Os semideuses no Canadá- A destruição
2 Primeira morte.
Notas iniciais
O Olimpo estava uma loucura, todos estavam apavorados, com medo do que ELE poderia fazer, com medo da destruição que ele poderia causar. Ninguém sabia como ele havia saído de sua prisão, sozinho ele nunca iria conseguir, sem dúvida alguém o ajudou. Mas quem foi? É isso que todos querem saber.
***
“A garota estava correndo de algo, com mais seis que não conhecia. A coisa que os perseguia queria pegá-los, estava destruindo tudo que vinha na frente, pessoas que nada sabiam, carros, animais, tudo, tudo que estava no caminho dele. A menina queria acabar com aquela perseguição, parou de correr e entrou na frente da coisa. Em um piscar de olhos ele a segurou e a...”
—NÃO!!– gritou Luma dando socos no ar.
A menina se sentou e passou a mão em sua testa, limpando seu suor. Enquanto ela estava sentada tentando acordar do sono e do seu sonho, sua mãe subia as escadas da casa com uma super pressa.
—Ei filha, está tudo bem?!– perguntou sua mãe, uma mulher que tinha lindos cabelos loiros. A mãe estava subindo as escada indo em direção do quarto da filha.
—Está sim, mãe.– disse a menina para a mãe que já estava na porta.– Apenas aquele sonho. Quando isso vai acabar!?
—Ah filha, é só um sonho, só um sonho.– a mãe foi até a filha e passou a mão em sua cabeça.–Agora pare de pensar nessa baboseira, e vai logo se arrumar pra escola!
Luma se levantou da cama, deu um beijo em sua mãe e foi se despindo para tomar um banho bem demorado. Sua mãe sentou-se na cama colocou as mãos na cabeça e desabou ao choro.
—É tudo culpa sua, Hades!
***
—Queridos alunos, sejam bem vindos a mais um ano no Colégio Haynéz! Como vocês sabem todos os anos nós fazemos a abertura de iniciação escolar, então sejam bem vindos, e fiquem agora com a palavra da diretora!–disse Margaret, a vice diretora do colégio, que como sempre vestia sua roupa preta e um casaco de lã vermelha, com cabelos hiper despenteados. Todos do colégio a adoravam, pelo simples fato dela não ser a diretora Josephine, mais conhecida como “Demônio”.
Luma estava sentada na primeira fileira ao lado de seu amigo Marco, os dois estudavam naquele colégio desde o ano passado, e de cara detestaram Josephine. Quando a diretora entrou todos começaram aplaudir e vaiar, fazendo com que ela gritasse no microfone.
— Quietos seus pirralhos!– gritou Josephine, e ao mesmo tempo todos ficaram quietos- Bom, espero que esse seja um ano muito bom para vocês capetinhas– ao falar isso todos os professores olharam pra ela com uma cara de preocupados- quer dizer anjinhos! Que a celebração comece! Todos se dirijam ao pátio.
Todos saíram do anfiteatro e foram ao pátio e la eles iriam comer, e ver algumas apresentações. Os estudantes detestavam as apresentações de violino, o que eles gostavam mesmo era comer as comidas deliciosas que preparavam pelo menos uma vez no ano, porque o resto do ano, era só purê de batata.
Luma estava prestes a sair com seu amigo Marco, mas foram expedidos pois a porta se fechou. Marco tentou abrir de todos os jeitos, mas nada conseguiu.
— Mais que merda! Que porta lixo é essa?- Luma gritou com raiva- Ou a porta é um lixo ou você que é Marco.
— Eu fico com a primeira opção e vou fingir que você não falou nada depois dela- ele disse e deu um sorriso meigo para ela- Vem cá me ajudar.
A garota estava indo ajudar ele quando ouviram um barulho parecido com algo caindo, olharam para trás e viram uma velha com unhas gigantes, seus olhos eram da cor preta, e era incrivelmente corcunda. Elas eram mais conhecidas como Fúrias. Luma se deixou levar e caiu no chão, Marco tentou levantá-la mas a fúria voou até eles arranhando a cara de Luma.
— Ei vice-diretora, não se esqueça quem ela é!– Marco disse tirando uma lanterna de seu bolso, apertou pra ligar e ela se transformou em uma espada brilhante.
— Eu sei quem ela é, e não vim a ordens do meu ex mestre, vim em ordem do meu novo mestre- com uma voz seca e aguda ela disse, e voou para cima dele.
Luma estava jogada perto da porta com o rosto manchado de sangue e de lágrimas, a garota estava com medo daquela coisa, tinha tantas perguntas na sua mente, tantos medos. Marco estava enfiando a espada na Fúria quando Luma gritou:
—Marco! Me ajuda, seu mer...– infelizmente não pode terminar a frase, pois o que aconteceu a seguir foi muito chocante para ela. A fúria havia enfiado suas mãos dentro dele, espalhando sangue por todos os lado.
— Acampamento Meio Sangue– Marco disse e entregou uma bolinha acizentada para a amiga– Eu te amo, Luma–foram as últimas palavras dele.
A garota de cabelos negros desabou ao choro, olhou para fúria e se rastejou até o amigo pegando a espada com muita força conseguiu se levantar e com mais força ainda levantar a espada, que para ela pesava no máximo 200k. Luma mesmo chorando e com a cara e seu corpo manchado de sangue conseguiu acertar a fúria com a espada, e em um piscar de olhos ela virou pó.
— Marco, Marco– acho que vocês devem saber que o garoto não respondeu, e isso fez Luma chorar mais ainda–Eu também te amo, Marco. Sempre amei.– mesmo sabendo que ele estava morto, deu um beijo nele, limpou suas lágrimas e se encostou na parede.
Ela abriu sua mão e viu a bolinha acizentada que ele tinha dado a ela, e ficou pensando nas palavras que ele tinha dito “Acampamento Meio Sangue”.
— O que essas palavras vão me ajudar? Vão trazer você de volta?– a menina voltou a chorar e se assustou ao ouvir uma voz dizendo “quebre-a e diga as palavras”– Eu estou louca.
Ela se levantou e foi até Marco, queria levar ele junto mas quando foi colocar a mão nele, ele evaporou como água, ela olhou para cima e viu as gotas subindo, ultrapassando o teto e indo embora.
— Okay, eu estou completamente louca, mas seja que Deus quiser!– pegou a bolinha colocou em baixo de seus pés a esmagando e ao mesmo tempo disse – Acampamento Meio Sangue.– ela sumiu do anfiteatro deixando tudo como estava, cheio de sangue e poeira.
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