Os semideuses perdidos
6 Chlöe
Notas iniciais
Mal saio da sala e escuto risadinhas atrás de mim. No corredor o homem pede para que eu o siga, espero que eles não tenham decidido me expulsar mais cedo esse ano ou eu teria de ir para uma outra escola ou seja lá o que for, e provavelmente todas as escolas e reformatórios conhecem minha reputação. E não, não me orgulho disso.
O homem me leva para uma outra turma e entra na sala. Alguns minutos depois ele sai com uma garota com longos cabelos castanhos, olhos verdes, com um piercing na orelha e tirando uma jaqueta de couro. Deve ter uns 14 ou 15 anos. Começo a imaginar por que este homem de meia idade está nos tirando das aulas sendo que que aqui não se pode nem sair para tomar água. Claro, ele está me fazendo um grande favor fazendo isso, mas por que?
O mais estranho é o fato de que eu nunca o vi aqui mas parece que todos o conhecem, alguns professores param e dão oi já outros sorriem e dizem " Oi, Tyler" e ainda perguntam como ele está.
Quando percebo, estamos do lado de fora do reformatório e a outra garota parece tão confusa quanto eu.
Já lá fora, ele parece preocurar algo. Alguns segundos depois ele nos leva para um carro até encontrarmos uma menina morena de cabelos escuros e olhos acinzentados vestida de cozinheira, mas o mais estranho é o fato de estar muito confusa, assim como eu e a outra garota.
– Pensando em fugir? -perguntou o homem.
– Talvez o que tem haver com isso? — perguntou a menina na defensiva.
– Estava a preocura de vocês três. Precisamos conversar, o que seria ótimo acompanhado de sorvete.
Entramos no carro e lá está uma outra garota de cabelos pretos e olhos azuis. Começo a pensar o que diabos está acontecendo quando vejo que estamos na estrada subindo uma colina.
– Que diabos está acontecendo aqui? Quem é você? Para onde está nos levando? — pergunto, meio que gritando.
– Ah, vocês já vão ver e acho que vão gostar muito, só estou pensando como nenhum monstro nos atacou...
– Monstro? Do que você está falando?
Ele não respondeu. Mas vou descobrir, afinal nos íamos apenas tomar sorvete com um cara de meia idade totalmente desconhecido que nos livrou do inferno certo?
Fale com o autor