odiar por não ter o que eu mais queria e por consequência, esta naquela sala, encarando um relógio, ouvindo aquele maldito som. – Lagrimas às vezes eram impossíveis de serem seguradas. E um grito de raiva, que estava guardado no fundo da garganta também não. – Então passei a dar vários gritos, para calar aquele ódio.
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