Os irmãos Potter - 2ª temporada
13 Questão de confiança, A confissão de James e Que a busca pelo os irmãos comece
Notas iniciais
— Por que eu não estou surpreso que os seus filhos sejam especiais, Potter? – Draco disse com um certo tom de sarcasmo.
Harry apenas lhe lançou um olhar atravessado.
— Você tem que prometer que não irá contar isso para mais ninguém. – Hermione se fez ouvir.
— Só a nossa família e o corpo docente de Hogwarts sabe… além dos imbecis dos seus antigos amigos. – Gina reforçou.
— Eles nunca foram meus amigos… ao menos não de verdade. – Draco suspirou. – Eu não irei contar a ninguém.
— Terá de jurar de verdade. – Rony falou olhando diretamente para os olhos de Malfoy. – Fará o voto perpétuo.
— Sr. Weasley, eu não… — Astoria falava aproximando-se do marido, porém, foi interrompida por Rony.
— Ele é Draco Malfoy. – Rony apontou para Draco, como se todos ainda não tivessem percebido quem ele realmente era. – E o que está em jogo aqui são os meus sobrinhos, eu não vou arrisca-los.
Harry e Gina olharam para ele com afeição.
— Então você irá fazer o voto perpétuo. – Rony declarou apontando o dedo indicador no peito de Draco.
— Se não confia em meu marido por que o chamou para ajuda-los? – Astoria questionou olhando furiosa para todos eles.
— Astoria, não… – Draco tentou evitar a evidente confusão que estava prestes a começar.
— Não, Draco, não irei ficar calada. – Astoria o cortou e virou-se novamente para eles. – Desde do fim da guerra, Draco, eu e até mesmo nosso filho, vem sofrendo preconceitos por erros do passado. E meu filho e eu nem chegamos a sermos comensais, sofremos preconceito por conta de nosso sobrenome! Draco e sua família até hoje estão tentando um recomeço, mas como raios irão conseguir se, pessoas como você — Ela olhou diretamente para Rony — não dão se quer uma chance a eles? Draco se comprometeu a ajudar por pura boa vontade, porque não estamos ganhando nada com isso e é assim que agradecem?! … Vão ter que confiar em nós! Eu conheço Pansy desde menina, também posso ajudar, mas preciso que confiem em nós, se não confiam, então apaguem nossas memórias sobre o que acabaram de dizer sobre os herdeiros Potter.
Astoria terminou seu desabafo olhando firme para todos eles. Hermione e Gina olhavam para ela com pequenos sorrisos nos rostos e um brilho de admiração no olhar, Harry olhava sério para ela e Rony, um pouco assustado, não tirava os olhos da moça. Draco, ao lado da esposa, a encarava com um sorriso e um olhar cheio de amor e admiração.
A sala permaneceu calada, levando aquilo como algo negativo ao que ela falara, Astoria virou-se para ir embora, porém, voltou quando Harry se pronunciou outra vez.
— Nós confiamos em vocês. – Ele disse. – Por favor, fiquem mais um pouco para conversarmos sobre.
Draco e Astoria se entreolharam.
— Nos Desculpe, Potter, mas foi uma noite longa e… cansativa. Precisamos descansar. – Draco respondeu. — Podemos nos falar amanhã?
— Certo, falaremos amanhã. – Harry se viu concordando.
— Vamos, Astoria. – Draco a chamou e ela acenou com a cabeça.
Draco já se encaminhava para o hall, indo pegar seus casacos, com Hermione o acompanhando. Astoria, porém, se aproximou de Gina e pegou em suas mãos.
— Sei que deve estar sendo muito duro para você saber que seus filhos correm perigo. Sei o quanto isso dói, perdi três filhos antes de Scorpius. Os filhos, eles são importantes para nós mães… sei também que tem muitas amigas e confidentes, mas pode contar comigo como… uma nova amiga. – Astoria falou com um pequeno sorriso. Gina sorriu de volta para ela e a abraçou realmente agradecida.
Astoria, em seguida, seguiu o marido para fora e os dois voltaram para a nova mansão dos Malfoy.
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Em algum lugar muito longe da casa de Rony e Hermione Weasley…
— Liah? – Sussurrou James. Ela lhe respondeu com um resmungo. – Já teve alguma ideia para sairmos daqui?
— Por que só eu tenho que ter ideias? Vocês já ouviram falar que mais cabeças pensam melhor? – Merliah revirou os olhos.
— Isso quer dizer que não? – James perguntou fazendo a irmã bufar.
— Sim, isso quer dizer que não. – Merliah suspirou cansada.
— Droga. – James murmurou enquanto Merliah fazia um movimento na cadeira para poder ver seus outros irmãos.
— Alvo e Lilian estão dormindo? – Merliah questionou estranhando o silencio deles. James também fez um movimento para olhar para os irmãos.
— Sim, eles estão. – James respondeu conseguindo ver os dois irmãos adormecidos.
— Como será que está indo a busca por nós quatro? – Merliah indagou mexendo-se desconfortável na cadeira.
— Eu não sei… – James também suspirou cansado. – Só espero que papai nos ache logo.
Eles se entreolharam mal conseguindo se enxergar por conta do escuro que estava no local.
— Eu também espero, meu irmão… estou com medo que dessa vez eles consigam o que querem, tenho a impressão de que não é nada bom. – Merliah confessou.
— Eu também estou com medo. – James sussurrou de volta.
— Está? – Merliah disse um pouco surpresa.
— Sim, me preocupo com vocês três. — James respondeu e ele não pôde ver por conta do escuro, mas Merliah o olhou com mais surpresa ainda por ele estar dizendo aquilo em voz alta. – Qual é… vocês são meus irmãos e eu os amo, não quero que nada de ruim aconteça com vocês.
Merliah sorriu comovida.
— Nós também não queremos que nada lhe aconteça. – Merliah respondeu fazendo James também sorrir.
— Por favor, mulher, não me faça chorar!
Merliah riu, sendo acompanhada pelo irmão. Pararam apenas quando seus irmãos menores se remexeram incomodados com o barulho. Eles se olharam sorrindo e, momentos depois, adormeceram como podiam naquelas cadeiras desconfortáveis.
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No dia seguinte, na sala de estar da casa dos Potter…
— Pelo que vocês me disseram, acho que dessa vez Pansy e os outros estarão mais espertos, não serão tão burros a ponto de colocar um desenho das trevas em um bairro trouxa outra vez. – Draco ponderou.
— E o que você acha? – Gina perguntou.
— Acho que dessa vez está no mesmo lugar em que eles estão com as crianças. – Draco respondeu.
— Achamos também que podem estar em algum lugar muito afastado, que nem mesmo bruxos ou bruxas podem encontrar facilmente. – Astoria se manifestou.
— Já pensaram na possibilidade de eles estarem em outro pais? – Draco indagou sugestivo.
Os outros da sala se entreolharam.
— Tem um palpite em qual pais estão? – Gina voltou a perguntar.
Draco olhou nos olhos de todos na sala.
— Tenho alguns. – Ele declarou.
— Certo. – Harry disse e se aproximou e sentou-se em frente a Draco. – Conte-os.
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