Os primeiros sete
2 Sábado, dia 2
Notas iniciais
Após Danny chegar no sábado pela manhã, Steve e Freddie continuaram na água enquanto ele os observava, e apesar dos convites do menino de 3 anos, Danny quis entrar na água. O garoto não parava em um lugar, ele corria até Danny, dizia meia dúzia de palavras e voltava entusiasmado para a água.
Já era quase 12h quando Steve resolveu que era a hora de sair, afinal, estavam ali há bastante tempo
— Freddie, já é hora de sair da água
— Não, só mais um pouco
— Freddie, o sol está muito forte e é hora do almoço
— Mas eu não quero comer
— Filho, a praia não vai embora. Temos ela para sempre aqui na nossa casa. É hora de entrar, tomar um banho e irmos almoçar
— Só mais um pouquinho papai – Freddie disse correndo pra fora da água
— Freddie, obedece o papai – Steve disse saindo da água e tentando alcançá-lo
— Só mais um pouco, por favor papai – Freddie disse sorrindo e voltou pra água
— Ok, tudo bem... Só mais um pouquinho – Steve cedeu – Mas quando eu chamar, você vem, ok?
— Tá bom, papai – O menino disse sentando na parte rasa da água
— Ele consegue te dobrar todinho – Danny disse de uma das cadeiras e Steve foi até lá e se sentou na cadeira ao lado do parceiro
— Que? Ele não consegue, ele apenas estava muito ansioso pra ir pra água, quero que ele aproveite bastante
— Você mesmo disse que a praia não ia a lugar algum
— Eu sei – Steve suspirou – Espero que ele goste daqui, vai ser tudo diferente. Escola, amigos, rotina... Será que vai ser tranquilo pra ele?
— Ele já gosta daqui, Steve – Danny o olhou – Ele vai ser bom na escola, eu vou trazer Charlie e eles vão se dar bem e a rotina vai mudar, e eu tenho certeza que ele vai se acostumar com isso, ok?
— Certo – Steve sorriu – Acredita que ele gosta de quadrinhos? Mesmo que não consiga ler? E ele também gosta de carros e motos – Steve disse animado – Ele gosta de assistir filmes das aventuras do Lego
— Viu? Charlie também ama carros, eles já tem algo em comum – Danny sorriu
— E ele ama água também, foi um sacrifício tirá-lo do banho ontem. Ele ainda queria vir aqui na praia de noite
— Eu não duvido disso – Danny falou olhando pro menino na água e Steve se levantou
— Filho, agora tem que sair de verdade – Steve disse se aproximando da água
— Não papai
— Não, Freddie. Agora é sério – Ele disse em um tom mais sério e se abaixou na frente do menino – Me escuta, amigo – O menino olhou assustado pra Steve – Ei, não precisa ficar assustado, eu só vou conversar com você
— Eu já vou sair – Freddie disse olhando pro pai
— Ei, não fica chateado – Steve disse tocando os cabelos do filho – A gente vai sair, mas nós sempre podemos voltar, ok? Essa praia é nossa. E olha, você precisa comer, filho. E dar um tempo, o sol já está muito forte. Pode te fazer mal.
— Tudo bem – Freddie respondeu cabisbaixo
— O que será que é aquilo?
— O que? – O menino olhou ao redor
— Oh não! É o monstro das cócegas! – Steve disse fazendo cosquinhas no menino que riu alto – Meu Deus, ele pegou o Freddie!
— Para, papai – O menino disse entre as risadas
— Não é o papai, é o monstro das cócegas – Steve riu junto com o filho
— Me ajuda, Danno – Freddie gritou pra Danny que ria dos dois
— Está se sentindo melhor, amigão? – Steve disse após se afastar do menino, que concordou com a cabeça
Eles entraram em casa, enquanto Steve tomava banho — seu típico banho de 3 minutos da marinha — Danny olhava Freddie pra ele. Assim que terminou, Steve foi dar banho no filho e Danny despediu, ele precisava resolver algumas coisas mas prometendo que voltaria à noite
— Papai, nós podemos comer hambúrguer e batata frita e tomar refrigerante no almoço? – Freddie disse a Steve depois que terminou o banho.
— Você quer isso? – Steve o olhou quase entrando em pânico pelo tanto de gordura e açúcar que havia nesse suposto almoço
— Sim! – O menino sorriu alegre – Porque o Danno foi embora? Eu gosto dele e ele podia ficar aqui – Freddie disse enquanto Steve o secava
— O Danno foi pra casa porque ele vai resolver algumas coisas, ok? De noite ele vai voltar aqui – Steve disse colocando uma camiseta branca com o desenho minimalista de uma onda azul no filho
— Tá! E a gente pode almoçar o que eu pedi?
