Os senhores de Zaron
39 Contato entre Inimigos
Narração do Kevin
Eu nunca quis a coroa do reino dos humanos. Se muitos soubessem dessa minha opinião eu seria criticado, afinal ter a melhor posição de riqueza e poder é um sonho de muitas raças. Só que todo fracasso e crise o povo sempre pensa que é culpa do rei. Por isso que queria ser apenas um nobre que tivesse apenas com as riquezas. Contudo é um fardo que foi dado a mim e preciso fazer meu melhor até encontrar ou fazer um sucessor.
Parece que as intuições do Mago Lendário estava certo e sofremos um ataque na cidade. Um exército de mortos vivos que parecia não ter fim. Nunca esperava viver um momento de crise na capital, mas como rei tive que tomar atitudes para salvar meu povo. Eu mentiria se dizer que esse plano foi mérito completamente meu, já que foi o grande mago que me revelou as passagens secretas da cidade para escapar toda a população junto com os servos do castelo.
A passagem levava para um saída fora da capital para uma trilha. Eu guiei meu povo e meus servos para a cidade fortificada secreta em uma cadeia de montanhas. Outra obra do mago quando era rei há 1000 anos atrás.
— Meu senhor, qual vai ser o próximo passo? — pergunta um dos meus cavaleiros.
— Reúna todos os magos, clérigos e paladinos para ter o máximo de informações contra essas criaturas mortas vivas, assim vamos planejar um contra-ataque — digo com autoridade. Posso não gostar do título de rei, mas sempre fui fã de ser um cavaleiro nobre. Se é guerra seja lá quem for deseja, eu daria com todo gosto.
De repente aparece diversas luzes e aparecem do nada o grupo que iria duelar com os elfos, inclusive minha irmã e os outros.
— Kenny — corro para minha irmã e logo abraço já que percebo que ela está chorando compulsivamente.
Essa mesma situação está na maga Jenny. Percebo que Tammy e a orc estão chorando, mas estão mais controlada. A demônia gótica está ajoelhada chorando. O que será que aconteceu?
— Eric. Ele foi atacado — disse minha irmã. Faz meu coração tremer. Não que tenha um laço emocional com ele, mas sua presença é um símbolo de motivação para todos os humanos — ele nos teletransportou pra cá e ficou lá sozinho.
— Escute Kenny. Olhe para mim — digo segurando sua face para olhar nos olhos dela — não é a primeira vez que o Mago Lendário encarou uma situação de morte. A gente pensava que ele tinha morrido 1000 anos atrás, mas no fim estava vivo. Não vai ser diferente desta vez. Agora acalme-se temos um povo para guiar nesse momento de crise. A futura rainha precisa dá exemplo para o povo que é forte. Posso contar contigo, irmã?
Ela ainda aos prantos acena na cabeça.
— Ótimo. Descanse um pouco e deixe o restante comigo, só auxiliem as duas — referindo para as duas garotas que estão em pranto.
Está na cara que essas cinco mulheres, incluindo minha irmã, estão apaixonadas pelo Eric Cartman, mas eu não qual já teve sucesso com ele. Espero que Eric escolha minha irmã. E pensar que cinco mulheres se apaixonam espontaneamente por um cara isso é tão… legal. Eu quero também meu harém.
Narração de Sheila
Onde foi que eu errei na criação de Kyle? Isso que pergunto, eu ensinei toda cultura do nosso povo e todo, fiz ele aprender com os melhores mestres do judaísmo para ser tão forte como meu pai e mesmo assim ele toma atitudes que não compreendo. Primeiro que ele fez uma trégua com os humanos para acabar a guerra e resumiu em uma disputa amigável de cinco vitórias seguidas os vitoriosos teriam conquistas de mais território ou acesso a conhecimentos exclusivos da raça perdedora.
Tenho que admitir que de inicio achei uma decisão bastante estúpida, mas já ganhamos alguns territórios dos humanos que me fez rever minha opinião, sem contar que nenhum elfo morreu depois dessas disputas. Agora fazer alianças com os elfos da forja e os centauros pensei que ele já tinha passado dos limites, mas salvar o infeliz do Cartman já foi a gota d’ água.
— Oi mãe — nem estava prestando atenção, mas Kyle trouxe o Ike de volta. Eu abraço meu filho adotivo.
— Que bom que está salvo. Os humanos foram ruins com você?
— Para ser sincero estava sendo mais tratado como convidado do que como prisioneiro.
Vejo Kyle ordenando para os súditos prepararem um quarto. Que me deixa irritada. Eu me aproximo dele.
— Kyle. Que negócio é esse de trazer nosso inimigo inconsciente em vez de morto? Perdeu o juízo.
— Acho que a senhora não está sabendo da situação grave que estamos passando.
— Me fala, Kyle. Porque não estou entendendo nada.
Enquanto estamos indo para um quarto ele me conta tudo que aconteceu na disputa que um grupo de mortos vivos e vampiros atacaram tanto os humanos e seus aliados como os servos e aliados do meu filho. Fico surpreso que como os humanos não respeitam nem sua própria espécie, porque justamente o filho de Roger Donovan tenha conquistado a imortalidade e atacado Cartman que estava garantindo seu trono no passado.
