Os semideuses perdidos
30 The arrived
Notas iniciais
Chlöe P.O.V.
Se você for ficar de vigia, pegue o primeiro ou o último turno. Acredite em mim. É horrível dormir, acordar e ter que dormir de novo. Quando foi hora de acordar Melanie e Joseph, já tinha perdido totalmente meu sono. Queria saber como consegui dormir depois que eles assumiram.
Quando cai no sono, sonhei com o Acampamento Meio-Sangue, silencioso como de costume. O sol estava começando a surgir no lago de canoagem.
Meu sono é interrompido por Melanie me chamando. Quando acordei fiquei um pouco confusa. No meu ultimo sonho, vi a Colina Meio-Sangue no meio de uma batalha e agora estava tudo tão silencioso... Tão normal, como se nada tivesse acontecido.
Mas agora, tinha que me concentrar em outra coisa. Estávamos finalmente voltando para o único lugar seguro para nós, nossa verdadeira casa. Devo confessar, eu estava muito ansiosa.
Alguns minutos depois de todos acordarem, juntamos nossas coisas e saímos. Pagamos pela noite que passamos aqui e seguimos caminho.
O hotel ficava no meio do nada, de forma que teríamos que seguir pela floresta. Andamos um pouco e durante esse tempo, vi como Melanie estava um pouco feliz. Mais que o normal. Fiz o que disse a mim mesma que não faria.
–Ei, o que foi, Mel? — perguntei. Por favor responda.
–Nada — respondeu simplesmente, mas dava para notar que algo havia acontecido. Estava começando a ficar mais que curiosa. — Por que você acha que aconteceu algo?
–Começo listando por onde? — brinquei e pude notar uma breve risadinha.
Andamos atrás do grupo, como ficou decidido. Annabeth disse que um filhos de um dos três grandes atrai muitos monstros. Três então era meio que a mesma coisa que soltar vários sinalizadores para que eles soubessem onde estávamos, ou seja, era suicídio. Então ela e Melanie tiveram a brilhante ideia de irmos em grupos. Annabeth, Percy e Quíron na frente. Charlie, Grover, Beatriz e Joseph no meio. E nós duas atrás.
As vezes, ouvíamos um barulho e parávamos, mas eram apenas animais ou pessoas acampando. Deviam ser por volta de meio dia e eu estava morrendo de fome. Lá na frente, Annabeth pediu que parássemos e nos juntamos.
–É o seguinte, não sei vocês mas eu estou morrendo de fome... — concordamos — então vamos procurar o que comer.
Ela falou isso como que pedindo.
Melanie exclamou
–Vamos mandar 4 pessoas procurar comida e o resto fica esperando aqui.
Como queria um tempo sozinha, me voluntariei.
–Eu posso ir.
Percy, Grover e Charlie também iriam. Annabeth, Melanie, Joseph, Quíron e Beatriz ficariam.
Nos separamos, segui para norte, vou aproveitar para conhecer o caminho que seguiremos.
Andei por um tempo, provavelmente estou muito longe. Encontrei algumas maçãs e peguei uma para cada, não me pergunte como consegui carregar tudo. Eu não saberia responder. Estava morrendo de sede, por sorte alguém pegaria ou teria agua. Até que escutei barulho de correnteza e fui correndo para lá. Quando cheguei encontrei um lago com agua cristalina. Sem pensar duas vezes, me agachei na margem, coloquei as.maçãs de lado, peguei um pouco e bebi. Foi então que ouvi passos e levei um baita susto, derrubando metade das maçãs na agua, que foram levadas. Que legal, vou ter que pegar mais algumas.
–As vezes, ela é tudo que alguém precisa. — uma voz ao meu lado disse isso. — Olá, Chlöe.
Reconheceria essa pessoa em qualquer lugar, esse cheiro de maresia. Poseidon, meu pai. Olhei para ele sem entender muito bem a situação, ele me olhava da mesma forma que um pai/mãe olharia para seu filho. Com compaixão.
–Pai?! O que faz aqui?
Eu estava feliz por finalmente conhece-lo. Não ligava mais para o fato de nunca ter falado com ele antes.
–Queria falar com você. Tem se saído muito bem. — disse e não pude deixar de sorrir. Estava feliz por esse elogio, ainda mais vindo dele.
–Obrigada.
Olhei fundo naqueles olhos verdes. Estava acostumada a velos em Percy.
–Chlöe, estou muito orgulhoso de você. Queria poder ficar mas tenho que ir. Se vocês seguirem para norte, sem desvios, chegarão a uma estrada. Terá um carro lá, esperando por vocês. Boa sorte, espero te ver em breve.
–Obrigada, de novo.
Não pude esconder minha decepção por saber que ele já estava indo embora, mas disse que teríamos um transporte e isso é perfeito.
Ele se foi da mesma forma que chegou, de maneira silenciosa.
Me concentrei e trouxe as maçãs de volta. Nem ferrando subiria naquela arvore de novo. Peguei elas e voltei correndo, cheguei ao mesmo tempo que os outros. Hoje comeríamos amoras e maçãs, aparentemente só eu e Grover tivemos sorte no quesito comida.
Lhes contei sobre a novidade do carro e todos soltaram um suspiro de alivio.
Comemos e seguimos nosso caminho. Chegamos na estrada e lá estava uma minivan azul estacionada, nos esperando. Um homem saiu de lá de dentro, nao reconheci.
–Vocês são os semideuses de quem Poseidon falou? — perguntou o homem, sem muito entusiasmo.
–Aparentemente, sim — respondi.
–Então vamos logo com isso. Subam — disse ele.
Subimos e ele nos levou de volta ao acampamento. Não sei quanto tempo demorou, já que eu dormi, mas quando chegamos, subimos correndo. Bem, apenas Quíron não fez isso.
Quando chegamos deviam ser.umas sete e meia da noite, todos estavam jantando, de forma que fomos recebidos com gritos e comemorações. Depois da fogueira, na volta para os chalés, eu estava conversando com Beatriz e Josh, Charlie estava destriada como andava desde nossa ultima luta, Melanie ia ao lado de Joseph (eles estavam muito próximos ultimamente e ela não se explicava, acho que teria que contratar os Serviços Stoll para descobrir tudo mas enfim).
Nos despedimos de Josh e Joseph e começamos a nos despedir para ir dormir até que alguém saiu da sombra segurando uma bandeira branca. Alguém que assustou a todas nós, nos deixou alerta.
Luke.
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