— Você tem certeza que quer isso?
— Sim! É muito bom!
— Tá, ok. Nós teremos hambúrguer e batata frita pro almoço!
— E refrigerante! – O menino pulou na cama animado
— E refrigerante – Steve repetiu olhando pra animação do menino – Vem, vamos terminar – O menino se aproximou e Steve vestiu uma bermuda jeans no filho. Em seguida ele colocou um All Star preto < que Steve julgou ser uma das coisas mais fofas do mundo > e por fim, penteou seu cabelo – Prontinho, amigo
Steve dirigiu até o McDonald’s perto de sua casa, não era muito longe, apenas cinco minutos de carro. Mas nem ele e nem Freddie estavam animados em caminhar embaixo do sol.
Chegando lá, Freddie logo escolheu um McLanche Feliz, e ganhou um Snoopy astronauta em cima de sua casinha. Os dois comeram os lanches, um pouco mais lento do que o esperado porque Freddie brincava com o novo brinde e comia.
Depois que Steve pagou, Freddie já estava em seu colo e com muito sono, e antes mesmo de Steve o colocar na cadeirinha, ele já estava dormindo. Ao chegar em casa, Steve retirou o tênis e a bermuda do filho e vestiu um shorts mais leve para que o menino ficasse confortável para dormir.
O sono de Freddie se estendeu até as 15h, onde Steve achou que era o horário de acordar o garoto, antes, passando pela cozinha e cortando algumas frutas pro menino comer no lanche da tarde. Em minutos, já estava no quarto do filho
— Oi, amigo – Steve sorriu quando o menino abriu os olhos – Você já está a algum tempo dormindo, hora de levantar
— Mas eu ainda estou cansado
— É, eu sei, mas você tem que dormir de noite – Steve disse pegando o filho no colo, que deitou a cabeça em seu ombro – Eu cortei algumas frutas para você comer, o que acha?
— E será que tem pêssego? – Freddie levantou a cabeça e olhou pra Steve
— É claro que tem pêssego, como não poderia ter? – Steve sorriu pro filho, que também abriu um sorriso. Em uma das cartas da Catherine ela havia dito que Freddie adorava frutas, e as favoritas eram Pêssego e Ameixa.
— Eu quero!! Eu quero!
— Sabe o que tem mais? – Steve disse o pegando no colo
— O que? – Freddie disse colocando as mãos nas laterais do rosto de Steve
— Ameixa, uva e também um pouquinho de abacaxi
— Acabaxi?
— Abacaxi – Steve sorriu – Já comeu antes?
— Não sei
— Bom, se não comeu, você pode experimentar hoje
— Eu não sei se vou gostar de acabaxi
— É ABAcaxi, amigo – Steve riu – Bom, não tem problema não gostar, mas é bom, e eu acho que você vai gostar
— Depois que eu comer minhas frutinhas eu posso brincar com aqueles brinquedos no quarto? – Freddie falou enquanto Steve lavava as mãos do filho e o sentava na cadeira
— Claro que sim amigo, eles são todos seus – Steve disse da cozinha, onde pegou a tigela com as frutas
— E aquele carro? É um caminhonete como a sua, é tão legal
— Você gostou? Posso te ensinar a dirigir ela
— Ela anda?
— Se ela anda? Ela anda e ascende! – Steve disse e viu o garoto empolgar
— Eu quero ir na caminhonete logo, vamos papai
— Come primeiro, amigo. Depois podemos brincar de qualquer coisa que você quiser
— Tudo bem – O menino começou a comer – Qual é esse engraçado? – Freddie disse pegando o abacaxi
— Esse engraçado é o abacaxi
— Ele é gostoso, eu gosto desse
— É muito bom né? – Steve sorriu
— Você quer, papai? – Freddie disse pegando um pedaço e o oferecendo
— Não, amigo. Mas obrigado, viu? – O menino balançou a cabeça e continuou a comer
— Onde está meu Snoopy?
— Acho que ficou dentro do carro. Depois eu pego pra você, ok?
— Mas eu quero brincar com ele
— Termina de comer primeiro, e quando você terminar, a gente vai buscar – O menino concordou. Ao fim, Steve lavou as mãos do menino e eles buscaram o brinquedo no carro e subiram pro quarto, onde Steve ensinou a brincar com a pequena Silverado que ali estava.
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