Os irmãos Potter - 2ª temporada
23 Um refugio, Cuidado de pais e a Chantagem
Notas iniciais
— Uma casa? No meio do nada? – Lilian olhou para seus irmãos que ainda olhavam para casa – Acham que vive alguém lá?
— Isso não é uma miragem, certo? Estamos nesse deserto a muito tempo. – Alvo tentou se manter sem expectativas de ajuda.
— Vocês acham que James está lá? – Merliah indagou e imediatamente os dois olharam para ela. – Não o encontramos no caminho inteiro até aqui.
Então ela respondeu à pergunta que Lilian fez em outrora:
— A casa não parece abandonada, parece até bem cuidada.
— Vamos nos aproximar? – Alvo deu o primeiro passo até a casa e as meninas o seguiram.
— Se forem trouxas? – Alvo quebrou o silêncio.
— Vocês se controlam o máximo possível. – Merliah replicou.
— Se forem bruxos? – Alvo voltou a falar.
— Talvez nos conheçam. — Merliah respondeu outra vez. – De qualquer forma, daremos um jeito de pedir ajuda para nossa família.
Quando já estavam próximos da casa, a porta da frente foi aberta e um homem saiu em alerta com sua pistola. Imediatamente, os três pararam de andar.
— Quem são vocês? – Perguntara o homem cauteloso. – O que querem aqui?
— Somos amigos, não queremos machucar ninguém, nós só queremos ajuda, minha irmã está ferida e não comemos faz um dia inteiro. – Alvo disse em rendição assim como suas irmãs estavam. O homem abaixou um pouco a guarda, abaixando a pistola que estava em mãos.
— Estamos procurando também por nosso irmão, seus rastros nos indicam que ele veio por aqui, vocês o viram?
— São os irmãos de James? – O homem fez outra pergunta.
— James!? Sim! Sabe onde ele está!? – Alvo o questionou ficando animado por finalmente ter alguma notícia de James. O homem se aproximou mais deles e foi quando viu o que tinham em comum com James, as pulseiras douradas no pulso de cada um e o homem enfim abaixou totalmente a guarda.
— Venham, nós cuidaremos de vocês. – O senhor se virou começando a retornar para casa, os três irmãos o seguiram.
— Jeniffer, temos novos hospedes, parecem que eles são...
— Alvo? Lilian? Liah! – James apareceu no corredor andando devagar e se apoiando na parede indo em direção a sala onde estavam.
— James! – Os três disseram em uníssono terminando o caminho de James indo até ele e o abraçando coletivamente.
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Pouco tempo depois em Hogwarts...
Como ser humano Rony nunca pensou que nada daquilo que estava acontecendo em sua vida iria acontecer. Era como se tudo fosse um pesadelo, o sequestro de seus sobrinhos, os machucados de Rose e suas sobrinhas e o sequestro de Hugo era demais para que algum dia ele pudesse sequer imaginar que iria acontecer, porém, lá estava ele ao lado da cama na qual Rose se recuperava, velando por sua filha, esperando que ela acordasse e lhe dissesse que ela estava bem.
Vez ou outra, Rony desviava o olhar de sua filha para as duas camas ao lado dela, onde seus irmãos Gui e Jorge junto com o resto de suas famílias velavam por Dominique e Roxy, as duas já haviam despertado pouco antes deles entrarem só que devido a uma porção para ajuda-las elas adormeceram e agora eles esperavam elas acordarem outra vez. Apenas Rose não havia acordado desde que foram trazidas para lá, madame Pomfrey cuidou dela direitinho, só faltava ela acordar, o que não demorou muito mais para acontecer.
— Papai?
Rony olhou rapidamente para a filha que, devagar, estava começando a voltar à consciência e segurou sua mão apertando-a levemente.
— O que está fazendo aqui? Onde está a mamãe? – Rose falou ainda um pouco atordoada.
— Filha! Rosinha, como é que estar se sentindo?
— Eu não sei... eu... meu corpo está dolorido, e estou cansada. – Rose o respondeu com a voz fraquinha.
— Logo ficará bem, Rosinha, ficará totalmente curada. – Rony disse querendo conforta-la. Rose sorriu para o pai, pois viu que ele parecia muito preocupado vendo-a naquele estado, então tentou tranquiliza-lo de alguma forma, o que funcionou de certa forma.