— Eu entendi esse ataque dos seres das trevas, mas porque teve que salvar justamente ele? — digo encontrando em um quarto de hóspede real.
— Porque aquele tal de Donovan tinha um tipo de monstro que manipula o tempo e o Mago Sangrento conseguiu quase matar o monstro facilmente, se não fosse daquele príncipe perdido dos humanos — ele coloca Cartman na cama e depois olha para mim com uma expressão determinada.
— Eu estou ciente que esse humano é o ser mais temido entre nosso povo e que sua sede de sangue é lendária. Mesmo conhecendo ele superficialmente posso dizer uma coisa: ele é o ser vivo mais desprezível, irritante, arrogante, narcisista e sem pude conhecer em toda Zaron. Porém chega um necromante do nada querendo posse não só do nosso povo, mas também dos humanos. Eu escolhi salvá-lo não porque queria garantir sua vida, mas porque nesse momento ele é um mal necessário para vender um mal maior que trará ruína para toda Zaron.
Vejo que a determinação do meu filho está queimando feito fogo. Posso ver muito a mesma força de vontade do meu pai. Como eu gostaria dele estivesse vivo para ver que seu neto é um elfo de verdade.
Ele tira as agulhas do pescoço dele e logo ergue a mão:
— Está na hora de acordar seu bundão — Kyle dá um soco no coração de Cartman fazendo que os batimentos voltem funcionar e trazer viva do corpo que estava aparentemente morto.
O mago abre os olhos como se estivesse acordando de um pesadelo ao mesmo tempo como se tivesse saído de forma desesperada debaixo de um rio. Logo vem as palavras ‘doces’ dele.
— Puta que pariu!
Narração de Cartman
Estou morto? Estou vivo? Onde é que tô? Parece que estou no meio do mato, mas percebo que os troncos de árvore parecem formar teto, paredes e chão do lugar. Que merda! Parece que estou com os elfos. A última coisa que lembrei que estava ferido nas costas, mas sinto mais nenhum ferimento e como também não sinto minhas capacidades de mexer meu próprio corpo.
— Seus ferimentos foram curados e não se preocupe, você está temporariamente paralisado em consequência de ter trago você de volta a vida depois ter te matado — reconheço a voz, é a porra do rei dos elfos.
— Não seja tão convencido. Você não tem poder de trazer alguém de volta. Apenas você usou uma técnica judia chamada circuncisão de vida onde você coloca sua vítima em um estado de quase morte para depois trazer de volta às funções do corpo.
— Sabe muito de uma classe élfica para um mago.
— Conheça seus inimigos mais que conheça seus aliados. É uma tática de guerra. Mas a grande questão é do porquê se deu esse trabalho.
— Cartman — disse uma voz que nunca pensei que escutaria mais uma vez. Mesmo olhando para o teto do palácio dos elfos sei que está falando.
— Sheila Broflovski. Faz muito tempo, me lembro da última vez te ver quando você me traiu justamente quando me levou secretamente para biblioteca dos elfos para saber utilizar a magia de imortalidade.
— Você continua o mesmo prepotente de sempre — disse ela — eu me arrependo de não ter te matado com minhas próprias mãos. Pensava que você se mataria cedo ou tarde.
— Me matar? Não sabia que você tinha colocado essa limitação da minha prisão mágica. Tinha pelo menos ter colocado um aviso, mas de qualquer forma nunca pensei em me matar — eu rio fraco.
— Você mereceu todos os 1000 anos presos, você matou meu pai, quebrou o pacto de paz com rei Donovan e começou uma guerra.
— Grande pacto. Ficava longe das florestas que eram até dos humanos, dos montes e das minas senão ‘o grande’ Feanor Broflovski não desbrandaria sua espada. Eu sei que os elfos têm esse apreço maior com a natureza, mas os humanos precisava de explorar já que não temos a benção da mãe natureza de extrair madeira do número infinito. E ainda mais as minas de ferros precisavam ser explorada pelo bem da prosperidade humana. Mas que seu pai sempre tentava palpitar sobre os interesses de minha raça. Não se espante, não fui eu que iniciei uma guerra, apenas guiei meu povo para a vitória — faço uma pausa pra respirar um pouco e logo continuo:
— Sobre a porte de Feanor e dos outros elfos, não seja hipócrita. Muitos humanos morreram também no campo de batalha, inclusive alguns que estimava muito, apenas devolvi o favor. Meu reino foi subestimar as elfas, principalmente aquela que puxam mais pra aparência de orcs.
— Ora seu… — disse a elfa gorda.
— Mãe! Controla-se. Vamos esquecer nossas diferenças por hora, precisamos focar no mais importante. Você, Mago Sangrento, percebe a gravidade da situação? — disse o rei elfo.
— Apesar que eu gostar de vermelho, acho esse título Mago Sangrento muito caído. Me chame pelo meu nome, Eric Cartman — vejo alguns passos se afastando parece que a elfa gorda foi embora.
— Cartman. Aquele tal de Donovan sabe que ameaça ele está representando neste exato momento?
