Os não dramas de uma canceriana
1 Capítulo 1 Eu sou a Sakura
Estão vendo aquela garota sem expressão facial, sentada próxima à outra garota mais sem graça ainda? Pois é, essa sou eu, há uns dois meses atrás, no meu primeiro dia de aula do terceiro ano do médio.
Vou me apresentar a vocês, para o caso de me confundirem com outra canceriana sem graça. Meu nome é Sakura Haruno e apesar de ter nascido no dia sete de julho de 1999 as nove da noite, não tenho caraterísticas de uma canceriana. O que é um problema enorme no país de Áurea que é onde eu vivo.
Somos separados em uma espécie de grupo, ou seja, cada signo é um grupo. Geralmente os cancerianos não gostam de se misturar com um capricorniano, não se vê muitos casamentos sendo realizados com tais signos. Na verdade, vivo em uma sociedade na qual, só se anda em bando. É uma espécie de "Só se misturar com seus semelhantes".
Particularmente, acho tudo isso uma grande bobagem criada pelo governo para controlar as pessoas, mas falarei sobre isso mais tarde.
Antes, preciso lhes explicar o absurdo que é ter que escolher tal profissão conforme seu signo. Não necessariamente é obrigado a isso, a não ser que você esteja preparado psicologicamente para sofrer discriminação por ser do signo de câncer e não escolher profissões como: Cerimonial de casamento, fazer vestidos de noiva, costureira, atuante em serviços sociais e por ai vai...
O que eu realmente quero é cursar Arquitetura, mas como minha tutora costuma jogar na minha cara, isso é apenas um "delírio de uma canceriana saindo da adolescência". Mulherzinha mais intrometida!
E outro detalhe importante que ia esquecendo de lhes contar: Cada signo tem suas cores, não interessa se você achou uma blusinha vermelha na promoção, se não for uma ariana, ou escorpiana, não leva. É como uma blasfêmia ao seu próprio signo e o signo da cor que você cobiçou. Dá uma treta danada! A Ino que o diga, minha melhor amiga. Na sua festa de quinze anos, há três anos, ela se agradou de um vestido vermelho e como ela é uma libriana, não poderia em hipótese alguma usar o vestido. Foi com muito custo que seus pais lhe convenceram a mudar o vestido. Então ela optou por um azul do mesmo modelo, só que ainda mais bonito. Cá entre nós, achei que o vermelho combinou muito mais, entretanto pão duro do jeito que o seu Yamanaka é duvido que ele vá querer pagar uma multa por sua filha "ofender" a moral e os costumes.
Agora voltando ao assunto inicial, eu, sendo do signo que sou só poderia levar a blusinha na promoção, caso ela fosse: Rosa, branca, cinza ou prata. Porque segundo foi imposto a nós, são as cores que mais trazem segurança, na qual precisamos.
Não somos conhecidos pelo nosso espirito de aventura, ou seja, aí está o motivo pelo "que mais nos trazem segurança". E é com minha total indignação que compartilharei com vocês, toda a minha trajetória para poder chegar aonde eu cheguei com a ajuda do Naruto, Ino e Sasuke uchiha, irmão do meu ex.
Falando no demônio, conhecido por todos como Naruto, lá está ele, agarrado a uma ruiva falsa de óculos. Que me perdoem as atrizes pornôs por tal comparação, mas essa garota consegue ser mais vulgar quanto uma atriz pornô. Os dois são parentes, mas de vezes em quando, rola algumas coisas entre eles. Isso já não é problema meu. Até acho bom, pois assim, ele desencana de mim.
Bom, agora vem à parte que conto um pouco da catástrofe que é minha vida amorosa. Meu primeiro namorado foi com itachi uchiha, um cara seis anos mais velho e que tinha a vida sexual bem ativa para o meu gosto. Claro que foi um sentimento bem intenso que tivemos um pelo outro, mas acabei terminando tudo depois de seis meses de namoro. Me partiu o coração, claro, mas não iria da certo, já que eu só tinha quinze anos e ele vinte e um.
— Oi, friend! Caraca, você tá com uma cara péssima- Essa é a Ino, a garota que foi citada ali a cima. Pode-se dizer que somos melhores amigas do nosso jeito, apesar das diferenças temos coisas em comuns., poucas, porém, temos.
Ino é do tipo que adora chamar atenção por onde passa, digamos que ela é uma libriana da gema. Costuma se gabar que se parece em tudo com a mãe. as duas até fazem aniversário no mesmo mês, ou seja, mãe e filha librianas. Morro de dó do seu Yamanaka e do Deidara, pobrezinhos.
