Os primeiros sete

7 Quinta-feira, dia 7


Notas iniciais
Boa leitura!! Espero que gostem!!

Ás 17:00 Steve saiu da sede em direção a escola do Freddie, parando uma vez no caminho em uma farmácia para comprar uma Aspirina, já que ele não tinha certeza se em sua casa tinha.
A cabeça de Steve estava latejando de dor, provavelmente pelo estresse do caso que ainda estava inacabado. Nesse primeiro momento, Steve conversou com o governador para que ele não ficasse após as cinco porque queria que Freddie pudesse se sentir confortável e seguro em sua nova rotina, e ele concordou, compreendendo a situação. Naquele primeiro mês, todas as noites Freddie teria Steve com ele.
A busca por babás para o período após a adaptação de Freddie estava em andamento, uma delas viria na próxima semana para um teste.
Às 17:20 Steve já estava na porta da escola. Ele entrou e assim que Freddie o viu, correu feliz e pulou em seu colo. Após se despedirem das professoras, os dois foram para o carro.

— Papai, amanhã a tia disse que a gente pode levar um brinquedo, vai ser o dia do brinquedo na escola! – Freddie disse quando Steve o colocou na cadeirinha do carro

— É? Eu fiquei sabendo disso, amigo! E parece que será divertido, não é? – Steve sorriu antes de fechar a porta e dar a volta rapidamente e sentar no banco do motorista

— Sim! Posso levar meu Super SEAL?

— É claro que sim, amigão – Steve olhou o menino na cadeirinha pelo retrovisor

— Papai, será que o Charlie pode ir na nossa casa para brincar comigo?

— Hoje não, filho. Amanhã vocês dois tem aula e precisam dormir cedo essa noite

— Mas eu não tô com sono, eu quero brincar

— O papai pode brincar com você, o que acha?

— Eu acho que é bom, papai – Freddie sorriu – Nós podemos brincar no quintal, né?

— Claro, nós podemos sim

— Eu brinquei na areia hoje, eu fiz um castelo e depois eu passei com um trator em cima e caiu tudo – O menino riu – Depois eu corri com a Clarinha e com a Keith, brincamos com a bola e depois nós fizemos uma atividade com massinha

— Foi um dia muito divertido, né? – Steve sorriu dando uma breve olhada pelo retrovisor

— Sim! A escola é divertida, eu gosto de lá – O menino disse distraído, olhando pela janela do carro

Quando chegaram em casa, Freddie correu até a caixa de brinquedos que Steve resolveu deixar na sala e a esparramou no chão, e pegando a bola, ele andou em direção a porta dos fundos

— Vem, papai! Vamos brincar! – O menino olhou pra trás

— O papai já vai, amigão. Espera um pouco, ok? – Steve caminhou até o escritório e Freddie o seguiu

— Tá fazendo o que? – Ele olhou curioso

— Amigo, o que acha de pegar mais alguns brinquedos?

— Eu vou pegar o trator e mais carrinhos – Freddie voltou pra sala e Steve rapidamente digitou a senha e guardou a arma dentro do cofre e o trancou. Puxando o celular do bolso, pediu o jantar deles e seguiu para a cozinha para pegar um copo de água para tomar o remédio – Papai, me ajuda? – Freddie chamou da porta com uma caixa na mão, a qual ele não estava aguentando segurar direito, e Steve deixou o copo no balcão e foi até o filho, pegando a caixa das mãos dele, o garoto liderou o caminho até o quintal da casa

— Quer brincar do que, amigo?

— Podemos ir na areia perto da água? O trator precisa de areia

— Só um pouquinho e sem ir pra água, já está anoitecendo e estará frio em breve e nosso jantar chega em alguns minutos.

Eles brincaram por alguns minutos até Steve ouvir a campainha tocar, isso graças a Danny, que o fez estender a saída de som da campainha para os fundos da casa porque eles passavam mais tempo mas cadeiras do que dentro da própria casa. Steve limpou a areia da roupa do filho antes que eles entrassem em casa, ele atendeu a porta e pegou a comida e pagou. Colocando o pacote em cima da mesa, ele levou Freddie para lavar as mãos e também lavou suas próprias mãos.

— Papai, o que tem pra jantar? – O menino falou quando Steve o colocou sentado a mesa

— Risoto. É um arroz com legumes e carne. – Ele colocou um pouco no prato a frente do menino

— Que cheiro bom, papai – Freddie disse pegando a colher e Steve sorriu, e quando ia saindo pra cozinha, o menino o chamou – Vai pra onde, papai?

— Eu vou na cozinha, amor, mas eu já estou voltando

— Fica, papai – Steve olhou pro menino e se sentou na cadeira ao lado dele. O remédio poderia esperar, de novo.