— Eu não me preocuparia com aquele fedelho mimado. Ele se preocupou em ajuntar poder e ter exército, mas não se preocupou em consolidar o próprio poder.
— Como assim?
— Os mortos vivos são seres irracionais que podem ser muito úteis para um combate de número, mas são ineficientes para criatividade de estratégias, os vampiros são seres que são vulneráveis contra o sol e fácil de lidar. Eles são mais racionais de lidar.
— Como Sabe disso?
— Eu já tentei negociar com eles no passado, mas não tive sucesso. Parece que de alguma forma meu sangue é apetitoso demais e os vampiros são avançam em cima de mim.
— Que esquisito — ele se senta na cama que estou deitado.
— Por que me salvou?
— Porque vi que você lidou facilmente aquele monstro que manipula o tempo. Entre lidar com essa ameaça.
— Até que você tem bom senso. Apesar de ser um elfo arrogante como todos de sua raça, você é o que mais que tem o bom senso.
— Se você quer que eu te chame pelo seu nome, me chame pelo meu. Kyle Broflovski.
— Tá bom Kahl.
— Eu até entendo a dificuldade de falar meu sobrenome, mas porque finge e não saber meu primeiro nome, seu bundão.
— Que isso. Parece que está com areia na vagina.
— Seu desgraçado, se tivesse pelo menos a capacidade de se mover veria só.
— E quanto tempo eu vou me recuperar.
— Seis horas. Então o que me diz dos elfos e humanos fazer uma aliança temporária contra esse necromante.
— Se uma coisa que aprendi que elfos e humanos nunca vão se dar bem. Isso é fato, mas nem fudendo vai aparecer alguém do nada pra estragar essa rivalidade. Então, frutinha, a gente vai lutar junto, mas depois disso cada um no seu canto.
— Eu não esperaria algo diferente, bundão.
— Judeu de merda.
Narração de Rebecca
Kyle pode ter colocado guardas fazendo a guarda no quarto de hóspede, mas decidir fazer vigilância de perto, já que só uma assassina que consegue se misturar com ambiente urbano.
— Eu posso ainda não conseguir me mexer, mas sinto você escondido — disse o mago.
— Dá pra ver que você é um mago poderoso — eu saio do meu esconderijo.
— Não tanto como gostaria ser já que precisei de ajuda de sua ‘namoradinha’ — ele rir de forma fraca.
— Não fale assim do Kyle, sei que para um padrão humano é o oposto de masculinidade, mas para os elfos ele é sinônimo de virilidade — eu digo maior orgulho.
— E como é esse padrão?
— Para a cultura dos elfos um macho na sua espécie precisa ser calmo em todas situações possíveis como um maestro que acompanha discretamente a sinfonia tocar e faz as correções necessárias para que seja tudo perfeito. Muitas donzelas venderiam sua alma só para ter um minuto de conversa com o rei.
— Interessante — o mago fecha os olhos.
— Vejo que você já é sinônimo de virilidade para os humanos. Imagino que foi por isso que minha irmã se apaixonou por ti — digo de forma afetuosa.
— Irônico que no meu passado era exatamente o contrário.
— Uma das coisas que vejo que você tem é a modéstia,. Agora tenho certeza que minha irmã está em boas mãos. Agora só não sei, porque os humanos gostam de levar a reprodução muito sério?
— Ué? Por que isso?
— É que minha irmã precisa dividir você com não sei mais quantas.
Estranho ver que o Mago Sangrento corar. Conversando com ele dá impressão que é ele não tem nem um pouco a sede de sangue que foi descrito.
Narração de Tammy
— Vriska. Você já melhorou? — me dirijo para a troll que está sentada em uma das escadas de pedra da fortaleza.
— Sim — disse tomando uma xícara de café, enquanto está sentada em cima de um número — só não me conformo que mataram Eric, justamente meu matesprit.
— Todas nós sentimos essa dor da perda. Kenny ainda não se recuperou. Ela que está mais sentida.
— Pior que aquele humano de alguma forma trouxe Lord English para essa dimensão. Esse desgraçado.
— Aquele monstro é assustador.
— Você nem imagina que aquele ser é capaz. Eu vi a destruição que ele já fez no meu universo.
— Sente falta de lá?
— Nem tanto, mas sinto falta do pessoal que conhecir, principalmente da minha kismesis.
— Ela é gostosa?
— E como. Ela sabe usar a lingua como ninguém, mas vai tirar o cavalinho da chuva. Ela é só minha.
— Seria bom se ela tivesse no harém do Eric.
— Seria.
Nós duas suspiramos.
Vejo um soldado correndo apressado. Eu me levanto e o seguro.
— Para que a presa?
— Tenho que avisar ao rei que os elfos estão na porta — disse o soldado.
— Eu não sei, mas parece que de alguma forma o Mago Lendário está com eles.
— O que? — eu solto ele e corro para direção da entrada da fortaleza.
Vriska me segue e logo chegamos na entrada para completar um grupo de elfos e centauros sendo que na frente tinha o rei elfo, minha irmã e o mais importante, Eric está vivo
CONTINUA
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