Os quatro e o exército de Caos
131 3° Temporada: Será que....
Notas iniciais
Narradora's POV
—Cadê o café da manhã? O almoço? O jantar? — Audrey perguntava.
— Não tem café. Nem almoço. E principalmente o jantar. — Matthew disse, a olhando.
— COMO ASSIM?! — Perguntou ela, se levantando num pulo.
Matthew a puxou para sentar novamente.
— A viagem é curta. No máximo um lanche eles darão.
— O.k né. — Ela cruzou os braços.
— Ahhh "cuti cuti" fica assim não mi amor. — Matthew a abraçou de lado e lhe deu um beijo, babado, na bochecha.
Audrey fez uma cara de tédio e limpou a baba com a palma da mão.
Maya simplesmente conseguia chamar a atenção. O volume de seus fones estava mega alto, e para ajudar, era reproduzido uma música metálica, impossibilitando para aqueles, que apenas queriam dormir, incomodo total.
Percy pigarreou alto, para Maya ouvir.
— Sim? — Ela perguntou, retirando um dos lados do fone.
— Dá pra abaixar esse negócio? Se você estiver ouvindo "Perereca suicida", a metade do avião escuta!
— Ele exclamou.
— Suicida? Essa perereca ai então é zica dos "rolé". — Maya comentou, soando impressionada. — Ela usa óculos escuro e se veste igual aos "MIB Homens de preto"?
Percy fez uma cara de tédio.
— E, com certeza, são mais rápidas que você queridinho. — Maya provocou, colocando o fone novamente no ouvido.
Amber riu da cara de Percy.
Mandy deu uma pausa na conversa com Geovanna e observou a aeronave.
Seu olhar passou em um rapaz, que observava seus olhos, cujo a cor era várias, como se fosse algo incrível e ao mesmo tempo, confuso.
"Ih caramba"— Ela disse para si mesma.
Mandy pegou sua bolsa e, depois de vasculhar a procura de algo, retirou seu óculos escuro e o colocou.
"Bem melhor"
[...]
— Olha Percy! A Mandy é a tal da "perereca suicida"! — Maya disse, apontando para Mandy que usava o óculos escuro.
— A senhora Serena adora óculos escuro. — Bryan disse, olhando para Mandy.
— Compre um para ela! — Maya exclamou.
— Ele não tem nem 1 real, imagine ter dinheiro para comprar um óculos escuro para um ser imaginário.
— Percy murmurou, com cara de tédio.
— EI! — Bryan exclamou.
— Vai começar a discussão. — Maya colocou os fones novamente.
— Vai mesmo. — Mandy confirmou, voltando a conversar com a garota.
[...]
Kathe se remexia na poltrona até que, finalmente, achou uma posição confortável e observou o garoto.
— Escuta...como se chama? — Ela perguntou.
O garoto retirou sua atenção do chão e a olhou.
— Me chamo Mapolo.- Respondeu, olhando, novamente, o chão.
— E por que está viajando sozinho? — Beta pergunta, apoiando o queixo no punho, cerrado. — Aonde estão seus pais?
Mapolo suspirou e disse:
— Não conheço meu pai e minha mãe... — Ele fez uma pausa e escolheu as palavras certas — eu a perdi.
Kathe sentiu o coração amolecer e tocou, carinhosamente, a perna do garoto.
— Será que eu posso saber como? — Ela pergunta.
Mapolo a olha e Kathe sorri, dando-lhe um pouco de conforto para falar sobre o assunto.
— Ela morreu me salvando de um...eu não sei o que era. Mas era alto e ao invés de dois olhos, tinha apenas um no centro da face. — Ele explica, abrindo um sorriso de canto, triste, mas belo.
Kathe olhou para Damon e depois voltou a atenção para o garoto.
— E ai... Ela tinha comprado uma passagem para o Rio e bem, depois do que aconteceu, apenas usei
o meu bilhete e agora estou aqui. — Lágrimas se formaram no canto dos olhos de Mapolo. — Vou no orfanato de lá.
— E...como era o que lhe atacou? — Kathe perguntou, querendo ir fundo no assunto.
— Ah, alto...tinha um olho...forte e berrava "PEGAAAAR SEMI..." Semi alguma coisa... Seminovo...Semideus! Isso... ele berrava "PEGAAAAR SEMIDEEEUS!" — Mapolo explica, fazendo a imitação, engraçada, do berro.
Kathe e Damon se entreolham.
Das poltronas, Matthew e Audrey se levantam num pulo após ouvir; Bryan faz o mesmo. Percy e Amber focam na cena e Maya retira os fones e observa, curiosa. Mandy tira seu olhar da janela e faz o mesmo que Maya.
— Sua mãe lhe contava histórias esquisitas, Mapolo? — Damon pergunta.
— Ela adorava falar sobre deuses gregos. — Responde ele, com um brilho no olhar.
Damon olha Matthew com o canto dos olhos.
— Esse ciclope berrou mais alguma coisa? — Pergunta Kathe, ignorando os olhares, dos 7, na conversa.
Mapolo olhou o chão, pensativo.
— Ah, se eu não me engano... Ele... — O garoto faz uma pausa para confirmar. — ele ironizou na hora que disse "filho do Raio".
Kathe se ereta abrindo um sorriso maroto.
Os 7 ficam de queixo caído, impressionados.
Kathe havia encontrado um semideus...filho de Zeus. E, certamente, não o deixaria viver num orfanato qualquer, dando chance para ser atacado por monstros a qualquer hora.
Fale com o autor