Assim que os dois terminaram de comer, Steve juntou as embalagens no pacote em que vieram e pediu que o filho as jogasse no lixo. Ele levou os pratos pra pia e aproveitou pra finalmente tomar a Aspirina

— Papai, porque você tomou um remedinho? – Freddie disse na porta da cozinha, fazendo Steve se virar para vê-lo – Você está dodói?

— O papai só teve um dia muito cheio no trabalho, você não precisa se preocupar com isso

— Mas eu só tomo remedinho quando eu estou dodói, então você está dodói – O garoto se aproximou do pai e levantou os braços, então Steve o pegou no colo – Onde tá doendo, papai?

— É só a cabeça do papai, mas daqui a pouco fica melhor, ok? – Freddie o olhou e beijou o lado da cabeça de Steve

— Agora você vai ficar bom – Freddie sorriu

— Eu tenho certeza que sim, filho – Steve sorriu e envolveu o filho em um abraço forte – O papai te ama muito, viu?

— Eu também te amo, papai

Depois que Steve lavou os pratos e talheres que usaram, ele levou Freddie para fora da casa para guardar os brinquedos que haviam ficado por lá, o menino tentou fazer com que eles brincassem mais um pouco, mas já era hora de começar a preparar para dormir.
Depois de também organizar a sala, os dois subiram e Steve ajudou Freddie com o banho, o ajudou a escovar os dentes e com o pijama.

— Papai, eu acho que eu tenho que dormir lá com você – Ele disse já deitado, pronto pra dormir

— Porque, amor? – Steve disse se virando. Ele estava indo pegar um livro na prateleira baixa do quarto

— Porque você está dodói – Ele se levantou da cama, andou até Steve – E quando alguém está dodói, a gente tem que cuidar pra ficar bom

— Ah, carinha – Steve sorriu – Sua mãe te ensinou isso? – Freddie assentiu

— Eu posso, papai? – Freddie disse o olhando

— Claro que sim, amigão – Freddie abriu um sorriso largo – Escuta, o papai precisa tomar um banho. O que acha de escolher o livro de hoje?

— Mas eu já sei qual eu quero

— Bom, então você confirma se será esse e daqui a pouco você vai ter sua história, tudo bem? Depois vamos levar suas coisa pro meu quarto, certo?

— Ok, papai! – O menino olhou pra prateleira e Steve saiu do quarto para tomar seu banho, o que não foi muito demorado, por mais que ele quisesse que fosse, ele não queria deixar Freddie sozinho por muito tempo.

— Papai!! – Freddie animou quando viu que Steve cumpriu a promessa – Nós temos que levar minhas coisas – Ele caminhou até a cama animado e Steve foi atrás para ajudá-lo – Eu prometo que não vou ficar bagunçando antes de dormir porque aí você melhora papai – Ele pegou a foca de pelúcia e o livro, enquanto Steve pegou o cobertor e o travesseiro do filho.

Chegando no quarto, Steve colocou o outro travesseiro de sua cama na lateral em que Freddie iria dormir e ajeitou o travesseiro e o menino deitou, Steve jogou o cobertor sobre ele se sentou na cama ao lado do filho. Recebendo uma mensagem de Danny dizendo que o caso havia sido encerrado, e que o suspeito número um era realmente o culpado, Steve ficou aliviado. Por menos um assassino na rua e por não dormir com a culpa de deixar a equipe correndo atrás de resolver um crime e ele dormindo no conforto de sua casa.
Ele leu o livro que Freddie escolheu, o que era o mesmo da noite passada, e mesmo que repetido, o menino ouvia atentamente cada palavra. Ao fim, Steve apagou as luzes e deitou do lado do filho, que o olhava ainda bem acordado

— Papai, qual dia o tio Danno vem na nossa casa?

— O tio Danno vem aqui no sábado, filho

— Eu gosto do tio Danno, ele é muito legal. Você gosta do tio Danno?

— Eu gosto, mas só um pouquinho – Steve sorriu – Mas agora, você tem que dormir, ok? Amanhã você tem aula e não queremos que você perca, né?

— Não posso perder o dia do brinquedo – Freddie disse olhando pra Steve – Papai, posso te falar uma coisa?

— Pode, mas você vai dormir depois

— Toma – Freddie mostrou a foca pro pai – Você pode dormir com a minha foca, ela é uma foca mágica que faz você dormir seguro – O menino disse sério e Steve sorriu

— Vem aqui, amigo – Steve levantou a coberta e o menino entrou debaixo – Hoje você que vai fazer o papai dormir seguro – Steve disse enquanto Freddie se aninhava ao lado dele

— Eu prometo que vou ser melhor do que a foca, papai

— Eu sei que vai. Boa noite, meu amor – Steve beijou a cabeça do filho – Durma bem. Eu te amo.

— Boa noite, papai. Eu também te amo!

Notas finais
Os primeiros 7 dias acabaram, mas como disse anteriormente, vou colocar um bônus aqui, com todos em uma festa para comemorar a vinda de Freddie e conhecê-lo! Espero não demorar finalizar o capítulo para o postar. Até logo!