— Pai, o que aconteceu? – Rose repetiu a pergunta, olhou para o seu lado direito e ela avistou as duas camas ao seu lado ocupadas por suas primas, Dominique e Roxanne, seus tios e primos permaneciam perto delas e lhe lançaram um sorriso felizes por ela está desperta. Rose então começou a se lembrar do que aconteceu no Três Vassouras, ela olhou para o lado esquerdo e as camas estavam vazias, exceto por uma no final da fileira de camas onde um aluno se recuperava de algo. Ela tentou levantar seu tronco para poder ver as camas da frente, mas seu pai e madame Pomfrey (que havia se aproximado e começado a examina-la) não permitiram. – Onde estão Joyce e Melissa? Elas estavam com a gente.
Seu pai olhou seriamente para ela e esperou madame Pomfrey terminar de examina-la e entregar um liquido roxo para ela, para que enfim pudesse responder a filha, ele ainda não sabia direito como contar a ela o que havia acontecido à suas amigas e Hugo.
— Sobre isso, Rose, eu... suas amigas… elas...foram raptadas, estamos cuidando para acha-las o mais breve possível não se preocupe. – Rony enfim a respondeu usando o seu tom de voz sério e calmo pois não queria assustá-la demais, mas viu que sua filha ficou ainda mais atordoada e perturbada com o que ele acabara de lhe contar. Rony segurou a mão de sua filha entre as dele para contar a outra péssima notícia. – Rose aconteceu uma coisa enquanto ocorria o ataque em Hogsmeade.
— O que? – Rose indagou franzindo as sobrancelhas curiosa e mordendo, quase que imperceptivelmente, o lábio inferior, gesto parecido com o que Hermione fazia quando estava intrigada.
— Atacaram Hugo. – Rony disse sem rodeios. Rose arregalou os olhos assustada e novamente tentou olhar para as camas da frente para ver se ele estava ali, só que seu pai não havia terminado, ele respirou fundo, parecia que estava se segurando para não chorar, ele olhou para as mãos deles ainda unidas e afagou a mão da filha com o polegar, respirou fundo novamente e voltou a olhar para a filha que tentava encontrar desesperadamente o irmão, seu pai a chamou novamente a atenção. – Atacaram Hugo e o levaram assim como suas amigas.
— Mas... o que? – Rose ofegou confusa e completamente preocupada com o irmão, com certeza o ataque e o rapto estavam ligados.
Rony se inclinou sob a filha e lhe sussurrou ao ouvido:
— Não se preocupe, sua mãe, tia Gina e tio Harry estão cuidando de tudo isso, eles irão achar Hugo e os outros sã e salvos.
Aquilo explicava o porquê sua mãe não estava ali, seu pai se afastou lhe deu um beijo na testa e voltou para seu lugar na cadeira.
— E o senhor? Não irá ajuda-los? – Rose indagou depois que o uma parte da surpresa se foi, seu pai sorriu.
— Primeiro eu tenho que cumprir a promessa que fiz a sua mãe, cuidar de nossa Rosinha. – Rony disse e dessa vez foi Rose que sorriu.
— Scorpius veio aqui? – Rose perguntou também percebendo a não presença do namorado, Rony revirou os olhos.
— Ele veio aqui umas três vezes até que madame Pomfrey o expulsou dizendo que agora só a família podia ficar. – Rony a respondeu fingindo um tom de tédio.
— Oh... – Rose retrucou, se segurando para não rir do revirar de olhos do pai.
— Depois eu peço com jeitinho para que ela deixe ele ficar um pouco. – Rony disse depois que ficaram alguns momentos em silêncio.
— Sério, pai!? – Rose falou realmente não acreditando no que ouvira o pai dizer.
— Sim, querida, tudo para que se sinta melhor. – Rony a respondeu seriamente e Rose sorriu com o que o pai estava prestes a fazer e lhe pediu um abraço e Rony logo lhe atendeu.
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À noite, na Austrália, em algum lugar no deserto de Gibson...
No jantar daquela noite mais pessoas comiam à mesa, todos os irmãos Potter estavam juntos outra vez, mal podiam acreditar, não estavam mais nas mãos daqueles raptores, estavam livres e enfim podiam pedir ajuda a seus pais.
