Os misterios do amor
4 Meu amigo é um vampiro
O tão esperado dia da festa à fantasia chegou! Eu mal podia esperar e agora me sinto tão desesperada por não saber que roupa usar.
Acho que tenho guardada uma fantasia de mulher gato em algum lugar, uma que usei para ir à uma festa de uma antiga vizinha.
Os últimos dias não tiveram acontecimentos importantes, descobri que só tenho aula com o Damon em biologia, o que fez com que todas as outras aulas se tornassem insuportáveis e chatas. Damon passa todo o intervalo comigo, e sinto que sou fitada por olhares de nada menos que 90% das meninas da escola. Será que é tão estranho assim ele se interessar na minha amizade?
Damon e eu conversamos bastante todos os dias e ele foi o único amigo que fiz nessa escola desde então. Descobri que o carinha que me ajudou com o horário no corredor era seu irmão. Realmente a beleza está no sangue.
Olho para o relógio e vejo que faltam meia hora para a festa e ainda não estou pronta. Encontro minha fantasia de Mulher Gato, me visto e me maquio apressadamente. Ouço a buzina e constato que Damon está lá embaixo me esperando. Pego minha bolsa de mão e desso apressada.
Damon está deslumbrante! Ele está encostado no volvo preto, a me observar com um sorriso cafajeste. Ao que me parece ele está fantasiado de Drácula, com um toque de elegância e charme que só ele tem.
–Você está linda. — Ele diz me observando do alto da cabeça à ponta dos pés.
–Obrigada. Você também. -Acho que ele não faz ideia do quão sincera eu fui.
–Vamos, entre. — Damon abriu a porta do carro e eu entrei. O carro estava refrigerado e tocava Seen It All na rádio local. Damon deu a volta para a porta do motorista e entrou.
–Eu não posso ficar muito, já vou avisando.
– Relaxa Elena. Te trago de volta logo logo. Mas primeiro vamos passar em um outro lugar.
Damon seguiu por uma estrada deserta pela qual eu ainda não havia passado. Depois de alguns minutos ele parou no meio do nada.
–Damon para onde você me trouxe? Perguntei meio zangada.
–Eu gosto de vir aqui as vezes. Para caçar.
– Oi?
–Você acredita em vampiros?
–Não????!!!! Obvio que não! Que conversa é essa?
–Bom, eu acho que você vai ter de rever seus conceitos.
Damon abriu a boca mostrando dentes afiados, seus olhos ficaram vermelhos e sua pele parecia craquelada. Eu não acreditava no que eu estava vendo. Damon era um vampiro, eu não acreditei que isso poderia existir. Assustada abri a porta do carro e corri o mais rápido que pude. Sem sucesso Damon de uma forma que não consigo explicar, se projetou em minha frente. Ainda com aqueles olhos irreconhecíveis indagou:
–Acho que posso confiar em você, não tenha medo. Não me alimento de amigos.
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