Os segredos de um crime
7 Nem tudo e o que parece.
Notas iniciais
POV FEDERICO
Ludmila tinha que acordar, ela não podia me deixar agora! Eu a conhecia a dois dias apenas mas esses dias foram o suficiente para eu começar a sentir coisas diferentes por ela, coisa que nunca havia sentido com nenhuma outra garota que já fiquei. Ludmila era especial, tinha um brilho próprio que nenhuma outra pessoa tinha. Eu acho que estava me apaixonando perdidamente por ela, e por esse mesmo motivo não poderia a perder justamente agora.
Algumas lágrimas traiçoeiras teimavam em rolar pela minha face, misturando-se ao sangue que havia não chão. A loira estava estática e fria, tentei olhar o pulso dela mas não havia nenhum sinal vital. Era oficial, Ludmila Ferro havia falecido!
Narrador.
Assim que o avião pousou no aeroporto internacional de Buenos Aires, Manuela Ferreira desceu do aparelho e sorriu. Sua vida como Vanessa havia acabado e havia nascido Manuela. Era muito importante que ela fosse bem naquela missão que lhe foi designada. Se descobrissem quem ela era de verdade tudo estaria perdido. Depois de pegar suas bagagens e sair do aeroporto pegou um taxi, se preparando pra ir a mansão Pontes.
No hospital
– Não, não pode ser! — Gritava Federico, sentado na cadeira de espera. — A Ludmila não. — Ele repetia, chorando.
Ele e Diego estavam visitando o irmão León para o por a par das novidades da investigação do assassinato de Pontes. Ele iria receber alta naquele mesmo dia, mas as noticias eram bombásticas e não podiam esperar nem um segundo sequer.
– Fede, da pra parar de se lamentar pela Barbie? Já ouvimos você repetir o nome dela umas duzentas vezes, parece ate que tá apaixonado por ela. Fazer o que? Morreu, morreu e ponto final. — Reclamou Diego, que não aguentava mais o chororô do topetudo.
Naquele momento Fede se levantou e olhou diretamente pro Diego com uma cara furiosa:
– E se estiver apaixonado? Qual o problema? Só porque você e o León ficam com sei la quantas meninas diferentes por dia e não se apegam eu tenho que fazer igual? Com a Ludmila foi diferente, ela conquistou meu coração com seu jeito de ser, e mesmo tendo a conhecido apenas por dois dias vou continuar a amando. Agora me deem licença que tenho mais o que fazer. — Federico saiu do quarto sem nem olhar pra trás após fazer essa declaração que fez seus irmãos ficarem de boca aberta.
– E, a Ludmila mexeu mesmo com o mano ne? Pena que morreu. — Comentou León, tocado pelo que Federico tinha falado. — Mas me diga, o que tinha de tão importante pra me contar sobre o caso Maximiliano Pontes? — Perguntou, não muito entusiasmado.
– Bom, encontrei uma faca no carro de Violetta Castilho esta manha que muito provavelmente foi a arma do crime. Fizeram os testes em laboratório no objeto e ao que tudo indica o sangue contido nela era da vitima e tinham também as digitais da moça na faca. -Revelou Diego, parecendo normal com tudo o que haviam descoberto.
Mas ao contrário do irmão Leonard havia se surpreendido com a revelação. Na noite passada Castilho se preocupara com ele e fez-lhe companhia no hospital a noite toda. Ela havia parecido uma menina meiga e doce, e León havia gostado dela. Mas ao que parece as aparências enganam.
– Não faça nada com a moça agora mano, deixa que assim que eu receber alta daqui vou esclarecer nossas duvidas. — Falou ele para Diego, decidido a descobrir que era Violetta Castilho de verdade.
Com Naty e Tomás
Os amigos de longa data se olharam, decido se deveriam ou não invadir a privacidade da irmã mais nova de Nathalia ou deixar esse assunto quieto.
– Vamos Naty, temos que ler o caderno. — Incentivou Tomás, sorrindo para tentar encorajar a amiga. — Você não quer saber quem matou o Maxi e a sua irmã? Quem sabe esse caderno nos de algumas respostas.
Nathalia refletiu nas palavras do amigo e viu que ele tinha razão. Talvez o caderno secreto de Lena tivesse algumas respostas. Com esse pensamento a morena respirou fundo e abriu o caderno numa página qualquer. Se concentrou e começou a ler o conteúdo.