— Então... o que aconteceu com vocês? Porque os encontramos aparentemente fugidos no meio do nada? – O marido de Jeniffer e o pai de Brian, que eles descobriram que se chamava Henry, o que os lembrava muito o nome do pai deles lhe causando certa melancolia.
Todos na mesa dirigiram o olhar para Henry, por um breve momento os irmãos se entreolharam eles não podiam contar inteiramente a verdade para aqueles trouxas gentis.
— Fomos sequestrados de nosso país e de nossa família. – Foi James, em quem eles tinham mais confiança por estar ali a mais tempo que os outros três, que começou a falar.
— Estávamos presos e conseguimos escapar. – Merliah completou, já com todos os seus ferimentos sendo tratados com remédios e curativos.
— Nos encontraram desse jeito por que faz… que dia é hoje? – Alvo também quis falar.
— 23 de janeiro. – Jeniffer o respondeu.
— Então... fomos sequestrados faz uma semana. – Lilian constatou.
— Me desculpem a pergunta, mas, porque alguém iria sequestrar vocês? – Henry indagou com certa cautela.
— Para chamar a atenção de nosso pai, ele é um homem bastante rico, por nós quatro, eles realmente ganhariam um bom dinheiro no resgate. – Merliah logo inventou um propósito falso para o sequestro deles, e a família de trouxas pareceu acreditar na história contada.
— Eles nos machucaram…, agora que encontramos a casa de vocês sentimo-nos mais seguros novamente. – Lilian queria que soubessem o quanto estavam gratos.
— Não se preocupem com nada, iremos mantê-los seguros. – Jeniffer sorriu para eles, tentando conforta-los.
— Tem alguém a quem querem pedir ajuda em seu país? – Henry finalmente fez a pergunta que os irmãos estavam ansiosos para responder.
Os irmãos se entreolharam brevemente.
— Nosso pai. – James falou por eles.
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Algumas semanas se passaram, estavam quase no fim do mês de fevereiro, se formando assim um mês desde o sequestro dos irmãos e também das pessoas mais próximas a eles.
Muita aconteceu nesse meio tempo, Rose, Dominique e Roxy se recuperaram totalmente e estavam livres para voltarem as aulas normalmente, permitindo assim que Rony voltasse para a Austrália para ajudar nas investigações. Teddy, Hugo, Melissa e Joyce permaneciam sem entender direito o que estava acontecendo, presos em um lugar que não conheciam, recebiam três visitas ao dia nas quais, mesmo que tentassem contato, só lhes eram dado a alimentação do dia. Quanto aos irmãos, que não sabiam de nada que estava acontecendo fora da casa que os acolhia, permaneciam tendo uma boa convivência com a família que os acolheu, ainda não conseguiram uma forma de pedir ajuda a seu pai, estavam no meio do nada e demorava muitas horas para chegar no centro da cidade, não podiam pedir ajuda ao modo bruxo por conta da família trouxa, então eles combinaram de tentar procurar ajuda na próxima vez que Henry fosse comprar mantimentos na cidade, mas não sabiam que não iria demorar muito para Harry, Gina, Rony e Hermione progredirem nas investigações; eles tinham localizado os irmãos Potter, havia um sinal vindo de uma casa em meio ao deserto.
— Que informações temos dessa casa? – Rony indagou, queria estar por dentro de tudo que os outros já sabiam.
— Não temos muita coisa, é uma casa no meio do deserto de Gibson, habitado por uma família, um casal e uma criança, provavelmente trouxas. – Harry o respondeu com eficiência.
— Eles vivem isolados, então teremos que ter o dobro do cuidado ao falar com eles. – Hermione alertou a todos.
— E quando iremos fazer isso? – Gina queria ter os filhos de volta o mais rápido possível.
— Amanhã, iremos amanhã mesmo nessa casa. – Harry a assegurou, também estava ansioso para ter os filhos de volta.
— E Hugo e os outros? Nada ainda? – Rony questionou cauteloso em ouvir a resposta.
O clima ficou tenso após a pergunta de Rony. Harry e Gina desviaram o olhar dele e de Hermione, que abaixou o olhar tristonho para suas mãos, foi ela mesma que respondeu:
— Nada, não temos nada ainda, é como se...