Reviro os olhos diante do comentário da minha amiga louca. — Ino, são sete horas da amanhã, se for contar pelo horário normal, SEIS HORAS DA MANHÃ! Não sei como você pode tá tão animada.
— Onw, bebê. Simples: Sou Ino Yamanaka, linda, maravilhosa e poderosíssima. Por que diabos eu não estaria animada? — Disse a loira como se fosse algo mais natural do mundo. — E você, filhote, deveria está animada também por ser amiga de quem é e ter a sorte de eu ser tão... -faz uma pausa para examinar as unhas compridas e impecáveis — generosa, prestativa, boa friend...
Eu a interrompo: — Aham! Agora volta pra terra, Ino. E menos, bem menos. — E fazendo uma careta de falsa ofendida, acabamos rindo das palhaçadas da mesma.
Ino sabe mesmo como me fazer ri quando não estou bem humorada e isso é o que eu mais admiro nela, apesar de parecer fútil à primeira vista, minha amiga tem um coração enorme e eu no lugar dela, não sei se teria paciência de ser minha amiga.
Continuamos conversando sobre coisas triviais quando somos surpreendidas com alguém vindo em nossa direção, sem nenhum controle do próprio corpo.
O resultado não podia ser outro. Temari, inimiga mortal de Ino, uma Ariana metida a querer ser o centro de tudo, ou seja, obvio que Ino iria implicar com ela. nos atropela, fazendo com que eu não saiba a diferença da minha mão com a de Ino. Só lembro-me de ouvir alguns risos e gritos que eu iria desmaiar.
Pensa numa coisa horrível é acordar com todos olhando para você, numa sala totalmente branca com cheiro de morte. Eu reconheci depois de alguns segundos olhando ao redor. Era a enfermaria da escola e apesar de não ser um hospital, se pareia com um e isso era o suficiente para sentir cheiro de morte.
— Você lembra o que aconteceu querida? -Perguntou a enfermeira, passando as mãos delicadas em meu rosto.
Antes de responder, olho novamente ao redor. Vejo Temari e Ino uma dando ombrada na outra. Naruto e Shikamaru tentando separar as duas. Isto é, tudo sendo feito aos sussurros.
— Eu... -começo a falar que estou bem, apesar da leve dorzinha na cabeça, quando uma chuva de vozes me interrompe.
— Sakura, eu sinto muito!
— Sente nada, garota. Mó fingida! Isso que dá ser toda estorvada! Toda gorda é estorvada!
—Cala a boca, sua magrela! Quebro sua cara aqui mesmo. Sua loira falsa!
— Ha, ha, ha! Até parece. E querida, eu sou magrela mesmo, mas uma magrela gostosa! Se toca! E falsa aqui é a tua vida!
A enfermeira, uma adorável moça, bastante jovem ainda. Tentava acalmar os ânimos, apesar de ninguém lhe dá atenção e sua voz fina sumir em meio a gritos da Ino e Temari que falava ainda mais alto.
Na verdade, tudo nessa garota era em abundancia. A voz era alta e grave, mas ainda sim feminina. Tinha quase um metro e oitenta (isso se não for quase um e noventa), os seios eram grandes, assim como os glúteos. Seu corpo era curvilíneo e apesar de Ino teimar em dizer o contrário, Temari não era gorda.
Com um berro de Shikamaru, um guri caladão e amigo nosso, em fim conseguiu fazer a discussão sessar. E as duas ficaram apenas lançando olhares intimidadores uma para a outra.
Após responder algumas perguntas, feita pela enfermeira, ela diz que é melhor eu ir para casa ficar em repouso.
***
— Ótimo! Justo no meu primeiro dia de aula, desmaio na frente de todo mundo e perco aula — Digo furiosa para ninguém em especial. Ino está ao meu lado e Temari insistiu para me acompanhar, apesar de Ino ter feito uma tromba enorme e quase ter rolado outra briga. Naruto veio conosco só por precaução.
O que aconteceu foi que Temari resolveu ir de patins no primeiro dia de aula e bom, o resto já devem imaginar. Ela perdeu o equilíbrio e Ino e eu, estávamos no lugar errado, na hora errada. Temari despencou e nos fomos seu colchão. Mais eu do que a Ino, pois minha amiga teve leves arranhões pelos cotovelos e coxa. Claro que ela não vai perder a oportunidade de jogar isso na cara de Temari sempre que possível.
***
Ao chegar em casa me deparo com TenTen com os olhos marejados e olhar fixo. Ao olhar para mim, com a mesma expressão, levanta do sofá e me abraça. Mesmo sem entender, retribuo o abraço.
Fale com o autor