Querido Diário
Acho que estou em perigo! Estou sendo ameaçada de morte por mensagem de texto e acho que a pessoa não esta de brincadeira. Ate acho que sei quem e. Aquela que não deve ser mencionada. Eu nunca gostei do grupinho de amigos da minha irmã mais velha Nathalia, acho que todos são falsos e escondem algo, menos Maxi.
Ah, o Maxi. Ele e meu namorado, mas você não pode contar isso pra ninguém, e segredo, já que ele esta "namorando" com a cobra da Francesca por assuntos de família. Ah, mas ele e tão lindo e perfeito. Acho que encontrei o amor da minha vida. Sei que parece cedo pra dizer isso, pois eu só tenho 15 anos e ele vai fazer 18 daqui a algumas semanas, mas isso e o que meu coração me diz e eu sei que ele corresponde aos meus sentimentos.
Ontem a noite eu perdi minha virgindade com ele! Eu estava pronta e ele também e foi um momento inesquecível e mágico na minha vida. Ele foi carinhoso comigo e me tratou como uma verdadeira mulher. Estamos ate falando em casamento quando eu for maior de idade.
Mas, voltando as ameaças, eu e o Maxi estávamos no shopping namorando escondido a três semanas atrás e acabamos descobrindo um segredo chocante da Violetta Castilho! Tentamos sair antes que ela nos visse mas infelizmente não deu certo. Ela se aproximou de nos de uma forma tão fria e cruel que eu tremo só de lembrar Ela nos ameaçou de morte se contassemos o que vimos a alguém. Ate alertei o Maxi pra ele cancelar sua festança de 18 anos, mas ele diz que não pode fazer isso porque as pessoas poderiam desconfiar.
Se alguém encontrar este diário e estiver lendo ele depois que acontecer alguma coisa comigo saiba que Violetta Castilho e muito perigosa e pode ter sido ela que cometeu o meu assassinato.
Lena Vidal.
Depois de ler o conteúdo do diário Naty e Tomás se olharam abismados. O que haviam lido ali era muito revelador, seria verdade?
Com Violetta
Violetta estava deitada na sua cama olhando as fotos antigas tiradas com seus melhores amigos Maxi e Ludmila. Lágrimas brotavam da sua face ao olhar as expressões contentes e as caretas divertidas que os três faziam. Ludmila, Maxi e ela eram como se fossem o quarteto fantástico, com exceção de que eles eram apenas três. Eles eram os mais Unidos do grupo e pareciam irmãos. Mas uma pessoa covarde havia desmantelado o trio. Primeiro foi Maxi e agora aparentemente Ludmila se fora também. Como ela ia viver sem eles?
A campainha tocou então ela colocou o roupão já que estava de roupas íntimas, amarrou o cabelo e foi atender a porta. Era Leonard Vargas, o detetive que tinha levado um tiro pra salva-la.
León havia ido a casa de Castilho para a confrontar quanto a faça encontrada pelo seu irmão mas a visão dela apenas de roupas e roupas íntimas o deixou atordoado.
Com Ludmila
Ludmila acordou atordoada e com o corpo dolorido. Olhou pros lados e percebeu que estava em cima de um colchão jogado no chão de um quartinho sujo e minúsculo. A única coisa que se lembrava era de Felipe ter ido ate a sua casa a ameaçar e lhe dar uma facada no braço antes de apagar. Será que ele havia a sequestrado e a levado pra la?
A porta do quartinho se abriu subitamente, a tirando dos seus devaneios. Uma pessoa de capuz preto mascarada entrou no local, carregando Francesca Réys, a namorada do Maxi desacordada. A tal pessoa misteriosa jogou a garota com força no chão, sem se importar se havia a machucou. Depois, olhou diretamente para Ludmila e tirou o capuz, revelando sua identidade.
– Olá velha conhecida, como vai? — Perguntou a pessoa misteriosa sorrindo sarcasticamente.
– Você, Você e a assassina? Você matou o Maxi e a Lena e vai matar eu e a Fran também? Você e uma duas caras! — Gritou a loira, sem conseguir acreditar no que via.
– Acertou! Eu matei a Helena Vidal, mas quem disse que o Maximiliano Pontes esta morto? -Respondeu ela, deixando Ludmila confusa.
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