— Eles tivessem extintos. – Harry completou quando viu que Hermione não iria conseguir terminar a frase. Houve um tenso momento de silêncio.
— Não iremos conseguir sozinhos, somos poucos, precisamos de reforços. – Gina quebrou o silêncio, séria, olhava para o trio a sua frente.
— Gina, está certa, isso é um grande de um problema, só nós quatro e alguns poucos aurores de confiança em Londres é pouco, precisamos de mais gente. – Harry concordou.
— Vocês conhecem algum auror da Austrália em quem confiem? – Gina tentou seguir a linha da sua ideia para juntar mais pessoas.
— Alguns... foram eles que nos ajudaram a achar a casa. – Harry a respondeu.
— Chame-os permanentemente para esse caso. – Gina pediu. – Mas ainda precisamos de mais gente...
Hermione deu um sorriso de lado.
— Não se preocupem com isso, irei mandar umas corujas. – Ela declarou.
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Depois de algumas semanas finalmente eles tinham encontrado aqueles fujões, e aqueles quatro elementos surpresa iriam ser úteis para alguma coisa.
Haviam descoberto por acaso, um dos amigos de Umbridge, que havia sido persuadido a ir comprar mantimentos para eles e os novos sequestrados, viu um dos irmãos andando com roupas estranhas pela feira da cidade, ele o seguiu e o viu entrando junto a um homem dentro de uma loja, pediu informações sobre o tal homem e eles lhe mostraram onde o homem morava, a casa estava protegida com feitiços protetores, então, para marcar o lugar, ele fincou no chão um pedaço de madeira com uma fita vermelha amarrada ao topo.
Sendo assim, lá estavam eles agora, arrastando a tiracolo seus novos reféns amarrados uns aos outros.
— Eles vão nos matar? – Hugo questionou, estava aterrorizado.
— Não, eles precisam de nós, não consigo imaginar com total certeza com que propósito. –Teddy o respondeu, tentando trazer algum tipo de calma para o menino.
— Vocês dois, fiquem quietos! – esbravejou um dos homens que os levava, não mostravam seus rostos cobrindo-os com mascaras, eles pararam ao lado do pedaço de madeira fincado ao chão.
Em sincronia, todos eles apontaram suas varinhas para o vazio a frente deles... só que não era um vazio, logo perceberam que os encapuzados estavam tentando quebrar um campo de proteção... que estava em volta de uma casa. Os feitiços de proteção não foram fortes o bastante e o campo de força se rompeu revelando totalmente uma casa. Os irmãos Potter na varanda da casa apontavam suas varinhas para os “homens sem rosto”, acompanhados de um homem que olhava para tudo completamente confuso e atordoado, três dos encapuzados se colocaram mais à frente do grupo e tiraram suas máscaras, os irmãos, Teddy e Hugo sabiam quem aqueles três eram, Pansy, Goyle e Blasio mostravam sorrisos perversos para os irmãos.
— Pensaram que poderiam fugir de nós tão facilmente assim? – Pansy se fez ouvir.
— O que está acontecendo aqui? – Henry questionou sem compreender o que realmente estava acontecendo.
— Henry vá para dentro de casa, se esconda e proteja Jeniffer e Brian – James mandou, mas Henry ficou parado, então James desviou o olhar, por um breve momento, dos inimigos e olhou determinado para Henry. – Vá, agora! Rápido, obedeça!
Henry confiava naquele garoto piamente, então foi sem questionar que ele entrou e fez o que ele disse.
— Trouxemos uns presentinhos para vocês – Blásio falou e, com isso, Goyle puxou com força a corda que prendia Teddy, Hugo, Joyce e Melissa, chamando a atenção dos irmãos para eles.
Os irmãos arfaram, Merliah começou a tremer, James começou a perder o controle de seus poderes, suas mãos estavam vermelhas e começando a ferver, Lilian começou a ficar nervosa e Alvo estava chocado demais para reagir a alguma coisa.
— Então? Vamos fazer um acordo? – Pansy disse sorrindo perversa e olhou dos irmãos para os presos. – Ou vocês vêm conosco, ou matamos a quem mais amam.
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